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Seminário Oralidade e Escrita

Goulart
by

Marcelo Fabiano Rodrigues

on 4 February 2013

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Transcript of Seminário Oralidade e Escrita

Oralidade e escrita Oralidade e Escrita Situando o estudo Da mesma forma, hoje a fala (a oralidade) vem ganhando espaço entre os estudos acadêmicos e entre as orientações contidas nos documentos oficiais. Representando o anjo Gabriel no momento que anunciava a Maria que fora escolhida pelo Senhor para ser a mãe de Jesus. A Anunciação, ou L’annunciazione, em italiano, é um óleo sobre painel de Leonardo da Vinci, pintado entre 1472 e 1475. O quadro ilustra um momento onde a o uso da palavra foi determinante neste contexto histórico. “ Desenvolver a escrita de modo intimamente relacionado à oralidade torna possível fortalecer a pessoa que a criança já é, confirmando o que ela já sabe, os conhecimentos que possui, abrindo portas para o novo” (GOULART, 2010, p. 60) “ Desenvolver a escrita de modo intimamente relacionado à oralidade torna possível fortalecer a pessoa que a criança já é, confirmando o que ela já sabe, os conhecimentos que possui, abrindo portas para o novo” (GOULART, 2010, p. 60) Participam de situações que envolvem a escrita Formulam ideias, relações e hipóteses para conceber a realidade social à sua volta. Possui experiências adquiridos por meio da observação e pela interação com membros da família Já analisam a língua buscando regularidades. Evidencia vasto conhecimento de mundo A criança quando chega à escola... Leon mostrou-se capaz de organizar seu conhecimento sobre formas verbais incluindo a flexão de gênero, que o leva a falar, por ser menino eu TAVO em vez de eu TAVA, forma reduzida de uso decorrente da fala. As crianças analisam a língua buscando compreender regularidades, da mesma forma que buscam compreender a realidade em que vivem, de modo geral. “ Leon, um dia saiu com um “eu tavo”. Expliquei a ele que não era “eu tavo” e, sim, eu estava, e que a gente diz “eu tava”, com “A” e não com O. Leon se afastou e eu comentei com minha sobrinha:
- Não sei de onde ele tirou esse negócio de “eu tavo...”
E ele volta pra me explicar:
- Porque eu sou menino, ué!” O que as crianças aprendem com a vida? Apresentar reflexões sobre as relações entre oralidade e a escrita.
Contribuir para a realização de práticas pedagógicas de alfabetização que façam dialogar incessantemente práticas sociais orais com práticas sociais escritas. Objetivo do artigo “São as práticas discursivas orais que tornam o texto escrito significativo para as crianças”. Oralidade e escrita:
Não há fronteiras entre oralidade e escrita. Estas são parcialmente equivalentes.
Semelhanças: Tem o mesmo sistema gramatical e mesmo léxico.
As diferenças se explicitariam na dimensão dos variados gêneros e não de modo generalizado. Goulart (2010) situa seu estudo nas práticas sociais orais e escritas e tem por referência os estudos de Luiz Antônio Marcuschi. A autora tece crítica à forma como alguns livros tratam a diferença entre a oralidade e a escrita O pressuposto de que a escrita é sempre formal é questionado diante da escrita utilizada nas salas de bate-papo, nas redes sociais ou mesmo na escrita de um bilhete destinado a alguém próximo. Goulart se baseia nos estudos de Marcuschi para afirmar que é possível encontrar e produzir tanto textos orais quanto escritos altamente formais e altamente informais. “ Remeter as crianças às circunstâncias das práticas sociais em que os textos se produzem e ganham sentido é fundamental, buscando na sala de aula conversar e criar cenários para que semelhanças e diferenças entre a elaboração de gêneros textuais venham à tona” (GOULART, p. 66)
  A enunciação Observar a língua do ponto de vista do seu funcionamento: como atividade discursiva. Propõe uma análise da língua do ponto de vista de uma adequada noção de contexto. A escuta (textos orais) e a leitura (textos escritos) devem ser trabalhados levando em consideração as condições pragmáticas do discurso ( quem, o que, como, de onde, para quem se fala ou escreve) Para que as crianças deem continuidade ao seu aprendizado sobre a linguagem é necessário que se criem situações pedagógicas de produção de textos orais e escritos. O trabalho com gêneros textuais é relevante para o estudo das relações entre fala e escrita. Espaço propício para a promoção do debate sobre práticas sociais de uso da linguagem verbal (oral e escrita) Crianças ampliam e aprofundam, de forma crítica seu conhecimento de mundo. A escola é um lugar privilegiado para a criação de situações pedagógicas de produção de textos orais e escritos O que os textos escrito das crianças revelam? A escrita interfere nos modos de falar de todos (alfabetizados ou não) embora isso ocorra em diferentes graus. O texto é entendido como um processo, em movimento e não como um produto acabado. As diferenças entre fala e escrita são encontradas por meio do estudo de gêneros. O texto é entendido como um processo, em movimento e não como um produto acabado.

A escrita exerce influencia também naqueles que são analfabetos. Conclusões Oralidade e Escrita

A linguagem verbal é condição fundamental para o aprendizado Cecilia Maria Aldigueri Goulart Doutora em Letras (PUC – RJ)
Professora associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense
Atua no curso de Pedagogia – Pós Graduação em Educação
Coordenadora do Proale – Programa de Alfabetização e Leitura

O campo principal de pesquisa é ensino e aprendizagem da língua portuguesa, com ênfase no processo de alfabetização e no trabalho com a linguagem verbal na escola
Livros publicados: Dimensões e horizontes da educação no Brasil.
A autora tem vários capítulos de livros publicados e diversos artigos publicados em periódicos. Diálogo entre contexto interno e externo da língua Condições de produção do texto O que está em jogo no conceito de contextualização? Significação O modo como as palavras se organizam formando o texto As tabelas abaixo apresentam o posicionamento de diferentes vertentes quanto à oralidade e escrita Contínuum da fala para a escrita

> Marcuschi propõe que as relações entre fala e escrita estejam entendidas dentro de um contínuum, não para anular as diferenças, mas, ao contrário, para buscar localizá-las num quadro de relações dinâmicas e assim evitar a dicotomia estanque.
Gêneros textuais
> Gêneros são formas de ação social, guiadas por nossas intenções discursivas produzidos em função das necessidades das diferentes esferas sociais do conhecimento.
> > religiosa, científica, acadêmica, comercial, publicitária...

> Os gêneros apresentam padrões relativamente estáveis de organização

> Os textos que produzimos são organizados em gêneros (uma entrevista, um convite, um apelo por ajuda, conversas, lembretes, recados, recomendações, apelos, relatos)

O processo de aprendizagem da língua escrita pela criança está relacionado a aprender a transitar pelas modalidades oral e escrita, ajustando-as formal e funcionalmente às situações de uso social.
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