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Prece, A Mensagem de Fernando Pessoa

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by

Romila Ismail

on 12 November 2015

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Transcript of Prece, A Mensagem de Fernando Pessoa

1ª ESTROFE
Senhor, a noite veio e a alma é vil. Tanta foi a tormenta e a vontade! Restam-nos hoje, no silencio hostil,
O mar universal e a saudade.
2ª ESTROFE
3ª ESTROFE
A MENSGEM VS OS LUSÍADAS
PRECE
A Mensagem, fernado pessoa
romila ismail 12a1
EXPRESSIVIDADE DOS RECURSOS ESTILÍSTICOS
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silencio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós creou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a occultou:
A mão do vento pode erguel-a ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ancia - , Com que a chamma do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distancia -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
EXTRUTURA EXTERNA:
A
B
A
B
C
D
C
D
E
F
E
F
RIMA CRUZADA
MÉTRICA IRREGULAR
RITMO!
Mas a chama, que a vida em nós creou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a occultou:
A mão do vento pode erguel-a ainda.
Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ancia - , Com que a chamma do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distancia -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
PRECE
PRECE
Súplica a alguém (D. Sebastião, Deus
ou D. Sebastião divinizado) para que devolva ao povo português a chama oculta debaixo das cinzas.
O título do poema Prece remete-nos de imediato para aquele tema.
SONS NASAIS
APÓSTROFE
pode ser identificado com várias entidades, referindo-se a um tempo de grandeza ANTERIOR
IMPLICA A EXISTÊNCIA PRÉVIA DO DIA
DIA - TEMPO DE GRANDEZA
NOITE - TEMPO DE TRISTEZA E DESTRUIÇÃO
PEQUENEZ DO ESPÍRITO
QUE DESPREZOU O VALOR DA GRANDEZA DO PASSADO
obstáculos ultrapassados
sonho português
EXCLAMAÇÃO
Confere ao discurso emotividade.
o Desalento é o sentimento assumido pelo sujeito poético
ESTAMOS PERANTE UM PORTUGAL MARCADO PELA INDOLÊNCIA, PELO APEGO AS COISAS MATERIAIS E SEM CAPACIDADE DE SONHAR!!
EM CONTRASTE COM O PASSADO DE "TORMENTA E VONTADE"
ADVETIVAÇÃO
SIMBOLOGIA DA NOITE
Para os Gregos, a noite era a filha do Caos e a mãe do Céu (Urano) e da Terra (Gaia). Ela gerou
também o sono e a morte, os sonhos e as angústias, a ternura e o engano
A noite simboliza o tempo das gestações das germinações, das conspirações que
desabrocharão em pleno dia como manifestação de vida. Porém, entrar na noite é regressar ao
indeterminado, onde se misturam pesadelos e monstros, as ideias negras.
Neste poema a Noite pode se vista como:
A. TREVAS
devido à situação em que a nação se
encontra
B. PREPARAÇÃO PARA A LUZ DO DIA
preparação daquilo que será o glorioso futuro de Portugal
CONJUNÇÃO ADVERSATIVA
EXPRIME OPOSIÇÃO EM RELAÇÃO À PRIMEIRA ESTROFE
PRENUNCIA ESPERANÇA
ADJETIVAÇÃO
"FRIO MORTO"
Sentido Conotativo de ocultar vida renovada como uma Fénix que surge das cinzas
A Fénix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas.
Fénix, é o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava.
A impressão que a sua beleza e tristeza causava nos outros animais, chegava a provocar a morte deles.
METÁFORA + PERSONIFICAÇÃO
demonstram a ideia de que pode erguer-se novamente a chama, porque enquanto há vida (“ ainda não é finda”) há ESPERANÇA
REFORÇA A IDEIA QUE NADA ESTÁ PERDIDO!!
REPETIÇÃO e aliteração
SÚPLICA
pede que um "sopro" divino ajude a atear a "chama do esforço"
METÁFORA
RECUPERAR A IDENTIDADE E GLÓRIAS PASSADAS
desejo de sermos de novo grandes entre as Nações vive permanentemente em Fernando Pessoa
CONLUI-SE UM CICLO DA MENSAGEM FECHANDO-O COM UMA INVOCAÇÃO DO POETA À INTERVENÇÃO DIVINA
ÚLTIMOS VERSOS DA PRECE
"...mas que seja nossa!"
"Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
infante
fazem eco dos versos
FALTA CUMPRIR-SE O DESTINO GLORIOSO (E IMATERIAL) DA ALMA
Já não temos as que dessas terras distantes trouxemos, mas ainda temos a riqueza das que trouxemos para a Europa e da cultura que deixamos espalhada pelo mundo
RIQUEZAS
CULTURAS
O poema PRECE fala da possibilidade humana de RENASCIMENTO, sempre presente, ainda que a situação esteja distante dos TEMPOS DOURADOS.
CURIOSIDADE
Considerando o número doze como símbolo de um ciclo completo que se renova, é fácil perceber que tendo-se cumprido o mar, seja necessário conquistar novamente a “Distância” para que se cumpra Portugal.
APÓSTROFE
PERSONIFICAÇÃO
SUBSTANTIVOS ABSTRATOS
ADJETIVAÇÃO EXPRESSIVA
ANÁFORAS E REPETIÇÕES
“Senhor”, um chamamento do receptor a quem é destinado o discurso
O Poeta recorre a “tormenta”, “vontade”, “silêncio”, “saudade”, “desgraça”, “ânsia”, “esforço"
“alma é vil”, “silêncio hostil”
Reiterar e reforçar as ideias do poeta
“A mão do vento”, a personificação aqui existente simboliza a ideia de que uma mão divina vai fazer com que a chama se reacenda
Na epopeia, Camões elogia um herói passado. Escreveu-a numa altura em que o país entrava
em decadência de valores e pretendia tornar o povo português um herói universal.
Por outro lado, Pessoa quer divulgar a língua e cultura portuguesas, tornando-se mundiais. Pessoa pretende “adivinhar” um futuro grandioso.
No entanto, para que Portugal alcance esta GLÓRIA e
se expanda pelo mundo, AMBOS (Camões e Pessoa) pedem ajuda divina, suplicando aos DEUSES que auxiliem
Portugal na conquista do mar.
DISCURSO NA 1ª PESSOA DO PLURAL
O discurso é na primeira pessoa porque refere-se ao povo português. O desejo do sujeito lírico, em jeito de súplica, não é só do poeta mas deve ser de todos nós -portugueses.
ALEGORIA
HIPÉRBATO
PAULISMO
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