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Gregório de Matos - Poesia satírica, erótica e religiosa

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by

vanessa pinto

on 22 January 2014

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Transcript of Gregório de Matos - Poesia satírica, erótica e religiosa

Gregório de Matos - Poesia satírica, erótica e religiosa
Gregório de Matos
Além da já apresentada vertente lírica de sua poesia também destacam-se outras três:
Poesia satírica
Poesia erótica
Poesia religiosa
Poesia satírica
"Ridendo castigat mores" - rindo castiga os costumes.
Criticou todos os segmentos da sociedade brasileira - Boca do Inferno.
Gregório de Matos foi “o primeiro prelo e o primeiro jornal que circulou na Colônia”, como afirma Segismundo Spina.
Poesia erótica
Também alcunhado de profano, o poeta exalta a sensualidade e a volúpia das amantes que conquistou na Bahia, além dos escândalos sexuais envolvendo os conventos da cidade.
Literatura
Professora: Vanessa Pinto
Descrição da Bahia
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um bem freqüente olheiro,
Que a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para o levar à praça e ao terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia,

Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.
Tristes sucessos, casos lastimosos,
Desgraças nunca vistas, nem faladas.
São, ó Bahia, vésperas choradas
De outros que estão por vir estranhos

Sentimo-nos confusos e teimosos
Pois não damos remédios as já passadas,
Nem prevemos tampouco as esperadas
Como que estamos delas desejosos.

Levou-me o dinheiro, a má fortuna,
Ficamos sem tostão, real nem branca,
macutas, correão, nevelão, molhos:

Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna,
E é que quem o dinheiro nos arranca,
Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos.
Necessidades Forçosas
da Natureza Humana
Descarto-me da tronga, que me chupa,
Corro por um conchego todo o mapa,
O ar da feia me arrebata a capa,
O gadanho da limpa até a garupa.

Busco uma freira, que me desemtupa
A via, que o desuso às vezes tapa,
Topo-a, topando-a todo o bolo rapa,
Que as cartas lhe dão sempre com chalupa.

Que hei de fazer, se sou de boa cepa,
E na hora de ver repleta a tripa,
Darei por quem mo vase toda Europa?

Amigo, quem se alimpa da carepa,
Ou sofre uma muchacha, que o dissipa,
Ou faz da mão sua cachopa.
Poesia sacra ou religiosa
Poesia de confessionário
Culpa x Perdão
Objetivo: resolver os conflitos entre uma moral pública rígida e uma forma de viver relaxada
Soneto a Nosso Senhor

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa alta clemência me despido;
Porque quanto mais tenho delinquido
Vos tem a perdoar mais empenhado.

Se basta a voz irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido:
Que a mesma culpa que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.

Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história.

Eu sou, Senhor a ovelha desgarrada,
Recobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.
A Cidade da Bahia
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Greg%C3%B3rio_de_Matos;
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/a/antologia_gregorio_de_matos;
http://valiteratura.blogspot.com.br/2010/08/discreta-e-formosissima-maria-enquanto.html;
http://www.soliteratura.com.br/barroco/barroco05.php;
http://anotacoeseoutrasmiscelaneas.blogspot.com.br/2010/07/gregorio-de-matos-poesia-erotica.html;
http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit02/sliit02_78-86.html;
Apostila Integral 1ºEM vol.3 pag. 443 - 445
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