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[FILOSOFIA] O Pensamento Complexo

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Carlos Moiteiro

on 22 May 2017

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Transcript of [FILOSOFIA] O Pensamento Complexo

Edgar Morin (1921 - ) e o Pensamento Complexo
Por que a necessidade de um pensamento complexo?
Qual a importância de um pensamento complexo?
Como definir a "
Complexidade
"?
Contextualizar o conhecimento
"[...] Para conhecer, não podemos isolar uma palavra, uma informação; é necessário ligá-a a um contexto e mobilizar o nosso saber, a nossa cultura, para chegar a um conhecimento apropriado e oportuno da mesma"
(p. 1).
Globalizar o
conhecimento
"A organização do conhecimento sob a forma de disciplinas seria útil se estas não estivessem fechadas em si mesmas, compartimentadas umas em relação às outras; assim, o conhecimento de um conjunto global, o homem, é um conhecimento parcelado"
(p. 2).
"A compreensão de dados particulares exige a ativação da inteligência geral e a mobilização dos conhecimentos de conjunto. [...] Certo, é impossível conhecer tudo do mundo ou captar suas multiformes transformações. Mas, por mais aleatório e difícil que seja, o conhecimento dos problemas essenciais do mundo deve ser tentado para evitar a imbecilidade cognitiva" (p. 12).
Epistemológica
Para compreender as coisas como elas são, é preciso aprender a não separá-las de seu ambiente, da realidade onde estão inseridas, superar a “cegueira” ou a “miopia” que nos faz ver as coisas isoladas de seus contextos, e a nós mesmos desconexos do ambiente em que vivemos (cf. p. 2).
Gnosiológica
Científica
A ciência clássica, contudo, sempre nos acostumou a ter uma visão reducionista da realidade, que considera que o todo, por ser a simples soma das partes, pode ser conhecido ao se conhecer cada parte em particular. Esqueceu-se, todavia, dentro desta concepção de ciência, que os elementos da realidade comportam-se como “sistemas complexos”, nos quais as partes interagem entre si para produzir efeitos que não seria possível se estas mesmas partes estivessem isoladas entre si. A estes dados complexos da realidade, chamamos de
emergências
.
(cf. p. 3).
Educativa
O pensamento complexo também rompe com a visão de causalidade linear estabelecida pelo nosso modo de educação, ao tornar possível a compreensão de que os elementos interagem em
processos cíclicos
, e não apenas lineares: os efeitos de uma ação retroagem sobre suas causas, que poderão produzir novos efeitos, ao mesmo tempo em que os produtores destas causas tornam-se, ao mesmo tempo, produtores e produtos de seus efeitos.
Exemplo
: vida e sociedade (cf. p. 4).
Ressignificação do Conhecimento
Ao compreendermos que o todo está nas partes assim como as partes estão no todo, podemos nos ver melhor inseridos nos processos de conhecimento que descrevemos pela ciência.
Ressignificar a Concepções de "Verdade" e "História"
A História também organiza-se de forma complexa, não por determinismos, mas sim por auto-organizações e catástrofes, que se sucedem intermitentemente, sem aparente ordem. Dialogia caos-ordem. Isto aplica-se tanto à história do Universo, quanto à singular história humana (p. 8).
Ressignificar o "Pensamento"
É preciso superar, na ciência do século XXI, nossa visão reducionista, determinista, mecânica e especializada da realidade, em particular da realidade humana.
Superar a especialização
, que “[...] extrai um objeto de seu contexto e de seu conjunto, rejeita os laços e a intercomunicação do objeto com o seu meio, insere-o no compartimento da disciplina, cujas fronteiras quebram arbitrariamente a sistemicidade (a relação de uma parte com o todo) e a multidimensionalidade dos fenômenos, e conduz à abstração matemática, a qual opera uma cisão com o concreto, privilegiando tudo aquilo que é calculável e formalizável” (p. 12)
"Vivemos numa realidade multidimensional, simultaneamente econômica, psicológica, mitológica, sociológica, mas estudamos estas dimensões separadamente, e não umas em relação com as outras." (p. 2)
É preciso um tipo de pensamento que nos permita ligar o todo às suas partes, e vice-versa; o nosso modelo de educação privilegia a separação, ao invés do entrelaçamento; é preciso superar a divisão disciplinar clássica para conhecer os sistemas globais.
A complexidade nos faz também compreender melhor o próprio pensamento humano, ao estabelecer que é possível compreender a
unidade na pluralidade
e a
homogeneidade na diversidade
, e vice-versa. A natureza humana é una ou múltipla? Não há o porquê desta questão, visto que
unidade e diversidade não se excluem mutuamente
. Somos seres trinitários: indivíduo, espécie e ser social (cf. p. 5-6).
Neste sentido, duas coisas devem ser consideradas: que vivemos em uma realidade regida pela
incerteza
e, como consequência disto, que não há nada na história humana que esteja fora de nossas mãos, inclusive o destino da própria humanidade (p. 9).
“Somos filhos da natureza viva da terra e estrangeiros a nós próprios. Esta reflexão leva-nos a abandonar a idéia que considerava o ser humano como centro do mundo, mestre e dominador da natureza [...]. Hoje, essa ambição parece-nos completamente irrisória, porque vivemos num planeta minúsculo, satélite de um pequeno sol de segunda classe, que faz parte de uma galáxia extremamente periférica; estamos, por essa razão, perdidos no Universo. Mas, se devemos abandonar a visão que faz do homem o centro do mundo, devemos salvaguardar a visão humanista que nos ensina que é necessário salvar a humanidade e civilizar a terra” (p. 10).
“A inteligência parcelar, compartimentada, mecânica, disjuntiva, reducionista, quebra o complexo do mundo, produz fragmentos, fraciona os problemas, separa o que é ligado, unidimensionaliza o multidimensional. [...] Quanto mais os problemas se tomam
multidimensionais
, mais há incapacidade para pensar essa
multidimensionalidade
; quanto mais a crise avança, mais progride a incapacidade de pensá-la; quanto mais os problemas se tomam planetários, mais se tornam impensados. Incapaz de considerar o contexto e o complexo planetário, a inteligência cega produz inconsciência e irresponsabilidade” (p. 14)
"Complexus"
Necessidade de distinguir, mas não separar; tratar as incertezas, sem contudo negá-las; superar o determinismo universal da ciência, considerando o imprevisto, a desordem, a incerteza.
Sete Princípios do Pensamento Complexo
SISTÊMICO
HOLOGRAMÁTICO
REINTRODUÇÃO DO SUJEITO DO CONHECIMENTO
ANEL RETROATIVO
ANEL RECURSIVO
AUTO-ECO-ORGANIZAÇÃO
DIALOGIA
MORIN, Edgar.
Da Necessidade de um Pensamento Complexo.
Disponível em: http://www.uesb.br/labtece/artigos/Da%20Necessidade%20de%20um%20Pensamento%20Complexo.pdf. Acesso em jan. 2014.
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