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Asa Branca - Luiz Gonzaga

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by

Amanda Proost

on 31 May 2014

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Transcript of Asa Branca - Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Asa Branca
Análise Fonológica
Metaplasmo (alteração fonética) por transposição de som - Metátese:
deslocamento interno à sílaba

Perguntei

A fonologia foca em explicar a interferência no significado das palavras, enquanto a
fonética busca mostrar as diferentes pronúncias.
Transcrição Fonética
Análise Fonética
Iotização de "lh" e "nh" -Troca do pela glide e pela vogal frouxa
Olhei
Fornalha
Olhos
Espalhar
Tamanha
Glotalização do "r" - Assim como na maior parte do Nordeste, os pernambucanos tendem a usar a letra "r" de uma maneira bem forte, o qual é dado o nome de "r" sonoro.
Perdi
Amanda Proost
Carlos Silva
Daniel Filipe.
Fernanda Barbosa
Loren Teixeira
Tiago Vieira

Seminário Língua Portuguesa
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração

Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão

Quando o verde dos seus olhos
Se espalha na plantação
Eu te asseguro
Não Chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
Eu te asseguro
Não Chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
Luiz Gonzaga do Nascimento, mais conhecido como Luiz Gonzaga e o Rei do Baião (Exu, 13 de dezembro de 1912 –
Recife
, 2 de agosto de 1989) foi um importante compositor popular brasileiro. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da
música popular brasileira
. Cantando acompanhado de sua
sanfona, zabumba e triângulo
, levou a alegria das festas
juninas
e dos
forrós pé-de-serra
, bem como a
pobreza, as tristezas e as injustiças
de sua árida terra, o
sertão nordestino
, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Transcrição Fonêmica
Comentários
Canção Brasileira Pernambucana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga, acesso em 27/05/2014 ; http://www.vagalume.com.br/luiz-gonzaga/asa-branca.html, acesso em 27/05/2014
Comentários
Comentários
Quando oiei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Nota-se que o Luíz Gonzaga é um Nordestino com uma origem bem antiga. A Linguagem utilizada por ele é bem simples e alguns aspectos sonoros utilizados por ele lembram a música que estudamos do Adoniran Barbosa. Ambos escrevem da maneira que falam, por exemplo: oiei, preguntei, fornaia, prantação. O “r” do Luiz Gonzaga também é um pouco diferente do “r” nordestino, pois ele fala como a maioria do pessoal antigo do Brasil, com um pouco de sotaque de Portugal, por exemplo: terra, ardendo, perdi.

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

A simplicidade do cantor é reafirmada ao dizer “inté” em vez de “até”. Há ainda o uso de “pra mim” em vez de “para eu” e a omissão do “s” em “adeus” e “léguas” e do “r” em “cair” e em “voltar”.
Ele utiliza a palavra “entonce” em vez de “então”, um outro marco da origem do cantor – a zona rural. Tal variação também é muito utilizada no sul do Brasil.
Neste trecho nós podemos observar novamente o uso do “r” em sua variante vibrante, como em “Rosinha”.

Quando o verde dos seus olhos
Se espalha na plantação
Eu te asseguro
Não Chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
Eu te asseguro
Não Chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.

Nesse trecho podemos mais uma vez que não se pronuncia "verde" e sim "Verdi " o "r" vibrante.
Dos teus olhos passa a ser "dus" ,espalha torna-se "espaia" reforçando ainda mais a sua simplicidade.
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