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Marie Curie - cientista, mulher e mito

Nesta palestra abordaremos os aspectos pessoais/familiares e científicos de MariCurie, contextualizando historicamente os seus estudos sobre o fenômeno que atualmente cunhamos de radioatividade e a descoberta de dois elementos radioativos.
by

Magno Machado

on 6 July 2016

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Transcript of Marie Curie - cientista, mulher e mito

1891
1903
1934
Vida na Polônia...
+ Nasce Maria Salomea Sklodowska (07/11)
+ Ocupação russa da Polônia
+ Pais professores e 5 irmãos


+ Formou-se no ginásio em 1883 com louvor
+ Universidade de Varsóvia não admitia mulheres (temporada no campo...)


+ Volta para obter auto-educação.
+ Frequenta a Universidade Volante (clandestina)
+ Começou a trabalhar como governanta.
Magno Machado
Instituto de Física
IF-UFRGS
1867

Nobel de Química
Inicia-se a jornada...
Vida universitária
Vida dura na Universidade
Instituto do Radium
Guerra e o Instituto do Radium
O segundo Nobel
O casamento
Pierre Curie e casamento
Prêmio Nobel de Fisica
Prêmio Nobel 1903
Últimos anos
+ Entra na Sorbonne e decide morar próximo da universidade (penúria e privação)
+ Passa a assinar Marie.

+ Havia 210 mulheres em 9 mil estudantes
+ Gradua-se em Física (1893) e também em Matemática (1894)
Doutoramento
Radioatividade
Cientista, mulher e mito
Marie Curie
Laboratório:
Irmã Bronia
Um primo, ex-aluno de Mendeleev tem laboratório de estudos.
Convida Maria para
viver com o casal em
Paris (23 anos, 1891)
O MITO!
Primeira mulher docente da Sorbonne (França)
Primeira cientista mulher a ser laureada com Prêmio Nobel
Unica cientista agraciada com DOIS Nobeis em áreas diferentes (Fisica e Quimica)
Também teve filha laureada
(Irène Curie)
* 5 nobéis na família

Descobriu dois novos elementos radiativos (Polônio e Rádio)
Durante a I Guerra Mundial atuou no atendimento de soldados feridos realizando radiografias (equipamentos de raios-X)
Dedicou-se a divulgação do uso de isótopos radioativos para o tratamento de câncer (Instituto do Radium)
Cunhou o termo radioatividade
Uma das primeiras mulheres com título de Doutor
Além do legado para a ciência, atuou contra a xenofobia e o preconceito de gênero, abrindo caminho para diversas gerações de cientistas mulheres que a sucederam.
Primeira mulher a ser sepultada (em mérito) no Panteão (Paris)
Nota:
para o segundo curso ganhou a bolsa "Alexandrovich" e foi a primeira polonesa a devolver o valor da bolsa...
+ Pouco antes de terminar estudos conheceu
Pierre Curie
+ Pierre era já conhecido e trabalhava com o fenômeno da piezoeletricidade dos cristais (importante na detecção das radiações)

+ Sentiam-se pessoas absolutamente complementares e casaram em cerimônia simples a
26 de julho de 1895
(filhas Irene e Eve)

+ Nos anos seguintes, dedica-se aos estudos para seu doutoramento (área de Henri Becquerel)

+ Inicia estudos para a tese baseada nos trabalhos de Becquerel (Urânio).
+ Tema original e pouca bibliografia.
+ Perguntou-se se outras substâncias eram capazes de emitir radiação.
+ Eletrômetro inventado por Pierre foi usado para medir a ionização.
+ Usou para análise materiais com alta proporção de Urânio: pechblenda e calcolita.
+ Em setembro de 1903 recebe título de doutora com menção honrosa.

+ Casal Curie e Becquerel recebem prêmio sobre descoberta da radioatividade e e de novos elementos radiativos.

+ Primeira vez que uma mulher recebia o prêmio.

+ Pierre assume cátedra de fisica na Sorbonne e Marie na Escola Normal Superior de Sévres.
+Em 1906 Pierre sofre acidente e falece (tempo de depressão...)
+ Viúva jovem de 38 anos (11 anos casada).

+ Após reclusão, volta a dar aulas e torna-se a primeira mulher a lecionar na Sorbonne.

+ Retoma atividades de pesquisa, estudando propriedades do Polônio e do Rádio.

+ Recebe em 1911 o Nobel de Química
(em meio de um escândalo pessoal)
+ No inicio da I guerra montou carros radiológicos, "Petit Curies" e treinou pessoas (com s filha Irene) para manusearem o equipamento.

+ Dedicou-se a divulgação da curieterapia contra o câncer e criação do Instituto do Radium (1919)

+ Influenciou criação de institutos semelhantes, incluindo no Brasil.
+ Em 1920 é entrevistada por editora/jornalista Marie Meloney (Missy).
+ Em 1921 faz visita trinfal aos EUA e angaria fundos.
+ Alçada a celebridade internacional.

+ Falece em 04 de julho de 1934 aos 66 anos de idade
*
.
Sepultada na Panteão em 1995.
Origens Históricas da Radioatividade
Os Raios-X
Becquerel
O casal Curie
Descoberta do Polônio e Rádio
Curiosidades
Marie Curie no Brasil
Em experiências com tubos de raios catódicos
*
, Wilhem Röntgen (1895
**
) descobriu emissões de raios invisíveis (eram eletricamente neutros).

Estes, escapavam dos tubos para o ambiente e eram capazes de impressionar chapas fotográficas.

Como não conhecia sua natureza, chamou-os de raios-X
Em 1896 as chapas de Röntgen são tornadas públicas (AFC) e Henri Becquerel questionou-se se havia relação com o fenômeno da luminescência (emissão de luz após exposição solar).

Estudou se materiais fluorescentes também emitiam raios-X (sem resultado para várias delas).

Apenas o uranilo (sal de Urânio) era capaz de impressionar chapas (mesmo com cobertura de papel escuro).

Após, descobriu acidentalmente emissões expontâneas invisíveis do uranilo.


Tema de doutoramento de Marie eram os raios "urânicos" ou "raios de Becquerel" (inicia em 1897).

Marie introduziu métodos quantitativos, medindo a intensidade destes usando a ionização do ar.

Descobre raios Becquerel no Tório (1898) e dá o nome genérico de "radioatividade" ao fenômeno de emissão
*
.

Mede radioatividade de minérios de pechblenda e calcolita e fica confusa: atividade era muito maior que os estimados a partir dos teores de Urânio e Tório.

Comunica à Academia de Ciências que esses minerais podem conter um elemento mais radioativo que o Urânio.

O termo radium adquiriu significado de algo de prestígio (hoje equivaleria a Platinum ou Gold).

Vários produtos foram lançados com Radium em seus nomes ou menção à radioatividade.

Aguas minerais "radioativas" foram muito prestigiadas.

Um "fóssil" desta era é o Sapólio Radium!

Das honrarias ao casal Curie, ao elemento Z=96 foi dado o nome de Cúrio e uma unidade de medição de atividade radiativa foi chamada de Curie ( 1 Ci).


* E. Rutherford (no mesmo período) verifica que há 2 formas distintas de radioatividade, que designou de alfa e beta, com diferentes poderes de penetração.
* Paralelamente, Becquerel (1899) mostra que radiação beta era emissão de elétrons e Paul Villard (1900) descobre que há uma terceira componente da radiação dos sais de Urânion (radiação gama).
* Rutherford e Soddy (1902) observam transmutação espontânea do Tório. Rutherford (1903) propõe a teoria do decaimento radioativo: transmutação de elementos.

Marie Curie passou 45 dias no Brasil (15/07 a 28/08 1926)

Visitou Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais

Palestras, divulgação e
visitas a centros médicos.
As visitas
Belo Horizonte
Instituto do Rádio brasileiro, primeiro hospital especialmente dedicado a câncer e a funcionar nas Américas (hoje, Instituto Borges da Costa)
* J.J. Thompson (1897) revelou a natureza dos raios catódicos (descoberta do elétron)
** Röntgen recebeu o primeiro Prêmio Nobel em Fisica (1901).
Após receberem uma tonelada de pechblenda (oferta da Austria), iniciam trabalho exaustivo de separação de componentes.

Mediram uma atividade 400 vezes a do Urânio, que identificaram com novo elemento que seria batizado de Polônio (Z=84).

Após reanálise dos dados, convenceram-se que haveria um segundo elemento900 vezes mais ativoque urânio. Logo após, anunciaram a evidência deste e o isolaram: Rádio.

Em comunicação à Academia (dezembro 1898), haviam isolado 0.1 g de Rádio (Z=88) a partir de 1 tonelada de pechblenda.
* Carlota de Queiroz
* Bertha Lutz
* Anemia aplásica fora decorrente da exposição aos raios-X durante a guerra.
Mexerico ...
Os papparazzi...
Nobel e escândalo
Desfecho

...
Marie Curie envolveu-se antes de 1910 com o físico
Paul Langevin
, que vivia um tumultuado casamento com Emma Desfosses (4 filhos).

Langevin não separou-se de Emma, que passou a chantageá-lo com a ameaça de repassar à imprensa cartas que ele escrevera para Marie Curie.

Finalmente, entrou com um processo contra ele, por abandono do lar.
O caso
No dia 4 de novembro de 1911, "Le Journal", um dos diários de maior circulação de Paris, publicou matéria de primeira página, com uma foto de Marie Curie e a manchete :

"UMA HISTÓRIA DE AMOR: MADAME CURIE E O PROFESSOR LANGEVIN"

No dia seguinte, o "Le Petit Journal" falava de Emma Jeanne como uma mãe em prantos, defendendo desesperadamente seu lar.

Iniciou-se uma campanha de difamação e agressões contra Marie Curie, que numa manhã de 1911 levou uma multidão enfurecida para diante de sua residência, a gritar:

-
Abaixo a estrangeira, ladrona de marido!
Em 7/11 de 1911, a Reuters noticiou que Marie acabava de conquistar o Prêmio Nobel de Química de 1911 (silêncio na imprensa ...).

Um membro da Academia de Ciências, Svante Arrhenius, envia carta recomendando que desistisse de aceitar o prêmio.

Marie Curie teve, porém, muitas manisfestações de apoio por parte de cientistas, como Albert Einstein e Ernest Rutherford, e recebeu seu prêmio em Estocolmo, em 11 de dezembro de 1911.
Emma Jeanne e Paul Langevin reconciliaram-se em 1914, e o escândalo terminou.

Durante a I Guerra, Marie Curie, comandou sem remuneração um serviço para uso do raio X em intervenções médicas e cirúrgicas.

Marie doou o dinheiro do Prêmio Nobel para o esforço de guerra francês.

A neta de Marie, Helene Joliot-Curie, acabou se casando com o neto de Paul, Michel Langevin.
A posteridade
Família "nobelizada": Sua filha Irène Joliot-Curie foi a vencedora do Prêmio Nobel de Química em 1935, junto com o marido Jean-Frederic Joliot-Curie.

Casal descobrem radioatovidade artificial e tem contribuição no estudo do nêutron e reatores nucleares.

Irène falece também de leucemia em 1956.

Eve Curie era a diretora da Unicef quando a organização recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1965.
Polônio: o mais letal dos venenos
Capaz de matar um adulto (80 kg) com uma dose de apenas 1 micrograma.

Principal risco associado ao consumo do tabaco, que absorve por meio de suas raízes o Po-210 presente em fertilizantes à base de fosfato.
KGB e Po-210
Caso Arafat
Letalidade
Em 2006, o polônio voltou a ser personagem em um caso de intriga política.

O ex-KGB Alexander Litvinenko, foi envenenado quando começou a se voltar contra seus superiores e fazer acusações contra o governo russo (morte em 23 dias).


Especialistas suíços consideraram (7/11/2013) que as doses de polônio detectadas nos restos mortais do líder da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, são surpreendentemente altas.

Os peritos que efetuaram as análises referem ter detectado doses 20 vezes superiores ao tolerável pelo corpo humano.
Marie e Pierre Curie transladados ao Pantheon (Paris, 1995)
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