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Filosofias da Linguagem

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Aloisio Segundo

on 25 April 2014

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filosofias da linguagem
Ferdinand de Saussure
Genebrino [1857-1913], começou a estudar sânscrito sozinho aos 16 anos. Aos 21, publicou uma tese sobre o uso das vogais nas línguas indo-europeias primitivas. Obteve seu doutoramento e passou o restante da sua vida lecionando em Berlim e Genebra.
Suas aulas foram compliadas e publicadas sob o título de "Curso de Linguística Geral".
A influência filosófica do pensamento de Saussure reside no fato de que a história das diversas línguas é, transparentemente, a história das diversas comunidades humanas: é na língua que o homem deposita os produtos de sua evolução espiritual, seus saberes; e a compreensão do modo de funcionamento da língua nos diz muito sobre o modo como opera a mente humana.
O interesse de Saussure é constituir uma ciência que estude os signos no quadro da vida social: "ela poderia ser parte da psicologia social e, portanto, parte da psicologia geral: nós a chamaremos de 'semiologia'". O objetivo dessa ciência está em nos dizer em que consistem os sinais, que leis os regulam. E, por isso, a semiologia diz respeito a outras formas de sinais, como os ritos simbólicos, as formas de cortesia, os sinais militares...
E no que consiste um "sinal" para Saussure? Contrariamente a Platão, um sinal não une uma coisa e um nome, mas um CONCEITO e uma IMAGEM ACÚSTICA.
Consequentemente, a língua é só UM sistema privilegiado de sinais.
ARBITRARIEDADE
LINEARIDADE
Arbitrário porque o laço que une significado e significante é contingente, uma simples convenção [ou seja, poderia ser outro]. Não existe nenhuma necessidade de ligar o conceito de "irmã" à imagem acústica "soeur" [s+o+e+u+r], ou "Schwester" [s+c+h+w+e+s+t+e+r].

Pela arbitrariedade do signo, Saussure não queria dar a ideia que ele dependia da escolha do falante, mas que "tal laço é imotivado, vale dizer, arbitrário, em relação ao significado, com o qual, na realidade, não possui nenhuma relação natural.
Por "linearidade", Saussure entende uma característica do símbolo segundo a qual "o significante, sendo de natureza auditiva, desenvolve-se somente no tempo e tem as características que tira do tempo: a) representa uma extensão; e b) essa extensão é mensurável em uma única dimensão: é uma linha."

Traduzindo: nenhuma sequência de sinais faria sentido se eles não se sucedessem logicamente no tempo. Na língua, não pode existir simultaneidade.
DICOTOMIA!
Língua
A língua, para Saussure, é um fato social, na medida em que existe na coletividade como "soma de impressões depositadas em cada cérebro". Todos os indivíduos ligados pela língua reproduzirão de forma mais ou menos uniforme os mesmos sinais unidos aos mesmos conceitos.
Palavra
A palavra, ao contrário, não é um código, como a língua. A palavra é uma manifestação essencialmente psíquica, ato individual de vontade e inteligência. Separar "língua" e "palavra" é separar o que é social do que é individual.
sincronia X diacronia
duas análises possíveis da linguística
A análise sincrônica busca entender a língua como sistema estático no tempo, e como é percebido lógica e psicologicamente pela coletividade em um recorte sócio-histórico preciso.

A análise diacrônica busca estabelecer relações entre os diferentes sistemas de um língua, em uma "linha evolutiva histórica".
A ideia central por detrás da exigência de linearidade nos sistemas linguísticos é instituir a lógica como elemento conectivo entre os signos. As palavras são como tijolos, e as regras da lógica gramatical são como o cimento que as mantém coesas, sustentando um edifício de sentido.
Como as regras são as mesmas, e as palavras possuem conceitos dados, há apenas UM sentido possível.
A linguagem é quase matemática, impessoal, automática. Apenas um mecanismo de comunicação, e nada mais
DE CERTO MODO, isso inclui Saussure entre os partidários do positivismo lógico, movimento filosófico sediado na Áustria e cuja principal aspiração é reduzir as manifestações humanas ao conhecimento puramente racional-científico, extirpando todo conteúdo metafísico do saber.
"O que Saussure classifica como sistema de valores é o fato social que, estabelecido por via de acordo social, passa a representar grandezas e auxiliar na gestão de algum aspecto das interações de uma sociedade. Para explicar melhor essa idéia, Saussure utiliza uma comparação com o sistema financeiro, em que os valores são representados por papel moeda ou por moedas metálicas. Cada nota de papel representa uma grandeza muito maior que o seu próprio valor material. Além disso, o valor de cada nota é dado pelo que ela representa junto às demais notas do mesmo sistema e, também, pelo que ela pode comprar no mercado. Assim, a nota de dez reais teria seu valor fixado pela comparação com as notas de dois, cinco, vinte reais etc. e, ainda, concomitantemente, pelo que se pode comprar com ela."
RODRIGUES, Rômulo da Silva Vargas. Saussure e a definição da língua como objeto de estudos. ReVEL. Edição especial n. 2, 2008. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br].
TEORIA DO VALOR LINGUÍSTICO!
Os signos estão em uma relação diferencial e negativa entre si dentro de um sistema linguístico.

Nenhum conceito é definido, senão por recurso a todos os outro, na medida que é aquilo que todos os outros não são.
Ludwig Wittgenstein
Natural de Viena, na Áustria, era membro de uma tradicional e riquíssima família. Foi acostumado, desde pequeno, a conviver com as belas artes [sua casa era frequentada por Strauss e Mahler]. Quando criança, estudou com Hitler. Quase formou-se engenheiro, foi voluntário na Primeira Guerra, e escreveu sua principal obra enquanto era prisioneiro na Itália.
Por imaginar que seu livro havia resolvido todos os problemas filosóficos até então existentes, decidiu que não valia mais a pena dedicar-se à filosofia. Virou, então, professor primário, depois jardineiro e construiu a casa da irmã. No fim da vida, interessou-se novamente pela filosofia e deu aulas em Cambridge até morrer de câncer em 1951.
No final de sua vida, Witt contesta TUDO o que havia dito no Tractatus.
As sete teses do Tractatus
Logico-Philosophicus
[...que são cinco]
1. O mundo é o que acontece.
2. O que acontece é a existência dos fatos atômicos.
3. A representação lógica dos fatos atômicos é o pensamento.
4. O pensamento é a proposição exata.
5. Aquilo de que não se pode falar, é melhor calar.
Uma teoria da realidade, porque busca explicar a existência das coisas. Ao mesmo tempo, é uma teoria da linguagem, porque torna a linguagem uma REPRESENTAÇÃO PROJETÓRIA da realidade.
"Nós fazemos representações dos fatos [...]; a representação é um modelo da realidade. O que a representação deve ter em comum com a realidade para poder representá-la - exatamente ou falsamente -, segundo o seu próprio modo, é a forma de representação."
Assim, o pensamento [ou proposição] representa ou espelha projetivamente a realidade. A cada elemento do real corresponde um elemento no pensamento. A realidade consta de fatos que se resumem em fatos atômicos, compostos por seu turno de objetos simples. Do mesmo modo, a linguagem é composta de proposições atômicas, que se combinam em proposições moleculares.
"O avião sumiu."
Proposição?
O conteúdo de uma asserção, uma afirmativa, uma descrição de um estado de fato.
A proposição não propõe: ela simplesmente DIZ. "Statement".
O conteúdo de uma proposição pode ser verdadeiro ou falso, conforme os fatos que acontecem.
Para exemplificar novamente...
"Segundinho é curitibano"
é uma proposição atômica, que descreve o fato atômico de que Segundinho é curitibano; já
"Segundinho é curitibano e professor do Terceirão"
é uma proposição molecular, que reflete um fato molecular.
Assim como entre os fatos, não existe hierarquia entre as proposições. O mundo é simplesmente um imenso conjunto de fatos isolados, e suas respectivas proposições.
Um fato, pois, deve ser perceptível fisicamente, e uma proposição só pode ter relação com a percepção física do fato, e nada mais.
Por isso, nada que não é empiricamente constatável pode ser enunciado por uma proposição. Por isso é que "é melhor calar" sobre o que "não se pode ser dito".
Assim, "verdade" e "falsidade" de uma proposição são critérios utilizados em relação à realidade empírica. Uma proposição somente será verdadeira se houver um estado de fatos tal como ela o descreve!
ENTÃO NÃO HÁ METAFÍSICA, POXA!
Estas ideias aproximaram Witt dos membros do Círculo de Viena, e por várias vezes eles debateram estas questões publicamente.
Como se vê, para o primeiro Wittgenstein, a filosofia pode ser reduzida às relações entre PROPOSIÇÃO e REALIDADE.
O segundo Wittgenstein!
Witt nunca foi membro do Círculo de Viena, por mais que suas ideias assim dessem a entender. Aliás, o próprio Witt foi categórico em afirmar que a interpretação antimetafísica que deram ao Tractatus era equivocada, até absurda...
FALAR
CALAR
A parte mais importante do Tractatus é justamente o que Witt NÃO escreveu [porque ele dizia que era melhor calar...]. O que não está escrito só não foi dito porque é indizível cientificamente, mas nem por isso deixa de ser mais importante que todo o resto. ÉTICA e RELIGIÃO.
O positivismo sustenta que aquilo de que podemos falar [porque é empiricamente constatável] é tudo o que conta no conhecimento, e não há nada que ser dito do resto... Witt, no entanto, afirma que tudo o que conta na vida é justamente aquilo sobre o que devemos calar, ou seja, a metafísica.
"Sabe o que eu disse lá atrás? Então, esqueça tudo..."
O segundo Witt, tentando valorizar o aspecto "indizível" da linguagem, inicia por criticar o esquema tradicional da linguagem como uma simples forma de denominar objetos por meio de atos mentais.
"Pensa-se que aprender a linguagem consiste em denominar objetos, isto é, homens, formas , cores, dores, estados de espírito, números, etc. Que a denominaçlão é semelhante a pendurar em uma coisa um cartãozinho com um nome. Mas isso não é verdade...".
WITTGENSTEIN, L.
Beleza, mas então, o que É a linguagem?
Para o segundo Witt, as coisas são inteligíveis por meio de JOGOS DE LINGUAGEM: formas de dizer as coisas que apresentam significado por si mesmas.
ordenar;
descrever;
relatar;
discorrer;
contar uma piada;
traduzir;
cumprimentar;
agradecer;
inventar uma história...
+
"Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo..."
Com isso, Witt quer dizer que o uso da linguagem é fundamentalmente uma forma de vida, em contextos de instituições e comportamentos humanos.
Ou seja, o falar é um ato ESPIRITUAL. A língua é não mais o conjunto dos fatos neutros, mas o conjunto dos jogos de linguagem...
"Nós utilizamos as palavras no seu emprego metafísico, na trilha de seu emprego cotidiano. [...] Não busqueis o significado, busqueis o uso...!"
WITTGENSTEIN, L.
John Langshaw Austin
John Austin nasceu em Lancaster, na Inglaterra, em 1911, mas cresceu na Escócia. Quando jovem, estudou em Oxford [Inglaterra], e lecionou lá até o fim de sua vida. Serviu na Segunda Guerra Mundial como membro da inteligência aliada.
Desempenhou vários cargos administrativos na Universidade de Oxford, e suas pesquisas se baseavam em uma série de áreas da filosofia: ética [Aristóteles, Platão, Kant], fenomenologia [Merleau-Ponty] e filosofia da linguagem [Frege, Chomsky e Wittgenstein].
Os filósofos da Linguagem, até um dado momento histórico, pretenderam elevar a linguagem humana a uma forma perfeitamente objetiva de comunicação, um MEIO para a produção do saber "científico" - Frege, Saussure, o Círculo de Viena, o primeiro Wittgenstein...
A pretensão destes teóricos era justamente RETIRAR da linguagem tudo o que seria subjetivo, construir uma linguagem artificial desprovida de ambiguidades e imperfeições, para que a comunicação filosófica e científica fosse possível.
No entanto, outros teóricos puderam observar que a linguagem natural pode ser um objeto autônomo de análise, justamente por conta de suas aparentes "imperfeições" [que são, na realidade, um sinal de seu poder expressivo e representativo].
O segundo Witt e o próprio Austin são exemplos dessa transformação de perspectiva.
Em uma linguagem artificial-formal, os termos e sentenças possuem um significado preciso, fixo. No entanto, em nossa linguagem natural, os significados são apenas parcialmente definidos - dependem das crenças, desejos, objetivos, atividades e instituições da comunidade linguística.
palavra
coisa
som
conceito
Esas ligações, mesmo quando temporárias, são absolutamente instáveis e abertas para novos usos e novas conveções em situações não-usuais.
"Ele fez a lição de casa."
"O Brasil é um país quadrado."
"Salada é massa."
"Estamos acampados em casa."
A questão de Austin é o fato de que é impossível antever todas as possíveis circunstâncias que nos levariam a modificar o significado de uma expressão ou uma palavra - e por isso, não há limites para o que pode e o que não pode ser dito.
Não faria sentido, então, falar em "proposição". A linguagem não é uma avaliação de CERTO e ERRADO com relação aos fatos.

"O Brasil é um país quadrado"? Para alguns filósofos, essa frase simplesmente não faria sentido - mas para Austin, ela pode ser uma asserção legítima se considerarmos as intenções do falante e as circunstâncias em que se fala.
"STATEMENT"
DESCRIÇÃO DE UM ESTADO DE FATO
"[...] 'verdadeiro' e 'falso' não representam categorias simples; mas apenas uma dimensão geral de dizer uma coisa de maneira apropriada em oposição a algo dito de maneira inapropriada, em tais circunstâncias, para tais ouvintes, para tais propósitos ou com tais intenções."
"Como fazer coisas
com palavras"
[1975]
ATOS DE FALA!
Assim como o segundo Witt, Austin percebeu que nem tudo o que falamos é proposicional, pois a linguagem possui uma variedade de usos distintos - e essa variedade é catalogável [e não "infinita", como havia dito o segundo Witt].
(a) "Eu batizo este navio como "Rainha Elizabeth".

(b) "Aposto dez reais como choverá amanhã".

(c) "O gato está no mato".
FATOS?
(c) é uma proposição, porque descreve - ou, como chama Austin, um ato constatativo.

No entanto, com (a) e (b), nós MODIFICAMOS estados de fato, em vez de descrevê-los!

Por meio de atos de fala como estes, nós instituímos obrigações, modificamos a realidade social, criamos rituais - e por isso as categorias de "verdadeiro" e "falso" não se aplicam a eles!
Atos PERFORMATIVOS: praticados dentro de atos governados por normas ou instituições ou convenções sociais.
"Sim."
"In nomine Patris..."
"Combinado!"
"Julgo procedente a demanda..."
Tá, mas se atos performativos não são verificáveis ou falseáveis, como avaliamos eles?
Austin investiga como a linguagem FUNCIONA efetivamente, e como um ato de fala performativo encaixa-se neste funcionamento.
1. Há um procedimento convencional que produz determinados efeitos.
2. Este procedimento deve ser invocado em circunstâncias adequadas e pelas pessoas certas.
Isso EXIGE um determinado ato de fala, que deve ser pronunciado
3. Correta e completamente.
E o procedimento em questão deve
4. Ser praticado com as FORÇAS ILOCUCIONÁRIAS [sentimentos, intenções] adequadas.
5. Os ouvintes devem reagir adequadamente.
SE O ATO FUNCIONA...
feliz
infeliz
ATOS LOCUTÓRIOS: simples ato de falar, de vocalizar segundo uma gramática e uma sintaxe [o que é dito].
ATOS ILOCUTÓRIOS: ato de dizer alguma coisa segundo determinada função performativa [prece, pergunta, ordem - o CONTEÚDO do que é dito].
ATOS PERLOCUTÓRIOS: ato de dizer alguma coisa por meio da qual ser produza determinado efeito em alguém [a INTENÇÃO do que é dito].
UM ATO, TRÊS COMPONENTES...
"Nós não consideramos somente palavras, mas também a realidade, para falar da qual usamos palavras. Nós utilizamos uma consciência refinada dos termos para afinar a nossa percepção dos fenômenos"
Hans Georg Gadamer
Filósofo alemão, nascido em Marburgo em 1900. Obteve o doutoramento aos 22 anos, e passou a lecionar em Leipzig. Faleceu em Frankfurt, em 2002. Gadamer teve contato com vários outros filósofos preocupados com uma face específica da filosofia da linguagem:
HERMENÊUTICA!
A hermenêutica não se preocupa tanto com o que é "dito" ou "significado" - mas sim com o que é INTERPRETADO.
Gadamer entende que a comunicação é muito mais um processo de interpretação. A compreensão de qualquer mensagem é muito mais que um simples instrumento: é uma estrutura constitutiva do próprio sujeito.
"O homem é um novelo de experiências"
"O que significa esse texto sagrado? Qual foi a verdadeira intenção do escrito sagrado? O que quer dizer esta ou aquela norma jurídica? Como interpretar adequadamente um romance? Qual é a interpretação correta de um poema? Pode haver interpretação definitiva, ou é um processo infinito?"
O transcorrer da vida de um indivíduo despeja nele uma série de vivências, que vão condicionar o modo como ele vê o mundo e extrai conhecimentos de um texto qualquer.
Por conta disso, se o indivíduo quiser conhecer de fato o que está em um texto, deve deixar de lado as predisposições, previdências e pré-concepções a respeito das opiniões. É necessário manter os olhos firmes no objeto, para formar um PROCESSO INTERPRETATIVO.
O sujeito interpreta um texto não com a mente semelhante a uma tabula rasa, mas parte sempre de suas pré-compreensões ["Vorverständnis"] - isso é inevitável. Somente pela insistência é que somos capazes de vencer nossos pré-juízos.
Assim, porque partimos de nossas teorias, nossas linguagens, nossos conceitos e nossas expectativas, o ato interpretativo nunca se esgota no primeiro esforço - invariavelmente, o texto irá se "chocar" com nossas pré-compreensões!

É SEMPRE necessário apegar-se ao texto, para criar novas hipóteses de interpretação e aproximar-se cada vez mais do que o "autor" quis significar.
No entanto, é impossível descobrir inteiramente o que está no texto, porque as experiências do autor são outras.

Isso faz do processo interpretativo um ato infinito, sempre inacabado.
"Quem quiser compreender um texto deve estar pronto a deixar que ele lhe diga alma coisa"
E mais! As interpretações de um texto vão muito além do que o autor pretendia - porque acumulam milhares de experiências humanas que não estavam presentes no texto quando ele foi produzido.
Cada texto pode produzir tantas interpretações quantos forem os leitores - para cada um, o texto é único, exclusivamente seu.
Além disso, as interpretações vão-se substituindo umas às outras...
Um processo infinito...
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