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Intervenção psicossocial

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by

Pedro Bendassolli

on 19 August 2013

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Transcript of Intervenção psicossocial

Intervenção psicossocial
Intervenção psicossocial
1. O que é intervenção psicossocial?
2. Qual o propósito de uma intervenção?
3. Quais os níveis da intervenção?
4. Desenvolvimento da intervenção
5. O papel de quem conduz a intervenção
6. Aspectos importantes a considerar

Definição
a) Tomar a palavra (intervenção de um orador)
b) A mediação, a intercessão, os bons ofícios, a ajuda, o apoio, o contributo;
c) A ingerência, a intrusão (entre b, a mediação, e c, a ingerência, há interposição)
d) A operação cirúrgica
e) Por extensão: a ação (intervenção tomada no sentido de um fator que influencia e explica este ou aquele fenômeno)
(Petit & Dubois, 2010)
Os propósitos da intervenção
1. Demandas de desenvolvimento e mudança
2. Demandas de escuta, acolhimento, sofrimento, bem-estar, saúde psíquica
Os níveis da intervenção
1. Equipes, grupos, pessoas, desenho organizacional (estrutura), clientela, comunidade
2. Nível dos processos organizacionais (liderança, gestão, cultura, comunicação, comprometimento/vínculos, desempenho profissional)
3. Nível tecnológico
4. Nível dos processos de trabalho (rotinas, procedimentos, tarefas)
5. Nível da atividade
6. Nível ecológico (relação com o ambiente externo)
Desenvolvimento da intervenção (1)
A intervenção pode desenrolar-se em três formatos:
1. Investigação pura
2. Pesquisa-ação
3. Intervenção de consultoria
Dessas definições, o que permanece é a ideia de intervenção como a presença de um
terceiro
que age numa dada situação (por ex.: conflituosa)
"(...) Uma diligência mais ou menos sistemática efetuada, a título oneroso, pelo menos profissional, por um ou vários práticos, a pedido de um cliente, geralmente coletivo (grupo, organização ou instituição), para contribuir para liberar ou suscitar forças, até aí inexistentes ou potenciais, por vezes bloqueadas, com vista a uma mudança desejada"
Adoirno (apud Petit & Dubois, 2000, p. 257)
Desenvolvimento e mudança
1. Desenvolvimento pessoal, interpessoal; desenvolvimento de competências/desempenho
2. Desenvolvimento de grupos e equipes; gestão
3. Desenvolvimento focado no aumento do 'poder de agir' (x 'poder de suportar'). Aumento da autonomia e conscientização
4. Mudança >>> instituído e instituinte
Demanda espontânea ou provocada pelo psicólogo; explícita ou implícita; difusa ou excessivamente pontual; individual ou coletiva; setorial ou institucional

Escuta, acolhimento, sofrimento
1. Mal-estar/sofrimento provocados pelo trabalho (organização e divisão do trabalho; condições de trabalho)
2. Sofrimento causado pela 'alienação institucional' (desejo/realidade; insuficiências/impotências; desgaste
3. O sofrimento que reside na interface instituição x organização x equipamento (macro>micro)
4. Sofrimento de quem trabalha; sofrimento de quem é atendido; 'sofrimento social'
Clínica em sentido estrito e clínica em sentido ampliado (de onde vem o sofrimento? Por quais vias ele é encaminhado?
>>>Novas significações para as vivências (reelaboração, reposicionamento)
Aspectos finais a considerar
Investigação pura
O pesquisador apresenta o problema e define os objetivos
Contrato em que o pesquisador é o “especialista”
Investigador desenvolve diagnóstico. Cliente: fornece dados
A ação se desdobra em relatórios científicos. Cliente: é “informado”
Raramente se realizam avaliações junto ao cliente
A finalização/condução das possíveis “mudanças” fica ao cargo do cliente

Pesquisa-ação
Tanto o cliente quanto o investigador podem apresentar o problema
Há um contrato econômico e “psicológico”. O controle é mútuo
Diagnóstico conjunto. Cliente: dados; pesquisador: conceitos
A ação ocorre em termos de feedback, plano de ação com dupla responsabilidade (cliente e investigador)
A avaliação é conjunta. Por meio dela, podem surgir novos problemas
A finalização da pesquisa é feita pelo cliente com apoio do investigador

Intervenção em estilo "Consultoria"
O cliente apresenta o problema e define os objetivos
Contrato econômico. O cliente controla o consultor
Diagnóstico feito pelo consultor. Em geral, vende-se “pacotes”
O consultor prescreve a ação a realizar. Não há divulgação dos “resultados”
A avaliação é realizada em raras ocasiões. Em geral, são “neutras”
A implementação depende do cliente

Desenvolvimento da intervenção (3)
Dispositivos de intervenção
Desenvolvimento da intervenção (2)
Quem intervém
"O papel do psicossociólogo consiste em favorecer ou em acompanhar uma mudança limitada na organização sem ser totalemnte rejeitada pelos atores (indivíduo-chefe ou grupo)"
Petit & Dubois (2000, p. 282)
Modelos de comportamento
O bom educador
Esquema clássico da transmissão de um saber
Modelo do formador
O médico
A partir de um diagnóstico, prescreve os remédios
Modelo tecnocrático
Saber-poder
O psicanalista
É aquele que revela fenômenos latentes
Analista social: aponta, denuncia, mas cabe ao 'cliente' realizar a mudança (se desejar)
O modelo ecológico
Papel de criar lugares de comunicação e de análise
Não impõe seu saber, mas 'formaliza', ajuda a interpretar, o saber existente (senso comum da instituição)
Permite duas coisas centrais
1) ocasião para os atores se reunirem frente a frente
2) encadeamento de um processo de reflexão-ação-reflexão a partir da realidade como é vivida e percebida pelos atores da instituição

Competências necessárias: observação, escuta, análise, interpretação
cf.: Petit & Dubois (2000)
Quatro funções para o psicossociólogo na intervenção com grupos
1. Função de produção [orientada para que o grupo alcance seus objetivos]
2. Função de manutenção [centrada no desenvolvimento das interações entre os membros do grupo]
3. Função de facilitação [ajudar o grupo a elaborar seus objetivos, seu plano de trabalho, organizar-se]
4. Função de regulação [descoberta dos fenômenos psíquicos e psicossociais que podem bloquear a progressão do grupo: ansiedade, fugas, conflitos de valores, etc.]
As principais fases de uma intervenção psicossocial são:
Diagnóstico
Delineamento da intervenção
Desenvolvimento da intervenção
Avaliação da intervenção
Devolução e divulgação dos resultados
Delineamento
1. Qual o foco deste projeto (tema)?
2. O que se pretende com este projeto (objetivo)?
3. A quem se destina esse projeto (população-alvo)
4. Por que a para quê se pretende realizar esse projeto (justificativa)?
5. Qual a importância desse projeto para a instituição, comunidade, sociedade (relevância)?
Teoria
Insider e outsider
Vínculo com quem?
Distância e proximidade
Prático (ação transformadora) e pesquisador (diagnóstico)
Co-análise, co-participação (horizontalidade)
Análise da implicação do psicólogo: assistencialista? Caritativo? Quais limites? Quais possibilidades?
Planejamento: necessário, mas não suficiente (não é uma camisa-de-força)
O papel contínuo da AVALIAÇÃO
Algumas influências
Pressão temporal
Expectativas
Resistência à mudança (transferências, contradições, ambiguidades, ansiedades, medos, sabotagens...)
Dificuldades cognitivas (apreensão da realidade)
Credibilidade (fontes do poder do psicólogo)
Foco na parte (em detrimento do todo)(visão ecológica das organizações)
???
"...favorecer a análise e facilitar a emergência de um sentido, de uma nova perspectiva" (Neiva, 2010, p. 49)

Pesquisa-ação: desenvolver conhecimento à medida que ocorre a ação
Os vários níveis da teoria.
O nível de alguns "pressupostos" não necessariamente explícitos. Exemplos: o que se entende por organização? Como se sabe sobre seu funcionamento? O que sabemos sobre o comportamento das pessoas em instituições/organizações?
O nível dos conceitos sobre fenômenos específicos.
Exemplo: violência, agressividade, sofrimento
O nível dos métodos.
Por exemplo: como funcionam os grupos? Quais as resistências "comuns" em um grupo? A partir desse conhecimento, quais dispositivos utilizar, e por quê?
Exercício breve. O que você acha que precisa saber (em termos teóricos) para seu projeto de intervenção? Liste.
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