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A Influência da Mídia no Crescimento e Desenvolvimento

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by

Jacqueline Montalvão

on 14 March 2014

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Transcript of A Influência da Mídia no Crescimento e Desenvolvimento

A Influência da Mídia no Crescimento e Desenvolvimento
MÍDIA


->Media(inglês)
->
Medium
(latim)
É o meio que liga quem emite e quem recebe a mensagem.
Processo de globalização durante o século XX:
Lipovetsky: mídia e sustento do sistema econômico vigente
comunicação de massa: socidade de massa
Década de 90:
Evoluçao tecnológica
Compartilhamento de informações em âmbito mundial
Paradoxo:
Educação do Jovem x Efeitos nocivos
A Influencia da Mídia na Infância
Pais trabalhando fora de casa
Crianças na escola cada vez mais cedo
Praticidade
Crianças na frente da Tv
Televisão:
"Babá Eletrônica
Educadora
A Infância






Piaget:
1ªfase( 0 a 2 anos): Sensório - motor
2ªfase(2 a 4/5 anos): Pré - operatório
3ªfase(4/5 anos a 7/8 anos)
4ªfase(7/8 a 11/12)
5ªfase(11/12 para frente): Pós - operatório

3ª fase:
Imaginário
. Não dissocia a
realidade.
Identificação com heróis.
Maior impacto da mídia.

Pré - Operatório
A Mídia






Colorida, divertida, convidativa.

Parte da rotina: influencia inevitável.

Neil Postman: Maior pesquisador da comunicação dos EUA –
O Desaparecimento da infância

Características atuais desde a invenção do telégrafo

As Crianças e os Meios de Comunicação








IBGE 2005: 88% da população possuem TV. Somente 85% possuem geladeira

IBOPE 2003: Crianças media de 3h 55min na TV.

24.5 horas por semana 
98 horas por mês 
1.176 horas por ano 
18.816 horas até os 17 anos de idade 
1176 dias de televisão (calculando um dia de 16 horas)
Ao fazer 17 anos, um jovem passou quase 3 anos e meio da vida dele vendo televisão.





IBOPE: Top ranking de programas que as crianças de 4 a 9 anos assistem não são infantis.

Novelas, Programa do Ratinho e BBB lideram a lista.

Imaginário: normalidade diante de cenas como sexualidade e violência.

Bombardeio de informações: Formação de padroes (
crianças se vestindo iguais a adultos
) e diminuição da criatividade (
desaparecimento das brincadeiras inventadas pelas próprias crianças
)


Geração do “pronto”: videogames, jogos de computadores.

Videogames e computador: Jogos cada vez mais violentos, sedentarismo.

Internet: Cada vez mais difundida.Informativa. Nociva se não usar com cuidado.



Riscos para saúde




Risco de fazer menos exercícios
Ler muito menos
Aumentar de peso
Apresentar pior desempenho escolar.

Publicidade





Imaginario: atrair o consumo.
Ciclo: pais compram para satisfazer o desejo do filho.
Resultado: Incentivo ao consumo


Nicolas Montigneaux: Empresário espanhol, faz consultorias de maeketing voltado a crianças.

Crianças possuem grande peso na modo como os pais gastam o dinheiro.

Pais reservam cada vez mais dinheiro para satisfazer os desejos consumistas das crianças.

Crianças influenciam até mesmo na escolha de produtos adultos.

Legislação em vários países:
Suécia – Proibido propagandas para menores de 12 anos(idade em que se começa a formar o senso crítico)

Brasil: Projeto de lei parado há 7 anos que proibiria marketing para menores de 12 anos.
Conar em 2006: Proibido a frase “peça para sua mae”





O Papel dos Pais






Ambiente familiar: principal meio em que as crianças assistem TV.

Supervisão
Imposição de limites
Explicação da realidade


Adolescência



Adolescere (latim): crescer, brotar, fazer-se grande

Até o século XIX: figuras de ritual de iniciação

Sec XIX e XX: estabeleciemnto da adolescencia como período distinto do desenvolvimento humano

Sec XIX:
- Estados Nacionais, industrializaçao, organizaçao dos trabalhadores -> novos papéis para as mulheres e jovens
- obrigatoriedade da escola

Período biopsicossocial
OMS/Ministério da Saúde/ IBGE : segunda década de vida
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): 12-18 anos

OMS: divide esse período em dois ambitos

1) Puberdade: mudanças orgânicas

2) adolescência: adaptações as novas estruturas físicas, psicológicas e ambientais, levando em conta as características de cada pessoa e contexto social e histórico em que ela se encontra.

- caracterizado pelo periodo da diversidade (grupo, atividade, comportamento, gostos, valores e filosofia de vida


Adolescência e Sexualidade





SEXUALIDADE: a condição de ter sexo, de ser sexuado

OMS: “conjunto de formas de comportamento do ser humano, vinculado aos processos somáticos, psicológicos e sociais do sexo”

Infância: Criação distinta entre meninO e meninA -> sexo de criação

A adolescência é um período onde o jovem passa por um processo de transformações biopsicossocial


Mudanças tanto físicas quanto emocional/comportamental
Prática do sexo de forma inconsequente pode servir como afronta aos pais - forma de se afirmar contra diretrizes estabelecidas pelos pais


Freud: situações conflituosas impulsiona o sujeito a uma ação em busca do alivio da sensação de desprazer – ato sexual




Sexualidade e Mídia




Veiculação de programas com conteúdo apelativo de forma indiscriminada


Constrangimento/“TABU” - informações incompletas

Exposição da sexualidade como mercadoria – desvinculação do sexo-afeto-amor-responsabilidade-respeito-saúde


“Os jovens adolescentes de 12 a 17 anos têm consumido mais bebidas alcoólicas e cigarros do que as gerações de seus pais, têm namorado mais livremente e como consequência, têm relações sexuais mais cedo. Têm se vestido como a moda apresenta, no qual, na maioria das vezes, são roupas utilizadas nas novelas e seriados dedicados a esse público-alvo. Com relação à sexualidade, uma das principais influencias na vida do adolescente é a televisão.”.
A Mídia e a Imagem Corporal







A construção da imagem corporal depende da
relação
do sujeito com o
mundo que o envolve:
o modo como ele vê sua
estrutura corporal
, como se sente em relação a ela, baseia-se nas suas vivências, no seu conhecimento de mundo e na sua noção de como os outros o veem.

Desde o nascimento, novas experiências incorporam novas referências e, assim, novas noções de si próprio.









Estou bonita?
As
mudanças físicas
também participam desse dinâmico processo de
construção e reconstrução da imagem corporal.


Sendo elas
mais radicais
no período da
adolescência
, o jovem é o que mais experimenta
insatisfação
para adaptar-se a sua aparência física.


Constantes
mudanças físicas
provocam um sentimento de
estranheza do self
na adolescência. Os conflitos diminuem conforme ele reorganiza sua imagem corporal.

Osório et. al. (1989) afirma que o adolescente vive um
dilema existencial
na busca por uma
apropriação de uma identidade
diferente advinda daquela da infância, pois novas demandas (afetivas, hormonais, físicas) surgem na adolescência, suscitando novos conhecimentos de si.



Nesse processo de adaptação a partir de novas demandas corporais é comum que o adolescente
deixe-se influenciar pelas imagens populares,
mais valorizadas no mundo ao seu redor. A partir daí nasce o conflito entre sua imagem corporal e os corpos-imagem disponíveis.






As mídias, principalmente televisão e internet, têm influenciado na divulgação e na valorização do CORPO PERFEITO.


A conquista de corpos cada vez mais magros e rejuvenescidos, esculpidos e artificializados, símbolos ditados por elas como sinais de status e perfeição





Damasceno et. al. (2006) afirmam que a insatisfação com a imagem corporal aumenta “à medida que a mídia expões belos corpos, fato que nas últimas décadas tem provocado uma compulsão a buscar a anatomia ideal”.
As novas demandas da imagem obrigam o indivíduo a adaptar-se a uma imagem que não condiz com sua realidade e com a sua história, afetando a harmonia em que vivia consigo mesmo e com o mundo.
A mídia pode ser considerada como um dos mais importantes fatores envolvidos na construção da identidade dos adolescentes.

A propaganda, através dela, associa a idéia do “corpo-imagem” com prazer, com felicidade, com satisfação e valorização pessoal.

"Vivemos a cultura da imagem, da pose e da beleza como uma forma de manter saúde, alegria e bem estar." (SLOMKA, 2006, p. 10).

Um grande mercado de academias de ginástica, de clubes desportivos, de medicamentos, de produtos estéticos, de dietas e de inovações terapêuticas, tem se expandido para garantir a “felicidade” das pessoas.

A partir disso, o adolescente passa a reduzir sua identidade ao formato do seu corpo. A sua aparência. Depositando no “corpo ideal” todas as suas chances de felicidade.

Através da propaganda, a televisão, rádio, revistas, internet, impõem também o conceito de aceitação social:


"A marca de pertencer a um grupo social valorizado localiza-se na forma do corpo, manifestando uma sociedade regulada pelo olhar exterior, conferindo padrões culturalmente impostos." (SILVA; GOMES, 2008, p. 203).

Para ser aceito em determinado grupo social, portanto, o jovem se vê obrigado a se adequar a padrões culturais, padrões corporais que lhe são impostos.

Assim, ele perde sua identidade corporal.

Repercussões Clínicas
TRANSTORNO DISMÓRFICO CORPORAL (TDC):Transtorno psicológico que afeta 1% da população.
-Caracterizado pela preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. O paciente imagina ou exagera uma deformação física.

-Sofrimento e prejuízos no funcionamento social/ocupacional em diversas áreas da vida do indivíduo.

-Uso exagerado de cosméticos para disfarçar imperfeições, cirurgias plásticas, dietas inconsequentes, bulimia, anorexia, exercícios exagerados etc.
O tratamento é bastante difícil, pois grande parte dos pacientes não se aceita portador deste diagnóstico

No entanto, para o paciente, a dismorfofobia é fonte de grande sofrimento e angústia com sua aparência própria.
A jovem Kristina Rei, russa de 22 anos, residente da cidade de São Petersburgo, ganhou o mundo em milhares de blogs e sites que fazem “piada” com sua obessão em possuir os maiores lábios do mundo.


Após 100 injeções de silicone e vários outros tipos de preenchimento em seus lábios, finalmente conseguiu a aparência que sempre sonhou.

Mídia e Alimentação
A televisão é o veículo de informação mais acessível da população brasileira:
“Alcançando a totalidade dos 5.565 municípios e atingindo 95,1% dos domicílios, a televisão constitui o principal elo entre os cidadãos e o mundo, tendo um impacto incomensurável sobre a sociedade brasileira”.
(Marques, J.M.)


Após os dois anos de idade, grande parte das crianças permanece cerca de 3 a 4 horas diárias diante de um aparelho de televisão.



A publicidade e a propaganda são técnicas muito usadas pelas empresas para encorajar o consumo de seus produtos: as industrias investem pesadamente divulgando fast-food ricos em calorias, bebidas carbonadas, cereais açucarados matinais e snacks.


Estudo realizado pela Faculdade de Saúde Publica da USP sobre propaganda de alimentos :
-Entre 1998 e 2000, 57,8% dos alimentos anunciados eram considerados ricos em gordura e açúcar.

Carneiro e Araújo, 2011
CARNEIRO E ARAUJO, 2011
CARNEIRO E ARAÚJO, 2011
Desenvolvimento do comportamento consumidor na infância está dividido em 5 estágios:
McNeal et. al.

Os critérios infantis:
doçura, aparência, figuras de heróis e ofertas de brindes e considerando menos importantes informações dos valores inerentes ao alimento e ligados à nutrição e saúde em geral;

Transtornos Alimentares
Pontos Positivos
“Lado A”: Instrução e educação.
Desenhos, jogos e programas educativos.
Conhecem outras crianças, músicas, animais e desenhos diferentes.
Ex.: Zooboomafoo, Mundo de Beakman, Vila Sésamo


Os padrões de beleza veiculados pela mídia, promovem, especialmente nas meninas, distúrbios alimentares como : anorexia e bulimia.

De acordo com DERRANE; BERESIN (2006), exposição a mídia de massa (televisão, cinema, revistas e internet) esta correlacionada com a obesidade e a imagem corporal negativa, o que pode resultar em distúrbios alimentares;

Especialmente na internet:
como fazer ;
como não deixar os pais perceberem o distúrbio alimentar;
Quais produtos e métodos de utilização de fármacos para a perda de peso;

Na maioria das vezes, as informações estão erradas e são dadas por leigos sem qualquer formação.

Adolescência e Internet
Ciberespaço
Comunicação, informação, diversão, relacionamento
Interação com rapidez, vários indivíduos simultaneamente
Fonte ilimitada de informações
Diversos suportes eletrônicos portáteis – celulares, notebooks, tablets

Internet: Principal ferramenta utilizada pelos jovens à procura de interação social, conhecimento e lazer

Adolescentes Brasileiros e a Internet
Pesquisa TIC Kids Online Brasil
Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil
CGI.br – Comitê Gestor da Internet no Brasil

CETIC.br – Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação

NIC.br – Núcleo de Informação e Coodernação do Ponto BR

Coleta de dados entre abril e julho de 2012
1580 jovens entre 9 e 16 anos
1580 pais/responsáveis
Todas as regiões brasileiras

Resultados
A Internet no Ambiente Escolar
Ferramenta auxiliar da aprendizagem
Consulta de livros e sites do mundo inteiro
Conceitos, representações e imagens que ensinam os estudantes ou ajudam a desenvolver outras habilidades, capacidades, comportamentos e até processos cognitivos não abordados na escola tradicional
Conteúdos mais interessantes e atraentes
Aprendizagem divertida, realística e mais significativa
Leituras de interesse dos estudantes
Acesso a redes globais, possibilidade de contato com diferentes etnias, o que impulsiona o desenvolvimento da comunicação, liderança e socialização

Mudanças nas Relações Interpessoais
Amizades e namoros à distância ou estritamente virtuais

Mas... relacionamentos virtuais não substituem os do mundo real!

Problema que pode surgir: fixação pela realidade paralela ou pela identidade criada virtualmente, o que atrapalha a formação da personalidade

Os adolescentes na internet: esquiva da realidade?
Adolescência: construção de uma nova identidade
Vontade de conquistar privacidade e individualidade, em relação aos pais

Internet: mundo apartado da realidade em que o adolescente está inserido, oferece autonomia e simboliza sua liberdade
Possibilidade de fazerem algo sozinhos e de experimentarem no mundo virtual coisas em que temem fracassar na realidade concreta
Paradoxalmente, a internet se torna o local de grande exposição dos adolescentes (dados pessoais, atividades diárias, fotos, vídeos etc)
Dificuldade em entender que as atividades realizadas no mundo virtual tem consequências na vida real

Uso excessivo da internet pelos adolescentes é uma preocupação dos pais/responsáveis
Outras Preocupações de Pais e Responsáveis:
38% dos pais não sabem tudo o que os filhos fazem na internet

Sua maior preocupação é que eles sejam vítimas de crimes

Mais de 50% se preocupam com o uso de drogas, contato com desconhecidos e que o desempenho escolar fique prejudicado

A maioria dos pais afirma olhar o histórico da internet dos filhos

50% dos jovens de 9 a 16 anos afirmam saber apagar os sites visitados

TIC Kids Online Brasi
Sexting é prática comum entre jovens brasileiros

Dip A, Afiune G. 21/12/13
www.apublica.org/2013/12/como-um-sonho-ruim-adolescentes-sofrem-ciberbullying-suicidio
Acesso em 09 de março de 2014

Cyberbulling
Preconceito que ocorre na esfera virtual, seja por meio da internet ou de qualquer elemento tecnológico com poder de disseminar informações negativas, sem a necessidade do agressor se apresentar de modo físico ou presencial

O agressor poder manter seu anonimato ou criar identidades falsas, esquivando-se de punição

E-mails, sites de relacionamento, blogs e celulares são utilizados para disseminar rapidamente o preconceito, que permanece no meio virtual por tempo ilimitado

Acesso por número incalculável de pessoas, a qualquer momento

Maior nível de exposição, maior sensação de humilhação


Dip A, Afiune G. 21/12/13
www.apublica.org/2013/12/como-um-sonho-ruim-adolescentes-sofrem-ciberbullying-suicidio
Acesso em 09 de março de 2014

Adolescência e Cyberbulling
Segundo Santomauro (2010), 17% de 5 mil adolescentes entre 10 e 14 anos matriculados em escolas brasileiras já sofreram preconceito virtual no mínimo uma vez em sua vida

Do total, 13% foram agredidos pelo celular e 87% por textos e imagens enviados por e-mail ou sites de relacionamento

Consequências do uso excessivo da internet
Menor atividade física > Maior sedentarismo e comorbidades associadas (sobrepeso ou obesidade, distúrbios circulatórios, hiperglicemia, hipercolesterolemia, HAS)
Transtornos de personalidade (criação de personalidades fictícias)
Dificuldades de socialização e isolamento no mundo real
Transtornos depressivos e transtornos ansiosos
Déficits de horas de sono → prejuízo para seu desenvolvimento cognitivo, atenção e concentração → pode acarretar em dificuldades de aprendizagem ou falta de interesse nas atividades escolares

Influência da Mídia - Drogas e Violência - Adolescentes
Violência: Comportamento individual ou grupal agressivo, não aceito pela sociedade e muitas vezes destrutivo. Dentre suas causas destacam-se: hostilidade, preconceito, dentre outros
Drogas de abuso: Qualquer substância que modifica, aumenta, inibe ou reforça as funções fisiológicas, psicológicas ou imunológicas do organismo de maneira transitória ou permanente.

Agressão: Comportamento manifestado por ações destrutivas, verbais ou físicas, ou por qualquer forma de hostilidade.

Violência na mídia

Popular entre adolescentes, principalmente meninos → adrenalina, tensão, necessidade de parecer valente perante meio social.

Agressão física X Agressão relacional

Presença maior da física no sexo masculino

Diferentes estudos ( Ostrov et al. [2006] e Coyne et al. [2008]) indicam que indivíduos expostos a um dos tipos de agressão na mídia desenvolvem comportamento violento nos dois aspectos.

Influência da mídia - violência
Bandura (1977)
Exposição à violência na mídia desencadeia um processo de aprendizagem observacional → violência aprendida por meio da imitação.
Modelos atraentes, que são recompensados pelo seu comportamento violento.

I
nfluência da mídia - violência
Huessmann (1998)
Scripts → Conhecimento armazenado de como se portar em determinados contextos sociais, e o provável desfecho da situação, caso esse comportamento seja adotado.
A apologia à violência na mídia contribui para o desenvolvimento de scripts agressivos na personalidade do adolescente.

Métodos de Intervenção:
Consumo Restrito: Diminuir a quantidade de exposição do adolescente à violência na mídia.

Consumo Crítico: Habilidade de analisar e avaliar o que é mostrado na mídia – violência é aceitável, forma para se conseguir o que procura e não trás consequências negativas.

Mediação Avaliativa Ativa: Aumentar as defesas cognitivas quanto ao fato da violência ser mostrada como realista, atrativa e justificada. Fazer o adolescente perceber que a violência é indesejável.

Efficacy of an Intervention to Reduce the Use of Media Violence and Aggression: An Experimental Evaluation with Adolescents in Germany.

Seleção de 683 adolescentes (8º e 9º ano) separados em dois grupos (grupo de intervenção e grupo controle).

Foram medidos: o uso da mídia em geral (frequência e quantidade de tempo), a exposição à mídia violenta, a aceitação do adolescente perante a violência e o comportamento violento em dois períodos.

Intervenção:
Consumo Restrito:
-Diário com os hábitos pessoais dos estudantes
-Proposição de atividades alternativas para diminuir a exposição à midia
Consumo Crítico:
-Discussão sobre temas abordados → identificação da violência e crítica do que deixou de ser mostrado
-Participação dos pais

5 sessões semanais de 90 minutos

Resultados:
-Uso da mídia em geral
TV: 1,8% → nunca; 52,4% → diariamente. 71% o fazem por mais de uma hora.
Video-game: 12,4% → nunca; 26,9% → diariamente. 48,6% o fazem por mais de uma hora.
-Exposição à mídia violenta
Avaliação de acordo com gêneros de programas e jogos
Aceitação da violência e comportamento violento
Entrevista com presença de situação hipotética e frequência de atos de violência.

Discussão
O estudo não procura necessariamente diminuir a agressividade em geral, mas a influência da mídia sobre essa agressividade.
Dependência do estudo de relatos feitos por pessoas e, portanto, sujeito a valores e opiniões do relator.

A Influência da Mídia no Uso de Drogas
Entre os adolescentes há uma ligação entre exposição à violência na televisão e comportamento de risco (uso de álcool, drogas e delinquência).
Problem Behavior Theory: Sequência temporal de problemas: Ao considerar o excesso de exposição a violência um comportamento de risco (passivo), este costuma ser anterior ao uso de drogas, um comportamento de risco (ativo) tardio -> gravidade crescente.

Earlier Violent Television Exposure and Later Drug Dependence:

T1 – 1990 (média 14 anos) – N=1332 entrevistados; T2 – 1994 a 1996 – N=1190; T3 – 2000 a 2001 – N=650; T4 – 235 afroamericanos e 228 porto-riquenhos
Foram medidos: a exposição à violência na mídia em T2 e T3 (preferência de programas e programas de fato assistidos – de 0 a 4), o uso de tabaco ou maconha (frequência – de 0 a 4) em T3 e a dependência de tabaco ou drogas em T4 (uso há menos de 1 ano + 3 ou mais critérios de dependência).

Resultados
Discussão
Estudo conduzido com coorte composta de afroamericanos e porto-riquenhos → não pode ser aplicado sobre outras etnias

Restrito a Nova York

Não houve avaliação da influência da mídia ou de outros fatores preditivos ao uso de drogas em T1

Não se pode estabelecer relação de causa entre os fatores analisados no estudo, sabe-se apenas que há ligação entre eles.

Violência e Drogas
Atendimentos relativos à violência foi de 18,7% na faixa etária de 10 a 19 anos em sentinelas de urgência e emergência. Tendência crescente na mortalidade relacionada à violência a partir dos 15 anos.

Prevalência de envolvimento em brigas com agressão física mais de duas vezes nos últimos 12 meses na Região Metropolitana de São Paulo: 15,2% na rede pública e 20,3% na rede privada.

O consumo de álcool e drogas ilícitas entre os adolescentes apresenta associações similares àquelas citadas para o envolvimento em situações de violência física.

Relação entre violência física, consumo de álcool e outras drogas e bullying entre adolescentes escolares brasileiros
60.973 adolescentes de 1.453 escolas e 2.175 turmas

Dados coletados através de questionários, referentes à violência física, consumo de álcool, consumo de drogas ilícitas, bullying, moradia com pais na mesma residência, dentre outros

Discussão
Violência é prevalente no sexo masculino -> moradia com pais não foi fator de proteção para esse grupo -> sociedade machista?

Consumo de álcool é similar entre os gêneros. Consumo de drogas é prevalente no sexo masculino. Diferença não é significativa entre relação de consumo de álcool e drogas e envolvimento em violência entre os sexos -> desinibição como fator preditivo para a violência?

Estudo depende de conceitos subjetivos por parte daqueles que preencheram os formulários, que podem variar de adolescente para adolescente

Falta maior aprofundamento na discussão de certas questões: no caso do bullying, o adolescente envolvido é vítima ou agressor?

É um estudo transversal → impossível estabelecer questões sobre causalidade entre os fatores avaliados.

O papel do médico quanto à violência e as drogas na mídia
Educação → Incentivar a criação de uma consciência crítica

Prevenção → Evitar o envolvimento do paciente

Tratamento → Comportamento violento e/ou dependência de substâncias

Recuperação → Manter o tratamento e impedir recaídas

Influência da Música
Escola de Medicina de Harvard (EUA) e Universidade de Jena (Alemanha)
Comparação de cérebros de músicos e não músicos
Músicos: maior quantidade de massa cinzenta
Prática musical: cérebro funcionando “em rede”
Leitura da partitura: visão
Movimento manual : tato
Resultado (sonoro) do movimento manual: audição

No contato com a música feito apenas por apreciação, os estímulos cerebrais também são muito intensos.
Caráter relaxante da música estimula a absorção de informações, ou seja, o aprendizado.
-Bulgária:
Pesquisa feita em grupos de crianças em processo de apredizagem
Grupo de crianças ao qual se ofereceu música clássica: durante as aulas: resultados significativamente mais favoráveis



Universidade de Wisconsin:
Contato com a música: aprimoramento do raciocício lógico-matemático
Alunos que receberam aulas de música: resultados de 15 a 41% superiores em testes de proporções e frações
Alunos de 2a. série que faziam aulas de piano duas vezes por semana: desempenho superior em matemática aos alunos de 4 ª série que não estudavam música

Efeitos da Música
Tranquilidade:
Os bebês icam mais calmos quando colocados do lado esquerdo, junto ao peito
Explicação científica: nessa posição ele sente as batidas do coração de quem o está segurando, o que remete ao que ele ouvia ainda no útero – o coração da mãe.

Euforia:
Ativa mesmas áreas do cérebro relacionadas com estados de euforia

Controle da Ansiedade:
2ª Guerra Mundial: hospitais norte-americamos contrataram músicos para auxiliar na recuperação de veteranos de guerra
Mu
sicoterapia
Desenvolvimento Social
O Repertório musical inicia o indivíduo a um determinado grupo social.
Gravidez e puerpério
: aproximação entre mãe e criança

Infância
: cantigas de roda

Adolescência
: videoclipes e músicas de diferentes conjuntos musicais fazem com que o adolescente seja apresentado a diferentes realidades sociais

A música como protesto
Exemplos:
Apesar de você, Cálice, Angélica – Chico Buarque de Hollanda
Grito de alerta - Gonzaguinha
“Era uma vez (e é ainda)
Certo país (e é ainda)
Onde os animais eram tratados como bestas
(São ainda, são ainda)
Tinha um barão (tem ainda)
Espertalhão (tem ainda)
Nunca trabalhava
E então achava a vida linda
(E acha ainda, e acha ainda)”

A música como agregadora de grupos sociais
Hinos nacionais:
“Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé”
(“Avante, filhos da Pátria,
O dia da glória chegou”)


A Má Influência da Música
Apologia ao crime

“Matar os polícia é a nossa meta/ Fala pra nóis quem é o poder/ Mente criminosa, coração bandido/ Sou fruto de guerras e rebeliões (…)”
(Mc Daleste)
Pesquisa nos EUA:
Grupo de mais de 500 estudantes
Os que ouviram músicas de estilos como Heavy Metal e RAP (com letras que enfatizam a violência):
Interpretação de palavras neutras, em seu sentido mais violento:
Exemplos: “animal”, “rocha”, “vara”
Tendência a preencher campos vazios, formando palavras relacionadas à violência:
Exemplo:
H_T – completado preferencialmente com I = HIT (pancada) ao invés de HAT (chapéu)


Apologia ao sexo

“Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo.
  Sexo com você minha garotinha.
  Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo.
 Pode convidar a sua vizinha.”
(Matheus Ramone e Bruno Ramone)

Vulgarização da imagem feminina

“Olha a cachorra!!
Deixa a cachorra passar ( Ela quer rebolar!)
 Deixa a cachorra passar ( Chama ela pra cá!)
 Deixa a cachorra passar ( Ela quer provocar!)
 Mexe o bumbum, mexe o bumbum mexe
 Bumbum e vem pra cá / Ela anda rebolando”
(Bonde do Tigrão)

Apologia à bebida

“Eu fico triste, alegre/Sem beber eu fico triste, bebendo eu fico alegre (…) A felicidade num copo de bebida”
(Guilherme & Santiago)

Apologia às drogas

“Seu guarda não cheire a minha mão
 Sou seu amigo agora preste atenção
 A folha é boa, é erva fina
 Fumo na boa só pra pegar as meninas.”
(Armandinho)

Desenvolvimento Físico
Aulas de dança

Problemas auditivos

Limite seguro: 80 dB

Sons muito altos

Fones de ouvido

Uso prolongado e repetitivo

Cuidado com a Mídia!!!
Referências Bibliográficas:

Aberastury, A., & Knobel, M. (1981). Adolescência normal: um enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artmed. [ Links ]

Damasceno, V. O., Vianna, V. R. A., Vianna, J. M., Lacio, M., Lima, J. R. P., & Novaes, J. S. (2006). Imagem corporal e corpo ideal. Revista brasileira Ciência e Movimento, 14(1): 87-96.

Osório, L. C. (1989). Adolescente hoje. Porto Alegre: Artes Médicas.

SLOMKA, M. Corpo e juventude: a nomeação do outro na escola. Dissertação de Mestrado, em Educação- Pesquisa em Ética, Alteridade e Linguagem na Educação, Universidade Federal de Porto Alegre, Porto Alegre, 2006.

ALMEIDA, M.E. Tecnologia na sala de aula. Revista Nova Escola. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br>. Acesso em 09 de março de 2014.
 
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Divisão do Trabalho:

Introdução - Maria Clara
Infância - Jacqueline
Adolescência e internet - Felicia
Adol. e alimentação/corpo - Carolina e Bruna
Adol. e sexualidade - Felipe
Adol. e aparência - Lívia
Adol. e música - Tatiana
Adol. e violência e drogas - Caio
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