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Untitled Prezi

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by

Gabriela Sposito

on 2 July 2013

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Transcript of Untitled Prezi

REQUALIFICAÇÃO URBANA DA ZONA PORTUÁRIA DE PELOTAS- RS
LOCALIZAÇÃO
ÁREA DE ATUAÇÃO
Diagnóstico
Plano Diretor
Pelotas-RS
Introdução
"O Sistema portuário e as notas de navegação no mundo a partir da década de 50 e durante os anos 60 e 70 do século XX sofreram grandes mudanças atribuídas a fatores de ordem tecnológica". (Hall,1993)
História de Pelotas

A cidade de Pelotas teve sua história ligada às charqueadas, as quais tiveram papel crucial no desenvolvimento e na urbanização da cidade, marcando profundamente a formação sócio- econômica do Rio GrandedoSul no inicio do século XIX.
Carne salgada e seca ao sol com o objetivo de mantê-la própria ao consumo por mais tempo.
CHARQUE
Local onde se produzia o charque.
CHARQUEADAS
A atividade charqueadora desenvolveu- se ao longo do arroio de Pelotas e do canal São Gonçalo, pois sua localização era propícia para essa produção, visto que a mesma não poderia ser realizada junto ao mar, devido à ação da areia e dos ventos que arruinariam a produção.
Devido o sucesso da indústria do charque, outros empreendimentos foram surgindo ao longo dos principais cursos d'água, como o Canal São Gonçalo, Arroio de Santa Bárbara.
ARROIO DE
PELOTAS
CANAL SÃO
GONÇALO
ARROIO
SANTA BÁRBARA
Com a indústria saladeiril voltada para o mercado consumidor Pelotas teve sua economia e desenvolvimento atrelado a esta evolução. As industrias saladeiris, acumulavam riquezas, surgindo assim em Pelotas uma "elite" que era proprietária de imensos latifúndios e com a farta distribuição de matéria prima.

“Mas a charqueada não trouxe apenas riqueza, mas também o adensamento populacional de Pelotas , pois cada grande estabelecimento contava, pelo menos mais de cem pessoas”. (ARRIADA,1994) .
Desde então o crescimento populacional é gradativo e em 1835,a partir da riqueza gerada pela indústria do charque, ocorre uma grande evolução urbana, devido a ligação comercial de Pelotas com os grandes centros do país e exterior, com a importação e exportação de mercadorias, o que acarretou na instalação de indústrias de velas, sabões e adubos, os quais utilizavam os resíduos do charque.
A zona portuária, então, representava grande importancia para essa região, pois além de fazer o escoamento marítimo da produção, também servia para a importação de matérias primas, todos estes fatores agregados deram ao porto de Pelotas uma grande importância. A malha ferroviária, contornava as instalações do porto e escoava os produtos das industrias pelotenses em direção a campanha gaúcha(fronteira,do Rio Grande do Sul), passando pelo porto de Rio Grande até Bagé, compreendendo assim o mercado consumidor regional , e efetivando a exportação via porto marítimo.
Propocionando assim a concentração de grandes industrias, como a Cervejaria Rio-Grandense, a companhia de Fiação e tecidos, fábrica de massas e biscoitos Cotada S.A e outras, o que foi determinante para a expansão e o desenvolvimento desta área da cidade.
Como intenso movimento do estaleiro, e o aumento do setor fabril, houve a necessidade aumentar a antiga doca originando o local conhecido popularmente como “Quadrado”. Devido à construção do Quadrado, possibilitou-se que grande parte do banhado residual e da antiga doca fossem aterrados, o que além de gerar movimentação da região das “Doquinhas”, tornou-se um pólo de atração para moradia.
QUADRADO
DOQUINHAS
PORTO DE PELOTAS
Contudo, no ano de 1997 o número de indústrias que operavam na zona portuária diminuiu expressivamente, dando inicio a um processo de degradação e abandono desta espacialidade, neste mesmo contexto com a falta de fiscalização é que surge a comunidade das Doquinhas uma ocupação que ocorreu a partir de ações individuais de posseiros, que se apropriavam da área de modo informal e irregular.
Transformações ocorridas apartir da crise econômica local;
ESTE PROCESSO DE DEGRADAÇÃO E ABANDONO SEGUIU PELO MENOS POR TRÊS DIRETRIZES :
- 1930, a política de integração do território nacional e de incentivo à industrialização brasileira
- Reflexo se deu a partir das formas de produção, acumulação e reprodução do capital
Concorrência dos produtos Pelototenses com os produtos industriais do sudeste do país.
Transformações ocorridas, nos meios de transporte (Rodoviarismo)

-Estabelecido em todo território nacional, como parte da politica de integração nacional,
"Revolução do Contêiner"
- Requisitando áreas portuárias com canais compatíveis ou capazes de se adaptar às novas formas de transporte
-Pelotas - ausência de investimentos pelos órgãos responsáveis principalmente do poder público e da superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul
ATUALMENTE....
o porto de Pelotas opera modestamente apenas poucos produtos, como exemplo o cal e o arroz.
Contudo, nos últimos anos tem-se acompanhado um processo de retomada dos espaços vazios na zona do porto e a Universidade Federal de Pelotas tem sido o principal agente de transformação do bairro através de suas intervenções, junto com as atividades acadêmicas outras atividades são estimuladas como bares, restaurantes, casas noturnas, novos edifícios residenciais, copiadoras, entre outros, que passam a redimensionar a zona do porto, dando um novo ritmo no lugar.
Partido Geral
Voltada a Zona Portuária
MORFOLOGIA URBANA
MOBILIDADE URBANA / HIERARQUIA VIÁRIA
USO DO SOLO
EQUIPAMENTOS PÚBLICOS E PRIVADOS
MOBILIÁRIO URBANO
SÍTIO E SUAS CARACTERÍSTICAS
PAISAGEM
O bairro do Porto foi uma referência socioeconomica por muito tempo, e abrigava diversas atividades, como as charqueadas ao longo do Canal São Gonçalo. Entretanto este local passou por grandes transformações, atraindo a instalação de diversas indústrias, depósitos e armazéns que utilizavam com uma grande intensidade as instalações portuárias,
modificando seu ambiente natural, construindo um espaço rico arquitetonicamente, que sustentou a cidade durante anos. Depois passou por um processo de desvalorização e decadência dentro da sociedade, o que ocasionou descentralização do centro urbano para outra localidade da cidade, restando a este local o abandono e a desvalorização imobiliária. O bairro apresenta um aspecto urbano industrial, e uma paisagem carregada culturalmente.
A miséria e a exclusão social fazem
parte da paisagem urbana.
Por outro lado ao analisarmos esta paisagem podemos contemplar suas transformações
ao longo dos anos. Conjuntos arquitetônicos, de edificios que se formaram em diferentes períodos, retratando distintos momentos históricos, propiciando uma grande heterogeneidade devido às diferenças de tempo nas construções, ganhando uma forma diferenciada, agregando adornos, que trazem consigo uma nova percepção, carregadas de influências culturais que estão até os dias de hoje, nos prédios que resistiram ao tempo, gravadas e perceptíveis ao estudo e observação.(LIHTNOV,BARROS,GONÇALVES, 2010)
Ampliação da urbanidade do Centro
Histórico para o Centro Urbano, bem como incentivar a expansão da centralidade até o Canal São Gonçalo, produzindo atrativos fora destes limites de maneira a aliviar a pressão sobre o cenário de valor histórico existente;
Importante eixo urbano apresenta características ambientais, destacando-se como elemento captador e condutor das águas de drenagem urbana, e histórico-cultural, em decorrência de sua inserção entre duas áreas de influência na formação urbana do município, a oeste o centro histórico e a leste o sítio charqueador, ambos reconhecidos como patrimônio cultural do município.
Áreas de Preservação Permanente Ocupadas (APPO) são aquelas com processos de uso e ocupação consolidados, que atendam o interesse social, público e comunitário, podendo ser reglamentarios, mediante
ações mitigatórias e compensatórias e de recuperação do meio-ambiente, proporcionais ao dano causado e sua escala.
III - Doquinhas;
IV - Clubes Náuticos;
V- Comércio e Indústria;

VI - Cais do Porto;
VII - Atracadouros;
XV- Ocupação de pescadores.
MODELO URBANO
ÁREAS ESPECIAIS DE INTERESSE DO AMBIENTE NATURAL
ÁREAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL
Promover a regularização fundiária e recuperação de habitação de interesse social.
Zona de preservação do Patrimônio Cultural - Patrimônio de natureza cultural e histórica, que deverá ser preservado, a fim de evitar o desaparecimento,deterioração das características, culturais e históricas que lhe determinem a especialidade.
Focos de Intersse Cultural , são áreas cujo entorno compõe uma área de abrangência, na qual as novas inserções e intervenções devem obedecer às diretrizes gerais da Áreas Especiais de Interesse Ambiente Cultural e também às regras específicas de composição arquitetônica e controle urbanístico estabelecidos, buscando manutenção e incremento das características específicas.
Sítio Arqueológico- Proíbe a destruição, degradação ou alteração por modificação de qualquer monumento, sítio arqueológico ou seu entorno, sem o consentimento de todas as instâncias competentes.
1A Zona Portuária
1B Praça Coronel Pedro Osório
1C Calçadão
1E Estação Férrea
1 R. Benjamim Constant





ÁREAS AMBIENTAIS DO AMBIENTE CULTURAL
ZONA DE
PRESERVAÇÃO DO PATRIMONIO CULTURAL
TFG I - ARQ. E URB.

OBRIGADO PELA ATENÇÃO

UNISUL - UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
ARQUITETURA E URBANISMO
GABRIELA PEZZI SPOSITO

USO DO SOLO
CONEXÕES VERDES
MAPA SÍNTESE
HIERARQUIA
VIÁRIA
CIRCUITO DE CICLOVIAS
TRASNPORTE PÚBLICO
RUA GOMES CARNEIRO /RUA ÁLVARO CHAVES
PARQUE LINEAR
QUADRADO E COMUNIDADE
DAS DOQUINHAS
PRAÇA DOMINGOS RODRIGUES
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde os princípios até hoje, a relação entre o rio e a cidade vem sendo um aspecto primordial para o desenvolvimento urbano, e a disponibilidade da água sempre foi um fator importante para o estabelecimento definitivo da população nestas áreas, pois além de servir para a população de modo geral e para agricultura, serviam também como vias de transporte, daí então que surge a relação vital entre o rio e a cidade que permeia toda a história urbana.
Porém a relação entre rio e cidade não é estável, ela depende diretamente de fatores como: mudanças econômicas, planejamento urbano e transporte. Em Pelotas a relação com o rio não foi diferente, ele servia para as industrias saladeiris como forma de escoamento das produções e chegada da matéria prima, no entanto quando a era do charque extinguiu se a cidade passou, por um novo processo dinâmico, no início da década de XX, onde as industrias tiveram seu ápice de crescimento, repercutindo espacialmente na cidade. Toda via em 1930 a política de integração do território nacional desencadeou a primeira crise econômica fabril na região fazendo com que grande parte das industrias não sobrevivesse a integração do mercado. As transformações nos meios de transporte como parte da política de integração nacional também fez com que muitas indústrias migrassem da zona portuária para as regiões mais próximas as rodovias. E por fim a adoção do contêiner para armazenamento e transporte de carga, que inviabilizou diversos portos, inclusive o porto de Pelotas que por falta de investimentos pelos órgãos responsáveis acabou por limitar a sua modernização, o que acarretou no lento esvaziamento da região portuária, e perdendo assim sua conexão vital com o rio.

Atualmente o porto atua modestamente, apenas com poucos produtos, como o cal e o arroz. Contudo alguns projetos de revitalização nos antigos prédios fabris, estruturas portuárias vem impondo novos usos, e a universidade federal tem sido o principal agente de transformação do bairro através de suas intervenções, pois junto com as atividades acadêmicas outras atividades são estimuladas (bares, restaurantes, casas noturnas, edifícios residenciais e outros).
Foi com base neste cenário e após uma visita técnica á área, que foi possível identificar a real importância deste local, que abrigou a opulência de Pelotas e hoje sofre pela falta de manutenção, produzindo um efeito bastante depreciador e uma paisagem urbana carregada, surgindo assim o interesse, em fazer um projeto que consiga interferir na identidade do local, fazendo com que abriguem novos usos.
A proposta então se baseia na hierarquização das vias como forma de conduzir os fluxos para regiões que possuam focos de interesse, como a universidade e as áreas verdes de lazer e também dando identidade, criação de pequenas áreas verdes seccionando algumas ruas locais, foi uma alternativa encontrada para conduzir o transito para as vias arteriais, diminuir a circulação de veículos em meio as áreas densamente residenciais, redensificar a comunidade das doquinhas, com conjuntos habitacionais de uso misto destinados a população de baixa renda já instalada no local, evitando assim que ocorra um processo de gentrificação na área devido a valorização imobiliária decorrente da requalificação, relocação da comunidade que vive em áreas de risco e relocação para os conjuntos habitacionais propostos, criação de um parque linear ao do Canal São Gonçalo, áreas de uso misto ao longo das vias arteriais, criando a concentração das atividades nas presentes vias, criando eixos comerciais.
Algumas dificuldades também foram encontradas ao longo do trabalho , como a permanência de alguns usos industriais na região, cabe então avaliar os conflitos que possam ocorrer com o mantimento ou a mudança destes usos na região.
Assim, este projeto servirá como base e introdução para o anteprojeto que será apresentado no Trabalho Final de Graduação II.

Neste mesmo período, a introdução dos containers para armazenamento e transporte de carga fez com que os navios e áreas portuárias fossem cada vez maiores, inviabilizando assim diversos portos, o que acarretou no surgimento de grandes áreas ociosas e degradadas no espaço intra-urbano. Em Pelotas cuja modernização dependera da expansão do porto para novas áreas, a ausência de investimentos pelos órgãos responsáveis, acaba por limitar sua modernização, acarretando no lento esvaziamentodaárea portuária.
Contudo a indústria como um processo produtivo, não produziu apenas produtos, mas uma comunidade especifica, com estruturas e funções capazes de contribuir com seu desenvolvimento. No entanto, quando a função fabril deixa de existir, esta espacialidade também se altera, já que a visão do espaço produtivo passa a ser visto como um espaço de decadência e abandono numa perspectiva de marginalização.
A existência destas áreas ociosas, faz com que fique evidenciada a real necessidade da otimização destes vazios urbanos da cidade, almejando assimumdesenvolvimento urbano sustentável. A intervenção na área de estudo visa propor uma maior qualidade de vida e de cidadania para os habitantes da cidade, assim como o desenvolvimento sustentável do espaço, por meio de atrativos que evitem o abandono e permitam que a área se desenvolva em conjunto com a cidade.
Após uma visita a área, foi possível identificar a real importância deste local, que já foi muito importante pra Pelotas e hoje se encontraem estado de abandono e degradação, grandes edificações em ruínas que sofrem, seja pelo tipo de uso ou pela falta de manutenção, além de terrenos ociosos, que produzem sobre a paisagem urbana um efeito bastante depreciador. Alguns desses efeitos favoreceram o aparecimento da insegurança e violência, alterando também o hábito devida dos habitantes, os costumes e as visões sobre o espaço.
Com base neste cenário, surge o interesse, em fazer um projeto que visa mudar não só a imagem e a economia do local, mas sobretudo consiga interferir na identidade social destes antigos espaços, podendo ser transformados , para que possam abrigar novos usos.
JUSTIFICATIVA
OBJETIVOS GERAIS
Desenvolver um projeto de requalificação urbana para a zona portuária de Pelotas no Rio Grande do Sul.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Estudar a importância, evolução e histórico da área de estudo;
Compreender o processo de urbanização da área;
Pesquisar/estudar referenciais de projetos em áreas portuárias;
Levantar/estudar a infraestrutura disponível na área;
Identificar as demandas da área (comercio e serviços);
Identificar áreas de lazer consolidadas e localizar novas áreas que possam ser destinadas a tal uso;
Identificar possíveis restrições com base na legislação da área
de estudo;
Anteprojeto, projeto com as soluções propostas para a
recuperação da área com base em todas as pesquisas e
estudos realizados durante semestre.
APRESENTAÇÃO DO TEMA
Segundo Martin Coy, desde os princípios até hoje, a relação rio cidade revela-se sendo um aspecto primordial para o desenvolvimento urbano de algumas cidades. A disponibilidade da água constituía
sempre um dos principais fatores para o estabelecimento definitivo e a localização especifica de povoamento humanos. Neste sentido os rios não favorecem somente a água como recurso escasso para a população ou para a agricultura irrigada, mas serviam também como vias de transporte para as mercadorias etc. Daí, então, a relação vital entre o rio e a cidade que permeia toda a história urbana.
A dinâmica do desenvolvimento de uma cidade tem muito a ver com as funções do seu rio; a importância fluvial revela-se, via de regra, na organização espacial da cidade.
No entanto a relação rio-cidade não é estática, nem estável. Ela depende de muitos fatores: mudanças econômicas, das formas de comunicação e de transporte, do direcionamento dos processos de expansão urbana, das políticas, do planejamento urbano e do comportamento dos habitantes.
O RIO E CIDADE INDUSTRIAL
O RIO E CIDADE PÓS INDUSTRIAL
Segundo um autor a disponibilidade de água é um fator localizacional importante em diversas cidades, causando a concentração de industrias perto dos rios. Os embarcadouros e portos antigos não corresponderam mais aos novos navios. Simultaneamente, as infar-estruturas portuárias tornaram-se cada vez mais sofisticadas e precisaram de áreas cada vez maiores, não somente para o cais de embarque, mas também para as docas, armazenagens, processamentos in loco ou ainda para a baldeação para outros meios de transporte principalmente o ferroviário.
Na maioria dos casos, estas circunstâncias causaram o deslocamento dos portos fluviais dos centros urbanos para as periferias,buscando a proximidade com os terminais de carga e as instalações industriais.
O autor relata que diante de um processo progressivo de desindustrialização, a interação com o rio em diversas cidades tende-se a transformar-se novamente, em função dos frequentes deslocamentos industriais em escala intra e inter-regionais, assim como em escala internacional, muitas instalações perdem seu uso original e acabam por desempenhar novas funções. Observa-se também oredescobrimento do rio por parte dos políticos, dos planejadores dos investidores e também por parte dos habitantes, fazendo com que e cada vez mais o rio seja percebido como um lugar atrativo, que dá identidade ao local, causando uma valorização lenta e progressiva das margens urbanas através de diversas funções.
Interação entre o Rio e a Cidade
Referênciais Projetuais
O principal traço da morfologia urbana de Pelotas se dá pela forma de tabuleiro de xadrez ou ortogonal, cujo traçado das ruas obedece uma orientação norte-sul e leste-oeste.
Diversas são as causas que podem ter levado ao traçado xadrez, característico da formação urbana de todo território gaúcho: em primeiro lugar, a transmissão do modelo para as colônias espanholas e portuguesas, em segundo lugar, os propósitos de domínio e comercialização das terras, concretizados na rapidez, simplicidade e facilidade do parcelamento do solo e por fim, os conhecimentos da Escola Militar sobre o planejamento e regularização de vilas utilizados pelos pilotos e engenheiros militares
que, habitualmente, eram os profissionais responsáveis pela confecção das plantas.
(SOUTO, G.P.A, 2012)
Muitos prédios abandonados convivem com as condições precárias de vida de muitos de seus residentes.
PUERTO MADERO- BUENOS AIRES
ESTAÇÃO DAS DOCAS-BELÉM DO PARÁ
Puerto Madero foi construído em Buenos Aires, porém, pouco tempo depois o porto foi ficando ultrapassado, já que os navios cada vez maiores chegavam até a região e o porto não comportava o
tamanho destas embarcações. Assim o porto foi se deteriorando até cair no abandono na década de 90.
Foi então que se constatou a necessidade de uma revitalização na região portuária, para que a vida retornasse a área. E em 1991 foi lançado um concurso de ideias para a revitalização do Puerto Madero.
- Eixos de penetração
ligação físicas e visual da cidade com o rio
-Circulação de Pedestres Norte/Sul- Espaço de circulação e contemplação da paisagem que se amplia pela presença dos diques.
-Na margem oposta a leste, o passeio de pedestres é
repetido, porém desta vez, está relacionado a uma linha de edifícios costeiros, onde sua relação está vinculada a restaurantes, cafés e lojas, organizadas em uma estreita e longa faixa.
Porém após sua execução processos de gentrificação começaram a ocorrer em toda a área, expulsando parte da população, pequenos estabelecimentos comerciais e lojas tradicionais, o fechamento repentino destes negócios está relacionado a especulação imobiliária e o aumento abusivo do aluguéis. o encarecimento de custos inviabiliza a continuidade de pequenos negócios familiares e até mesmo destas lojas tradicionais. Além disso, a ausência de programas de habitação social em seu interior, manifesta certo desprezo a diversidade doconjunto, deixando claro o enobrecimento do espaço urbano.
Com o passar do tempo, muitos galpões foram sendo adquiridos e juntamente com as outras intervenções urbanas que aconteceram no bairro, formou-se na cidade de Buenos Aires um novo polo gastronômico, comercial, residencial e empresarial, proporcionando também melhorias nos bairros próximos. As intervenções continuaram acontecendo por toda a década de 90, e consequentemente o bairro foi crescendo e valorizando cada vez mais.
Durante o século XIX, o movimento comercial de Belém aumentou consideravelmente, devido à exportação da borracha, que no final do mesmo século, atingiu níveis muito elevados, fazendo-se necessário a construção de um novo porto. Porém, com a crise da borracha, associada a primeira guerra mundial, as obras do porto foram comprometidas e paralisadas, esta crise se estendeu até 1940, quando a companhia do porto passou a ser controlada pelo Governo Federal.
Em 1940 no entanto a administração do porto passa a enfrentar dois grandes problemas: os reflexos da Segunda Guerra Mundial, que causa queda das exportações, importações, e principalmente problemas com as condições de acesso de seus canais
estarem reduzidas à metade, devido à falta de recursos para se proceder a dragagens regulares. Devido a esses problemas, a administração do porto acaba por extinguir-se , e com o tempo essas areas passaram a ser esvaziadas lenteamente.O tempo, a área onde se encontravam os armazéns do porto, após muitos anos sem uso, passaram por um processo de degradação e seus usos começaram a mudar. A zona onde se encontravam os armazéns encontrava-se bastante marginalizada e perigosa.
No entanto no ano de 2000 a área foi apresentada a cidade toda renovada, com um complexo turístico nomeado como Estação das Docas. O complexo, aborda questões como o incremento turístico, o reaproveitamento de velhas estruturas portuárias, auxílio na revitalização de áreas centrais e, principalmente, a reabertura das cidades para rio.
PORTO MARAVILHA- RIO DE JANEIRO
Reestruturação das vias existentes e reestruturação do subsolo
Construção do Túnel da Via Expressa
Ainda é cedo para julgar um projeto destas dimensões , visto que ainda não há nenhum relato de pós ocupação da área, mas já podemos notar que não há nenhuma preocupação com os atuais habitantes da região, e devido a esta grande valorização imobiliária ocorrida após grandes requalificações, faz com que as camadas mais populares não tenham condições de pagar os alugueis, e ainda precisam vender suas casas e deslocarem para áreas mais baratas, devido a grande pressão imobiliária na região, criando uma certa ‘‘elitização’’ em um ambiente decaráter público.
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