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Filosofia

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on 24 January 2014

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Transcript of Filosofia

Filosofia
Introdução
Este trabalho surgiu no âmbito da disciplina de filosofia, foi sugerido pela professora Elsa Martins e pretende responder à seguinte questão: o discurso publicitário consegue ser persuasivo se não recorrer a técnicas de discurso?

Argumentação e Retórica
Argumentação e Demonstração
Procura de adesão do auditório
Lógica Formal:
Demonstração
Forma
Validade
Lógica Informal:
Argumentação
Conteúdo
Verdade/Verosímil
Demonstração
visa mostrar a relação necessária entre a conclusão e as premissas;
é do domínio do constringente, da evidência e da necessidade;
é unívoca: permite uma única interpretação;
é impessoal e isolada do conteúdo, do contexto, do orador e do auditório.
Argumentação
visa provocar a adesão do auditório;
é do domínio do verosímel, do provável, do plausível e do preferível;
é plurívica: permite várias interpretações;
é pessoal e dependente do conteúdo, do contexto, do orador e do auditório.
Orador (ethos)
A argumentação assenta no caráter do orador, que deve ser virtuoso, credível e sedutor de forma a ganhar a confiança do auditório a que se dirige.
Auditório (pathos)
A argumentação assenta no estado emocional o auditório a que se dirige. A forma como o auditório interpreta o discurso que lhe é dirigido é fundamental para a adesão total ao mesmo. Sendo o auditório movido por paixões, o discurso deve emocionar, impressionar e seduzir.
Discurso (logos)
A argumentação assenta nos argumentos que compõem o discurso. Este deve ser bem estruturado, usar linguagem adequada, ter uma introdução e conclusão cuidadas e não ficar meramente pela apresentação dos argumentos.
Contexto de receção
O sucesso de qualquer argumentação depende sempre do modo como o discurso o orador tem em conta as disposições e características do auditório e consegue nterferir com elas, mas também depende da maneira como o orador revela ou expõe os seus traços de carácter mais pertinentes.
Processo argumentativo
Retórica
A retórica é a arte de argumentar e de bem falar, cujo objetivo é persuadir e convencer um auditório a respeito de determinado assunto, levando-o a aceitar que uma certa tese ou opinião é preferível àquela que se lhe opõe.
Individual
Diz respeito a uma pessoa.
Particular
Diz respeito a um grupo, específico, de pessoas.
Universal
Diz respeito a todos.
Discurso Plublicitário
dirige-se a um público-alvo;
intruduz uma carência e anuncia o produto como uma resposta rápida e eficaz para a mesma;
utiliza mensagens curtas mais apostadas na imagem e nos sons;
emprega linguagem sedutora;
apela à emoção do público-alvo;
anuncia valores;
atua a um nível implícito e inconsciente.
Discurso Político
dirige-se a diversos auditórios particulares;
emprega uma linguagem sedutora;
a linguagem empregue é, muitas vezes, manipuladora e demagógica;
usa técnicas argumentativas que têm em atenção: a entoação, a postura, os gestos, usa a repetição, a pausa e a ironia;
atua ao nível do reforço de opiniões prévias;
precisa conquistar a opinião pública.
Opinião pública
É o conjunto de pensamentos, conceitos e representações gerais dos cidadãos sobre as questões de interesse coletivo.
Tipos de Argumentos
Entimema
É um argumento que contém pelo menos uma premissa não formulada, habitualmente designada por premissa implícita.

Exemplo:
O cão respira por pulmões uma vez que é mamífero. (A premissa implícita é "todos os mamífers respiram por pulmões").
Argumentos indutivos
Argumentos por analogia
É um argumento assente na comparação, partindo de semelhanças já existentes procura estabelecer novas semelhanças.

Exemplo:
Marte tem uma atmosfera semelhante à atmosfera da Terra, ora na Terra existem seres vivos que respiram a essa atmosfera, então podemos supor que em Marte também existem seres vivos.
Argumentos de Autoridade
A validade da conclusão apoia-se na opinião de um especialista. Para ser válido deve cumprir quatros requisitos.



Exemplo:
A Greenpeace disse que a emissão de gases poluentes contribui para o aquecimento global. Por isso, a emissão de gases poluentes contribui para o aquecimento global.
Usamos argumentos quando queremos convencer alguém da razoabilidade de uma tese.
Pode ser dividido em dois tipos: generalização e previsão.
A conclusão é mais geral que as premissas. Uma generalização é válida se cumprir dois requesitos:
se partir de casos particulares representativos;
se não existirem contraexemplos.

Exemplo:
Algumas galinhas têm penas. Logo, todas as galinhas têm penas.
Previsão
Preve casos futuros com base em factos passados. Uma previsão é válida se é provável que a conclusão corresponda à realidade.

Exemplo:
Todos os corvos observados até hoje são pretos. Logo, todos os corvos que doravante observarmos serão pretos.
Generalização
o especialista deve ser um perito no tema em questão;
não pode existir controvérsia entre os especialistas;
o especialista não pode ter interesses pessoais no tema em causa;
o argumento não pode ser mais fraco que o argumento em causa.
Falácias Informais
As falácias informais são argumentos inválidos, cuja invalidade não resulta de uma deficiência lógica mas do conteúdo do argumento, dependendo da linguagem natural comum.
Falácia
ad hominem
Consiste em atacar uma pessoa em vez de atacar a tese que esta defende, para mostrar a falsidade das suas afirmações.

Exemplo:
A tua tese não tem qualquer valor, porque és comunista e ateu.

Falácia do apelo à força
Consiste em recorrer a ameaças explícitas ou implícitas, físicas ou psicológicas para levar os ouvintes a aceitar uma afirmação.

Exemplo:
O dinheiro ou a vida.

Falácia do apelo à ignorância
Consiste em refutar um enunciado, só porque ninguém provou que é verdadeiro, ou em defendê-lo, só porque ninguém conseguiu provar que é falso.

Exemplo:
Não acredito em Deus porque ninguém provou que ele existe.

Falácia do apelo à misericórdia
Consiste em pressionar psicologicamente o auditório, desencadeando sentimentos de piedade ou compaixão.

Exemplo:
Por favor, não me despeça, preciso do dinheiro porque a minha mulher está desempregada e o meu filho precisa de ser operado.

Falácia do falso dilema
Consiste na apresentação de duas alternativas como sendo as únicas existentes em dado universo, ignorando ou omitindo outras possíveis.

Exemplo:
Ou és meu amigo, ou és meu inimigo.

Falácia da bola de neve
Consiste em retirar consequências inaceitáveis de uma proposição e consequências das consequências para mostrar que essa proposição é inaceitável.

Exemplo:
Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.

Falácia da petição de princípio
Consiste em adotar, para premissa de um raciocínio, a própria conclusão que se quer demonstrar.

Exemplo:
Uma pessoa odeia pessoas de outras raças porque é racista.

Falácia da causa falsa
Consiste em atribuir a causa de um fenómeno a outro fenómeno, pela simples razão de o preceder.

Exemplo:
O gato miou quando eu abri a porta. Logo, o gato miou porque eu abri a porta.

Falácia do boneco de palha
Consiste em distorcer a proposição do oponente de modo a ataca-la mais facilmente. Assim, em vez de refutar a verdadeira perspetiva que o oponente defende derruba-se uma mera caricatura dessa perspetiva.

Exemplo:
As pessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.
O anúncio Português censurado
Análise do anúncio
Este anúncio dirige-se às pessoas que assistem à tourada e contém um argumento por analogia, quando comparamos aquilo que fazemos aos touros durante uma tourada com aquilo que podemos fazer aos homens, que se praticava antigamente que era o apedrejamento.
Se este anúncio não tivesse este argumento não conseguia persuadir as pessoas e deixarem de ver as touradas e com isto sempre que pensarem em touradas lembrarem-se deste anúncio.

Cerveja Guinness
Análise do anúncio
Conclusão
Concluímos que todos nós somos constantemente influenciados pelos discursos manipuladores, persuasivos e demagógicos da publicidade. Esta cria em nós uma necessidade e tenta responder-lhe dando como solução um produto. O discurso publicitário atua a um nível implícito e inconsciente, seduz e faz promessas para obter a maior adesão possível do auditório que pretende convencer e conquistar.
Por isso, temos de estar atentos para não nos deixarmos influenciar por estes discursos manipuladores.

A empresa de cerveja irlandesa “Guinness” criou um anúncio que tem como público-alvo a população em geral. Este retrata um grupo de amigos, que à primeira vista, parecem paraplégicos, a jogar basquetebol, só depois percebemos que apenas um deles é doente.
Neste anúncio, está presente a falácia do apelo à misericórdia, argumento falacioso que ocorre quando se apela ao sentimento de piedade ou de compaixão para se conseguir que uma determinada conclusão seja aceite por um determinado auditório a que se dirige.
Concluímos então que sem a falácia do apelo à misericórdia presente neste anúncio, ele não seria tão persuasivo.
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