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O Substantivo e seus determinantes: artigo e pronome

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by

Cristina Chicaro

on 9 February 2015

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Transcript of O Substantivo e seus determinantes: artigo e pronome

O Substantivo e seus determinantes 1: artigo e pronome
NO BAIRRO DOS PRONOMES
A cidade da Língua era uma cidade como as outras. A gente importante morava no centro e a gente pobre morava nos subúrbios.

- Vamos percorrer a cidade nova, que é a que mais nos interessa – propôs Narizinho.

Montaram o Rinoceronte, que se pôs a trote pelo morro abaixo. Chegados ao sopé, saltaram em terra, porque não seria gentil penetrarem na cidade da Língua montados em tão notável animal.

- Que bairro será este? – perguntou Narizinho.

- É um bairro muito importante, o dos nomes substantivos.

- E aquele?

- Bom – disse o Rinoceronte – aquele é o bairro dos adjetivos.

Os meninos admiraram-se de só verem palavras atreladas e então o Rinoceronte explicou que os adjetivos, coitados, só podem movimentar-se atrelados aos substantivos.

Emília, o Narizinho, o Rinoceronte e os meninos continuaram a viagem pela cidade da Língua e chegaram ao bairro dos pronomes.
- Os pronomes moram naquelas casinhas ali em frente – informou o Rinoceronte.

- A primeira, a mais pequena, é a dos pronomes pessoais. Bateram à porta. Veio abrir o pronome Eu.

Narizinho fez as apresentações e o pronome Eu apresentou-lhes, por sua vez, os seus irmãos – Tu, Ele, Ela, Nós, Vós, Eles, Elas – e os seus primos – Me, Mim, Te, Ti, Nos, Vos, O, A, Os, As, Lhe, Lhes.

Na outra casa encontravam-se os pronomes possessivos: Meu, Teu, Seu, Nosso e Vosso, com as respectivas esposas e plurais.

Depois encontramos os pronomes demonstrativos: Este, Esse, Aquele, com as suas respectivas esposas e parentes. Emília estava radiante: “Gosto muito de conhecer os pronomes”.
O determinante serve para modificar um substantivo, acrescentando-lhe noções que reduzem a vagueza e generalidade do seu conceito (p.ex., flor é um conceito genérico; flor vermelha é um subconjunto de flor; flor vermelha perfumada é um subconjunto de flor vermelha; aquela flor vermelha perfumada é um subconjunto unitário de flor vermelha perfumada, localizado espacial ou temporalmente etc.)”
a) João levou seu sobrinho ao parque.
O
menino pulou no lago para nadar.

João levou seu sobrinho ao parque.
Um
menino pulou no lago para nadar.

João levou seu sobrinho ao parque.
Este
menino pulou no lago para nadar.

João levou seu sobrinho ao parque.
Aquele
menino pulou no lago para nadar.

João levou seu sobrinho ao parque.
Nosso
menino pulou no lago para nadar.



b) João comeu
o
bolo.

João comeu bolo.

João comeu
aquele
bolo.



c) Ele é jogador, mas não é
um
Ronaldinho.

Ele é jogador, mas não é
aquele
Ronaldinho.

Ele é jogador, mas não é
nosso
Ronaldinho.

Ele é jogador, mas não é
o
Ronaldinho.

Editorial:
A Violência na Visão do Jovem Brasileiro


Por Francisco Valente

11 de agosto de 2004



Os estudantes concluintes do ensino Médio
e que participaram, em 2003, do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, em 1,3 milhões de redações sobre o tema: "A Violência na sociedade brasileira – como mudar esse jogo?" apontaram, como as principais causas para essa situação anômica que assola o Brasil:

-
a desigualdade social

-
a falta de escolaridade

-
a desestruturação familiar

Como conseqüência, apontaram a lotação de presídios, a privatização da segurança (pública), e a falta de perspectiva (de vida) por parte das pessoas.

Desses fatos
, podemos tirar pelo menos duas conclusões importantes:

1)
o jovem brasileiro
não é
a criatura alienada que muitos acreditam
seja, idéia alimentada principalmente pela mídia, extrapolando para toda a juventude um fenômeno típico de um segmento da sociedade (lamentavelmente, o segmento socialmente mais privilegiado); os jovens têm, isto sim, excelente visão do problema (da violência) e das condições econômicas e sociais que o provocam, além de um vislumbre sobre as possíveis formas de solução. E isto, comprovado em 1,3 milhões de redações.

2)
O Estado brasileiro
, que se apropria, na forma de impostos diretos e indiretos, de mais de dois terços da renda da população (são 62 tipos diferentes de tributos, visíveis ou embutidos em mercadorias e serviços) não oferece a contrapartida social mínima necessária para o usufruto da cidadania e da dignidade humana.

Essa contrapartida social mínima
, necessária para o usufruto da cidadania e da dignidade das pessoas, está prevista na Constituição Federal de 1988, em seus diversos artigos, assegurando a todo cidadão brasileiro:

direito à segurança pública, de modo a garantir o patrimônio e a integridade física e psicológica das pessoas;

direito à educação básica, pública, gratuita e de qualidade, como elemento através do qual se viabiliza a melhor inserção social possível;

direito à saúde, preventiva e curativa, dentro de padrões de qualidade compatíveis com a preservação da dignidade humana;

e direito a emprego (criação de postos de trabalho através do fomento ao desenvolvimento econômico e social ) e oportunidades de trabalho (apoio à capacidade empreendedora).

Das causas apontadas
pelos jovens, a falta de escolaridade fala por sí; a desigualdade social e a desestruturação familiar são conseqüências da situação surreal em que se encontra a taxa de desemprego no país: 10,2 % da população não tem emprego nem trabalho, sendo, só na região da Grande São Paulo (capital e municípios vizinhos) cerca de 2 milhões de pessoas.

Os estudantes
ofereceram, como possível solução para o estado de violência a que estamos submetidos, o investimento em oportunidades de educação e geração de empregos.

Quando cobradas, as elites do país (econômicas e políticas) encontram mil subterfúgios para fugir a uma resposta direta: não se faz mais pelo povo porque não se tem vontade política; não se proporciona mais segurança pública, educação, saúde e trabalho pois as estruturas econômicas e sociais, do jeito em que se encontram, favorecem estratos da sociedade que se locupletam da absurda concentração de riqueza no Brasil.

E não se fale em governos de direita, conservadores, retrógrados, reacionários: a própria esquerda institucionalizada no país, hoje no poder, repete com virtuosismo a mesma lição de casa de governos anteriores, exigência do neo-liberalismo.
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