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Epistemologia, Paradigmas Thomas Kuhn

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by

Eduardo Bresolin

on 17 April 2016

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Transcript of Epistemologia, Paradigmas Thomas Kuhn

Thomas
Kuhn

BIOGRAFIA

Thomas Samuel Kuhn

 1922 Em
18 de julho, Nasceu
em Cincinnati, Ohio, EUA;

 1943
Formou-se
na Universidades de Harvard em Física;

 1949
Doutorou-se
em Física;

 1956
Lecionou
História da Ciência na Universidade da Califórnia;

 1964
Lecionou
Filosofia e História da Ciência, na Universidade de Princeton;
BIOGRAFIA

 1962 Escreveu o L
ivro
chamado a
Estrutura das Revoluções Científicas
. Este livro o tornou conhecido como intelectual voltado para a História e Filosofia da Ciência;

 1970
Lançou a 2ª Edição
do seu Livro onde apresentou um
Posfácio
na qual seus pontos de vista são refinados e modificados;

 1974 Publicou um ensaio “
Reconsiderando os Paradigmas
”;

 1996
Em 17 de junho, Faleceu
em Cambridge, Massachusetts, EUA.

O QUE É UM PARADIGMA?

Mudanças de estrutura de pensamento,
ROMPIMENTO, BUSCA constante.


a) POR QUE PRECISAMOS SEMPRE BUSCAR PARADIGMAS?


b) POR QUE O CAMINHO NÃO É CLARO E VERDADEIRO?

INTRODUÇÃO

 O trabalho de Thomas Kuhn (1922-1996) é um marco importante na construção de uma imagem contemporânea de ciência.

 Físico e historiador da ciência americana, publicou em 1962 sua obra de maior impacto, A estrutura das Revoluções Científicas.

Na obra Kuhn, argumenta que a produção do conhecimento científico ocorre segundo paradigmas compartilhados por comunidades de pesquisadores, que os empregam na solução de seus problemas de investigação.

INTRODUÇÃO

 Veio a perceber que os relatos tradicionais da ciência, fossem indutivista ou falsificacionista, não suportam uma comparação com o testemunho histórico.

 A teoria da ciência de Kuhn foi desenvolvida como uma tentativa de fornecer uma teoria mais corrente com a situação histórica tal como ele a via.
OS PARADIGMAS THOMAS KUHN

 A característica chave é o papel desempenhado pela teoria de Kuhn pelas características sociológicas das comunidades científicas.

 A diferença mais importante entre Kuhn, de um lado, e Popper e Lakatos, de outro, é a ênfase do primeiro nos fatores sociológicos.

 Por uma perspectiva mais formalista, a produção do conhecimento científico começa com observação neutra, se dá por indução, é cumulativa e linear e que o conhecimento científico daí obtido é definitivo.

Ao propor uma nova visão de ciência, Kuhn encara a observação como
antecedida por teorias e, portanto, não neutra (apontando para a
inseparabilidade entre observações e pressupostos teóricos), e
reconhece o caráter construtivo, inventivo e não definitivo do
conhecimento.
CONCEITOS PRINCIPAIS DA TEORIA THOMAS KUHN:
REFERÊNCIAL
:


O que é ciência afinal?
, de
A. F. Chalmers;


A teoria das revoluções científicas
, de
Thomas Kuhn


A epistemologia de Kuhn
, de
Fernanda Ostermann p.184-196
Caderno Brasileiro de ensino de física
v.13 n°3 1996.
O QUE É UM PARADIGMA?

Os caminhos não são óbvios porque os contextos mudam.
 Um paradigma é composto de suposições teóricas gerais e de leis e técnicas para a sua aplicação adotadas por uma comunidade científica específica.

 Para Kuhn, em seu livro As Revoluções Científicas, o conceito de paradigma, quanto ao caráter sociológico, significa a constelação de crenças, valores e técnicas partilhadas por uma comunidade determinada.

 Os que trabalham dentro de um paradigma, seja ele a mecânica newtoniana, ótica de ondas, química analítica ou qualquer outro, praticam aquilo que Kuhn chama de ciência normal.

 Um paradigma governa em 1° lugar não um objeto de estudo, mas um grupo de praticantes da ciência.
CIÊNCIA NORMAL

Ciência normal é a tentativa de forçar a natureza a encaixar-se dentro dos limites preestabelecidos e relativamente inflexíveis fornecidos pelo paradigma.


CIÊNCIA NORMAL

 Kuhn (1978) faz uma metáfora que relaciona a ciência normal à resolução de quebra-cabeças. Quebra-cabeça é uma categoria de problemas que servem para testar a engenhosidade ou habilidade do cientista na resolução de problemas. Para ser classificado como quebra-cabeça, um problema deve não só possuir uma solução assegurada, mas também obedecer a regras.

 A Ciência normal implica tentativas detalhadas de articular um paradigma com o objetivo de melhorar a correspondência entre ele e a natureza. Um paradigma será sempre suficientemente impreciso e aberto para que se precise fazer muito trabalho desse tipo. Kuhn retrata a ciência normal como uma atividade de resolução de problemas governada pelas regras de um paradigma.

CIÊNCIA NORMAL

 Para OSTERMANN, essa rigidez da ciência normal é, para Kuhn, condição necessária para o progresso científico. Para ele, somente quando os cientistas estão livres de analisar criticamente seus fundamentos teóricos, conceituais, metodológicos, instrumentais que utilizam é que podem concentrar esforços nos problemas de pesquisa enfrentados por sua área.

 Alguns exemplos de ciência normal apresentados por Kuhn são: a astronomia durante a Idade Média (paradigma ptolomaico); a mecânica nos séculos XVIII e XIX (paradigma newtoniano); a ótica no século XIX (paradigma ondulatório);a Teoria da Relatividade no século XX (paradigma relativístico).
CIÊNCIA EXTRAORDINÁRIA

 Há períodos nos quais o quebra-cabeça da
ciência normal fracassa
em produzir os resultados esperados.

 Os problemas, ao invés de serem encarados como quebra-cabeças, passam a ser
considerados como anomalias
, gerando um estado de crise na área de pesquisa - o
chamado período de ciência extraordinária
.

 Quanto
maiores forem a precisão e o alcance de um paradigma
,
tanto mais sensível este será como indicador de anomalias
e, consequentemente, de uma ocasião para a mudança de paradigma.

Kuhn dá três exemplos, na história da ciência, de crise e emergência de um novo paradigma:

1) Fim do século XVI: fracasso do paradigma ptolomaico (modelo geocêntrico) e emergência do paradigma copernicano (modelo heliocêntrico).

2) Fim do século XVIII: substituição do paradigma flogístico (Teoria do Flogisto) pelo paradigma de Lavoisier (teoria sobre a combustão do oxigênio).

3) Início do século XX: fracasso do paradigma newtoniano (mecânica clássica) e surgimento do paradigma relativístico (Teoria da Relatividade).
A emergência de
novas teorias
é, geralmente,
precedida por um período de insegurança profissional
, pois exige a destruição em larga escala do paradigma e grandes alterações nos problemas e nas técnicas da ciência normal.

REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS

Segundo Chalmers

“Uma revolução científica corresponde ao abandono de um paradigma e a adoção de um novo, não por único cientista somente, mas por uma comunidade científica relevante como um todo”.


REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS

Os cientistas não rejeitam paradigmas simplesmente porque se defrontam com anomalias. Uma teoria científica, após ter atingido o status de paradigma, somente considerada inválida quando existe uma alternativa disponível para substituí-la.

Decidir rejeitar um paradigma é sempre decidir simultaneamente aceitar outro. A transição para um novo paradigma é chamada por Kuhn de revolução científica.

Durante o período de transição, o antigo paradigma e o novo competem pela preferência dos membros da comunidade científica, e os paradigmas rivais apresentam diferentes concepções de mundo.
REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS, INCOMENSURABILIDADE

A idéia de incomensurabilidade está relacionada ao fato de que padrões científicos e definições são diferentes para cada paradigma.

Embora, algumas vezes, seja necessária uma geração para que a revolução se realize, as comunidades científicas seguidamente têm sido convertidas a novos paradigmas.

Alguns cientistas, especialmente os mais velhos e mais experientes, resistem indefinidamente, mas a maioria deles pode ser convertida. Ocorrerão algumas conversões de cada vez, até que, morrendo os últimos opositores, todos os membros da profissão passarão a orientar-se por um único - mas, agora, diferente paradigma.
REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS, INCOMENSURABILIDADE

O resultado final de uma sequência de ciência extraordinária , separada por períodos de ciência normal, é o conjunto de instrumentos notavelmente ajustados que chamamos de conhecimento científico moderno.

Estágios sucessivos de desenvolvimento são marcados por um aumento da articulação e especialização do saber científico.

Kuhn fala que problemas não resolvidos por paradigmas vigentes geram a necessidade e a eclosão de novos paradigmas.

MODELO KUHNIANO

O modelo kuhniano encara o desenvolvimento científico como:

Sequência de períodos de
CIÊNCIA NORMAL
nos quais a comunidade científica adere a um
PARADIGMA
. Esses períodos são interrompidos por
REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS
, marcadas por
CRISES/ANOMALIAS
no paradigma dominante, culminando com a sua
RUPTURA
.

A crise é superada quando surge um novo candidato a
NOVO PARADGIMA
.



KUHN E O ENSINO DE CIÊNCIAS

Visão de Fernanda Ostermann





 As idéias kuhnianas representam um importante referencial para o trabalho em sala de aula. A visão de ciência transmitida nas aulas e nos livros didáticos, as estratégias de ensino utilizadas podem ser fundamentadas no modelo de Kuhn sobre o desenvolvimento científico.

 Adotando essa postura epistemológica, estaremos questionando a imagem que cientistas e leigos têm da atividade científica, que disfarça a existência e o significado das revoluções no campo da ciência.
 O desenvolvimento científico, em geral, é visto como sendo basicamente cumulativo e linear, consistindo em um processo, freqüentemente comparado à adição de tijolos em uma construção.

 Nesta concepção, a ciência teria alcançado seu estado atual através de uma série de descobertas e invenções individuais, as quais, uma vez reunidas, constituiriam a coleção moderna dos conhecimentos científicos. Mas não é assim que a ciência se desenvolve.
Em relação a uma estratégia baseada na filosofia de Kuhn, Zylbersztajn (1991) propõe que os alunos de disciplinas científicas sejam encarados como cientistas kuhnianos.

Os passos instrucionais delineados, nesta estratégia, são:

1) Elevação do nível de consciência conceitual: os alunos, nesta etapa, devem conscientizar-se de suas concepções alternativas.

2) Apresentação da nova teoria: nesta etapa, os alunos recebem um novo conjunto de idéias que irão acomodar as anomalias.

O professor faz, então, o papel de um cientista tentando converter outros a um novo paradigma.
3) Introdução de anomalias: o objetivo principal deste passo instrucional é criar uma sensação de desconforto e insatisfação com as concepções existentes, através do conflito entre estas e o pensamento científico.

Demonstrações, experimentos, argumentos teóricos podem ser aplicados.

É o equivalente instrucional ao período de ciência extraordinária, no modelo de Kuhn.

4) Articulação conceitual: trata-se do equivalente instrucional aos quebra-cabeças da ciência normal. Neste estágio, esforços são dirigidos para a interpretação de situações (experimentais ou teóricas) e à resolução de problemas.
Nos últimos anos, a pesquisa em ensino de Ciências tem buscado, em sua concepção de desenvolvimento científico, uma fundamentação mais atualizada. Algumas implicações trazidas pelo seu modelo:

 A problematização do conhecimento e, consequentemente, o questionamento sobre a visão de ciência tão difundida nos livros e nas aulas (o ensino do método científico como uma sequencia rígida de passos que começa com uma observação e culmina em uma descoberta);

 A busca do paralelismo (muitas vezes encontrado, outras vezes não) entre a história da ciência e as concepções das crianças acerca dos fenômenos físicos;

 A busca da correspondência entre epistemologia e aprendizagem, no sentido de se utilizar sua teoria para entender algumas questões sobre a dinâmica da mudança conceitual e inspirar possíveis metodologias de ensino.
POSFÁCIO-1969 – AS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS

 Paradigmas como estrutura de comunidade: foram submetidos a uma iniciação profissional e educacional similares, sem paralelos com outras disciplinas.

 O termo é usado pelo menos de 22 formas diferentes. Mas o principal sentido é o global e não restrito.

 Revolução científica: mudança envolvendo certo tipo de reconstrução de compromissos de grupo. Mudanças simples entre grupos de 20 ou 25 cientistas.

 Deveria ter escrito melhor sobre o questionamento: A CIÊNCIA DEVE OU NÃO DEVE TER UMA UTILIDADE SOCIAL?

OBRIGADO!


Ana Lúcia,
Cristiane e
Eduardo

Maio/2014
Thomas
kuhn
O QUE É UM PARADIGMA?
KUHN E O ENSINO DE CIÊNCIAS
KUHN E O ENSINO DE CIÊNCIAS
KUHN E O ENSINO DE CIÊNCIAS
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CIÊNCIA NORMAL
PARADIGMA
REVOLUÇÕES
CIENTÍFICAS
CRISES/ANOMALIAS
RUPTURA
NOVO
PARADGIMA
ciência
extraordinária
CARACTERÍSTICA-CHAVE DE SUA TEORIA
:

É a ênfase dada ao caracter
REVOLUCIONÁRIOA DO PROGRESSO CIENTIFICO,
em que uma
revolução implica o abandono de uma Estrutura Teórica
e a sua substituição por outro, incompatível.
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