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ANPOF (2012) A filosofia no Ensino Médio para e com Adolescentes na Sociedade Contemporânea

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by

Simone B.

on 24 April 2014

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Transcript of ANPOF (2012) A filosofia no Ensino Médio para e com Adolescentes na Sociedade Contemporânea

A Filosofia no Ensino Médio Para e Com Adolescentes na Sociedade Contemporânea Simone Becher A. Moraes - UFSM
Tânia Mara De Bastiani - UFSM Questões - Ensino de filosofia para e com adolescentes. - Surgimento e evolução do conceito de adolescência. - Quais seriam as pretenções de introduzir a filosofia no currículo do Ensino Médio? -Passagem da infância para a idade adulta. Idade Média - - Modificações no conceito de homem. - Separação da esfera PÚBLICA (intervenção do Estado no espaço social) e a esfera PRIVADA. - Aumento da alfabetização, cultura letrada, etc. - Cria-se a ideia de indivíduo.
- Valorização do espaço privado.
- Relações de afetividade dentro do núcleo familiar. Surgiu, nesse momento, um novo sentimento dos pais em relação aos filhos, criticado por moralistas que denunciavam o excesso de complacência e o exagero de mimos, que em sua visão seriam nefastos à criança e à sociedade. Para combater essa atitude, o Estado e a Igreja retomaram a responsabilidade do sistema educativo, através da criação de colégios, destinados a indivíduos entre 10 e 25 anos, sem distinção. Não havia uma preocupação em separar os alunos em diferentes classes, divididas por um critério etário (GROSSMAN, 2010, p.3). O conceito que temos hoje de adolescência é recente. A partir do Sec XVII passam a realizar estudos sobre esta etapa do desenvolvimento humano (médicos e educadores). Criam-se instituições de controle, vigilância e apoio aos indivíduos considerados jovens ou adolescentes com o intuito de desenvolvê-los por meio da educação. - Sec XX: Consolidação sobre adolescência, suas características específicas, protagonismo do jovem frente ao mundo pós-guerra. - Surgem movimentos de contestação radical da sociedade da época se destacando do pensamento conservador do mundo adulto. A atual configuração da sociedade do Século XXI, caracterizada por ser a sociedade do consumo, da informação e da velocidade, existindo ainda uma extensão ou prolongamento das características do ser e agir adolescente para a fase da vida adulta, embora se tenha mais claramente a concepção de que o adolescente seja aquele indivíduo que se encontra em uma fase específica do desenvolvimento humano e que deve e precisa ser compreendido em seu contexto de características intelectuais, emocionais, sociais, biológicas específicas, que age e sofre a ação de uma sociedade em constante processo de transformação e que provoca no jovem ainda mais conflitos e ambivalências, tanto no âmbito só social quando no âmbito do privado (familiar e individual). A sua explícita vocação subversiva, sua intensa busca de limites e a aflita oscilação em que sua identidade balança, fazem que, quando o adulto sabe bem “quem é”, apareça o adolescente demolidor para adverti-lo de que a identidade é coisa frágil, que demanda trabalho árduo e não se pode comprar no super-mercado da esquina, por mais alto que seja o nosso posto no trabalho. Isto é, o adolescente força-nos a filosofar. (BUSTAMANTE, 2009, p.18). O Ensino Médio em geral é tido de modo geral por educadores e/ou pesquisadores da temática Cultura Juvenil como sendo o lugar, momento ou fase de construção e consolidação do aluno jovem no âmbito da personalidade, seus desejos e objetivos, neste caso, a filosofia pode aparecer como uma importante ferramenta no sentido de colaborar com a organização e estimulo do pensamento crítico, questionador e reflexivo mais propensos a aparecer de uma maneira mais forte nesta fase da vida. A filosofia no período da ditadura militar foi considerada “perigosa” para continuar nos currículos escolares. Um motivo bastante plausível para a sua retirada, pois a filosofia quando ministrada para além do modo técnico, que contribui para o lado reflexivo do jovem seria uma das grandes ameaças ao sistema político vigente da época. - 30 anos depois a filosofia retorna ao currículo (2006). - Este fato trouxe à tona muitas questões sobre como fazer isso e de que maneira a filosofia pode fazer sentido no contexto do Ensino Médio, ou seja, no período da adolescência. Segundo Bustamante (2009, p.32) a filosofia aparece como “A arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos que nos sirvam de leme nesses mares turbulentos”. Uma das grandes questões e problemas do professor de filosofia é sobre o tipo de abordagem ou ensino de filosofia que pode dar conta das demandas do jovem contemporâneo. As inquietações dos jovens pela busca de compreensão, de significado e valor da realidade são genuínas e precisam de respeito para serem de alguma forma apaziguadas pelas respostas complexas encontradas, por mais provisórias que sejam.

Portanto, tudo deve partir das questões dos alunos. Não há razão para pensarmos ensino de filosofia se não for da filosofia viva e vivificante que pode ser construída a partir das aflições tão humanas, do estranhamento e incômodo com a ordem vigente da vida como ela se nos aparece. A filosofia surge como tentativa de elaboração de saídas para problemas concretos, por meio da criação de seus conceitos. As questões filosóficas são universais, são humanas. (ASPIS, 2004, p.6). Ao fazer-se presente no currículo do Ensino Médio, a Filosofia pretende levar o adolescente à
indagação do sentido de seu existir, o que implica levar pedagogicamente em conta a sua condição
psicossocial. E ela o faz, subsidiando o estudante a retomar, a analisar sua experiência vital,
refletindo sobre ela em busca de sua significação, de modo a poder intencionalizar com mais
segurança a continuidade de sua existência (SEVERINO, 2010, p.11). - Após a fase de dependência do adulto o indivíduo já podia exercer as suas funções dentro da sociedade. Obrigada pela atenção!
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