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MODERNISMO 1ª FASE - OSWALD DE ANDRADE (Prosa)

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Fernando Juarez de Cardoso

on 6 August 2015

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Transcript of MODERNISMO 1ª FASE - OSWALD DE ANDRADE (Prosa)

Notes
Memórias sentimentais de João Miramar
Serafim ponte grande
O rei da vela
Oswald de Andrade (1890 - 1954)
Introdução
Filho da burguesia paulista, Oswald de Andrade é tido como o grande agitador do movimento modernista de 22.
Recapitulando
Quanto à poesia, no autor a linguagem falada, fragmentada e cotidiana ganha espaço, rompendo com a gramática tradicional; sendo também exploranda a paródia em poemas curtos e sintéticos.
Quanto os seus romances, podemos dividi-los, basicamente, em três grupos:
O primeiro deles englobando a chamada “Trilogia do exílio”, que é formado pelos romances “Os condenados” (1922), “A estrela de absinto” (1927) e “A escada vermelha” (1934).
Romances Modernistas
No segundo grupo, no qual podemos chamar de “fase da negação” oswaldiana, temos os dois romances mais importantes para o nosso estudo, que são “Memórias sentimentais de João Miramar” (1924) e “Serafim Ponte Grande” (1934).
Marco zero
Por fim, no terceiro grupo temos a obra “Marco zero”, que se divide em “A revolução melancólica” (1943) e “Chão” (1945).
Teatro
Há ainda a produção teatral de Oswald, da qual podemos destacar “O rei da vela”, escrito em 1937, porém, vindo a ser encenado somente na década de 60, por conta do seu forte conteúdo social.
Apesar de sua intensa atividade em torno do movimento, Oswald possui uma obra anárquica e desigual, tanto em seu conteúdo quanto na sua qualidade, na qual podemos identificar uma grande diversidade de gêneros.
Já em sua prosa, ocorre a fusão dos gêneros Prosa e Poesia, os capítulos brevíssimos (“capítulos-relâmpago”), a criação de neologismos, as metáforas insólitas, o rompimento com a gramática tradicional (como na poesia) e a colagem de fragmentos desconexos.
Nestas produções, temos um Oswald bastante diverso do militante modernista dos romances seguintes, mais identificado com a sua formação católica original e com o que podemos chamar de neo-parnasianismo na sua obra.
Além disso, nestas narrativas predomina uma espécie de “gongorismo psicológico” dos personagens (“tendência para acentuar os traços psicológicos dos personagens, de forma exagerada”.)
“Seja como for, “Os condenados” [e os dois livros seguintes] é um livro escrito e pensado dentro de uma concepção religiosa do bem e do mal, de uma luta entre estes dois velhos princípios, destacados nele com nitidez quase maniqueísta.” (CANDIDO, Antonio. Estouro e libertação, p. 15)
Nestes, temos a elaboração estética mais radical do autor, baseada nos preceitos desenvolvidos por Oswald nos manifestos “Pau-brasil” e “Antropófago”, levando não apenas a forma dos romances a um limite ainda não visto na Literatura Brasileira, mas também a sua poética a uma espécie de ironia violenta para com a sociedade burguesa
Diferentemente das narrativas anteriores, nestas temos como a principal matéria “a revolta de 1932, um desabafo da grande burguesia ferida no café, seu centro vital; um momento excepcional de crise numa classe em desorganização, a cuja volta giram, atraídos para a sua órbita, os grupos dependentes: colonos, agregados, domésticos, clientes.” (CANDIDO, Antonio. Estouro e libertação, p. 23)
Escrita entre 1916 e 1923, somente é publicado em 1924 e é considerado o primeiro grande romance modernista.
Os episódios são narrados de forma quase cinematográfica, pois o que temos, em princípio, são quadros narrados de forma justaposta, formando uma sequência peculiar no seu conjunto.
Em síntese, a história de João Miramar é bastante simples, podendo ser resumida da seguinte maneira:
“O Forde levou-nos para igreja e notário entre matos derrubados e a vasta promessa das primeiras culturas. Jogaram-nos flores como bênçãos e sinos tilintaram. A lua substituiu o sol na guarita do mundo, mas o dia continuou tendo havido entre nós apenas uma separação precavida de bens”
De volta ao Brasil, por conta do falecimento da sua mãe, Miramar começa a namorar sua prima Célia, com a qual se casa e tem uma filha, chamada Celiazinha.
“Minha sogra ficou avó”
“Na preguiça solar da mesma sala grande onde fôramos felizes, Célia e a cadeira de balanço choravam como um tango.
— Já viu sua filha como está grandinha?
— Já.
— Nem se importa mais com ela. Ela teve sarampo e gripe. Quase ficou com o olho torto. (Um silêncio cheio de moscas.) Diga a verdade! Recebi uma carta anônima contando tudo. Não há nada mais triste do que ser enganada. Você está apaixonado por essa atriz, Joãozinho! Conte tudo. Acho você envelhecido, preocupado, com cara de viciado, Joãozinho!”
Inicialmente, temos a narrativa a partir da infância do protagonista e as suas impressões, até a chegada à adolescência e a sua propensão para a boemia, momento no qual faz a sua primeira viagem à Europa.
Em síntese: João Miramar é uma espécie de caricatura do homem paulistano das classes mais abastadas - herdeiro da cultura do café, avesso às coisas brasileiras e fascinado pelo que é estrangeiro
Entretanto, Célia acaba por morrer, deixando Celiazinha como única herdeira. Miramar irá obter a guarda da filha e, ao final, recusa-se a narrar o restante da história, terminando a narrativa.
Entretanto, o protagonista logo passa a ter um caso com uma atriz chamada Rolah (enquanto a sua esposa viaja pela Europa), a partir do qual perderá o interesse no seu casamento, até que a sua esposa peça o divórcio.
Após o divórcio, ocorre também o rompimento com Rolah. Miramar vai de mal a pior nos negócios e acaba falindo, enquanto que Célia, agora a sua ex-esposa, recebe uma herança de uma tia.
Composta de 163 capítulos, a narrativa conta, de forma fragmentária, a história do protagonista João Miramar (em 1ª pessoa), na qual ele relembra as suas aventuras amorosas, viagens à Europa, entre outros episódios da sua vida.
Escrito entre 1925 e 1929, vem a ser publicado somente em 1933, e da seguimento à estética de “Memórias sentimentais”, no sentido de também ser constituído por fragmentos e por ser escrito em uma linguagem telegráfica.
Além disso, ao longo do romance, diversos gêneros são parodiados, em uma mistura caótica que vai da narrativa comum para o relato em primeira pessoa, interpenetrado por cartas, diários e até mesmo um diário de bolso que só vai até a letra L.
Diferente de “Memórias sentimentais de João Miramar”, aqui temos um narrador em 3ª pessoa, que irá nos contar a história de um modesto funcionário do serviço sanitário, que passará de terrorista a milionário, em uma “espécie de Suma Satírica da sociedade capitalista em decadência”.
“Serafim ponte grande” também é tido como uma espécie de “Macunaíma urbano”, por conta do seu caráter de sátira e paródia, que fazem parte da própria montagem da obra.
Já no segundo momento da obra, tomamos conhecimento das viagens de Serafim pela Europa e Oriente, e o seu enriquecimento, enquanto que na terceira parte, temos o retorno do protagonista ao Brasil e a fase utópica do romance.
Após uma série de acontecimentos, entre eles a expulsão de um personagem (Pinto Calçudo), que retorna à história e toma um navio e funda uma sociedade utópica, empreendendo uma viagem permanente, Serafim acaba marginalizado e esquecido.
Isto porque Serafim ataca o quartel da polícia, a imprensa e o serviço sanitário, vindo a ser perseguido e fulminado por um raio.
Na primeira parte, temos a formação do personagem, durante a sua infância e, após, o casamento com D. Lalá.
Ainda, temos como pano de fundo a Revolução de 1924, sem abandonar a sátira a tal acontecimento, visto com uma grande ironia.
Composto por 203 fragmentos, divididos em onze partes agrupadas em outras três, “Serafim ponte grande” é tido como um “grande não-livro” por sua radicalização, que leva ao extremo a proposta de colagem das partes e uso de outras tantas técnicas narrativas expressas em “Memórias sentimentais de João Miramar”.
Elaborada em 1933, a peça vem a ser publicada somente em 1937 por Oswald de Andrade.
Além disso, por conta do seu conteúdo crítico, "O rei da vela" veio a ser encenado somente trinta anos depois.
A peça, dividida em três atos, conta a história de Aberlardo I, que é chamado de rei da vela por ser produtor e comerciante de velas.
Além disso, Abelardo é uma espécie de agiota local, que busca a todo custo ascender socialmente, se aproveitando dos momentos de crise da sociedade atual.
A caracterização do personagem, como um comerciante de velas, é totalmente irônica, pois devido à crise das companhias de luz, as pessoas não teriam mais dinheiro para pagar pela energia elétrica, logo, recorreriam as velas.
A crítica social é evidente, ainda mais quando entram em cena Heloísa, com quem Abelardo irá se casar, e Mr. Jones, representante do capital estrangeiro.
O casamento por interesse entre Heloísa e Abelardo, que tem ciência do fato, representa a união da família latifundiária em decadência com a burguesia ascendente.
No entanto, a união entre os personagens só é de serventia para o capital estrangeiro, representado pela figura de Mr. Jones.
Finalmente, Abelardo é traído por seu empregado (Abelardo II) e acaba por perder tudo, inclusive a sua esposa, que casa-se com o seu "sucessor", garantino a manutenção do sistema de exploração burguesa.
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