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Os Maias Capítulo XII

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by

Ana Ferreira

on 12 May 2015

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Transcript of Os Maias Capítulo XII

Os Maias

Personagens Intervenientes e sua Caracterização
Espaço/Tempo
Ação
Episódio do Jantar em Casa dos Gouvarinhos
Principais Temas
Simbologias
Recursos Expressivos
Críticas
- Chegada de Ega

- Jantar em casa dos Gouvarinhos

- Aluguer da Quinta de Craft ao Carlos da Maia
Condessa de Gouvarinho:
Infiel, determinadora, não respeitadora de valores morais.

João da Ega:
É um bom boémio, excêntrico, exagerado, caricatural. Anarquista sem Deus e sem moral, o seu discurso demolidor serve a Eça para atingir as instituições e os valores que pretendia denunciar. Tem um grande sentido de lealdade para com os amigos. É o companheiro inseparável de Carlos da Maia e sofre, também ele, de diletantismo: a incapacidade de empenho profissional sério. Representa a figura de defensor dos valores da escola realista por oposição à romântica.

Carlos da Maia

Afonso da Maia

Maria Eduarda

Rosa

Miss
Sara

Craft

Sousa Neto:
Alto funcionário público, com pouca cultura e sem opinião própria.
-Ramalhete

-Casa dos Gouvarinho

-Casa de Maria Eduarda

-Quinta de Craft nos Olivais


Capítulo XII

Carlos imediatamente concebe a ideia de comprar ao Craft as suas coleções, e de lhe alugar a casa por um ano, e dá conta a Maria desse projeto. O movimento de gratidão que ela esboça é o pretexto para Carlos lhe confessar o seu amor e saber que ele é correspondido.
A sua alegria é tanta que ele não percebe que Maria Eduarda tenta por três vezes, de forma falhada, lhe contar uma coisa que ela acha importante. Logo ali, para Carlos, o destino daquele amor seria a fuga, para lhe pôr o selo definitivo.
No dia seguinte, tudo fica arrumado com Craft. O avô de Carlos aprova: são valores com que a casa dos Maias se enriquece.
E é com alvoroço que Carlos anuncia tudo a Rosa primeiro, e a Maria Eduarda depois, e afasta, como descabida, a ideia de ser ela a pagar o aluguer da casa.
De tudo isto, Ega conhece apenas o que é possível ver do exterior: até aí, Carlos, que sempre o tivera como confidente para as suas aventuras, não lhe dissera uma palavra sobre o assunto. Finalmente, naquela noite, foi a confidência. E Ega apercebe-se de que aquele caso é em tudo e por tudo diferente dos anteriores.

Temas tratados:


a)
A educação das mulheres
- Salienta-se o facto de ser conveniente que uma senhora deva ser prendada, ainda que as suas capacidades não devem permitir, que ela saiba discutir, com um homem de assuntos de carácter inteletual (o próprio Ega, provocador, defende que "a mulher só devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem").
b)
A falta de cultura dos indivíduos que são detentores de cargos que os inserem esfera social do poder
- Sousa Neto, "oficial superior de uma grande repartição do Estado", desconhece Proudhon (sociólogo e socialista utópico).
c)
O deslumbramento pelo estrangeiro
- Sousa Neto manifesta a sua curiosidade em relação aos países estrangeiros, interrogando Carlos, o que revela o aprisionamento cultural daquele confinado às terras portuguesas.

Objetivos do jantar:

- reunir a alta burguesia e aristocracia;
- reunir a camada dirigente do país;
- radiografar a ignorância das classes dirigentes.
Alvos visados:

Conde de Gouvarinho

- Voltado para o passado;
- Tem lapsos de memória;
- Comenta muito desfavoravelmente as mulheres;
- Revela uma visível falta de cultura;
- Não acaba nenhum assunto;
- Não compreende a ironia sarcástica de Ega;
- Vai ser Ministro.


Sousa Neto

- Acompanha as conversas sem intervir;
- Desconhece o sociólogo Proudhon;
- Defende a imitação do estrangeiro;
- Não entra em discussões;
- Acata todas as opiniões alheias, mesmo as mais absurdas;
- Defende a literatura de folhetins, de cordel;
- É deputado.
Ega regressa a Lisboa e fica instalado no Ramalhete. Tendo viajado com os Gouvarinhos, quis saber do romance de Carlos com a condessa, e transmitir-lhe o convite do casal para jantarem na segunda-feira.
Antes do jantar dos Gouvarinho, Carlos teve com a condessa um encontro pouco agradável entre beijos frios e recriminações inúteis. Quando vai a caminho do jantar, Ega pergunta-lhe que romance é aquele com a "brasileira". Ega soubera pelo Dâmaso que dava uma versão notavelmente distorcida do que acontecia entre Carlos e Maria Eduarda. Carlos repõe a "sua" verdade, sem, no entanto, contar ao amigo os sentimentos que nutria por Maria Eduarda. Mas fica inquieto com a história que Dâmaso andava a espalhar sobre ele, tanto mais que, no jantar, também a Gouvarinho alude à "brasileira".
Carlos consegue despistar as suspeitas da condessa, mas o preço que isso lhe custa é uma manhã de forçado amor com ela no dia seguinte.
Daí voa Carlos para casa de Maria Eduarda. Ela acabara de regressar, e é lhe dado a entender por Rosa que a mãe estaria a espera de sua visita, o que que faz com que Carlos comece a ter a certeza de que Maria Eduarda também nutre sentimentos por ele.
A conversa entre Carlos e Maria Eduarda é interrompida pelo criado que anuncia a chegada do Sr. Dâmaso. Maria Eduarda recusa-se simplesmente a recebê-lo.
A conversa deriva então para os inconvenientes daquela casa, que por ser no centro da cidade, promovia visitas indesejadas e em como era bom ter uma casa de campo com jardim para Rosa poder brincar.


Advérbio
- "Falou de ti constantemente, irresistivelmente, imoderadamente!"
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