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Análise e Interpretação dos dados

Trabalho da disciplina de Técnica de Pesquisa em Contabilidade
by

Sandra Mara

on 20 January 2014

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Transcript of Análise e Interpretação dos dados

O processo de análise dos dados deve ocorrer de forma sistematizada. Inicialmente, é recomendável que o pesquisador encontre meios de organizar o material coletado durante a pesquisa e a posteriori analise-os com maior profundidade à luz das teorias da metodologia científica (BEUREN, 2008).
A análise tem como objetivo organizar e sumariar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema proposto para investigação. Já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos (GIL, 2008, p. 156).
Análise é a categorização, ordenação, manipulação e sumarização de dados. Seu objetivo é reduzir grandes quantidades de dados brutos passando-os para uma forma interpretável e manuseável de maneira que características de situações, acontecimentos e de pessoas possam ser descritas sucintamente e as relações entre as variáveis estudadas e interpretadas. A estatística, naturalmente, faz parte da análise (KERLINGER, 1980, p. 353).
A análise de dados está presente em vários estágios da investigação científica, tornando-se mais formal após o encerramento do processo de coleta de dados (BEUREN, 2008, p. 136).
Na análise dos dados devesse levar em consideração o tipo de pesquisa, se é quantitativa ou qualitativa, para Richardson (1989, p.28) a análise dos resultados deve:
1. No caso de análise quantitativa, especificar o tratamento dos dados: tabelas, gráficos e testes estatísticos.
2. No caso de análise qualitativa, especificar as técnicas utilizadas: tipo de análise-documentário, de conteúdo ou histórico.
Gil (2008, p 157)diz que as respostas fornecidas pelos elementos pesquisados tendem a ser as mais variadas. Para que essas respostas possam ser adequadamente analisadas, torna-se necessário, portanto, organizá-las, o que é feito mediante o seu agrupamento em certo número de categorias. Já para Beuren (2008, p 137) o processo de análise de dados varia em função do plano estabelecido para pesquisa, o qual é dividido nas categorias: análise de conteúdo, análise descritiva e análise documental.
A análise de conteúdo pode ser utilizada em pesquisa qualitativa ou quantitativa, para Richardson (1989, p.177) é particularmente utilizada para estudar material do tipo qualitativo (aos quais não se podem aplicar técnicas aritméticas).
A análise de conteúdo depende mais da capacidade do autor da análise do que do objeto analisado. No dizer de Carmo-Neto (1996), a análise de conteúdo busca a essência da substância de um contexto nos detalhes perdidos no meio ou entre os dados disponíveis. Seu propósito não é substituir a análise formal estatística, mas descobrir nuances nas entrelinhas e nas sutilezas mais subjetivas do objeto que tais análise formais, por serem muito padronizadas, não conseguem captar (SILVA, 2006, p. 67).
Bardin (1995, p. 42, apud SILVA, 2006, p. 66), diz que a análise de conteúdo é

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos ou não, que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) das mensagens.

Para Bardin (1995, apud SILVA, 2006, p. 69), qualquer análise de conteúdo passa pela análise da própria mensagem; esta constitui o material, o ponto de partida e o indicador sem o qual a análise não seria possível.
Para Richardson (1989, p. 177), em consideração ao grande volume e à diversidade de formas que apresenta a comunicação entre as pessoas, o campo de aplicação da análise de conteúdo está limitado apenas pela imaginação do pesquisador que trabalha com esses materiais.
Portanto toda comunicação que implica a transferência de significados de um emissor a um receptor pode ser objeto de análise de conteúdo (RICHARDSON, 1989, p.177).
Ao fazer a análise dos dados, deve-se levar em consideração qual mensagem quer se transmitir e para quem vai ser transmitida. Segundo Beuren (2008, p. 139), toda análise de conteúdo deve estar intimamente ligada aos objetivos da pesquisa e o pesquisador precisa ter uma noção mais consistente do assunto abordado para melhor sustentar a análise dos dados coletados.
Análise descritiva de forma geral envolvem dados quantitativos, utilizando métodos estatísticos para descrição, exploração e comparação dos dados obtidos. É utilizada para:
Comparação de uma variável em uma população ou amostra;
Descobrir características de um fenômeno;
Auxiliar a tomar decisões sobre aceitar ou rejeitar informações entre fenômenos;
Investigar as características de um fenômeno.
Trata-se da análise de documentos que geralmente não foram tratados, buscando obter dados em resposta ao problema proposto. Pode exigir consultas a arquivos públicos, imprensa, arquivos particulares, etc., e a utilização de procedimentos os mais diversos, tais como, fotografias, filmes, fitas gravadas, entre outros (FERREIRA, 1998, p. 114).
Em termos gerais, a análise documental consiste em uma série de operações que visam estudar e analisar um ou vários documentos para descobrir as circunstâncias sociais e econômicas com as quais podem estar relacionados. O método mais conhecido de análise documental é o método histórico que consiste em estudar os documentos visando investigar os fatos sociais e suas relações com o tempo sócio-cultural-cronológico (RICHARDSON, 1989, p.182).
A análise documental se divide em duas partes:
1. Caracterização dos documentos:
Documento oficial;
Documento técnico;
Documento pessoal.
2. Análise de conteúdo.
• A análise documental trabalha sobre os documentos. A análise de conteúdo sobre as mensagens;
• A análise documental é essencialmente temática; esta é apenas uma das técnicas utilizadas pela análise de conteúdo;
• O objetivo básico da análise documental é a determinação fiel dos fenômenos sociais; a análise de conteúdo visa manipular mensagens e testar indicadores que permitam inferir sobre uma realidade diferente daquela da mensagem.
Para Richardson (1989, p.184).determinadas operações realizadas na análise documental, tais como a codificação de informação e os estabelecimentos de categorias, são semelhantes ao tratamento das mensagens em certos tipos de análise de conteúdo. Existem, todavia, diferenças importantes entre ambas às análises:
Para proceder à análise e interpretação de dados, segundo Oliveira et al (2003, p. 77) deve-se levar em consideração dois importantes aspectos, que são:
a) o planejamento bem elaborado da pesquisa, para facilitar a análise e a interpretação;
b) a complexidade ou simplicidade das hipóteses ou dos problemas, que requerem abordagem adequada, mas diferente;
Para Gil (2008, p. 156), a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos.
Classicamente, a interpretação dos dados é entendida como um processo que sucede à sua análise. Mas estes dois processos estão intimamente relacionados. Nas pesquisas qualitativas, especialmente, não há como separar os dois processos (GIL, 2008, p. 177).
Teoricamente, não há normas ou regras especificas que indiquem o processo interpretativo dos dados. No entanto, observa-se na literatura uma preocupação em conscientizar o pesquisador da necessidade de estar sempre correlacionando os dados empíricos com a teoria contemplada em seu estudo (BEUREN, 2008, p. 141).
Beuren (2008) utiliza a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC), para exemplificar a coleta, análise e interpretação dos dados. Que o contador pode utilizar a DFC pelo Método Direto ou Método Indireto, para prover informações sobre os pagamentos e recebimentos ocorridos em determinado período.
Questão-problema: Qual dos métodos da Demonstração de Fluxo de Caixa apresenta maior facilidade de compreensão ao administrador financeiro das empresas comerciais do Brasil?
Definir a metodologia que será adotada para coleta e análise e interpretação dos dados.
• Pesquisa descritiva;
• Pesquisa do tipo levantamento ou survey;
• Pesquisa quantitativa;
• Identificar a população alvo, e optar por uma amostragem probabilística estratificada;
• Coletar os dados da pesquisa, a opção recomendável seria o questionário com perguntas abertas e fechadas, podendo ser enviado por e-mail ou correio;
• Técnica de análise descritiva, com uso de recursos estatísticos;
• Interpretação dos dados.
É a técnica operacional utilizada para categorizar dados que se relacionam. Mediante a codificação, os dados são transformados em símbolos, podendo ser tabelados e contados.
É a disposição dos dados em tabelas, possibilitando maior facilidade na verificação das inter-relações.
É a aplicação de operações lógicas, em geral com o emprego de ferramentas, visando evidenciar as informações contidas nos dados.
É a atividade intelectual que procura dar um significado mais amplo às respostas, vinculando-as a outros conhecimentos.
• Confusão entre afirmação e fato: as afirmações devem ser comprovadas, tanto quanto possível, antes de serem aceitas como fatos.
• Tabulação descuidada: traços mal colocados, somas equivocadas.
• Procedimentos estatísticos inadequados: leva a conclusões sem validade, em consequência de conhecimentos errôneos ou limitações nesse campo.
• Erros de cálculo: os enganos podem ocorrer em virtude de se trabalhar com um número considerável de dados e de se realizar muitas operações.
• Defeitos de lógica: falsos pressupostos podem levar a analogias inadequadas, a confusões entre relação e causa e/ou a inversão de causa e efeito.
• Parcialidade inconsciente do investigador: deixar-se envolver pelo problema, inclinando-se mais à omissão de resultados desfavoráveis à hipótese e enfatizando mais os dados favoráveis.
• Falta de imaginação: impede a descoberta de dados significativos. A imaginação, a intuição e a criatividade, quando bem treinadas, podem auxiliar o pesquisador.
(BEST, 1972 apud CAMPOS, 2012)
Exemplo de procedimentos estatístico inadequado, conforme Gil (2008), indicando a existência de relação entre variáveis que simplesmente não existem, como no caso da anedota referente a uma pesquisa para verificar o que determina o nascimento das crianças. Alguns cientistas passaram a desconfiar que as relações sexuais não poderiam ser consideradas como a causa desse fenômeno, pois constataram que muitas relações sexuais não tiveram como consequência o nascimento de crianças. Decidiram, então, testar outra hipótese: a de que as crianças seriam trazidas por cegonhas. E concluíram que esta seria verdadeira, pois constataram que em vários países da Europa o crescimento da natalidade está diretamente relacionado à quantidade de cegonhas na região.
BEUREN, Ilse Maria et al (Org.). Como Elaborar Trabalhos Monográficos em Contabilidade: Teoria e Prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

CAMPOS, Ana Cristina Viana. Analisando os dados coletados. 2012. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/helvioat/analisando-os-dados-coletados-modo-de-compatibilidade>. Acesso em: 05 jan. 2014.

FERREIRA, Rosilda Arruda. A PESQUISA CIENTÍFICA NAS CIÊNCIAS SOCIAIS: Caracterização e Procedimentos. Recife: Ed. Universitária da Ufpe, 1998.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

GOOGLE. Imagem. Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q= contabilidade&espv=210&es_sm=93&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=dhrPUt3XOIa1kQedt4CABA&ved=0CAkQ_AUoAQ&biw=1280&bih=675>. Acesso em: 09 jan. 2014.

KERLINGER, Fred N.. Metodologia da Pesquisa em Ciências Sociais: Um tratamento conceitual. Tradução: Helena Mendes Rotundo; revisão técnica José Roberto Malufe. São Paulo: Epu: Edusp; [Brasília]: Inep, 1980.

OLIVEIRA, Antonio Benedito Silva (Coordenador.). MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA EM CONTABILIDADE. São Paulo: Saraiva, 2003.

RICHARDSON, Roberto Jarry. PESQUISA SOCIAL: Métodos e técnicas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989.

SILVA, Antonio Carlos Ribeiro da. METODOLOGIA DA PESQUISA APLICADA À CONTABILIDADE: Orientações de Estudos, projetos, Artigos, Relatórios, Monografias, Dissertações, Teses. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
Na análise, o pesquisador entra em mais detalhes sobre os dados decorrentes do trabalho estatístico, a fim de conseguir respostas às suas indicações, e procura estabelecer as relações necessárias entre os dados obtidos e as hipóteses formuladas. Estas são comprovadas ou refutadas, mediante a análise.
É o exame minucioso dos dados. A seleção cuidadosa pode apontar tanto o excesso como a falta de informação.
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