Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Intertextualidade

No description
by

Helena Gouveia

on 25 March 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Intertextualidade

* O que é intertextualidade?


* Tipos de intertextualidade

-explícita

-implícita


* Diálogos entre diferentes linguagens INTERTEXTUALIDADE INTERTEXTUALIDADE entre textos relação entre textos EXPLÍCITO = exposto, aberto Intertextualidade Explícita Ocorre quando um texto cita outro de forma explícita.
O texto citado vem entre aspas e com o nome do autor. IMPLÍCITO = não é tão exposto Intertextualidade Implícita Acontece na literatura.
Quando se faz citação de outros textos de forma implícita, não há indicação de autor ou de obra de onde foi retirada a citação. Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá. CANÇÃO DO EXÍLIO
Gonçalves Dias (1843)
I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!


II[...]

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil! HINO NACIONAL
BRASILEIRO Joaquim Osório Duque Estrada (1909) Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade! CANÇÃO DO EXÍLIO Murilo Mendes (1930)
Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo CANTO DO
REGRESSO À PÁTRIA Oswald de Andrade (1925)
Minha terra não tem palmeiras...
E em vez de um mero sabiá,
Cantam aves invisíveis
Nas palmeiras que não há.

Minha terra tem relógios,
Cada qual com sua hora
Nos mais diversos instantes...
Mas onde o instante de agora?

Mas onde a palavra "onde"?
Terra ingrata, ingrato filho,
Sob os céus da minha terra
Eu canto a Canção do Exílio! UMA CANÇÃO Mario Quintana (1962) Jogos Florais I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre
a água já não vira vinha
vira direto vinagre

Jogos Florais II

Minha terra tem palmares
memória cala-te já
Peço licença poética
Belém capital Pará

Bem, meus prezados senhores
dado o avanço da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com esses dois esses
que se escreve paçarinho?) JOGOS FLORAIS Cacaso (1985) Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos

Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim

Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata

Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO Ferreira Gullar (2000) ATIVIDADE: Escolha uma dessas imagens de Bansky
e produza uma intertextualidade.
Você pode fazer:
uma música
um poema
um desenho
um anúncio publicitário
uma redação Diálogo entre literatura e cinema: Diálogo entre artes plásticas e cinema: No primeiro discurso à nação como presidenta da República, Dilma Rousseff pediu a união de todos em torno do crescimento do país. Diante de milhares de pessoas que acompanharam sua posse, Dilma disse que só com união é possível criar mais e melhores oportunidades para todos.

“Meu sonho é o mesmo de qualquer cidadão. O sonho que uma mãe e um pai possam oferecer aos seus filhos oportunidades melhores do que as que tiveram. É um sonho que constroi um país, uma família, uma nação. É o desafio que ergue um país”, disse emocionada.

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! Moça Com Brinco de Pérola
(Johannes Vermeer, 1665) Pintura: Cinema: Moça Com Brinco de Pérola
(Peter Weber, 2003) Scarlett Johansson Diálogo entre poesia e música: Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.

A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.

Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.

Oh se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote! Triste Bahia Gregório de Matos (1636 - 1695) Triste Bahia, oh, quão dessemelhante…
Estás e estou do nosso antigo estado
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado
Rico te vejo eu, já tu a mim abundante
Triste Bahia, oh, quão dessemelhante
A ti tocou-te a máquina mercante
Quem tua larga barra tem entrado
A mim vem me trocando e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante
Triste, oh, quão dessemelhante, triste
Pastinha já foi à África
Pastinha já foi à África
Pra mostrar capoeira do Brasil
Eu já vivo tão cansado
De viver aqui na Terra
Minha mãe, eu vou pra lua
Eu mais a minha mulher
Vamos fazer um ranchinho
Tudo feito de sapê, minha mãe eu vou pra lua
E seja o que Deus quiser
Triste, oh, quão dessemelhante
ê, ô, galo canta
O galo cantou, camará
ê, cocorocô, ê cocorocô, camará
ê, vamo-nos embora, ê vamo-nos embora camará
ê, pelo mundo afora, ê pelo mundo afora camará
ê, triste Bahia, ê, triste Bahia, camará
Bandeira branca enfiada em pau forte…
Afoxé leî, leî, leô…
Bandeira branca, bandeira branca enfiada em pau forte…
O vapor da cachoeira não navega mais no mar…
Triste Recôncavo, oh, quão dessemelhante
Maria pegue o mato é hora…
Arriba a saia e vamo-nos embora…
Pé dentro, pé fora, quem tiver pé pequeno vai embora…
Oh, virgem mãe puríssima…
Bandeira branca enfiada em pau forte…
Trago no peito a estrela do norte
Bandeira branca enfiada em pau forte…
Bandeira… Triste Bahia Caetano Veloso (1971) Neste mundo é mais rico, o que mais rapa:
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:
Com sua língua ao nobre o vil decepa:
O Velhaco maior sempre tem capa.

Mostra o patife da nobreza o mapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.

A flor baixa se inculca por Tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa:
Mais isento se mostra, o que mais chupa.

Para a tropa do trapo vazo a tripa,
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa. -Eu Despedi O Meu Patrão!
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)
Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão...
-Eu Despedi O Meu Patrão!
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)
Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão...
-Eu Despedi O Meu Patrão!
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vazia
Eu despedi o meu patrão...
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego...(2x)
Ele roubava o que eu mais valia
E eu não gosto de ladrão
Ninguém pode pagar
Nem pela vida mais vadia
Eu despedi o meu patrão...
Não acreditem!
No primeiro mundo
Não acreditem!
No primeiro mundo
Só acreditem!
No seu próprio mundo
Só acreditem!
No seu próprio mundo...
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Meu primeiro mundo
Não!
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Meu primeiro mundo
Não!
Seu próprio mundo
É o verdadeiro
Primeiro mundo Então!...
Mande embora
Mande embora agora
Mande embora
Mande embora agora
O seu patrão
Seu patrão (O seu patrão!)
Mande embora
Mande embora agora
Mande embora, agora
Mande embora o seu patrão
O seu patrão...
Ele não pode pagar
O preço que vale
A tua pobre vida
Oh Meu!
Oh Meu irmão!...(2x)
(Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.)
Eu despedi o meu patrão
Desde o meu primeiro emprego
Trabalho eu não quero não
Eu pago pelo meu sossego... (5x)
Eu Despedi O Meu Patrão! Eu Despedi o Meu Patrão Zeca Baleiro (2002) Soneto Gregório de Matos (1636 - 1695) Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão,
E toque-se um clarim.

Serve-se morto. Receita para fazer um herói Reinaldo Ferreira (1922 - 1959) Toma-se um homem
Feito de nada como nós
Em tamanho natural

Embebece-lhe a carne
De um jeito irracional
Como a fome, como o ódio

Depois, perto do fim
Levanta-se o pendão
E toca-se o clarim
E toca-se o clarim

Serve-se morto
Serve-se mortoI Receita para se fazer um herói Ira! (1988) Diálogo entre música e publicidade: Diálogo entre publicidade e literatura: Mona Lisa
Leonardo DaVinci (1503 - 1507) Mona Lisa
Marcel Duchamp (1919) Mônica Lisa
Maurício de Souza
(Séc. XX) Lego Lisa
Maurício de Souza
(Séc. XX) Mona Lisa
Bottero
(1978) Mona Lisa
Banksy
(Séc. XX) Mona Lisa
Leonardo DaVinci (1503 - 1507) Diálogo entre artes plásticas e publicidade: Mon Bijou deixa sua roupa uma perfeita obra prima Miguel, um apanhador de lixo da prefeitura, escutou pela televisão que, para a grande festa que iriam dar em palácio, estariam todos convidados: do gari ao presidente da república. Disse então à mulher que lhe preparasse a farda de gari, um macacão amarelo-cenoura, pois ele também iria a essa festa.
No dia, no entanto, foi barrado, porque era obrigatório estar de terno. Miguel, arrasado, ficou ali sem acreditar no que diziam. Foi então que observou, no estacionamento em frente, vários carros oficiais com os seus motoristas, alguns deles cochilando, à espera dos chefes que já se divertiam na festa.
Miguel aproximou-se e, encontrando entre eles um velho amigo, contou-lhe o seu infortúnio, dizendo-se convidado, mas barrado pela falta de um terno. Foi aí que lhes veio a ideia.
Daí a instantes, lá estava Miguel na festa metido no terno e nos sapatos, folgados, do motorista. Mas, para emprestá-los, o amigo exigiu uma condição: que os devolvesse antes da meia-noite, quando o chefe e a esposa voltariam para o carro.
Miguel ficou tão apalermado na suntuosa festa que esqueceu a hora e só quando soaram as primeiras batidas da meia-noite foi que lembrou e correu precipitado escada abaixo. Na pressa, um pé do sapato frouxo escapuliu e ficou no degrau.
Logo descia pela mesma escada o casal que o motorista esperava. A mulher, vendo aquele sapato, estranhou-o ali.
Na rua, junto à porta aberta do carro, já metido no terno, mas disfarçando o pé descalço, o motorista aguardava os patrões, preocupado.
Adiante, no seu macacão amarelo-cenoura, atrás de uma árvore, Miguel espreitava o casal, esperando que fosse embora de vez a fim de resgatar o pé do sapato, que acabou esquecendo, deslumbrado com a visão daquela bela mulher.
Ela vinha radiosa, com um vestido branco transparente, intrigada com o sapato abandonado na escada.
Na rua, perguntou ao motorista de quem era aquilo e como fora parar ali. O motorista, sacudindo os ombros, respondeu que não sabia de nada. O gari, escondido, vendo-a tão bonita, foi tomado de louca paixão por ela.
No dia seguinte, além de comprar em prestações um par de sapatos novos para o amigo, não tirava a imagem da mulher da cabeça. Dizem que até hoje, sem esquecê-la, recolhe o lixo das casas e pergunta por arte de quem teve a infeliz ideia de ir àquela festa.

CRUZ, Arlete Nogueira da. “O Gari”. In: Contos Inocentes. Rio de Janeiro, Imago, 2000. p. 42 – 44.

1. Infortúnio: infelicidade, desventura.
2. Suntuosa: Em que há grande luxo, pomposa, magnificente.
3. Espreitar: Observar ocultamente; espiar. O Gari Arlete Nogueira da Cruz (2000)
Full transcript