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Idéias de uma filosofia renegada

Apresentação no III Forum Conceitual de Naturologia
by

Ana Claudia Mor

on 8 November 2012

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Transcript of Idéias de uma filosofia renegada

Uma apresentação
de idéias apaixonadas A Constituição Moderna Idéias de Uma Filosofia Renegada Jean-Gabriel Tarde Polo Natureza Bruno Latour, Gabriel Tarde
e algumas contribuições a construção da Naturologia França em 1843 - 1904.

Bacharelado em Letras , Ciências e Direito.

Sofreu crises oftalmológicas que o obrigaram a viver longos períodos em locais escuros. Nesta faze escreveu poemas, fez longos percursos pedestres Bruno Latour nascido na França em 1947
Filosofo e Antropólogo

Além de trabalhar em filosofia, história, sociologia e antropologia da ciência, tem estudos e contribui com as áreas de ciência política e gestão de pesquisa. Ana Claudia Mor Uma epistemologia e uma ontologia eminentemente relacionais.
O abandono das ontologias do Ser (da identidade, da existência em si, da essência) para uma ontologia do Haver, do Ter ou do Estar.

Colocarmo-nos em relação, aqui, é permitirmo-nos atravessar, possuir, transformar e reformarmo-nos mutuamente uns pelos outros. Abandonar a ontologia do Ser-em-si-mesmo, transposto em identidades e na eterna reprodução das fronteiras que nos separam; para permitirmo-nos a experiência da nossa própria construção, atravessada continuamente por estes que são ao mesmo tempo outros e mim mesmo. Como estudá-la?
Como produzí-la?

Onde situar a Naturologia academicamente? Polo Sociedade Prática de Purificação Práticas de Mediação “um mundo no qual a representação das coisas através do laboratório encontra-se para sempre dissociada da representação dos cidadãos através do contrato social.(...) era preciso que desde então todos “vissem imagens duplicadas” e não fosse estabelecida uma relação direta entre a representação dos não-humanos e a dos humanos, entre o artifício dos fatos e a artificialidade do corpo político. (...) cabe a ciência a representação dos não-humanos, mas lhe é proibida qualquer possibilidade de apelo à política; cabe à política a representação dos cidadãos(humanos), mas lhe é proibida qualquer relação com os não-humanos produzidos e mobilizados pela ciência e pela tecnologia.” (Latour, 1994, p. 33) Porque classificamos a experiência nestes tantos compartimentos ontologizados, purificados em si mesmos, Natural ou Humano? Gabriel Tarde Émile Durkheim Sociologia das Associações Sociologia da Ordem Monadologia de Leibniz
Diz respeito ao Infinitesimal, o infinitamente pequeno que constitui toda a diferença.
(partículas elementares que são diferenciadas e diferenciantes) Existir é diferir Hypoteses fingo: se a ação é a essência da mônada, é porque toda mônada já é multidão


Monismo = miriateísmo


Não há um Deus absoluto, mas uma miríade...
uma multidão de deuses, uma multidão de verdades. o real é apenas um caso do possível.
O que existe no real são emergências produzidas pelos encontros fortuitos de inumeráveis séries repetitivas de mônadas. Somos nascidos de um encontro que nos fez diferentes de todo o resto do Universo, vamos nos esbarrando e nos alterando até a morte; e tudo isso é justamente chamado fortuito, acidental, “pois os seres que assim se cruzam não se buscavam, mas nem por isso seu cruzamento foi menos necessário e fatal”.

O REAL É UM DISPÊNDIO DE POSSÍVEL!
UM EXCESSO DA POTÊNCIA SOBRE O ATO! “O antropocentrismo, em seu esforço secular para interpretar mecanicamente tudo o que está fora de nós, mesmo o que mais brilha em traços de gênio acumulados, as obras vivas(!); nosso espírito sopra, de certo modo, apagando todas as luzes do mundo em benefício de uma solitária fagulha. E se somos incapazes de perceber por toda parte almas outras que a minha, mas no fundo semelhantes a minha é por conta desse preconceito antropocêntrico que nos faz crer sermos seres superiores.” ( ) É a proposta de uma teoria social que coloca em suspensão (e suspeição) a antinomia entre o continuo uniforme e o descontínuo pontual ou, mais precisamente, que pense as entidades finitas como casos particulares de processos infinitos, as situações estáticas como bloqueios de movimento, os estado permanentes como agenciamentos transitórios de processos de devir (e não o contrário). O que esta ontologia, epistemologia e metodologia da ação pode criar?

Que mundo podemos criar?

Que política?

Que ciência podemos fazer?

Qual a potência destas ideias? Como pensar a Naturologia, como construí-la epistemologicamente por uma ontologia do Haver e não do Ser?


Qual ciência-política a Naturologia quer fazer?


Qual política-ciência a Naturologia quer fazer? “mônadas abertas por Tarde (...) são esferas de ação singularizadas em um ponto qualquer, que não tem outra essência, senão as atividades que exercem umas sobre as outras. Cada mônada está inteiramente onde age. A mônada, como o átomo, é um meio universal ou algo que aspira sê-lo, um universo para si, não apenas um microcosmo, mas o cosmo inteiro conquistado e absorvido por um único ser.” (Vargas, 2007, p.14/15) Substituir a metafísica do Ser, pela metafísica do Haver:
do princípio Eu Sou, é impossível deduzir qualquer outra existência além da minha, daí a negação e o abismo.

No modo do Ser, a auto-relação é o modelo
da relação; já no modo Haver a alteração
(alter/outro-ação) faz a vez da relação.
Enquanto o ser não admite meio-termos,
apenas ser ou não ser, o haver comporta graus. mor.anaclaudia@gmail.com Referências

Latour, Bruno. Jamais Fomos Modernos: ensaio de antropologia simétrica. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994.
___________. Políticas da Natureza: como fazer ciência na democracia. Bauro, SP: Edusc, 2004.
___________. Reagregando o Social: uma introdução à teoria do Ator-Rede. Salvador: Edufba, 2012; Bauru, SP: Edusc, 2012.
Tarde, Gabriel. Monadologia e Sociologia. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
Vargas, Eduardo Viana. Gabriel Tarde e a diferença infinitesimal. In: Tarde, Gabriel. Monadologia e Sociologia. São Paulo: Cosac Naify, 2007. p.07-50.
Ribeiro, Maria Thereza Rosa. Antes Tarde do que nunca. Gabriel Tarde e a emergência das ciências sociais. Rev. Antropol. 2001, vol.44, n.1, pp. 325-330. Muito grata!
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