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Do Urbanismo Ortodoxo ao Novo Urbanismo

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Ana Carla Bottura

on 2 March 2016

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Transcript of Do Urbanismo Ortodoxo ao Novo Urbanismo

O Urbanismo Ortodoxo
Concepção moderna da cidade
Industrialização
Fordismo/ máquina
Cidade Funcionalista
Arquiteto enquanto
transformador
da sociedade
CARTA DE ATENAS (1933)


Ville Contemporaine - Le Corbusier (1922)
(Cidade Contemporânea para 3 milhões de habitantes)


A Pós-modernidade
Ruptura com racionalidade/ funcionalidade modernistas
FRAGMENTAÇÃO/ DIVERSIDADE
Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
Necessidade imediata
de reconstrução e
reorganização/ preservação da ordem social capitalista ameaçada
Produção em massa/ Urbanizações populares
Pastiche/ Multiplicidade de elementos e diferentes combinações possíveis/
Ausência do conflito/
A forma sobrepõe-se à função/ desfrute estético/ Cenografia/ Valorização da Imagem
Arquitetura e desenho urbano a serviço do mercado/
cultura do consumo
O "Novo Urbanismo"
GLOBALIZAÇÃO
Cidade global
Competitividade entre cidades/ Cidade orientada a atração de capital internacional
Contexto:
Contexto:
"Espraiamento" Urbano/
Danos ambientais/
Problemas viários/
Pobreza Urbana
Intensificação da segregação social/ espacial nas metrópoles
Transição do Fordismo para o Sistema de acumulação flexível
Contexto:
Carta do Novo Urbanismo (EUA, 1996)
Alguns princípios do Novo Urbanismo:


• Uso misto e diversidade: para um melhor aproveitamento de espaços, nada é isolado, morar, trabalhar, consumir e recrear dividem uma mesma zona.

• Diversificação das moradias: diversificar as moradias facilita a interação no dia a dia de pessoas de diferentes classes sociais, idades e raças.

• Aumento da densidade: mais pessoas em um espaço com menor projeção.

• Facilidade para pedestres: simplificar caminhos, criar vias rápidas de pedestres para que estes não precisem estar dependentes de outros tipos de transportes.

• Conectividade: interação das cidades/bairros com o restante da cidade, com transporte público e/ou outras alternativas.

• Transporte público ambientalmente adequado: que não interfira diretamente no transito, não prejudicando o fluxo deste.

• Sustentabilidade: princípios sustentáveis, como reutilização de águas pluviais, de resíduos, iluminação solar, etc.

• Qualidade de vida: visar sempre bem estar social dos usuários.
Cidade Jardim - Ebenezer Howard (1898)
Plan Voisin - Le Corbusier (1925)
Ville Radieuse - Le Corbusier (1932)
Planos Utópicos
Cidades Satélites/ Edifícios públicos ou Centro de estudos sociais, etc.
Centro empresarial
Hotéis/ Embaixadas
Estação de trem e aeroporto
Residências
Fábricas
Armazéns
Indústria Pesada
- O Urbanismo é de ordem funcional - oposição à mera estética
- Melhoria da qualidade de vida nas cidades
- 4 Funções fundamentais: 1º habitação, 2º trabalho, 3º lazer, 4º circulação
- Ordenamento de funções no território separadamente
- Justa proporção entre volumes edificados e espaços livres
- Verticalização de edifícios
- Destaque para áreas destinadas ao lazer
- Limitação das densidades urbanas de maneira a evitar problemas futuros.
- Adoção das superquadras, de maneira a otimizar o sistma viário
- Edifícios sobre pilotis, liberando o solo para as áreas verdes.
- Classificação e separação das vias segundo seu uso/natureza e velocidades médias
- Zonas de vegetação isolando os leitos de grande circulação, afastados das edificações.

"Uma crise de humanidade assola as grandes cidades e repercute em toda a extensão dos territórios. A cidade não corresponde mais à sua função, que é a de abrigar os homens, e abrigá-los bem. Esta situação revela, desde o começo da era do maquinismo, o crescimento incessante dos interesses privados".
Carta de Atenas (1933)
"Nos anos 70, o urbanismo mudou completamente e nos anos 80 parecia fadado à destruição (...) A invés de regular o crescimento urbano, o urbanista havia se dedicado a fomentá-lo com todos os recursos que tinha ao seu alcance. A ideia que predominava era que a cidade era uma máquina de criar riqueza e que a função principal do urbanismo era azeitar o maquinário. O urbanista se identificou cada vez mais com o promotor, seu tradicional adversário: o guarda florestal tinha se transformado em caçador furtivo."

Peter Hall, "Cidades do Amanhã", 1996, p. 354.
(1960/1970)
Fim século XIX - aprox. 1960
De acordo com David Harvey (2008, p. 135) a crise ocorreu, principalmente, em função da incapacidade do fordismo em absorver as demandas geradas pelo sistema capitalista. Esta incapacidade derivava do que este autor chamou de rigidez. “Rigidez dos investimentos de capital fixo de larga escala e de longo prazo em sistemas de produção em massa, que impediam a flexibilidade do planejamento (…)". "Rigidez nos mercados, na alocação e nos contratos de trabalho”. Acumulação flexível: derivada da crise do petróleo de 73-75/ alta rotatividade de empregos/ unidades descentralizadas de produção/ retorno mais rápido do capital/ maior competitividade/ novas formas de organização do trabalho e da produção.
Venturi e Brown, Vanna Venturi house, Philadelfia,
EUA, 1964.
Graves, edifício da prefeitura de Portland, Oregon, EUA, 1982.
Arquitetura figurativa, associação com a natureza e com a tradição clássica
Stern, residência no lago Michigan, Illinois, EUA, 2007.
Residências neotradicionais, associações de estilos arquitetônicos do século XIX com riqueza, status e estilos de vida aristocráticos.
Kengo Kuma, Edificio M2, Tokyo, 1991.
Gehry, Agência de publicidade Chiat/Day,
Los Angeles, 1991.
Gehry, Walt Disney Concert Hall, Los Angeles, 1999.
New york City Center, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, 1999.
O novo urbanismo surge nos Estados Unidos pelo final do século 20 como uma resposta ao “espraiamento ou suburbanização americana”
(urban sprawl)
, da iniciativa de um grupo de urbanistas estadunidenses empenhados em resolver estes problemas, visando a integração da cidade para com o usuário.
(Anos 90)
Cidade das Artes e da Ciência, Santiago Calatrava
(Valencia, Espanha)

Museu Guggenheim, Frank Gehry
(Bilbao, Espanha)

Torre Agbar, Jean Nouvel
(Barcelona, Espanha)

Museu dos Judeus, Daniel Libeskind
(Berlim, Alemanha)

Museu do Amanhã, Santiago Calatrava
(Rio de Janeiro, Brasil)

Arquitetura do Star-System como pólos de atração/ ícones visuais
Hoje quase 1 bilhão de pessoas no mundo vivem em favelas (mais de 30% da população mundial)
Cidades genéricas
(Rem Koolhaas): generalidade dos espaços urbanos/ contradições entre cidades globais e suas realidades locais./ enclaves globais em meio a um território fragmentado / arquitetura homogênea e globalizada, cenários controlados e privatizados/ espaços urbanos cenográficos e genéricos que “sinalizam a criação de lugares da fantasia, onde as percepções (parecem) ser projetadas por intenções de mercado”

"Cidades sustentáveis, Cidades Inteligentes", Carlos Leite
Cidade compacta
:
Modelo de desenvolvimento urbano que otimiza o uso das infraestruturas urbanas e promove maior sustentabilidade/ Eficiente sistema de mobilidade urbana e de transporte público/ desenho urbano que encoraje a caminhada e o ciclismo/ Diversidade socioterritorial – proximidade, usos mistos, calçadas e espaços de uso coletivo vivos – maior oportunidade de interação social/ Senso de comunidade.
Cidade Sustentável:
“Cidades sustentáveis são, necessariamente, compactas, densas. (...) Sob o prisma do desenvolvimento urbano sustentado, voltar a crescer para dentro da metrópole e não mais expandi-la é outro aspecto altamente relevante nestes casos: reciclar o território é mais inteligente que substituí-lo. Reestruturá-lo produtivamente é possível e desejável no planejamento estratégico metropolitano.” (pg.13)
"Cidades sustentáveis, Cidades Inteligentes", Carlos Leite
"Uma cidade sustentável é muito mais que um desejável conjunto de construções sustentáveis. Ela deve incorporar parâmetros de sustentabilidade no desenvolvimento urbano público e privado."
Plaza dels Àngels, MACBA/ Richard Meier (Barcelona)
Cidade projetada x cidade realizada
Post-it City: Cidades Ocasionais

O projeto
Post It City: Cidades Ocasionais
nasceu em 2005 e é fruto de uma pesquisa de colaboração entre o Centre d´Art Santa Monica de Barcelona e o CCCB- Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona. Pesquisa os diferentes usos temporários do território urbano, da perspectiva da arquitetura ao urbanismo e às artes visuais. São apresentados 70 casos de estudo, mapeados a partir do conceito de Post it City, que designa diferentes ocupações temporárias do espaço público, seja de caráter comercial, lúdico, sexual, ou de qualquer outra índole, tendo sempre a característica comum de não deixar rastro e de autogerir as suas aparições e desaparições. Sem pré-conceitos, a ideia do Post It City é mapear os usos informais da cidade, propondo uma reflexão critica a respeito de como as pessoas dão "corpo" a cidade, ou seja, como é feita a apropriação da cidade pelo cidadão comum, ordinário, pela massa anônima que habita as metrópoles.
Post It City: Mercado de Janmark, Polônia: considerado o maior mercado informal da Europa. A cada fim de semana, o anel em volta do estádio é tomado pelos ambulantes.
Feira no trilho do trem
Assentamento da comunidade repatriada de gregos procedentes da antigua União Soviética em Farkadona, no distrito grego de Trikala, em Thessaly.
O assentamento foi criado no início dos anos 90 como resultado de uma política estatal de dispersão de refugiados em campos e unidades organizadas. Quinze anos depois de sua reabilitação, os residentes da comunidade ainda vivem em condições de degradação, segregação e «exceção».
Carros abandonados
Os sem-teto de Tokyo
Assentamento em Farkadona
Arquitetura efêmera em NY

Primeiro, no Vale do Anhangabaú; depois no Bexiga e agora no Brás, o centro Cora Garrido Boxe, Projeto Viver, é uma mistura inusitada de instituição social, academia, escola de esportes e artes marciais, que tenta atrair pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social.
Ainda assim, as academias são sucessivamente desalojadas pela administração municipal e voltam a ser montadas com equipamentos improvisados.
Projeto Viver (SP)

Unités d'Habitation
VIGIAR E PUNIR (Michael Foucault, 1975)
O Poder e o Corpo, como Objeto de Poder
"corpo como objeto e alvo de/do poder. Encontraríamos facilmente sinais dessa grande atenção dedicada então ao corpo - ao corpo que se manipula, se modela, se treina, que obedece, responde, se torna hábil ou cujas forças se multiplicam."
O Homem Máquina", de Descartes
anátomo-metafísico
técnico-político
redução meterialista da alma, teoria do adestramento
“a casa é uma máquina de morar”, Villa Savoye, de Le Corbusier
Momento Históricos das Disciplinas
e o Homem Dócil
"nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente o aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto e mais útil, ..., O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula e o recompõe, ..., não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina. A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos "dóceis"."
A arte das Distribuições (ou, a aplicação da docilização do corpo pela arquitetura):


“A disciplina procede em primeiro lugar a distribuição dos indivíduos no espaço”.

“A disciplina as vezes exige a cerca, a especificação de um local heterogêneo a todos os outros e fechado em si mesmo. Local protegido da monotonia disciplinar”.

“Mas o principio de "clausura" não é constante, nem indispensável, nem suficiente nos aparelhos disciplinares... em primeiro lugar segundo o principio da localização imediata ou do quadriculamento.
Cada individuo no seu lugar; e em cada lugar, um individuo. Evitar as distribuições por grupos; decompor as implantações coletivas; analisar as pluralidades confusas, maciças ou fugidias. O espaço disciplinar tende a se dividir em tantas parcelas quando corpos ou elementos há a repartir.
É preciso anular os efeitos das repartições indecisas, o desaparecimento descontrolado dos indivíduos, sua circulação difusa, sua coagulação inutilizável e perigosa..."

"
A regra das localizações funcionais vai pouco a pouco, nas instituições disciplinares, codificar um espaço que a arquitetura deixava geralmente livre e pronto para vários usos
. Lugares determinados se definem para satisfazer não só a necessidade de vigiar, de romper as comunicações perigosas, mas também de criar um espaço útil”

"Na disciplina, os elementos são intercambiáveis, pois cada um se define pelo lugar que ocupa na serie, e pela distancia que o separa dos outros.
A unidade não é portanto nem o território (unidade de dominação), nem o local (unidade de residência), mas a posição na fila: o lugar que alguém ocupa numa classificação"
.


As disciplinas, organizando as "celas", os "lugares" e as "fileiras" criam espaços complexos: ao mesmo tempo arquiteturais, funcionais e hierárquicos.
São espaços que
realizam a fixação e permitem a circulação; recortam segmentos individuais e estabelecem ligações operatórias; marcam lugares e indicam valores; garantem a obediência dos indivíduos,
mas também uma melhor economia do tempo e dos gestos"

"Toda uma problemática se desenvolve então: a de uma arquitetura que não e mais feita simplesmente para ser vista (fausto dos palácios), ou para vigiar o espaço exterior (geometria das fortalezas), mas para permitir um controle interior, articulado e detalhado - para tornar visíveis os que nela se encontram; mais geralmente, a de uma arquitetura que seria um operador para a transformação dos indivíduos: agir sobre aquele que abriga, dar domínio sobre seu comportamento, reconduzir até eles os efeitos do poder, oferece-los a um conhecimento, modifica-los
Cidade Jardim:

"onde os pobres da cidade poderiam voltar a viver em contato com a natureza. Assim, eles ganhariam a vida; a indústria se instalaria na Cidade-Jardim, visto que Howard não projetava cidades, nem cidades-dormitórios.
Sua meta era criar cidadezinhas auto-suficientes, cidades realmente muito agradáveis se os moradores fossem dóceis, não tivessem projetos de vida próprios e não se incomodassem em levar a vida em meio a pessoas sem projetos de vida próprios
"
Ville Radieuse:

"Ele (Le Corbusier) planejou nos anos 20 uma cidade imaginária que denominou Ville Radieuse, composta não dos prédios baixos, tão caros aos descentralizadores, mas principalmente de arranha-céus dentro de um parque. "Imagine que estamos entrando na cidade pelo Grande Parque", escreveu Le Corbusier. "
Nosso carro veloz toma a rodovia elevada especial entre os majestosos arranha-céus; ao chegar mais perto, vemos contra o céu a sucessão de vinte e quatro arranha-céus; à esquerda e à direita, no entorno de cada área específica, ficam os edifícios municipais e administrativos; e circundando esse espaço, os prédios universitários e os museus. A cidade inteira é um Parque." Na cidade vertical de Le Corbusier, a massa da população seria alojada a uma taxa de 296 habitantes por mil metros quadrados, uma densidade urbana sem dúvida fantasticamente alta, mas, em virtude das construções altas, 95 por cento do solo permaneceria livre. Os arranha-céus ocupariam apenas 5 por cento do solo. As pessoas de alta renda ficariam nas moradias mais baixas e luxuosas, ao redor de pátios
, com 85 por cento de área livre. Aqui e acolá haveria restaurantes e teatros. "
Urbanismo Ortodoxo:

"
A rua é um lugar ruim para os seres humanos; as casas devem estar afastadas dela e voltadas para dentro, para uma área verde cercada. Ruas numerosas são um desperdício e só beneficiam os especuladores imobiliários, que determinam o valor pela metragem da testada do terreno. A unidade básica do traçado urbano não é a rua, mas a quadra, mais particularmente, a superquadra. O comércio deve ser separado das residências e das áreas verdes. A demanda de mercadorias de um bairro deve ser calculada "cientificamente", e o espaço destinado ao comércio deve ater-se a isso, e a nada mais.
"
Jane Jacobs e o pensamento moderno a respeito do uso do espeço segmentado:
Vernacular: a dimensão cultural e antropológica do ambiente construído.

"as justaposições de elementos de "má-reputação", que parecem caóticas, expressam um tipo integrante de vitalidade e validez, alcançando também uma aproximação esperada de unidade." (Vicente de Rio, pg, 24, 1990)

"A arquitetura Pós Moderna que, em seu estadi naus vpalido e original, tenta uma recuperação e reinterpretação de simbolos e linguagens tradicionais ou populares, ignoradas pelo modernismo..." ( Vicente de Rio, pg, 25, 1990)

O vernacular define-se como a linguagem, tecnicas e valores transmitidos tradicionalmente na cultura de um determinado grupo social, sem sofrer maiores influências externas. (Vicente del Rio, pg. 24, 1990)
A Linguagem "não consciente" da Arquitetura ou, Arquitetura Vernacular:

Denomina-se arquitetura vernacular a todo o tipo de arquitetura em que se empregam materiais e recursos do próprio ambiente em que a edificação é construída. Desse modo, ela apresenta caráter local ou regional.

atemporal;
intuitiva;
não científica;
passa de geração para geração;
não estabalece distinção em seu contexto;
"constituição orgânica";
provida de afeto.

O Bricoleur está apto a executar um grande número de tarefas
diversificadasporém, ao contrário do engenheiro, não subordina nenhuma delas à
obtenção de matérias-primas e de utensílios concebidos e procurados na medida de
seu projeto: seu universo instrumental é fechado, e a regra do seu jogo é sempre
arranjar-se com os “meios-limites”, isto é, um conjunto sempre finito de materiais
bastante heteróclitos (LÉVI-STRAUSS, 1989: 33)
A cada outono, durante o mês de Tishri (setembro/outubro) os bairros judeus ortodoxos de Brooklyn em Nueva York protagonizan uma drástica transformação. Visando comemorar o Êxodo, uma estrutura temporária conhecida como sukkah (plural: sukkot) deve ser construída ao ar livre e habitada durante sete dias. A ideia central é o nomadismo como deslocamento simbólico: do estável ao precário e da proteção à vulnerabilidade.
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