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Revolução Industrial e Imperialismo

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Transcript of Revolução Industrial e Imperialismo

Revolução Industrial
Prof. Luis Armando Tavares de Lacerda
Roteiro da Aula :
- Conceito e Etimologia
- Pioneirismo Inglês
- Primeira Fase
- Segunda Fase
- Consequências
- Imperialismo
Para começo de conversa...

“Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem.”

TOCQUEVILLE, Aléxis de. Apud Hobsbawn, Eric. A Era das Revoluções
Reflexão...

A citação de Alex de Tocqueville sobre a Revolução Industrial evidencia o contraste entre a civilidade e a barbárie promovida pelo progresso técnico industrial, se de um lado temos as maravilhas da modernidade tecnológica e da riqueza, do outro temos a tragédia da pobreza e da sujeição de milhares de trabalhadores às piores condições de vida.

Essas palavras foram escritas durante a primeira metade do século XIX, e ainda parecem atuais frente a realidade contemporânea do modo de produção capitalista, que continua vendendo sonhos e milagres, mas ainda não conseguiu acabar com a miséria e desigualdade, pelo contrário, contribuiu para alargar ainda mais o abismo que separa os homens que tem dos que não tem.

Queremos ser ou ter?

Consequências
Sociais
Econômicas
Políticas
Ambientais
Tecnológicas
Exploração
Marginalização
Sujeição
Desemprego
Operariado
Êxodo rural
Miséria
Fome
Dependência
Exclusão
Falta de direitos
Trabalho assalariado
Expansão dos mercados
Culturais
Valorização da propaganda
Formação de monopólios
Consolidação do sistema financeiro
Produção em massa
Concentração de renda
Transportes
Bens de consumo
Poluição atmosférica
Urbanização desordenada
Liberalismo
Ideias socias
Movimentos socias e trabalhistas
Desmatamento
Acidentes
Aumento Populacional
Mecanização da produção
Legislação trabalhista
Greves
Consumismo
Comunicação
Individualismo
Aquecimento
Extração de recursos mineirais
Políticas Ambientais
Vida noturna
Tempo
Trabalho
Globalização
Direitos
Banalização
Massificação
Virtualização
Doenças
Conceito e Etimologia:
Termo adotado para designar o conjunto de transformações técnicas, econômicas e sociais iniciadas na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e que se difundiram pelo resto do continente europeu e América do Norte ao longo do século XIX, sendo ela um fenômeno mundial que possibilitou o estabelecimento e consolidação do modo de produção capitalista.”

Os primeiros a usar o termo "Revolução Industrial" foram os franceses na virada do século, em analogia à Revolução Francesao. Mas o termo aplicado à mudança tecnológica foi se tornando mais comum apenas no final dos anos 1830, com Jérôme Adolphe Blanqui 1937 e Friedrich Engels no livro
A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra
de 1844, onde fala de " uma revolução industrial, a revolução que mudou toda a sociedade civil. ", Mas o crédito de popularizar o termo pode ser dado a Arnold Toynbee em 1881.
Pioneirismo Inglês
Exército de Reserva
Acúmulo de Capitais
Estado Liberal Burguês
Revolução Gloriosa
Exploração Colonial
Cercamentos
Matéria prima
Jazidas Carvão e Ferro
Êxodo Rural
Matéria Prima Colonial
Supremacia Naval
Liberalismo Econômico
1750-1840: Primeira Revolução Industrial
Gravura de Londres, 1783
"a certa altura da década de 1780, e pela primeira vez na história da humanidade, foram retirados os grilhões do poder produtivo das sociedades humanas, que daí em diante se tornaram capazes da multiplicação rápida, constante, e até o presente ilimitada, de homens, mercadorias e serviços"

Hobsbawm, p. 53 p. 20
A Cidade e a Fábrica
Subordinação da Vida
A Fábrica e os Tecidos
A Revolução Industrial britânica não foi apenas algodão, ou lancashire, ou mesmo tecidos (...) No entanto o algodão deu o tom da mudança industrial e foi o esteio das primeiras regiões que não teriam existido se não fosse a industrialização e que expressaram uma nova forma de sociedade, o capitalismo industrial, baseada numa nova forma de produção, a fábrica.”
Hobsbawm, p. 53
“A manufatura de algodão foi um subproduto típico daquela crescente corrente de comércio internacional e principalmente colonial, sem a qual, como vimos, a evolução Industrial não pode ser explicada.”
Hobsbawm, p. 54
As Inovações Tecnológicas
Os primórdios da Revolução Industrial foram um tanto primitivos, tecnicamente, não porque não houvesse à disposição melhor ciência e tecnologia mais avançada, porque as pessoas não se interessavam por elas ou porque não pudessem ser persuadidas a usá-las. Ela foi simples, de modo geral, porque a aplicação de idéias e dispositivos simples, idéias muitas vezes conhecidas havia séculos, muitas vezes pouco dispendiosas, era capaz de produzir resultados espetaculares.”
Hobsbawnp. 57
Fiadora Mula 1779 - Samuel Crompton

Bobina Voadora 1733 - John Kay

Fiadora Jenny 1764 - James Hargreaves

- Indústria textíl
- Indústria metalúrgica
- Exploração de carvão
A Sociedade em Crise
Trabalho infantil nas fábricas
Movimento Ludista
Movimento Cartista
“O período incial da industrialização britânica atravessou uma crise que alcançou seu estágio mais agudo na década de 1830 e começo de 1840. O fato de ela não ter sido em nenhum sentido uma crise ‘final’, mas uma mera crise de crescimento, não nos deve levar a subestimar sua seriedade, coisa que os historiadores econômicos (mas não sociais) têm sempre feito.”
p. 68
“A comprovação mais óbvia dessa crise está no vendaval de insatisfação social que se abateu sobre a Grã-Bretanha em rajadas sucessivas entre os últimos anos de guerra e meados da década de 1840: ludistas e radicais, sindicalistas e socialistas utópicos, democratas e cartistas. Em nenhum outro período da moderna história britânica o povo se mostrou tão contínua, profunda e ás vezes desesperadamente insatisfeito.”
p.68
“Outros autores têm argumentado, de modo mais convincente, que o descontentamento nasceu simplesmente das dificuldades de adaptação a um novo tipo de sociedade. Entretanto, mesmo essas dificuldades (como fica claro na crônica de imigração para os Estados Unidos) exigem uma rara dose de privações econômicas para levarem as pessoas a crer que não estão ganhando nada em troca daquilo a que renunciam. Uma insatisfação como a que havia em estado endêmico na Grã-Bretanha naqueles decênios não pode existir sem desespero e fome. E desespero e fome não faltavam.”
P.69
• Capitalismo Concorrencial.
• Setores: Textil, Siderúrgico e Agrícola.
• Tecnologia: Ferro e Vapor.
• Invenções: Locomotiva e Navio a vapor, Debulhadeira

1840-1945 : Segunda Revolução Industrial
Linha de Montegam da Ford 1910
• Capitalismo Monopolista
• Setores: Automobilístico, Quimíco e Bélico.
• Tecnologia: Aço, Eletricidade e Petróleo.
• Invenções: Motor de combustão interna e Processo Bessemer
A Era das ferrovias
- progresso técnico avançado
- revolução nos transportes
- acúmulo de capital excedente
- aumento das exportações
Diferenças entre a 1 e a 2 fase da Revolução Industrial
estradas de ferro
navegação a vapor
alteração do paradigma tempo-espaço
velocidade da vida moderna
as estradas de ferro e o progresso
Revolução nos Transportes
Construção ferroviária - Manchester 1837
Projeto de locomotiva a vapor
Locomotiva a vapor de mineração


- crescente industrialização do mundo;

- acumulação de capital para investimentos lucrativos
Razões para o início da segunda fase
- A estrada de ferro surge com a necessidade de transporte das minas de carvão, porém, quando passa a ser lucrativa gera uma febre generalizada;

- A estradas de ferro impulsionam a economia inglesa para a superação da grande recessão de 1841 - 1842;

- O mais óbvio escoadouro disponível que havia para esse excedente de capital era o investimento no exterior;

- Estradas de ferro no mundo eram construídas com capital, materiais e equipamentos britânicos, até mesmo empreiteros britânicos.
Nos trilhos do progresso
Crescimento rápido da população;

Falta de pagamento dos empréstimos feitos pelos demais países (América do Sul, EUA, Europa)

Recessão econômica;

Acúmulo excessivo de capital;

Busca de novos mercados.
Crise na década de 1870
Problemas de mão de obra e trabalho;

Problemas de Condições de trabalho;

Modificação da estrutura social;

Revoluções Econômicas e Políticas.
Implicações Sociais e Econômicas
Durante o reinado de Vitória (1837 a 1901), a política industrial e colonialista inglesa atingiu seu apogeu. A Inglaterra foi considerada por muitos analistas econômicos da época como a Oficina do mundo, abastecendo os mercados internacionais com seus produtos industrializados. Seu reinado foi marcado na Inglaterra pela prosperidade industrial e comercial, pelo puritanismo moral e pela estabilidade política. A era vitoriana que durou o período foi marcado por grande desenvolvimento artístico e cultural em várias esferas das artes (arquitetura, literatura, teatro e etc.). As artes buscavam satisfazer os anseios culturais de uma classe média ávida por cultura.
“Era Vitoriana”
- A Inglaterra que já dispunha de relações mercantis com muitos países devido seu desenvolvimento naval, após a Revolução Industrial, o comércio e a navegação mantinham a balança de pagamento da Inglaterra, enquanto a troca de produtos ultramarinos e manufaturados seria base da economia internacional.
Expansionismo comercial
Conquistas coloniais:
Imperialismo
1884 Conferência de Berlim Partilha da África

Partilha da Ásia;

China - Guerra do Ópio (1842) -

Hong Kong -> Domínio Inglês;

Oceania.
Mapas da colonização britânica
Família Real inglesa - Era Vitoriana
A divisão da China entre as potências europeias e o domínio da Índia pelos britânicos, assim como a presença dos franceses na Indochina e dos holandeses nas Índias Orientais, gerou ao longo dos anos uma série de revoltas e conflitos que serão duramente reprimidos pelos colonizadores. Na virada do século XIX para o XX, um novo ator surge na Ásia para desafiar o predomínio ocidental: o Império do Japão unificado depois da restauração Meiji em 1868 e que em 189495 derrota o Império Chinês, posteriormente toma Taiwan e em 1905 derrota a Rússia.
Partilha do Mundo
O surgimento do Japão como potência militar e econômica no início do século XX, mudou a geopolítica asiática. O equilíbrio do poder colonial europeu na região enfrentava um adversário local, com coesão social, poder militar e capacidade de empreender a sua própria expansão colonial em termos regionais. Entre 1905 e 1945, o império japonês dominou boa parte das antigas colônias europeias na Ásia, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Nesse período, uma parte considerável da China foi dominada e colonizada pelo Japão, fomentando ainda mais o nacionalismo chinês.
"...pequeno número de aventureiros e pioneiros, homens sóbrios em roupas sóbrias, espalhando respeitabilidade e um sentimento de superioridade racial juntamente com fábricas de gás, estradas de ferro e empréstimos."
Bibliografia:

HOBSBAWM, E. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. São
Paulo: Forense Universitária, 2009.
HOBSBAWN, E. A Era dos Impérios 1875-1914. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1988.".
Sugestões de Filme: Tempos Modernos e Germinal

Os links para os filmes estã
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