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RENASCIMENTO

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by

Alexandre Martinês

on 2 October 2013

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Transcript of RENASCIMENTO

RENASCIMENTO
CLASSICISMO
Ao Renascimento, antecedeu-o e preparaou-o um movimento de cultura que estremeceu as últimas décadas da Idade Média: o Humanismo, caracterizado pela descoberta dos monumentos culturais do mundo greco-latino [...] em todos os recantos do saber humano e por uma concepção de vida centrada no conhecimento do homem, não de Deus.
À descoberta, decifração, tradução e anotação desse rico espólio de civilização e cultura, parcialmente esquecidoou confinado em conventos durante os séculos medievais, seguiu-se o desejo de fazer ressuscitar o espírito da Antiguidade Greco-Latina. Tal estado de coisas, ligado às comoções próprias do tempo (descobertas marítimas e científicas, invenções e ciência, a Reforma luterana) veio a constituir o Renascimento.

MASSAUD MOISÉS
Foi no ímpeto revolucionário da Renascença e como desenvolvimento natural do Humanismo, que o Classicismo se difundiu amplamente. [...] Ao teocentrismo medieval opõe-se uma concepção antropocêntrica do mundo, em que "homem é a medida de todas as coisas".
Ao teologismo de antes contrapõem-se o paganismo, fruto de uma sensação de pleno gozoda existência, provocada pela vitória do homem sobre a Natureza. [...] O saber concreto, científico e objetivo, tende a valorizar-se em detrimento ao abstrato;
A mitologia greco-latina, esvaziada de significado religioso ou ético, passa a funcionar apenas como símbolo ou ornamento: o humano prevalece ao divino.
O Classicismo consistia numa concepção de arte baseada na imitação dos clássicos gregos e latinos, considerados modelos de suma perfeição estética. Imitar não significava copiar, mas, sim, a procura de criar obras de arte segundo as fórmulas, as medidas, empregadas pelos antigos.

MASSAUD MOISÉS
Monte Castelo
Legião Urbana

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
ESTÉTICA
DO
CLASSICISMO
SONETO
DOLCE STIL NUOVO - DECASSÍLABO
RACIONALISMO
UNIVERSALISMO
HARMONIA
EQUILÍBRIO FORMAL
CLAREZA E SIMPLICIDADE
BEM, BELO E VERDADE
MITOLOGIA
FUSINONISMO
O sol é grande: caem coa calma as aves,
Do tempo em tal sazão, que sói ser fria.
Esta água que de alto cai acordar-me-ia,
Do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração que em vós confia?
Passam os tempos, vai dia trás dia,
Incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
Vi tantas águas, vi tanta verdura,
As aves todas cantavam de amores

Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
Também mudando-me eu fiz doutras cores.
E tudo o mais renova: isto é sem cura!

Sá de Miranda
SONETO
QUARTETO
QUARTETO
TERCETO
TERCETO
14
VERSOS
4
ESTROFES
Vai/ o/ meu/ bar/co,/ chei/o/ só/ de ol/vi/do,
À/ mei/a/ noi/te, ao/ ár/duo/ mar,/ no in/ver/no,
En/tre/ Ci/la e/ Ca/ríb/dis;/ e ao/ go/ver/no
Vê/-se o/ se/nhor,/ me/lhor:/ meu/ i/ni/mi/go.

A/ ca/da/ re/mo um/ pen/sar/ a/tre/vi/do
Pa/re/ce/ rir/ à/ va/ga e ao/ pró/prio a/ver/no:
Rom/pe as/ ve/las/ um/ ven/to ú/mi/do, e/ter/no
De es/pe/ran/ças,/ de/se/jos/ e/ ge/mi/dos.

Chuva de pranto, névoa de rancor
Afrouxa e banha os cabos extenuados,
De ignorância trançados e de error.

Foge-me o doce lume costumeiro,
Razão e engenho da onda são tragados;
E eis que do porto já me desespero.

PETRARCA
DOLCE STIL NUOVO
RACIONALISMO
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
UNIVERSALISMO
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
HARMONIA
Estas palavras Júpiter dizia,
Quando os Deuses, por ordem respondendo,
Na sentença um do outro diferia,
Razões diversas dando e recebendo.
O padre Baco ali não consentia
No que Júpiter disse, conhecendo
Que esquecerão seus feitos no Oriente
Se lá passar a Lusitana gente.
EQUILÍBRIO
Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se d'uma outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio
que d'uns e d'outros olhos derivadas
s'acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas
CLAREZA E SIMPLICIDADE
E foi, que de doença crua e feia
A mais que eu nunca vi, desempararam
Muitos a vida, e em terra estranha e alheia
Os ossos para sempre sepultaram.
Quem haverá que sem ver o creia?
Que tão disformemente ali lhe incharam
As gengivas na boca, que crescia
A carne, e juntamente apodrecia
BEM, BELO, VERDADE
Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Pera tão longo amor tão curta a vida!
MITOLOGIA
Sustentava contra ele Vênus bela,
Afeiçoada à gente Lusitana,
Por quantas qualidades via nela
Da antiga tão amada sua Romana;
Nos fortes corações, na grande estrela,
Que mostraram na terra Tingitana,
E na língua, na qual quando imagina,
Com pouca corrupção crê que é a Latina.
FUSIONISMO
"E também, porque a santa Providência,
Que em Júpiter aqui se representa,
Por espíritos mil que têm prudência
Governa o Mundo todo que sustenta
(Ensina-lo a profética ciência,
Em muitos dos exemplos que apresenta);
Os que são bons, guiando, favorecem,
Os maus, em quanto podem, nos empecem;
MANEIRISMO
Estavam concentrados na dissolução da por demais óbvia regularidade e harmonia da arte clássica e na substituição de sua normatividade superpessoal por características mais subjetivas e mais sugestivas.
É impossível entender o maneirismo se não se percebe o fato de que sua imitação dos modelos clássicos é uma fuga diante do caos ameaçador, e que a subjetiva e exagerada distorção de suas formas é a expressão do medo de que a forma possa fracassar na luta com a vida e a arte esvair-se numa beleza sem alma.
O maneirismo é a expressão artística da crise que convulsiona toda a Europa ocidental no século XVI e que se estende a todos os campos da vida política, econômica e cultural.

ARNOLD HAUSER
Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
No mais Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada, e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda, e endurecida:
O favor com que mais se acende o engenho,
Não no dá a pátria, não, que está metida,
No gosto da cobiça, e na rudeza
D' hua austera, apagada, e vil tristeza.
CAMÕES

LÍRICO
POÉTICA
Mulher x mulher
Amor x amor - neoplatonismo
Desconcerto do mundo
Mutabilidade das coisas
Saudade
Fado
Formas x Universais
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etério, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te;

Roga a Deus que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Mulher x mulher
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co'o tormento,
Para que seus enganos não disesse

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são e não defeitos;
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
Amor x amor
ESPARSA

Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, para mais m´espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado:
Assi que, só para mim
anda o mundo concertado.
Desconcerto
do
mundo
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía
Mutabilidade
das
coisas
Doces lembranças da passada glória,
que me tirou Fortuna roubadora,
deixai-me repousar em paz ũa hora,
que comigo ganhais pouca vitória.

Impressa tenho n'alma larga história
deste passado bem que nunca fora
(ou fora, e não passara); mas já agora
em mim não pode haver mais que a memória.

Vivo em lembranças, mouro de esquecido
de quem sempre devera ser lembrado,
se lhe lembrara estado tão contente.

Oh! quem tornar pudera a ser nacido!
Soubera-me lograr do bem passado,
se conhecer soubera o mal presente.
Saudade
VILANCETE

MOTE ALHEIO
Perdigão Perdeu a Pena
Não há mal que lhe não venha.

VOLTAS
Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.

Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.
Fado
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,

está no pensamento como ideia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.
Formas x Universais
Camões
Épico
1524 -1580
Dez cantos

• 8816 versos

• 1102 estrofes

• Decassílabos heroicos - 3 sáficos

• Oitava rima
FORMA
As armas e os barões assinalados, A

Que da ocidental praia Lusitana, B

Por mares nunca de antes navegados, A

Passaram ainda além da Taprobana, B

Em perigos e guerras esforçados, A

Mais do que prometia a força humana, B

E entre gente remota edificaram C

Novo Reino, que tanto sublimaram; C
Estilo elevado; grandiloquente

Arte = eloquência

Engenho = talento
ESTILO
PARTES:

PROPOSIÇÃO
INVOCAÇÃO
DEDICATÓRIA
NARRAÇÃO
EPÍLOGO
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis, que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando;
E aqueles, que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
PROPOSIÇÃO:
canto I, estrofe 1,2 e 3 - exposição do assunto;
apresenta heróis (Herói coletivo: povo português > representado por Vasco da Gama):
INVOCAÇÃO:
canto I, estrofe 4 e 5 - pede inspiração às musas, dirige-se às Tágides, musa do rio Tejo:
E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Porque de vossas águas, Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipocrene.
DEDICATÓRIA:
canto I, estrofes 6 a 18 -
A epopeia é dedicada ao rei D. Sebastião:
E vós, ó bem nascida segurança
Da Lusitana antígua liberdade,
E não menos certíssima esperança
De aumento da pequena Cristandade;
Vós, ó novo temor da Maura lança,
Maravilha fatal da nossa idade,
Dada ao mundo por Deus, que todo o mande,
Para do mundo a Deus dar parte grande;
NARRAÇÃO:
canto I, início na estrofe 19 até canto X, estrofe 144 -
é o centro de ações da obra; narra os feitos heroicos e as ações dos Deuses. Escrita em "in medias res"
Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteo são cortadas
EPÍLOGO:
canto X, estrofes 145 a 156 -
é o encerramento do poema.
Tom melancólico e lamentação. Traços maneiristas.
Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.
ELEMENTOS:

IN MEDIAS RES
HERÓI - HERÓI COLETIVO
MARAVILHOSO
PLANOS:

HISTÓRICO
VIAGEM
DEUSES
CANTOS
CANTO I
O poeta anuncia que cantará os feitos lusitanos, suas navegações e descobertas, invocando as ninfas do Tejo para que lhe deem inspiração. Neste canto também está presente a dedicatória a D. Sebastião. A narrativa tem início com o concílio dos deuses no Olimpo. Eles debatem sobre a ousadia dos portugueses de navegar em mares nunca antes singrados. Debatem sobre favorecer ou impedi-los. Júpiter é favorável; Baco, contrário; Vênus os defende, apoiada por Marte. Derrotado na assembleia divina, Baco põe em ação sua hostilidade contra os lusos, procurando impedi-los de chegar à Índia.
OCEANO ÍNDICO
MOÇAMBIQUE
CANTO I - ESTROFE 19
CONCÍLIO DOS DEUSES
CANTO I - ESTROFES 20 A 41
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
Quando os Deuses no Olimpo luminoso,
Onde o governo está da humana gente,
Se ajuntam em concílio glorioso
Sobre as cousas futuras do Oriente.
Pisando o cristalino Céu formoso,
Vêm pela Via-Láctea juntamente,
Convocados da parte do Tonante,
Pelo neto gentil do velho Atlante.
CANTO 2
Chegada do Gama e sua tribulação a Mombaça, onde enfrentam as hostilidades de Baco, que se associara aos Mouros. Os navegadores seriam sacrificados se aceitassem o convite do rei do lugar para que desembarcassem. Vênus os salva, intercedendo junto a Júpiter. O pai dos deuses profetiza os gloriosos feitos portugueses no Oriente e envia Mercúrio a Melinde, onde aconselha Gama em sonhos. O rei de Melinde pede ao Gama que lhe narre a história de Portugal.
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
MOMBAÇA
EMBOSCADA - GUIA / BACO
CANTO II - ESTROFE 1 A 17
BACO TENTA ENGANAR OS PORTUGUESES
CANTO II - ESTROFE 10 A 13
VÊNUS INTERVÉM JUNTO A JÚPITER
CANTO II - ESTROFE 33 A 47
C'um delgado sendal as partes cobre,
De quem vergonha é natural reparo,
Porém nem tudo esconde, nem descobre,
O véu, dos roxos lírios pouco avaro;
Mas, para que o desejo acenda o dobre,
Lhe põe diante aquele objeto raro.
Já se sentem no Céu, por toda a parte,
Ciúmes em Vulcano, amor em Marte.
CANTO III
Invocação à musa Calíope. Vasco da Gama inicia sua narração ao rei de Melinde, na qual trata da geografia e da história de Portugal, detacando a Batalha de Ourique, a guerra contra os Mouros, a Batalha do Solado. Dinastia de Borgonha. Destaque para o episódio de Inês de Castro.
PLANO HISTÓRICO
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
Dinastia Borgonha
CANTO III - ESTROFE 23 A 74
REIS DE PORTUGAL
CANTO III - ESTROFE 75 A 143
Geografia de Portugal
CANTO III - ESTROFES 6 A 22

Conta a história de Portugal a pedido do rei de Melinde.
CANTO III - INÍCIO ESTROFE 3
Inês de Castro
CANTO III - ESTROFE 118 A 137
Chegada a Melinde
"Tu só, tu, puro Amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano.
CANTO IV
Prossegue a narração do Gama, em que se contam os feitos de Nuno Álvares Pereira e as Batalhas contra os Castelhanos, sobretudo a de Aljubarrota, as Conquistas na África, a Batalha de Toro, o Reinado de D. Manuel, os sonhos de alcançar as Índias e a partida para o Oriente. Quando a frota parte de Lisboa, ouvem-se as imprecações do Velho do Restelo.
PLANO HISTÓRICO
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
GUERRA DE ALJUBARROTA
CANTO IV - ESTROFES 2 A 50
SONHOS DE D. MANUEL
CANTO IV - ESTROFES 67 a 83
MELINDE
VELHO DO RESTELO
CANTO IV - ESTROFES 94 a 104
"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!
CANTO V
Vasco narra a partida da expedição e a viagem até Melinde, na África. Nesse trajeto, os portugueses passaram por tempestades, pela tromba marinha e pelo fogo-de-santelmo, chegaram ao Cabo das Tormentas, morada do Gigante Adamastor. Sofreram muitas perdas, atacados pelo escorbuto. Gama elogia a tenacidade dos portugueses.
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
PARTIDA DE BELÉM
CANTO V - ESTROFES 1 A 15
TROMBA MARÍTIMA
CANTO V - ESTROFES 17 A 22
ESCORBUTO - PERDA DE VITAMINA C
CANTO V - ESTROFES 80 A 83
GIGANTE ADAMASTOR
CANTO V - ESTROFES 37 A 60
"Não acabava, quando uma figura
Se nos mostra no ar, robusta e válida,
De disforme e grandíssima estatura,
O rosto carregado, a barba esquálida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má, e a cor terrena e pálida,
Cheios de terra e crespos os cabelos,
A boca negra, os dentes amarelos.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
Mutabilidade
das
coisas
CANTO VI
Festa para os portugueses em Melinde e partida para Calecute. Novas maquinações de Baco, desta vez associando-se a Netuno e às ondas e aos ventos de seu reino. Para distrair a tripulação, narram-se outros episódios da história de Portugal, destaca-se Veloso ao narrar os doze pares da Inglaterra. Os navegantes enfrentam a tempestade providenciada por Baco, mas Vênus intervém e aplaca o furor dos ventos. Chegada da frota a Calecute.
PLANO VIAGEM
PLANO HISTÓRICO
PLANO DEUSES
OS DOZE DA INGLATERRA
CANTO IV - ESTROFES 42 A 69
DESPEDIDAS DE MELINDE - FESTAS / PARTIDA PARA CALECUTE
CANTO VI - ESTROFES 1 a 5

CHEGADA A CALECUTE
CANTO VI - ESTROFES 92 A 99
BACO BUSCA AJUDA DOS DEUSES MARINHOS
CANTO VI - ESTROFES 6 A 14

CONCÍLIO DOS DEUSES MARINHOS
CANTO VI - ESTROFES 15 A 37

TEMPESTADES
CANTO VI - ESTROFES 70 A 84

VÊNUS ABRANDA OS VENTOS
CANTO VI - ESTROFES 85 A 91
A ira com que súbito alterado
O coração dos Deuses foi num ponto,
Não sofreu mais conselho bem cuidado,
Nem dilação, nem outro algum desconto.
Ao grande Eolo mandam já recado
Da parte de Netuno, que sem conto
Solte as fúrias dos ventos repugnantes,
Que não haja no mar mais navegantes.
CANTO VII
Na Índia, o poeta faz elogios a Portugal e aos portugueses. Os navegantes encontram-se com o mouro Moçaide, que descreve a Índia. São recebidos pelos regentes dos reinos da Costa Indiana do Malabar: o Catual e o Samorim. Troca de gentilezas e ionformações. O poeta novamente invoca as musas para inspirar-se e prosseguir cantando.
PLANO VIAGEM
CHEGADA À ÍNDIA
CANTO VII -ESTROFE 1

ELOGIOS A PORTUGAL
CANTO VII - ESTROFES 2 A 14

DESCRIÇÕES DA ÍNDIA; INFORMAÇÕES E ALIANÇAS
CANTO VII - ESTROFES 15 A 76

INVOCAÇÕES ÀS NINFAS E LAMENTAÇÕES DO POETA
CANTO VII - ESTROFES 77 A 87
E vejamos entanto que acontece
Aqueles tão famosos navegantes,
Depois que a branda Vênus enfraquece
O furor vão dos ventos repugnantes:
Depois que a larga terra lhe aparece,
Fim de suas porfias tão constantes,
Onde vêm semear de Cristo a, lei,
E dar novo costume e novo Rei.
CANTO VIII
Paulo da Gama, irmão de Vasco, narra ao Catual a história de diversos heróis portugueses. Baco insiste na perseguição, instigando em sonhos os chefes dos indianos. Hostilidades e retenção de Gama em terra, que só se liberta devido ao "poder corrupto do vil metal."
PLANO HISTÓRICO
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
HERÓIS PORTUGUESES
CANTO VIII - ESTROFES 1 A 43
INTRIGAS: VASCO SE EXPLICA AO SAMORIM
CANTO VIII - ESTROFES 51 A 77

TRAIÇÃO DO CATUAL
CANTO VIII - ESTROFES 78 A 93

VIL METAL
CANTO VIII - ESTROFES 94 A 99
BACO NOS SONHOS DO SAMORIM
CANTO VIII - ESTROFES 48 A 51
Nas naus estar se deixa vagaroso,
Até ver o que o tempo lhe descobre:
Que não se fia já do cobiçoso
Regedor corrompido e pouco nobre.
Veja agora o juízo curioso
Quanto no rico, assim como no pobre,
Pode o vil interesse e sede inimiga
Do dinheiro, que a tudo nos obriga.
CANTO IX
Portugueses, que haviam desembarcado para comercializar, são detidos em terra, retardando a partida da frota. Depois de mostrar firmeza, astúcia e coragem em suas negociações com os malabares, o Gama consegue libertar os marinheiros detidos. As naus preparam-se para voltar à pátria. Vênus decide premiar os heróis lusitanos com prazeres divinos, fazendo-os descer na Ilha dos Amores, onde amarão suas ninfas.
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
REPRESÁRIAS AOS PORTUGUESES
CANTO IX - ESTROFES 1 A 12

PARTIDA DOS PORTUGUESES
CANTO IX - ESTROFES 13 A 17
VÊNUS PREMIA OS NAVEGANTES
CANTO IX - ESTROFES 18 A 49

ILHA DOS AMORES
CANTO IX - ESTROFES 50 A 95

Assim a formosa e a forte companhia
O dia quase todo estão passando,
Numa alma, doce, incógnita alegria,
Os trabalhos tão longos compensando.
Porque dos feitos grandes, da ousadia
Forte e famosa, o mundo está guardando
O prêmio lá no fim, bem merecido,
Com fama grande e nome alto e subido.
CANTO X
Na Ilha dos Amores, Téthis oferece um banquete aos marinheiros. Uma das ninfas narra o futuro heroico dos portugueses. O poeta invoca novamente a musa Calíope para seguir cantando e concluir seu poema. Téthis mostra ao Gama a Máquina do Mundo, como a viu Ptolomeu. Partida da Ilha dos Amores e regresso a Portugal. Epílogo, final maneirista.
PLANO VIAGEM
PLANO DEUSES
REGRESSO A PORTUGAL
CANTO X - ESTROFES 143 a 144

EPÍLOGO: LAMENTAÇÕES MANEIRISTAS
CANTO X - ESTROFES 145 A 156
PLANO HISTÓRICO
CELEBRAÇÃO AOS HERÓIS PORTUGUESES
FALA DE UMA DAS NINFAS - PREVISÕES
CANTO X - ESTROFES 9 A 75
BANQUETE
CANTO X - ESTROFES 1 A 5

TÉTHIS E A MÁQUINA DO MUNDO
CANTO X - ESTROFES 76 A 142
"Vês aqui a grande máquina do Mundo,
Etérea e elemental, que fabricada
Assi foi do Saber, alto e profundo,
Que é sem princípio e meta limitada.
Quem cerca em derredor este rotundo
Globo e sua superfícia tão limada,
É Deus: mas o que é Deus, ninguém o entende,
Que a tanto o engenho humano não se estende.
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