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Papel do psicoterapeuta existencial em diferentes contextos

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Ana Maria Medeiros

on 23 January 2014

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Transcript of Papel do psicoterapeuta existencial em diferentes contextos

O Papel do Psicoterapeuta Existencial em Diferentes Contextos Institucionais - Diferenças e Especificidades
Ana Maria Medeiros e Leonor Barbosa
Diferentes Contextos
O Papel do Psicoterapeuta Existencial
O PSICÓLOGO EXISTENCIAL
TEXTO DE SØREN KIERKEGAARD
"O psicólogo procurará de algum modo entrar na pele das pessoas e imitar os seus gestos.
"Deve no momento da confidência observar um silêncio de encanto sedutor no qual se irá encontrar prazer; em se mostrar um pouco e entreter-se consigo próprio ou abandonar-se nesta desatenção de silêncios fictícios.
"Deve ter uma espontaneidade poética, permitindo-lhe criar no instante a totalidade e a norma do que nunca foi dado, do que nunca é dado ao indivíduo senão de uma forma fragmentar e irregular.
"Quem se treinou assim não tem necessidade de ir buscar os seus exemplos aos relatórios literários e invocar reminiscências meio desvanecidas.
"Só tem que apresentar as suas observações ainda frescas à fonte ainda viva dos seus óculos de cor.
" Inútil também em se matar em correrias para observar um fenómeno.
"Pelo contrário, deve ficar bem tranquilamente no seu quarto como um polícia entretanto informado do que se passa.
"Pode imaginar também do que tem necessidade e de o ter à mão, graças à sua habilidade geral, como numa casa bem planeada não tem necessidade de descer para procurar água que a pressão faz subir aos quartos.
"Em caso de dúvida, tem uma tal aptidão para se orientar na vida humana e o seu olhar inquisitivo é tão agudo que sabe onde procurar facilmente uma individualidade conveniente à sua experiência.
"A sua observação deve ser digna de fé apesar de desconhecida – e apesar de não se vestir de nomes sonantes ou de sábias citações – dizendo, por exemplo, que na Saxónia havia uma camponesa em quem tal médico observou isto, que em Roma houve um imperador do qual a história refere aquilo, como se na realidade estes factos só acontecessem uma vez em cada mil anos.
"Que interesse possui assim a psicologia? Não, aquelas coisas acontecem todos os dias, caso se dê atenção.
"Quando por prudência o psicólogo controla a sua observação, esta deve ter o colorido e o interesse da realidade.
"O psicólogo recria sobre si próprio todo o sentimento, todo o estado de ânimo que descobre no Outro.
"Depois vê se pode levar a pessoa a imitá-lo, se a pode levar ao exercício de acompanhar a situação que o próprio criou pela ideia."
(Kierkegaard 1976), .
"Let each know that for each the body, the mind and the soul have been freed to fulfill themselves
Let Freedom Reign"
Madiba Mandela
Relação entre terapeuta-cliente
Concepção do Homem
Compreensão do fenómeno psicopatológico
Método de Intervenção
Especificidades
Psicoterapia Limitada no Tempo (Breve)
Psicoterapia em Grupo e Individual
Relação com equipas multidiscipliares
Âmbito micro-institucional (cliente-instituição) e macro-institucional (instituição-mundo)
Caso - descrição
João, 23 anos, foi internado num hospital público com episódios recorrentes de diarréia e perda de peso acentuada acompanhada de um quadro de desnutrição. Já com diagnóstico de retocolite ulcerativa e a ser investigado um possível tumor pulmonar.
No primeiro atendimento, o paciente ao ser indagado como estava, disse estar tudo bem, que se encontrava internado há 15 dias e, quanto aos sintomas, disse que há dois anos apresenta este diagnóstico e que estava a tomar remédios.
Nesse momento, aproveitando a intervenção do enfermeiro junto do paciente, um senhor aproximou-se e disse: "se vierem aqui 20 pessoas e perguntarem como é que ele está, ele dirá que está tudo bem, tudo bem até a bomba estourar."
Pergunto a esse senhor se ele era o acompanhante e qual o parentesco com o paciente. Ele respondeu ser o padrasto do paciente e inicia o relato: "ele tem retocolite há dois anos, quando começou foi levado para outro hospital, onde ficou internado dois dias, depois teve alta." Disse ser vendedor e que viaja muito, e quando chegou a casa e viu o João naquele estado, com diarréia e com sangramento, ele mesmo o levou a um médico particular e iniciou o tratamento com os medicamentos, porque são medicamentos muito caros, e então o João recuperou.
Segundo o padrasto, como o João trabalhava, deixou a seu cargo o tratamento. Deveria pagar a consulta com o médico particular a cada 3 ou 4 meses e seguir o tratamento. Mas João não deu continuidade ao tratamento e começou a comer de tudo, até pimenta (mostra-se indignado) e a beber. O médico havia dito que ele poderia comer de tudo e aqueles alimentos que provocassem a diarréia deveriam ser eliminados, mas o João não seguiu nada disso e tomava os remédios por conta própria.
Este senhor também disse que não pode parar de trabalhar para ficar com o paciente no hospital e que sua esposa tem que cuidar das três filhas que estão na localidade onde vive, que estão na escola. A avó e a tia, quando possível, iam visitar João, mas ninguém tinha como ficar com ele ali, e como João tem 23 anos, "está na hora dele se desenracar sozinho". Ele diz que fica irritado com o paciente, que não se cuida que tem 23 anos, mas não tem mentalidade dessa idade, que ele não para nem aqui e nem em na localidade onde vvem, que come pimenta, e pergunta: "ele pode comer pimenta?"
Respondo que não sei, e que deve perguntar ao médio qual a dieta adequada para João. Aproveito esse momento para incluir João, e digo: "Tudo o que quiser saber sobre a sua alimentação, sobre o que você quiser saber sobre você ou quanto ao seu tratamento pode perguntar aos enfermeiros e eu estou aqui para ajuda-lo naquilo que eu puder e quando não puder, veremos quem poderá ajudá-lo." Sinto o paciente mais receptivo nesse momento e encerro o atendimento.
Referências Bibliográficas
Teixeira, J. A. C., Trindade, I. (2004). Aconselhamento psicológico em contextos de saúde e doença – Intervenção privilegiada em psicologia da saúde. Análise Psicológica (2000), 1 (XVIII): 3-14.
Teixeira, J. A. C. (2006). Introdução à psicoterapia exis- tencial. Análise Psicológica, 24 (3), 289-309.
Teixeira, J. A. C. (2008). Psicologia da Saúde Crítica: Breve revisão e perspectiva existencialista. Análise Psicológica, 2 (XXVI): 335-345.
Carvalho Teixeira, J. A. (1997). Introdução às abordagens fenomenológica e existencial em psicopatologia (II): As abordagens existenciais. Análise Psicológica, 15 (2), 195-205.
Correia, E. (2006). Uma visão fenomenológica-existencial em psicologia da saúde?!.Análise Psicológica, 3 (XXIV): 337-341.
Carvalho Teixeira, J. A. (1996). Comunicação e cuida- dos de saúde. Desafios para a psicologia da saúde. Análise Psicológica, 14 (1), 135-139.

Web:
http://www.psicoexistencial.com.br/web/detalhes.asp?cod_menu=108&cod_tbl_texto=2031
http://web.ebscohost.com/ehost/detail?sid=0aa24b4b-fe9f-4ce7-9209-e7f3ae4ad5b1%40sessionmgr4003&vid=2&hid=4104&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1laG9zdC1saXZlJnNjb3BlPXNpdGU%3d#db=a9h&AN=9504243936
http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/8227/5981
http://www.institutodepsicodrama.com.br/?page=artigos&id=9
http://www.uebe.pt/psique/O%20Psic%F3logo%20Existencial.htm
Caso "Beatriz" - Descrição
Nome: Beatriz
Idade Cronológica: 15 anos
Motivo da Consulta: dificuldades de atenção e concentração, instabilidade emocional e decréscimo no rendimento escolar.
Motivo da Consulta:
A Beatriz foi encaminhada no 2º Período pelo Director de Turma e Prof. de Inglês, dado que apresentava instabilidade emocional caracterizada por choro fácil nas aulas, designadamente na aula de Inglês e queixas de dificuldades de atenção e concentração.
História Clínica:
Da entrevista de avaliação clínica recolheram-se os seguintes dados: tem 15 anos e é a primeira filha de uma fratia de dois (tem 1 irmão com 2 anos, apenas filho do pai) teve um desenvolvimento normal, vive com a mãe, uma vez que os pais se divorciaram há 15 anos, a mãe tinha à data 27 anos, apenas estabeleceu contacto com o pai 3 vezes, em momentos diferentes do seu desenvolvimento, este encontra-se ausente no estrgeiro. O primeirocontacto estabeleceu-se quando Beatriz tinha 5 anos, posteriomente esteve como pai aos 10 anos de idade e o último actualmente.
De acordo com a Beatriz há 2 anos tomou tranuilizantes a fim de colmatar a ansiedade em momentos de avaliação, cujas queixas se caracterizam por: dores no estômago, vómitos, inflamação no esófago, choro fácil, durante o presente ano lectivo tomou "Digasim" por um período de 3 meses com uma dosagem de 3/dia segundo prescrição do médico.
No decurso do ano lectivo, recorreu ao médico de família, que após observação indicou acompanhamento psicológico.


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