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Período Operatório Formal

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by

Michel Mendes

on 23 October 2013

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Transcript of Período Operatório Formal

Período Operatório Formal
Características
O desenvolvimento humano (DH) enquanto área de estudo, preocupa-se
em investigar e interpretar todos os processos de mudanças pelos quais o
ser humano passa, desde a sua concepção até a morte.
Tais mudanças podem ser biológicas, psicológicas e até social, todas
inerentes a nossa condição humana.
Assim, o DH está delimitado ao estudo dos processos de mudanças, ou
seja, a transição entre os fatores internos e externos que determinam,
estimulam ou interferem nessas mudanças.
-Conceito de DH: é a caracterização da relação temporal que inclui
passado, presente e futuro do ser humano em desenvolvimento. É um
processo global, unificado e inter-relacionado.
- Verificação do DH: o desenvolvimento pode ser observado através do
comportamento humano, enquanto uma resposta, um produto do
desenvolvimento.

Fatores que interferem no DH:
“O desenvolvimento é governado por um padrão inato no
nascimento, ou ele é moldado pelas experiências posteriores ao
nascimento?”
O DH pode sofrer interferências, influências, basicamente de dois tipos de fatores,
os fatores internos (hereditariedade – biológicos) e os externos (meio ambiente).
Desenvolvimento Afetivo e Social
1.1 Vida Social, afirma-se pela dupla conquista: Personalidade e Inserção na vida adulta.
Psicologos distiguem por : O Eu X Personalidade
O ‘“EU” Egocentrismo
A “PERSONALIDADE” Submissão ou alto-submissão do “EU” a uma disciplina qualquer.
Ex: “Quando afirmamos que determinada pessoa tem “forte personalidade” não quer dizer que ela reduz tudo ao seu egoísmo, mas quando concentra toda a sua vontade e energia em busca ou à favor de um ideal.
1.2 A Personalidade começa no fim da infância(8 à 12 anos) com a organização autônoma das regras,dos valores e a afirmação da vontade.
“Existe personalidade, pode-se dizer a partir do momento que se forma um “programa de vida”(Lebensplan)
1.3 Afetividade: Fase negativa e positiva: O adolescente parece completamente anti-social, falso. Ele medita constantemente na sociedade, mas a sociedade que o interessa é aquela que ele quer transformar, sendo assim, sente quase desprezo e desinteresse pela sociedade real.

Apresentação de provas e observações
1º teste: Objetos flutuantes ou não flutuantes: A criança irá dizer se o objeto irá ou não flutuar.
2º teste: Teste das perguntas: Irão ter duas rodadas de perguntas para a criança, afim de testar o seu poder de raciocínio.
Pode-se perceber que, nos dois exemplos, a criança irá diferenciar os objetos de forma dedutiva, buscando solução para o problema, desenvolvendo o raciocínio logico.


Aplicação de provas
Vídeo
1.2 – Dimensões do Desenvolvimento Humano
Identificam-se 4 grandes áreas ou dimensões no DH:
•desenvolvimento físico e motor;
•desenvolvimento social;
•desenvolvimento cognitivo;
•desenvolvimento afetivo.
• Desenvolvimento físico e motor: inclui os fundamentos genéticos, o
crescimento físico de todos os componentes do corpo, as mudanças no
desenvolvimento motor, os sentidos e todos os sistemas orgânicos;
• Desenvolvimento cognitivo: inclui todas as mudanças nos processos
intelectuais de pensamento, aprendizagem, memória, julgamento, solução
de problemas e comunicação;
• Desenvolvimento afetivo ou emocional: inclui todas as mudanças no
desenvolvimento do apego, confiança, amor, afeição, formação do
autoconceito, da imagem corporal, da autoestima, estresse;
• Desenvolvimento social: inclui todas as mudanças na socialização, na
moralidade, nas relações com interpessoais, papéis sociais e trabalho.

• No período operatório formal – desenvolvido a partir dos 12 anos de idade em média – o adolescente começa a raciocinar lógica e sistematicamente. Esse estágio é definido pela habilidade de engajar-se no raciocínio proposicional. As deduções lógicas podem ser feitas sem o apoio de objetos concretos. Aprende a criar conceitos e ideias.
• Diferente do período anterior, agora o adolescente tem o pensamento formal abstrato. Ele não necessita mais de manipulação ou referência concreta.
• O pensamento hipotético-dedutivo é o mais importante aspecto apresentado nessa fase de desenvolvimento, pois o ser humano passa a criar hipóteses para tentar explicar e sanar problemas, o foco desvia-se do "é" para o "poderia ser".
• A representação agora permite a abstração total. As estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas.
Exemplo: Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.

• A característica mais marcante desse estágio é a capacidade de formular hipótese, raciocinar sobre proposições verbais verificadas pela constatação concreta e atual.
• As operações formais fornecem ao pensamento da criança o poder de destacá-lo e libertá-lo do real, ao permitir-lhe construir, a seu modo, as reflexões e teorias e possibilitar-lhe a livre atividade da reflexão espontânea. No entanto, o início desse estágio, segundo afirma Piaget (2002), é marcado pelo egocentrismo intelectual

• Piaget descreve o pensamento adolescente como a capacidade de considerar as possibilidades e testá-las. Assim, o pensamento do sujeito não vai mais do real para o teórico, mas começa da teoria para estabelecer ou verificar relacionamentos reais entre as coisas. Ao invés de apenas coordenar os fatos, a respeito do mundo real, o raciocínio hipotético-dedutivo tira as implicações de possíveis afirmações e, desse modo, origina-se uma síntese do possível e necessário.

Desenvolvimento Cognitivo
1.4. O adolescente ao contrário da criança, graças a sua personalidade em formação, coloca-se em igualdade com os mais velhos, porém sente-se diferente, pela nova vida que o “agita”, então deseja supera-los, ultrapassa-los e espanta-los.
1.5 O adolescente pretende inserir-se no mundo do adultos por meios de projetos, programas de vida[...]podendo-se dizer através da sua imaginação, já que esta forma de pensamento hipotético-dedutivo se afasta do real.

Afetividade:  PERSONALIDADE X EU
 Inserção(idealista-> realizador, transformador) na sociedade.

1.3 – Diferença entre desenvolvimento, crescimento e maturação
• Desenvolvimento: Processo de mudanças que ocorrem ao longo da
vida de um ser humano; nem sempre podem ser quantificáveis (ex:
aumento da maturidade afetiva);
• Crescimento: tipo de mudança passo-a-passo, quantificáveis e
observáveis (ex: altura e peso);
• Maturação: padrões seqüenciais de mudança geneticamente
programadas (ex: mudança nos hormônios na puberdade).
1.4 – Princípios do DH
Os princípios podem ser biológicos ou gerais.
- Princípios Biológicos:
Estes princípios dizem respeito à direção do desenvolvimento:
1. Direção céfalo-caudal: o desenvolvimento ocorre da região da
cabeça, para o tronco e membros;
2. Direção próximo-distal: o desenvolvimento ocorre a partir do eixo
mediano do corpo para as extremidades.

- Princípios Gerais:
• Princípio da multidimensionalidade e interdisciplinaridade:
estabelece que as 4 dimensões mantém uma relação de
interdependência entre elas. Ou seja, embora cada dimensão possua
suas características particulares, não ocorre uma sem as outras;
• Princípio da continuidade e descontinuidade:
o desenvolvimento pode ser contínuo e descontínuo, dependendo de
como o observamos; ele pode ser contínuo se estivermos olhando o desenvolvimento social e afetivo, pois estes dependem diretamente do meio, e estamos continuamente sob a influência deste; pode ser descontínuo se estivermos olhando o desenvolvimento físico e cognitivo, pois estes se dão em períodos ou estágios característicos, destacando a importância da hereditariedade e da maturação;
• Princípio da gradatividade e da dinamicidade: o DH é um processo ao
longo da vida, ou seja, é cumulativo ou gradativo; é também um processo
dinâmico, que depende sempre da interrelação entre seus atributos
internos e externos;
• Princípio da individualidade e da universalidade:
O DH é tanto um processo individual, diferente para cada um de nós,
quanto universal, para toda a espécie.
Embora cada ser humano seja um indivíduo único, com
características únicas, a hereditariedade da espécie assegura a cada
indivíduo, características universais da espécie.

-Diferença entre Mudança e Status:

-todo ser humano passa por mudanças, as quais são desencadeadas em
uma seqüência mais ou menos previsível;
-O fenômeno status explica as diferenças de indivíduo para indivíduo, em
um mesmo processo de mudança.
O status é um indicador das diferenças individuais, enquanto que a
mudança é um indicador da espécie.
- Estágios ou Seqüências – a natureza da mudança:
“O ser humano estaria ampliando a mesma capacidade ao longo da
vida, ou adquirindo nova capacidade?”
“Os processos são os mesmos, apenas a eficiência ou a velocidade
são diferentes, ou existem processos diferentes em diferentes
idades?”
Depende da teoria que se adota:
•para algumas, o desenvolvimento é uma mudança quantitativa (mudança
em quantidade);
•para outras, é uma mudança qualitativa (mudança de tipo, de qualidade).
•Se o desenvolvimento consiste apenas em adições, o conceito de
estágios não é necessário (seqüências);
•Se o desenvolvimento envolve a emergência de habilidades novas, o
conceito de estágios é necessário.

1.5 – Estabilidade e períodos críticos
O DH passa por períodos de estabilidade e outros mais críticos.
Esta é uma afirmação correta?
Os primeiros anos de vida são um período crítico ou sensível,
estabelecendo muitas das trajetórias do posterior desenvolvimento
do indivíduo?
Sabe-se que a experiência inicial é altamente formativa; algumas
influências pré-natais são permanentes, alguns efeitos do empobrecimento
cognitivo inicial, de má nutrição ou de abuso podem ser permanentes.
Pode-se afirmar, de maneira generalizada e com uma certa segurança,
que o período pré-natal e a 1ª infância são os períodos críticos do
desenvolvimento, pois são muito mais afetados pelas experiências iniciais
do que pelas posteriores, porque uma vez desenvolvido o aspecto do
desenvolvimento, afeta e filtra todas as experiências posteriores.
Também é certo afirmar que o que importa parece não ser o tempo real (a
idade/ o estágio) em que um acontecimento afeta a pessoa, mas a
interpretação que a pessoa faz desse acontecimento.
O óbvio é concordar que o processo de desenvolvimento é constituído por
uma série de períodos alternados de rápido crescimento acompanhados
por desequilíbrios e períodos de relativa calma ou consolidação.
As mudanças ocorrem o tempo todo, do nascimento até a morte. Mas
existem realmente alguns períodos específicos em que as mudanças se
acumulam ou então acontecem mudanças extremamente significativas.

Quando ocorre uma mudança muito significativa, 2 efeitos também
acontecem:
• Qualquer mudança afeta todo o organismo, de modo que um rápido
aumento numa área exige adaptações em todas as áreas do
desenvolvimento;
• Quando o organismo se modifica de forma substancial, o indivíduo
parece entrar em um dilema por um certo tempo; os antigos padrões de
comportamento já não servem mais e é necessário um tempo para criar
novos padrões.
Assim, chama-se de transição as épocas de mudanças grandes, e
consolidação aqueles momentos intermediários de relativa calma e de
mudanças mais graduais no desenvolvimento.
Períodos de Transição:
• 2 meses; • 8 meses; • 18 meses; • 2 anos; • 6 anos; • 10 anos; • 14 anos.

II - INTRODUÇÃO ÀS TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO
2.1 – Teorias maturacionistas ou biológicas
Os padrões de desenvolvimento e as tendências de comportamento são
parciais ou inteiramente programados pelos gens e por alterações
fisiológicas;
A programação genética é mais importante que a influência ambiental, o
que não quer dizer que ela não exista;
Trabalham bastante com a idéia de estágios de desenvolvimento,
organizados e seqüenciados biologicamente;
Teoria de maior alcance: ‘A visão maturacionista’ de Gessel.
2.2 – Teorias comportamentais ou da aprendizagem
Enfatizam o papel dominante do ambiente sobre o desenvolvimento;
O comportamento é determinado através do condicionamento exercido
socialmente;
O reforço social oferecido pelos adultos exerce poder absoluto no
comportamento infantil, podendo reforçá-lo positivamente à repetição, ou,
ao contrário, negativamente á sua extinção;
A aprendizagem observacional ou modelagem também está envolvida
numa ampla gama de comportamentos; através da modelagem uma
pessoa pode adquirir atitudes, valores, maneiras de resolver problemas,
etc;
Têm pouco a dizer a respeito de mudanças com a idade ou estágios;
trabalham mais com seqüências de desenvolvimento;
Teorias de maior alcance: Bandura, Pavlov, Skinner;

2.3 – Teorias psicanalíticas
Enfatizam o comportamento humano a partir de seus processos da
personalidade; Relatam os processos normais de desenvolvimento a partir
do estudo com pessoas portadoras de distúrbios;
O comportamento é governado por processos inconscientes e
conscientes;
O desenvolvimento é governado por estágios, com cada estágio centrado
numa determinada forma de tensão ou tarefa específica a ser superada,
para que a pessoa passe para o estágio seguinte;
A pessoa se movimenta através dos estágios, resolvendo cada tarefa,
reduzindo cada tensão tão bem quanto possível, numa seqüência ideal;
O grau de sucesso de uma pessoa em satisfazer as exigências dos vários
estágios depende das interações com outras pessoas;
Teorias de maior alcance: Freud, Erikson, Jung.
2.4 – Teorias cognitivistas
Enfatizam o desenvolvimento da cognição;
O desenvolvimento depende, primordialmente, das explorações aos
objetos do meio (pessoas e materiais);
O comportamento depende tanto dos fatores internos quanto externos;
O ser humano é participante ativo em seu processo de desenvolvimento,
daí serem chamadas também de construtivistas, pois cada um constrói o
seu desenvolvimento;
Teorias de maior alcance: Piaget, Vygotsky, Wallon.

A PRÁTICA DE APLICAÇÃO DO MÉTODO CLÍNICO

A criança
A criança é o foco de estudo da psicologia do desenvolvimento. Mas o que é
uma criança e porque estudá-la? Para a epistemologia genética, a criança é um
instrumento de inteligibilidade, de compreensão das condutas humanas. No plano
teórico, ela é um instrumento de análise para explicar o desenvolvimento do
conhecimento dos mecanismos de aprendizagem. No plano prático, observa-se, através
dela, o problema da “eficiência” do ensino e da formação do adulto. Para o professor, o
essencial é saber sobre quais critérios interagir com os alunos, ou seja, sobre quais
critérios fundar as regulações favorecendo as aprendizagens sólidas. Esses fundamentos
de regulações diretas e indiretas podem ser resumidos em:
- análise da situação-problema proposta;
- observação do que o sujeito é capaz de aprender em função daquilo que já
conhece;
- conhecimento dos mecanismos pelos quais o sujeito aprende.
O modo pelo qual um grupo cultural, em um determinado momento, pensa a
infância determina a maneira pela qual os adultos interagem com as crianças, as
estruturas que são colocadas por eles, especialmente na educação e na formação, e
também o tipo de pesquisas que são realizadas.
Por isso, o professor precisa ter uma teoria para preparar as situações problema,
ou para interagir com os alunos sem lhes impor seu saber de maneira mecanicista
(Psychologie du Développement Cognitif – Prof. M. Saada-Robert, 1999/2000:
disciplina oferecida na Université de Genève – Faculté de Psychologie et Éducation).

Alguns princípios para interagir com a criança

1) Jamais rir da criança! Rir com ela!
2) Não fazer brincadeiras ou jogos de palavras que a criança não consiga
compreender.
3) Seguir a lógica da criança e utilizar suas palavras.
4) Variar as questões, evitar a repetição.
5) Evitar os “Por que...?”, pois com eles o experimentador corre o risco de obter
simplesmente “Porque sim!”, sem uma explicação que dê prosseguimento a uma
possível reflexão. Preferir “Como é que tu sabes?”.
6) Adaptar-se ao ritmo da entrevista: deixar um tempo entre cada questão para a
reflexão, sem ter medo de dar tempo ao silêncio e preocupar-se em dar tempo suficiente
para a realização das tarefas, seja realizando pequenas pausas ou repetindo as palavras
exatas da criança, para que a pessoa que esteja anotando o protocolo consiga fazê-lo
corretamente.

Quando for procurar uma criança em sua sala de aula:
- Apresentar-se ao professor (a): estudante universitário, pesquisador em
psicologia etc.
- Pedir para levar uma criança por alguns minutos para fazer uma brincadeira –
somente se isto não perturbar demasiado as atividades realizadas no momento pela
classe.
Primeiro contato com a criança
- Perguntar seu nome e idade.
- Apresentá-la brevemente para as pessoas do grupo de pesquisadores.
- Se, no momento de começar “a brincadeira” com a criança, ela demonstrar
mal-estar, poderá ser necessário explicar que vocês estão lá para aprender a fazer jogos
com as crianças e que não existe resposta certa ou errada para as questões que serão
feitas.
- No fim da experiência, não esqueça de agradecer à criança de ter jogado, de
perguntar se precisa de ajuda para voltar a sua sala, ou de lhe dar até logo.
Adotadas essas medidas, a realização das provas torna-se algo leve, tanto para o
experimentador (que deve estar atento a todas as ações e verbalizações da criança),
quanto para as crianças que não se sentirão coagidas durante as experiências, e sim,
sujeitos cooperadores na busca de soluções para os problemas propostos.
Recolhimento de dados
Podem-se utilizar como instrumentos, para o recolhimento dos protocolos,
anotações com lápis e papel, para registrar as ações; um gravador simples, em que ficam
registradas todas as entrevistas em fitas cassete para não perder as verbalizações das
crianças sobre suas ações práticas e/ou mentais. O uso de uma câmera de vídeo também
é recomendável, porém é necessário que outra pessoa faça este trabalho, e não o
experimentador. É aconselhado o uso de um plano piloto, durante a realização das
provas, especialmente nas primeiras aplicações. Esse plano poderá ser realizado a partir
de uma pesquisa exploratória prévia, que proporcionará a exposição dos problemas e
das crenças espontâneas das crianças pesquisadas frente ao objeto que o investigador
pretende analisar. Para aplicar a prova de modo que a criança compreenda as
proposições, é necessário utilizar o vocabulário infantil, que é facilmente detectado
como crença espontânea por uma pesquisa exploratória.

Alguns princípios-chave do Método Clínico piagetiano1

- Renunciar a todos os questionamentos fixos, variar a maneira de propor as
questões em função das respostas da criança.
- Observar e tirar partido das questões que as próprias crianças colocam e
devolver essas questões à criança: “o que tu achas?”; “qual é o teu pensamento
a respeito disto?”; “como é que isto acontece?”; etc., antes de dar, não uma
solução, mas uma direção possível à resolução.
- Procura obter, por meio de diferentes questões, seguindo as respostas da
criança, o máximo possível daquilo que a criança pode pensar, do que ela
compreende ou sabe fazer, visando também o máximo possível de tomada de
consciência e formulação de suas ações e representações.
- Propor contra-sugestões, ou seja, proceder conforme um questionamento
sobre as afirmações da criança, não liberando sua própria solução de adulto,
mas propondo a ela afirmações contraditórias de outras crianças (Eu conheço
uma criança que disse... Antes tu me falaste...).
- Sem procurar uma orientação das respostas, porém sabendo aonde quer se
chegar, delegar à criança sua própria via de resolução. “O bom clínico se
deixa dirigir, dirigindo”. Ele segue o raciocínio da criança através de
questionamentos para levar a criança à solução. É preciso, pois, possuir uma
teoria que oriente o questionamento.
1 Développement cognitif. TC II 02, M. Saada-Robert

Esquema geral para os procedimentos das provas de conservação
Para cada item :
1. Situação Inicial:
Exposição da situação de igualdade
2. Transformação:
Efetuar a transformação
Questão de conservação
Exemplo: “Tem a mesma quantidade de fichas vermelhas do que de fichas azuis ou tem
mais em alguma parte?”
Observação: A pergunta de conservação deve conter uma escolha de resposta: “a
mesma quantidade ou mais em alguma parte (ou não)?”
Justificativa
Exemplo: “Como é que tu sabes?”
Contra-argumento
O experimentador insiste sobre a dimensão negligenciada pela criança:
Exemplo: os líquidos: Se o argumento da criança é baseado na altura do nível da água,
deve-se propor a ela uma resposta de uma outra criança (de sua idade e de seu sexo,
porém de uma outra escola) que se referiu à largura do copo.
3. Retorno à situação inicial:
Questão de antecipação do retorno à situação inicial
Transformação de retorno
Questão sobre a igualdade das quantidades
Exemplo: “Está como tu pensaste?”

1. A CONSERVAÇÃO DO NÚMERO
Material: 12 pecinhas redondas de uma cor e 12 de outra.
Igualdade inicial: Correspondência termo a termo espontânea
Dispor 7 fichas de uma cor em uma linha (diante da criança).
Pedir à criança para que ela coloque “igual”, “a mesma quantidade”, “a mesma
coisa” de fichas de outra cor.
Justificativa: “Terminaste?” “Nós temos a mesma quantidade de fichas, tu e eu?”
“Como é que tu fizeste?”, “Como é que tu sabes?”
ITEM I: Linhas - Espaçamento
1. Igualdade inicial
Manter ou corrigir a correspondência termo a termo feita pela criança daqui por
diante.
Perguntar à criança se tem a “mesma quantidade” de fichas A do que de fichas B
ou “mais em alguma das linhas”?
Justificativa
2. Transformação
Espaçar as fichas em uma das linhas de modo que as extremidades das duas linhas
não coincidam mais.
Fazer à criança uma pergunta de conservação de igualdade quantitativa das
coleções: “Se a gente fizer de conta que estes são bombons, será que teremos a
mesma quantidade para comer ou algum de nós dois tem mais?”
Justificativa
Contra-argumentos: Se a criança justificar sua resposta da seguinte forma: “Aqui
tem mais porque está mais comprido”, propor a ela o seguinte contra-argumento
“Uma criança me disse, ao contrário, que havia menos porque tem mais espaço
entre as fichas.” Se a criança respondeu corretamente, propor a ela, então, uma
resposta de uma criança não-conservante.
3. Retorno à igualdade inicial
Antecipação de retorno: “Se eu colocar como antes, nós teremos a mesma
quantidade de fichas ou alguém terá mais?”
Justificativa
Transformação de retorno e questionamento sobre a igualdade das duas coleções.

ITEM II: Círculos – Espaçamento
1. Igualdade inicial
Dispor 6 ou 8 fichas de uma cor em círculo e as fichas de outra cor ao redor das
primeiras, em correspondência termo a termo.
Colocar a questão de igualdade quantitativa das coleções e justificativa.
2. Transformação
Transformar o círculo interior, encostando umas fichas nas outras, ou espaçar o
círculo exterior.
Questão de conservação: “Tem a mesma quantidade ou mais...”
Justificativa e contra-argumentos: Se a criança disser que tem mais fichas no
círculo exterior, pois ele é “maior”, propor a ela uma resposta de uma outra
criança, como: “Tem mais lá porque não tem tantos buracos, as fichas estão mais
juntas”. Se a criança der, ao contrário, uma resposta conservante, propor uma
resposta não conservante.
3. Retorno à igualdade inicial
Antecipação de retorno: “Se eu colocar como antes, nós teremos a mesma
quantidade de fichas, ou não?”
Justificativa
Transformação de retorno e questão sobre a igualdade das duas coleções.

ITEM III: Cifras aproximadas ou quantidade?
1. Igualdade Inicial
2. Transformação
Depois de ter certeza de que a igualdade inicial foi aceita pela criança, espaçar
uma linha de modo que as extremidades das duas linhas não coincidam mais.
3. Esconde
Esconder uma linha e pedir à criança que conte a outra linha.
Perguntar à criança se ela pode adivinhar quantas fichas tem na outra linha
(escondida): é necessário que ela dê uma cifra.
Se a criança diz “eu não sei”, parar a entrevista. Se ela der uma cifra, passar à
justificativa.
Justificativa e exposição da linha escondida
Pergunta: “Está como tu pensaste?” Incitar a criança à contar.
Propor à criança uma questão de conservação sem esconder desta vez: “tem a
mesma quantidade de fichas nas duas linhas ou tem mais em alguma das partes?
4. Retorna à igualdade inicial
Antecipação de retorno: “se eu colocar como antes, nós teremos a mesma
quantidade de fichas nas duas linhas, ou não?
Justificativa, transformação de retorno e questionamento sobre as igualdades das
coleções.
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