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O positivismo e a sociologia de Durkheim + Conceitos e proposições essenciais da sociologia durkheimiana

fato social, consciência coletiva, solidariedade social e método sociológico
by

Lena Costa Carvalho

on 6 August 2013

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Transcript of O positivismo e a sociologia de Durkheim + Conceitos e proposições essenciais da sociologia durkheimiana

O positivismo na sociologia de Durkheim
MÓDULO II – Indivíduo e Sociedade
TEMA :
DISCIPLINA:
Sociologia
PROF.:
Lena Costa Carvalho
Modulo III: Surgimento da sociologia
Tema 2: Durkheim e o positivimo

Módulo II: Indivíduo e Sociedade
Tema 2: Conceitos e proposições essenciais da sociologia durkheimiana: fato social, consciência coletiva, solidariedade social e método sociológico


DISCIPLINA:
Sociologia
PROFª:
Lena Costa Carvalho
Sumário dos assuntos da disciplina
I UNIDADE:
Módulo I: Introdução à sociologia
Tema1: Da questão social à questão sociológica (POWER POINT)
Tema 2: Métodos de pesquisa em sociologia (POWER POINT)
Tema 3: A imaginação sociológica (PREZI)

Módulo II: Indivíduo e Sociedade
Tema 1: Durkheim e a explicação sociológica (PREZI)
Tema 2: Conceitos e proposições essenciais da sociologia durkheimiana: fato social, consciência coletiva, solidariedae social e método sociológico

II UNIDADE
Módulo III: Surgimento da sociologia:
Tema 1: Contexto, antecedentes e relação com positivismo (PREZI)
Tema 2: O positivismo e a sociologia de Durkheim (PREZI)
Tema 3: A sociedade moderna em Durkheim e Marx (PREZI)

Módulo IV: Estratificação social
Durkheim e o estabelecimento da cientificidade
Obra: "As Regras do método sociológico"
Durkheim propondo um olhar próprio à sociologia
Obra: "O Suicídio"
Durkheim criando conceitos e propostições teóricas
Obras: "O Suicídio" e "A divisão do trabalho social"
Como já vimos nas aulas anteriores, o positivismo surge no contexto pós-revolução francesa, contrapondo-se à filosofia negativa representada pelo iluminismo e buscando promover a ordem social em uma sociedade secularizada sob o domínio da burguesia.

De uma maneira geral, os primeiros sociólogos (e muitos contemporâneos) tivessem em comum o objetivo de criar uma nova ciência e de interferir no curso dos acontecimentos, mas Comte não conseguiu casar adequadamente essas duas intenções. Em Comte, a criação da nova ciência ficou subordinada ao objetivo de promover o controle social e nenhuma pesquisa foi realizada para testar a validade de suas teorias. Assim, a "ciência física" de Comte acabou deixando de cumprir um dois papeis mais importantes para qualquer ciência: descobrir coisas novas e gerar novas ideias sobre o objeto de estudo (nesse caso, a sociedade).

Diferente de Comte, os clássicos da sociologia (Marx, Weber e Durkheim) realizaram pesquisas que lhes permitiram ajustar suas teorias de acordo com os dados encontrados.

"A vida desses três homens estende-se por pouco mais de um século, mas eles testemunham várias fases da transição violenta que ocorreu na Europa rumo ao capitalismo industrial, tentaram explicar as grandes transformações européias e sugeriram maneiras de melhorar a vida das pessoas" (BRYM et al, 2006:13).

Por enquanto, vamos ficar com Durkheim.




Comte: a sociologia como ciência e a questão dos valores
A grande preocupação de Durkheim era fazer da sociologia uma ciência, ou seja, uma forma segura e reconhecida de conhecimento sobre a sociedade.

Para tanto, procurou esclarecer quais seriam seu objeto de estudo e seus métodos. Além disso, ao realizar pesquisas, ele também criou conceitos e teorias que formaram o corpo inicial da sociologia. Vamos aprofundar a relação entre esses objetivos e suas principais obras: "As regras do método sociológico", "O suicídio" e "Da divisão do trabalho social"
Durkheim e a sociologia como ciência
"Quase não estamos habituados a tratar cientificamente os fatos sociais (...) Porém, se há uma ciência das sociedades, é de se esperar que ela não consista simplesmente numa paráfrase dos preconceitos tradicionais, mas nos apresente as coisas de um modo diferente do que aparentam ao vulgo, pois o objeto de qualquer ciência é descobrir, e qualquer descobrimento desconcerta mais ou menos as opiniões estabelecidas. Desta forma, a menos que, em sociologia, se conceda ao senso comum uma autoridade que já há muito não tem nas outras ciências - não vemos de onde lhe poderia vir - o cientista deve tomar a decisão de não se intimidar pelos resultados a que levam as suas investigações, se foram metodicamente conduzidas.
(...)
Estamos ainda muito acostumados a resolver todos esses assuntos segundo as sugestões do senso comum para podermos facilmente mantê-lo distante das discussões sociológicas. Quando nos julgamos libertos, ele impõe-nos os seus juízos sem nos darmos conta. Só uma longa e especial prática pode impedir tais descuidos.
(DURKHEIM, 2008, p.11)
Para definir o campo de estudos da sociologia, Durkheim explica que “a sociedade não é uma simples soma de indivíduos” e cria o conceito de consciência coletiva:

“Sem dúvida, nada se pode produzir de coletivo se consciências particulares não existirem; mas esta condição necessária não é suficiente. É preciso ainda que as consciências estejam associadas, combinadas, e combinadas de determinada maneira; é desta combinação que a explica. Agregando-se, penetrando-se, fundindo-se, as almas individuais dão nascimento a um ser, psíquico se quisermos, mas que constitui uma individualidade psíquica de novo gênero” (DURKHEIM, 2008: 21).

Este ser psíquico resultante da fusão das consciências indiviuais é a consciência coletiva. É pela existência dela que Durkheim explica a ordem social.

“Do mesmo modo que os espiritualistas separam o reino psicológico do reino biológico, nós separamos o primeiro do reino social; como eles, recusamo-nos a explicar o mais complexo pelo mais simples” (DURKHEIM, 2008:13).

Especificidade da sociologia: a sociedade não é a soma dos indivíduos
Sendo a sociologia uma ciência diferente das que existiam até então, eladeve ter um objeto de estudo próprio, que não seja explicável pelas outras ciências. Esse objeto, na opinião de Durkheim, é o fato social. Já de saída, vale ressaltar que nem todo acontecimento que ocorre numa sociedade é fato social.

"Fato social é toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, ou então, que é geral no âmbito de uma dada sociedade, tendo, ao mesmo tempo, uam existência própria, independente das suas manifestações individuais" (DURKHEIM, 2008:40).

Sem dúvida, nada se pode produzir de coletivo se consciências particulares não existirem; mas esta condição necessária não é suficiente.

“Não basta que um fato ocorra na sociedade para merecer a qualificação de social. Assim, a sociologia, obviamente, não se ocupa de todos os fenômenos verificáveis na sociedade, mas apenas daqueles que apresentam a característica que determinam o seu caráter específico. À sociologia compete estudar apenas os fatos sociais e estes 'consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotados de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem’ ” (VILA NOVA, 2000:75).

O fato social, portanto, é externo (não se origina nos indivíduos, e sim no coletivo, sendo então partilhado coletivamente) e coercitivo (exerce uma pressão sobre os indivíduos, levando-os a pensar, falar ou agir de determinadas maneiras).

Nossos modos de comer, falar, usar dinheiro, lidar com os objetos, praticar uma religião, exercer papeis sociais, tudo isso são fatos sociais, ou seja, fatos que se impõem a nós e em relação aos quais temos pouca margem de manobra.



O objeto da sociologia é o fato social
“Nosso objetivo é estender ao comportamento humano o racionalismo científico, mostrando que, se analisarmos no passado, ele é redutível a relações de causa e efeito, que uma operação não menos racional pode transformar em regras de ação para o futuro”(DURKHEIM, 2008:13).


Sendo externos e coercitivos, os fatos sociais são objetivos e devem ser estudados dessa maneira. Assim, Durkheim afirma que “os fatos sociais são coisas”, ou seja, são uma realidade objetiva e passível de ser estudada como tal. A definição de fato social e das regras para estudá-lo de forma objetiva são o foco de Durkheim em "As regras do método sociológico".




“O que é, então, uma coisa? A coisa opõe-se à ideia como o que se conhece de fora ao que se conhece de dentro. É coisa todo o objeto de conhecimento que não é naturalmente apreendido pela inteligência, tudo aquilo de que não podemos adquirir uma noção adequada por um simples processo de análise mental, tudo o que o espírito só consegue compreender na condição de sair de si próprio, por via de observações e de experimentações, passando progressivamente das características mais exteriores e mais imediatamente acessíveis às menos visíveis e às mais profundas. Tratar fatos de uma certa ordem como coisas (...) É abordar o seu estudo partindo do princípio que se ignora por completo o que eles são, e que as suas propriedades características, tal como as causas desconhecidas de que dependem, não podem ser descobertas pela introspecção, por mais atenta que seja”(DURKHEIM, 2008:16-17).

Assim como Copérnico dissipou as ilusões de nossos sentidos acerca dos movimentos dos astros, Durkheim afirma que a sociologia deve dissipar as ilusões do senso comum a respeito da sociedade. Caso se guie pelas pré-noções, a sociologia “jamais conseguirá descobrir as leis da realidade”, pois essas idéias “são um véu que se interpõe entre nós e as coisas, escondendo-as tanto mais quanto mais acreditarmos na sua transparência” (DURKHEIM 2008:43).

A sociologia, para Durkheim, define-se como busca por padrões de comportamento derivados de relações sociais.

Fato social ≠ Norma
O fato social condiciona ações, mas isso não significa que seja sempre uma norma. Apesar de toda norma partilhada intersubjetivamente (entre sujeitos) ser um fato social,nem todo fato social é norma, pois algumas coerções sociais externas (que são fatos sociais) levam os indivíduos a agir contrariamente às normas estabelecidas.

Um dos exemplos claros de como Durkheim percebe a exterioridade e corcitividade dos fatos sociais é o estudo do suicídio, definido como todo ato que o indivíduo realiza sabendo que a morte é uma conseqüência provável. O suicídio não é um ato condenado moralmente e até legalmente em muitas sociedades, mas o fato de não ser norma não significa que ele não se imponha como fato social, ou seja, como força externa e coercitiva. É assim que se pode compreender o suicídio anômico na sociedade judaico-cristã. Também nesse sentido (ser fato social sem ser norma) podem ser entendidos os crimes em defesa da honra.

Com "O Suicídio", fica claro que, para Durkheim, a explicação dos fatos sociais dos fatos sociais não pode ser procurada nos indivíduos, e sim na consciência coletiva.


Enquanto o fato social é caracterizado pela regularidade e por fazer parte do cotidiano, o fato histórico é caracterizado pela singularidade e excepcionalidade.
Fatos sociais e históricos, entretanto, estão intimamente relacionados e exercem influências mútuas.

“Tomemos, por exemplo, o caso da Revolução Francesa. Como toda revolução social, esta não aconteceu por acaso, mas decorreu do forte sentimento de insatisfação entre os burgueses da França do século XVIII em relação à sua situação ambígua naquela sociedade: se, por um lado,esta categoria estava em posição subalterna em relação à nobreza na hierarquia de prestígio e poder naquela sociedade, por outro lado, já ocupava uma posição de considerável importância na hierarquia da riqueza. (...) Tais sentimentos de insatisfação, associados às condições materiais sem as quais aquela revolução não poderia ter sido deflagrada, são os fatos sociais que antecedem a Revolução Francesa. Como os fatos sociais, eles são gerais (entre os burgueses), exteriores, independentes (pois não decorrem apenas da vontade individual, mas esta é que resulta de condições exógenas em relação aos indivíduos) e coercitivos. Desta maneira, estamos diante de um caso no qual um fato histórico é conseqüência de um fato social.
Por sua vez, a Revolução Francesa, redefinindo não apenas as regras de funcionamento do sistema político e econômico, mas, igualmente, o sistema de crenças, valores e, conseqüentemente, atitudes naquela sociedade, terminou por instaurar novas “maneiras de agir, de pensar e de sentir”, ou seja, novos fatos sociais, em sentido rigorosamente durkheimiano” (VILA NOVA, 2000:78-79).



Fato social ≠
Fato histórico
Outro conceito fundamental da obra de Durkheim é o de solidariedade social, que permeia as explicações oferecidas tanto em "O Suicídio" quanto em "A divisão do trabalho social" .

“Um dos principais elementos da obra durkheimiana é o conceito de solidariedade. Ele separa a solidariedade em mecânica (relacionada à consciência coletiva, existente também em sociedades mais primitivas) e orgânica (proveniente da divisão do trabalho, em termos gerais). Apesar de Durkheim dar uma maior ênfase ao tipo de solidariedade orgânica, ele não desvaloriza a solidariedade mecânica, até mesmo porque esses dois tipos de solidariedade não são excludentes, podendo coexistir em uma dada sociedade. Na solidariedade mecânica a personalidade é absorvida pelo coletivo (tem de estar na consciência coletiva). Na solidariedade orgânica, “a sociedade torna-se mais capaz de se mover em conjunto ao mesmo tempo em que cada um dos seus elementos tem mais movimentos próprios” (Ibid , p. 108). Enfim, a solidariedade social para o autor é a responsável pela coesão social. Todavia, se pensarmos no elemento solidariedade social enquanto elemento de coesão em um ambiente de trabalho, por exemplo, veremos que, de acordo com Durkheim, enquanto na solidariedade mecânica as semelhanças unem, na orgânica é a especialização que vai fazer com que os laços se afastem.

Fica patente então que na obra de Durkheim visa-se à correlação entre divisão do trabalho e solidariedade social. Então perguntamos: é a divisão do trabalho que causa a solidariedade social? De acordo com o autor, sim, a solidariedade orgânica, mas não apenas ela, pois a complexidade da solidariedade é maior. Vejamos, em alguns casos essa divisão do trabalho pode exibir seu lado perverso (anomia). “À medida que as funções industriais vão se especializando, a luta se torna mais viva, em vez de a solidariedade aumentar” (Ibid , p. 369). Durkheim alega que a divisão do trabalho social em si mesma não produz essas conseqüências maléficas de causar, por exemplo, desavenças entre patrões e empregados, greves etc, meramente por uma necessidade de sua natureza, mas apenas em circunstâncias excepcionais e anormais” (MELO, 2009:6).

Texto completo em: http://www.sbsociologia.com.br/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=3683&Itemid=171.


Mais sobre a divisão do trabalho social
Durkheim considera a divisão do trabalho natural, como mostram os organismos vivos e suas células, mas percebe que a divisão do trabalho social pode gerar anomia quando ocorre de maneira exagerada. É o caso de crianças submetidas a uma educação uniforme e de operários que passam a vida exercendo uma única função hiperespecializada na produção.

“A solidariedade social para Durkheim não pode ser realizada para que cada um tenha sua tarefa a exercer apenas, antes disso, é preciso que essa tarefa lhe convenha (Ibid , p. 392). Entretanto, com uma sociedade estratificada em classes como a nossa, nem todos realizam as atividades de que gostam, por exemplo, o que nos leva a observar a divisão do trabalho na sociedade atual de uma forma ampla e em suas várias facetas” (MELO, 2009:7).


Referências bibliográficas
VILA NOVA, Sebastião (2000). Introdução à sociologia 5ª edição. São Paulo, editora Atlas

DURKHEIM, Émile (2008). As regras do método sociológico. Tradução de Pietro Nassetti. São Paulo, Martin Claret

MELO, Marina Félix de (2009). “A moral em Émile Durkheim” in XIV Congresso Brasileiro de Sociologia 28 a 31 de julho de 2009, Rio de Janeiro (RJ) Disponível em: http://www.sbsociologia.com.br/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=3683&Itemid=171.
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