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TROVADORISMO

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on 17 January 2014

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Transcript of TROVADORISMO

TROVADORISMO
Contexto Histórico - Idade Média
Floreceu na Provença (Sul da França)
Fim do Século XI até o século XIV
Feudalismo
Relação de Vassalagem
Ordem da Cavalaria
Ideal heroico
Teocentrismo
Poder pertencente à Igreja
A Literatura Medieval
Expressa o espírito cavalheiresco, valores aristocráticos e religiosos.

Novelas de cavalaria: narrativas em prosa
Poesia trovadoresca: expressão do lirismo europeu medievo, anterior a Dante e Petrarca.
Livro Medieval
O Amor Cortês
Valorização sensual do amor e da mulher
Amor platônico
Mesura
Vassalagem amorosa
O Trovadorismo Galego-Português
Primeira escola poética da literatura portuguesa
1189 (ou 1198): Cantiga da Guarvaia, também conhecida por A Ribeirinha, de Paio Soares Taveirós (Século XII-XIII)
Dura até o Século XIV
Formas originais de cultura, possuindo uma das mais belas, ricas e importantes manifestações artísticas da Baixa Idade Média
Mantém o perfil espiritual do medievo: Teocentrismo e Cavalaria
"Motz el Son": fusão entre palavra e música
Poemas escritos para canto com acompanhamento instrumental.
Palavras escolhidas e combinadas para se alcançar o máximo de sonoridade expressiva possível.
As produções do trovadorismo lusitano são todas em galego-português e encontram-se reunidas em três coletâneas:
Cancioneiro da Ajuda
Cancioneiro da Vaticana
Cancioneiro da Biblioteca Nacional

Há um quarto cancioneiro - Cancioneiro de Santa Maria - com canções atribuídas ao rei Afonso X (1221-1284), de Castela, chamado "O Sábio". São cantigas sacras referentes a Virgem Maria.
Os trovadores portugueses, galegos, leoneses e castelhanos compunham em galego-português.

Alguns trovadores famosos são:

Paio Soares de Taveirós
D. Dinis (o Rei-Trovador)
Martim Codax
João Garcia de Guilhade

E muitos outros...
GÊNEROS E FORMAS DA POESIA TROVADORESCA
Gênero Lírico
Cantiga de Amor e Cantiga de Amigo
Gênero Satírico
Cantiga de Escárnio e Cantiga de Maldizer
CANTIGA DE AMOR
Origem provençal
Eu-lírico masculino
Modelo "Cansó" octânica, típica expressão do amor cortês.
Gênero aristocrático de poesia, feita para a nobreza palaciana das cortes feudais.
Coita amorosa: vassalagem e amor platônico.
O trovador refere-se à mulher amada por "Mia Senhor"
O desejo erótico é sublimado por metáforas sutis: "fazer bem".
A tal estado m'adusse, senhor,
o vosso bem e vosso parecer
que nom vejo de mim nem d'al prazer,
nem veerei já, enquant' eu vivo for
u nom vir vós que eu por meu mal vi.
E queria mia mort'e nom mi vem,
senhor, porque tamanh' é o meu mal
que nom vejo prazer de mim nem d'al,
nem veerei já, esto creede bem,
u nom vir vós que eu por meu mal vi.
E pois meu feito, senhor, assi é,
queria já mia morte, pois que nom
vejo de mi nem d'al nulha sazom
prazer, nem veerei já, per bõa fé,
u nom vir vós que eu por meu mal vi.

Pois nom havedes mercee de mi.

(D. Dinis)
Cantiga de Amigo
Origem na cultura popular rural
Eu-lírico feminino: mulher do povo
Ambiente campesino, litorâneo ou doméstico
Amor da mulher pelo Amigo (amante ou namorado)
sensualidade e erotismo mais evidentes que nas cantigas de amor
Presença de paralelismo e de refrão
Paralelismo
Esquema de repetições sistemáticas, em que as estrofes pares de uma cantiga repetem as estrofes imediatamente anteriores, com uma pequena modificação na palavra da rima
Refrão
Nome que se dá ao verso, ou versos, que se repetem sem alteração, no final de todas as estrofes da composição.
Mandad' hei comigo
ca vem meu amigo
e irei, madr', a Vigo

Comig' hei mandado
ca vem meu amado
e irei, madr', a Vigo

Ca vem meu amigo
e vem san' e vivo,
e irei, madr', a Vigo

Ca vem meu amado
e vem viv' e sano,
e irei, madr', a Vigo
Ca vem san' e vivo
e d' el-rei amigo
e irei, madr', a Vigo

Ca vem vivo e sano
e d' el-rei privado,
e irei, madr', a Vigo.

(Martim Codax)
Quantas sabedes amar amigo
treides comig' a lo mar de Vigo
e banhar-nos emos nas ondas.

Quantas sabedes amar amado
treides comig' a lo mar levado
e banhar-nos emos nas ondas.

Treides comig' a lo mar de Vigo
e veeremo-lo meu amigo
e banhar-nos emos nas ondas.

Treides comig' a lo mar levado
e veeremo-lo meu amado
e banhar-nos emos nas ondas.

(Martim Codax)
Cantiga de Escárnio
Sátira indireta (não cita nomes)
Crítica de costumes, comportamentos e valores
Subentendidos
Ironia e ambiguidade
Efeito humorístico
Non quer' eu donzela fea
que ant'a mia porta pea.

Nom quer'eu donzela fea
e negra come carvom
que ant'a mia porta pea
nem faça come sisom.
Nom quer'eu donzela fea
que ant'a mia porta pea.

Nom quer'eu donzela fea
e velosa come cam
que ant'a mia porta pea
nem faça come alermã.
Nom quer'eu donzela fea
que ant'a mia porta pea
Nom quer'eu donzela fea
que há brancos os cabelos
que ant'a mia porta pea
nem faça come camelos.
Nom quer'eu donzela fea
que ant'a mia porta pea.

Nom quer'eu donzela fea,
veelha de má[a] coor
que ant'a mia porta pea
nem [me] faça i peior.
Nom quer'eu donzela fea
que ant'a mia porta pea.

(Afonso X)
Cantiga de Maldizer
Crítica direta
Identifica pelo nome o alvo de seus ataques
Temas escabrosos
Linguagem chula
Don Foão, que eu sei que á preço de livão,
vedes que fez en guerra - daquesto soo certão:
sol que viu os genetes, come boi que fer tavão,
sacudiu-se e revolveu-se, al-
çou rab' e foi sa via a Portugal

Don Foão, que eu sei que á preço de ligeiro,
vedes que fez en a guerra - daquesto sou verdadeiro:
sol que viu os genetes, come bezerro tenreiro,
sacudiu-se e revolveu-se al-
çou rab' e foi sa via a Portugal.

Don Foão, que eu sei que á prez de liveldade,
vedes que fez en a guerra - sabede-o per verdade:
sol que viu os genetes, come can que sai de grade
sacudiu-se e revolveu-se al-
çou rab' e foi sa via a Portugal.

(D. Afonso Mendes de Besteiros)
Cantiga a Pero Rodrigues,
(Cuja mulher era acusada de um atraiçoar)

Pero Rodrigues, da vossa mulher
Não acrediteis no mal que vos digam.
Tenho eu a certeza que muito vos quer.
Quem tal não disser quer fazer intriga.
Sabei que outro dia quando eu a fodia,
enquanto gozava, pelo que dizia,
muito me mostrava que era vossa amiga.

Se vos deu o céu mulher tão leal,
que vos não agaste qualquer picardia,
pois mente quem dela vos for dizer mal.
Sabei que Ihe ouvi jurar outro dia
que vos estimava mais do que a ninguém;
e para mostrar quanto vos quer bem,
fodendo comigo assim me dizia
Fim
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