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Untitled Prezi

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by

Pedro Felipe

on 2 October 2014

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Pedro Felipe de Lima Henrique
Orientador: Dermeval da Hora Oliveira

DA FALA À ESCRITA: A MONOTONGAÇÃO DE DITONGOS DECRESCENTES NA ESCRITA DE ALUNOS DO 3º AO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Investigar a possível interferência da fala na escrita através do processo de monotongação dos ditongos [ej] ~ [e] e [ow] ~ [o], em alunos do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública e uma privada na cidade de João Pessoa.
Referencial Teórico
Objetivo:
> O lugar da sociolinguística quantitativa dentro das pesquisas linguísticas do fim do século XX, assim como seus pressupostos metodológicos, a partir de Labov ([1972] 2008).

> Variação linguística no contexto do ensino de língua materna - Mollica (2000), Bortoni-Ricardo (2004), Almeida e Zavam (2004), e Hora (2006).

> Descrições fonológicas e sociolinguísticas do processo de monotongação - Bisol (1999), Paiva (1996), Silva (1997), Mollica (2000) e Hora (2006).
Metodologia
> Baseada nos trabalhos de Mollica (2000) e Hora (2006);
> Variável dependente: monotongação dos ditongos decrescentes [ej] e [ow] na escrita.
Descrição e análise dos resultados
Considerações Finais
> Alunos do sexo feminino tendem a utilizar a forma não monotongada;
Referências
ALMEIDA, N.; ZAVAM, A. (Orgs.). A língua na sala de aula: questões práticas para um ensino produtivo. Fortaleza: Perfil Cidadão, 2004. BISOL, L. A. A sílaba e seus constituintes. In NEVES, M. H. M. (Org.). Gramática do português falado.v.VII. Campinas: Unicamp, 1999.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1997.
CÂMARA JR., J. M. Dicionário de linguística e gramática. 8.ed., Petrópolis: Vozes, 1978.
HORA, D. Monotongação de ditongos orais decrescentes: fala versus escrita. In: GROSKI, E. M.; COELHO, I. L. (org.) Sociolinguística e ensino: contribuições para a formação do professor de língua. Florianópolis: ed. da UFSC, 2006.
MOLLICA, M. C. Testagem em processos de Monotongação. In: MOLLICA M. C. Influência da fala na alfabetização. 2. ed., Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2000.
PAIVA, M. C. A. Supressão das semivogais nos ditongos decrescentes. In: OLIVEIRA E SILVA, G.M & SCHERRE, M.M.P. (orgs.) Padrões sociolingüísticos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro,
SANKOFF, D; TAGLIAMONTE, S. ; SMITH, E. Goldvarb X: a multivariate analysis application. 2005. http://winehq.org/site/download
TASCA, M. A interferência da fala na escrita das séries iniciais: o papel dos fatores linguísticos e sociais. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002, 182 p.
> O corpus linguístico utilizado para esta pesquisa é composto por palavras escritas por 81 alunos distribuídos entre 3º, 4º e 5º anos de uma escola pública e de uma privada da cidade de João Pessoa;
> O instrumento de coleta de dados foi elaborado de acordo com os contextos fonológicos apontados pelo trabalho de Paiva (1996) e Silva (1997) como favoráveis à regra de monotongação na fala. Os alunos escreviam as palavras num espaço em branco, precedido por uma figura e por um contexto enunciativo que indicava cada uma delas.
> Variáveis independentes:

- Linguísticas: contexto fonológico seguinte ao ditongo [ow] – labial (roubando, roupa) tepe (tesoura, touro), coronal, menos tepe (doutor, louça), e dorsal (pouco, louco) –, e o contexto fonológico seguinte ao ditongo [ej] – tepe (cadeira, brigadeiro), fricativa palatal surda (deixa, peixe), e fricativa palatal sonora (feijão, queijo).
- Sociais: escolaridade (3º, 4º e 5º ano), o tipo de escola (pública e privada) e o sexo (feminino e masculino).
> A ocorrência da monotongação é menos frequente à medida que o nível de escolarização aumenta;
> Alunos da escola particular monotongam menos que os alunos da escola pública;
> A monotongação do ditongo [ow] foi mais produtiva que a do ditongo [ej].
> As variantes consoante coronal e consoante palatal antecedentes ao ditongo [ow] são fortes favorecedoras ao apagamento da semivogal nas palavras.
Tomar a língua escrita e o que se tem chamado de língua padrão como objetos privilegiados de ensino-aprendizagem na escola se justifica, na medida em que não faz sentido propor aos alunos que aprendam o que já sabem. Afinal, a aula deve ser o espaço privilegiado de desenvolvimento de capacidade intelectual e lingüística dos alunos, oferecendo-lhes condições de desenvolvimento de sua competência discursiva. Isso significa aprender a manipular textos escritos variados e adequar o registro oral às situações interlocutivas, o que, em certas circunstâncias, implica usar padrões mais próximos da escrita. (BRASIL, 1997, p.30)
O reconhecimento da variação linguística, como sendo inerente à linguagem por parte do professor que atua no nível de ensino fundamental poderá contribuir para a apreensão das diferentes formas empregadas pelos alunos, principalmente nos textos escritos que acabam espelhando quase sempre a fala. A monitoração na língua escrita não deve levar em consideração apenas a gramática, mas, sim, o conhecimento da realidade linguística de cada um. Tal conhecimento levará à constatação de que as hipóteses levantadas pelos alunos ao escrever tem relação direta coma experiência vivida em seu ambiente social. Por isso acredita-se que quanto mais conhecidas forem as formas introduzidas pelos docentes, menos dificuldade terá o aluno de reproduzi-las na escrita (HORA, 2006, p. 216).
O ditongo poderia ser analisado como um núcleo ramificado. Duas evidências, porém, sustentam o postulado da rima ramificada: a) o português não possui, no seu sistema fonológico, vogais longas, que, com a forma de oo, ee, aa, etc. estariam repetindo uma posição de núcleo; b) o português não possui rima constituída de sequência VGL (vogal, glide, líquida): ao contrário, o glide ocupa a mesma posição estrutural da líquida na coda. Por conseguinte, o ditongo lexical é definido como sequências de duas vogais, das quais a de maior sonoridade é escolhida por PSS como núcleo e a outra inserida na coda, reservada a qualquer soante, traço que a vogal possui. É nesse caso que se converte em glide (BISOL, 1999, p. 723).
- Paiva (1996) investigou a monotongação de [ej] e [ow] no português falado no Rio de Janeiro. Dos resultados mais relevantes, a variável contexto fonológico seguinte mostrou-se estatisticamente mais relevante, principalmente quanto ao apagamento do glide anterior [j], que acontece em contextos específicos. Já o ditongo [ow] sofre variação em todos os contextos fonológicos.

- Outro estudo relevante sobre o mesmo tema foi o desenvolvido a partir de dados de fala da comunidade linguística de João Pessoa, por Silva (1997), que analisou o comportamento dos ditongos [aj], [ej] e [ow].

- Baseada nos resultados de Paiva (1996), Mollica (2000), em sua pesquisa sobre a interferência da fala na escrita em alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental de escolas do Rio de Janeiro, elaborou um instrumento de coleta de dados com palavras selecionadas a partir dos contextos fonológicos elencados pela pesquisa de Paiva como favorecedores à regra.
> O estudo sobre o inglês falado na ilha de Martha’s Vineyard, no Estado de Massachusetts (Estados Unidos), realizado por Willian Labov.

> “Empirical Foundations for a Theory of Language Change” - Weinreich, Labov e Herzog (1968).

> Labov (2008[1972]) enxerga a língua como um fenômeno social e cultural com variações que podem ser mensuradas e sistematizadas, a partir de um levantamento estatístico de ocorrências das variáveis na fala dos indivíduos da comunidade.

> Para que mudanças linguísticas ocorram, fatores como sexo, idade, classe social, dentre outros, motivam o uso de uma forma variável, que toma expressividade em grupos de indivíduos, avançando posteriormente para outros grupos (LABOV, [1972] 2008).

> O linguista desenvolveu um modelo teórico que opera com números e trata os dados estatisticamente, com o intuito de simplificar a obtenção da quantificação sobre o papel dos fatores condicionadores de aplicação da regra variável e torná-la mais precisa.
Tipos de ditongo (BISOL, 1989):

-> Pesado (verdadeiro): não a permite variação com a forma monotongada. Ex.: pauta, caule.

-> Leve (falso): permite variação com a forma monotongada. Ex.: “ouro”, que pode realizar-se como [‘o.rʊ].
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