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Os Lusíadas - Canto VIII

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by

Marta Lourenço

on 3 March 2015

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Transcript of Os Lusíadas - Canto VIII

Canto VIII
Vícios provocados pela ambição do dinheiro
Tirania
Corrupção
Arbitrariedade
Traição
"Epopeia é essencialmente uma narrativa de fundo histórico em que se registam poeticamente as tradições e os ideais de um grupo étnico sob a forma de aventuras de alguns heróis"

António José Saraiva

Os Lusíadas - Epopeia
Plano da História de Portugal Narrador: Paulo da Gama
Plano da Mitologia
Plano da Viagem
Plano das reflexões do Poeta ( estâncias 96-99)
Narrador: o poeta
Plano da Mitologia
Estância 47:
A isto mais se ajunta que um devoto
Sacerdote da lei de Mafamede,
Dos ódios concebidos não remoto
Contra a divina Fé, que tudo excede,
Em forma do Profeta falso e noto
Que do filho da escrava Agar procede,
Baco odioso em sonhos lhe aparece,
Que de seus ódios inda se não dece.

Estância 48:
E diz-lhe assi: –
«Guardai-vos, gente minha,
Do mal que se aparelha pelo imigo
Que pelas águas húmidas caminha,
Antes que esteis mais perto do perigo!»
Isto dizendo, acorda o Mouro asinha,
Espantado do sonho; mas consigo
Cuida que não é mais que sonho usado;
Torna a dormir, quieto e sossegado.

Estância 49:
Torna Baco dizendo: – «Não conheces
O grão legislador que a teus passados
Tem mostrado o preceito a que obedeces,
Sem o qual fôreis muitos baptizados?
Eu por ti, rudo, velo, e tu adormeces?
Pois saberás que aqueles que chegados
De novo são, serão mui grande dano
Da Lei que eu dei ao néscio povo humano.

Estância 50:
«Enquanto é fraca a força desta gente,
Ordena como em tudo se resista;
Porque, quando o Sol sai, fàcilmente
Se pode nele pôr a aguda vista;
Porém, despois que sobe claro e ardente,
Se agudeza dos olhos o conquista,
Tão cega fica, quanto ficareis
Se raízes criar lhe não tolheis.»
Intervenção de Baco
Baco aparece em sonhos a um sacerdote indispondo-o contra os nautas lusos.
Consequências da intervenção de Baco:
- Interrogatório do Samorim a Vasco da Gama
-Catual prende o capitão.
Estância 96:
Nas naus estar se deixa, vagaroso,
Até ver o que o tempo lhe descobre;
Que não se fia já do cobiçoso
Regedor, corrompido e pouco nobre.
Veja agora o juízo curioso
Quanto no rico, assi como no pobre,
Pode o vil interesse e sede imiga
Do dinheiro, que a tudo nos obriga.

Estância 97:
A
Polidoro

mata o Rei Treício
,
Só por ficar senhor do grão tesouro;
Entra, pelo fortíssimo edifício,
Com a
filha de Acriso
a chuva d' ouro;
Pode tanto em
Tarpeia
avaro vício
Que, a troco do metal luzente e louro,
Entrega aos inimigos a alta torre,
Do qual quási afogada em pago morre.
O poeta apresenta três casos através dos quais pretende provar a tese enunciada na estância anterior, ou seja, o poder negativo dos bens materiais que provoca certas atitudes negativas e inesperadas.
Acontecimento motivador da reflexão:
as traições sofridas por Vasco da Gama em Calecut, nomeadamente o seu sequestro, são ultrapassadas pela entrega de valores materiais.
Estância 98:
Este rende
munidas fortalezas
;
Faz trédoros e
falsos os amigos
;
Este a
mais nobres faz fazer vilezas
,
E entrega Capitães aos inimigos;
Este
corrompe virginais purezas
,
Sem temer de
honra ou fama
alguns perigos;
Este
deprava às vezes as ciências
,
Os juízos cegando e as consciências.

Estância 99:
Este interpreta mais que sutilmente
Os textos;
este faz e desfaz leis
;
Este causa os
perjúrios
entre a gente
E mil vezes tiranos torna os Reis
.
Até os que só a Deus omnipotente
Se dedicam, mil vezes ouvireis
Que corrompe este encantador
, e ilude;
Mas não sem cor, contudo, de virtude!
A linguagem utilizada é própria de um discurso de natureza judicativa (expressão de juízos de valor) e valorativa (expressão de juízos críticos e subjetivos).
O poeta enumera os efeitos negativos do "metal luzente e louro":
-corrompe o pobre e o rico;
-transforma o mais nobre em vilão;
-corrompe as ciências;
-distorce a interpretação dos textos;
-manipula as leis e a justiça;
-fomenta a tirania nos reis;
-corrompe os membros do clero, ainda que sob uma capa de virtude.


Considerações do poeta- estâncias 96 a 99
Considerações do poeta- estâncias 96 a 99
Comparação com a atualidade
As considerações do poeta constituem não só um reflexo da mentalidade do homem renascentista (pela sagacidade e análise crítica evidenciadas), mas também contêm (pela intemporalidade que apresentam) uma intencionalidade didática e interventiva.
Sociedade orientada por valores materialistas.
O poder corruptor do dinheiro percorre todas as camadas sociais.
Ambição das pessoas.
Tema: o poder corruptor do ouro que tudo compra.
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