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"noite" -mensagem, Fernando Pessoa

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by

Miguel Parra

on 4 March 2013

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Transcript of "noite" -mensagem, Fernando Pessoa

"Noite" Mensagem,
Fernando Pessoa A nau de um d’elles tinha-se perdido
No mar indefinido.
O segundo pediu licença ao Rei
De, na fé e na lei
Da descoberta ir em procura
Do irmão no mar sem fim e a nevoa escura.

Tempo foi. Nem primeiro nem segundo
Volveu do fim profundo
Do mar ignoto à patria por quem dera
O enigma que fizera.
Então o terceiro a El-Rei rogou
Licença de os buscar, e El-Rei negou.
*
Como a um captivo, o ouvem a passar
Os servos do solar.
E, quando o vêem, vêem a figura
Da febre e da amargura,
Com fixos olhos rasos de ancia
Fitando a prohibida azul distancia. Análise Configuração simbolica 2ª Parte do Poema 3ª Parte do Poema 1ª Parte do Poema Estrutura externa O poema “Noite” dá luz à terceira parte da obra, “O Encoberto”.
-expressa o desejo do renascimento e da reconquista de uma alma e de uma identidade perdidas, e apela à mudança e à acção dos portugueses na construção de um Império futuro, o Quinto Império, Existe a expectativa de algo acontecer em que a “Noite” é o tempo de gestação de alguma coisa e, também simbolizar o tempo da morte e do mistério. A “ânsia” pela reabilitação da pátria leva o sujeito poético a relembrar os heróis que permanecem na memória. Corresponde às duas primeiras estrofes e diz respeito ao passado enquanto tempo da descoberta e da superação refirindo-se, então, aos heróis dos Descobrimentos, aqueles que nunca atingem a satisfação e a felicidade e que se distinguem do animal ( “Ser descontente é ser homem” ). O mar é o local onde os portugueses superaram os limites representando a conquista humana em relação ao conhecimento. terceira e quarta estrofes representam, após a morte dos heróis, o presente, isto é, a decadência do Império e a vontade de reabilitação da morte dos dois irmãos, da pátria, concretizada pelo terceiro irmão (“olhos rasos de ânsia/ Fitando a proibida azul distância”). O “Poder” e o “Renome” são a alusão simbólica a dois referentes históricos, os irmãos Corte-Real, que estão aqui desmaterializados para vencer o tempo. A estrofe final é um apelo a Deus, enquanto entidade abstracta, pelo ressurgimento do Império (“A Deus as mãos alçamos”). É caracterizado pela irregularidade métrica e por um ritmo rápido relacionado com a estrutura narrativa do poema, que é realçada pelo recurso a sucessivos transportes.
O poema possui cinco sextilhas e o esquema rimático é:
aabbcc *
Senhor, os dois irmãos do nosso Nome –O Poder e o Renome
–Ambos se foram pelo mar da edade
À tua eternidade;
E com elles de nós se foi
O que faz a alma poder ser de heroe,

Queremos ir buscal-os, d’esta vil
Nossa prisão servil:
É a busca de quem somos, na distancia
De nós; e, em febre de ancia,
A Deus as mãos alçamos.
Mas Deus não dá licença que partamos.
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