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A instituição como via de acesso à comunidade

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Ingrid Lohmann

on 2 September 2013

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Transcript of A instituição como via de acesso à comunidade

A instituição como via de acesso à comunidade
A instituição vem despertando interesse nos estudiosos de ciências humanas e sociais

Objetivo do texto:
clarificar as inter-relações entre instituições e comunidade e discutir o lugar que esse tema ocupa na psicossociologia.

Roteiro:

Contextualização dos conceitos utilizados
Discutir a prática do psicossociólogo nas instituições dentro dos pressupostos teóricos e metodológicos específicos (a partir da perspectiva da psicossociologia de comunidades)

Por que a instituição?
A instituição é como que um pequeno mundo com suas regras, exigências, direitos e expectativas próprias;
Todos estão em busca de atender seu objetivo individual mas deparam-se com o mesmo quadro institucional:
-
de um lado
: o coletivo, social, determinante das regras, leis, papéis e formas estabelecidas de inter-relação entre os indivíduos;
-
do outro:
as diferentes necessidades e desejos de diferentes indivíduos;
O palco onde isso ocorre é a Instituição
(lugar privilegiado como campo de pesquisa e de ação, pois nela se articulam os elementos sociais e os psicológicos).

Dentro da psicossociologia, instituição é “tudo aquilo que no social se estabelece, aquilo que é reconhecido por todos como fazendo parte de um amplo sistema social”, ou seja, é tudo aquilo que se tornou instituído, reconhecido como tendo existência materializada na vida social.
Ex:
sistemas formais de ensino, de saúde, casamento, a Igreja, o Estado; também as ONG’s;
A instituição está ligada à cultura local e influencia e é influenciada pelos contextos social, político e econômico no qual se encontra.
É mais do que uma organização, aliás, inclui esta;

Autora: Jacyara C. Rochael Nasciuti
Apresentado por: Ingrid Lohmann e Raísa Duquia Giumelli
Curso de Psicologia

Princípios Teóricos da Psicossociologia
“Os
processos individuais
(conscientes e inconscientes) são considerados como tendo o mesmo grau de importância que os processos sociais.”
“ ‘
Social
’ é tudo aquilo que se refere à vida coletiva organizada e ‘
psicológico
’ é tudo o que se refere ao indivíduo, tanto no nível consciente quanto no inconsciente” < - são indissociáveis.
Os fundamentos teóricos são multi-referências: conteúdos principalmente da sociologia e psicanálise juntamente aos conteúdos da psicologia social, também antropologia e história (cuidado na articulação desses saberes para que não sejam descaracterizados);
Do movimento institucionalista (origem francesa) fazem parte e relacionam-se com a psicossociologia:
Sociopsicanálise
(Gerard Mendel): concilia Marx e Freud em busca de responder à demanda de uma “classe institucional”, atento às projeções inconscientes dos indivíduos;
Psicoterapia institucional
(Tosquelles, J. Ory e Guattari): têm interesse nas instituições psiquiatras, questionando o lugar de cada profissional e sua “função terapêutica”;
Socioanálise
(Lapassade e Lourau): origina-se na sociologia e visa a revelação do não dito, análise essa feita pelos analisadores (sintomas contraditórios reveladores do disfuncionamento, contradições e conflitos institucionais; Ex: greves, suicídios, etc).
O que essas linhas buscam é a mudança nas relações sociais, através do questionamento das práticas cristalizadas e a reflexão da condição histórica que permeia as interrelações institucionais.

O psicossociólogo buscará olhar para a realidade institucional enquanto “objeto complexo” de pesquisa, dotado de um sistema simbólico que lhe dá sentido social, atravessado por um imaginário social, produto e produtor de imaginários individuais.
Ao fazer a análise da instituição, o psicossociólogo vai dirigir o seu olhar para o que é de ordem do instituído, tanto para o que é da ordem do funcional, bem como buscar apreender o que é da ordem do sujeito e das relações interpessoais


A psicossociologia nas instituições
As instituições não precisam de estabelecimentos para existirem, mas sempre que estão estabelecidas, criam suas leis, suas regras, códigos e ideologias; impõem costumes, prêmios e punições, transmitem valores e estabelecem limites.
É por todos esses fatores que o olhar do pesquisador deve ser o mais abrangente possível;
“Através da análise dos mecanismos institucionais, das relações instituídas e institucionalizadas em seus diferentes níveis, que é possível apreender, no contexto da realidade objetiva, as relações sociais nos pontos de articulação entre a ordem social e a ordem psicológica.”

A psicossociologia privilegia a metodologia baseada nos princípios da pesquisa-ação;
Pesquisa-ação:
define-se essencialmente pelo elo entre o saber e o fazer; parte de uma perspectiva epistemológica interdisciplinar, incluindo diferentes saberes acadêmicos que relacionam-se com o saber popular.
Leva em conta as relações entre Homem X Cultura X Meio-Ambiente e visa a conquista do conhecimento através da pesquisa, e a transformação através da ação.


A questão do Método
Semelhança:
planejamento rigoroso da pesquisa, com um objeto claro definido e hipóteses construídas;
Diferenças:
entende a “neutralidade científica” como um mito já que está implicado com seu objeto até a alma (pela sua posição técnico-profissional, pela posição de ser histórico e socioafetivamente);
“O objeto com o qual estamos interagindo através da pesquisa nos olha, nos controla, nos analisa, como nós, enquanto pesquisadores, o olhamos, controlamos, analisamos”

“Na pesquisa-ação, a implicação é elemento fundamental”.


Pesquisa “dita” científica X Pesquisa Ação
Associando-se o saber científico ao saber “de quem faz” é possível uma maior aproximação da complexidade do real; “num contexto do fazer-produzir-saber que norteará o outro fazer, que gerará um outro saber...” (apud R. Nasciutti, 1992);
O que determina a técnica são as situações reais, mas há o uso de entrevistas semi-estruturadas, questionários, observação livre e/ou sistemática, a etnometodologia, a análise do conteúdo documental, a análise do discurso, os grupos operativos e a dinâmica de grupo.

Histórias de vida:
metodologia oriunda das ciências sociais e mostra-se como um referencial metodológico importante nos estudos de grupos, instituições e comunidades;
Um grupo social pode ser analisado a partir dos diferentes aspectos de vida de seus componentes.



-
Estudos comunitários:
comunidades carentes, desfavoráveis;

-
Trabalhos publicados:
estudos em comunidades carentes;

-
Causa:
graves questões sociais brasileiras;

- Conceito de comunidade para a psicossociologia não se restringe apenas às comunidades carentes.



A INSTITUIÇÃO COMO VIA DE ACESSO À COMUNIDADE:
- Instituição:
campo de pesquisa e ação sobre a comunidade

-Instituições tem sido analisadas quanto às suas próprias estruturas e características funcionais e ideológicas que definem o modo como são vivenciadas.

- Ensaio desenvolvido nas instituições de saúde mental a partir da visão psicossocial clínica;

-
Objetivo:
clarificar as propostas e contribuir para a reflexão do leitor;



-
Instituições de saúde mental
: garantir sobrevivência física e mantê-los inofensivos.

- Uma legião de zumbis vagavam e, infelizmente, ainda vagam pelo pátios das instituições ditas de assistência à saúde mental. (p.119)

-
Felizmente:
profissionais da saúde mental de diferentes formações tem questionado o modelo vigente e proposto formas alternativas de assistência ao doente mental.

- M
inistério da saúde e o legislativo
: se comprometem com o movimento e estabelecem regras e normas que implicam na reestruturação ou na elaboração de novos modelos assistenciais. que contemplem a criação de dispositivos terapêuticos e mudanças nos atendimentos prestados à clientela e que se apoiam numa nova concepção do lugar psicossocial.



MUDANÇAS O MODELO ASSISTENCIAL NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE MENTAL NO BRASIL
- Deve prevalecer o princípio da não-exclusão e do respeito à pessoa humana.

-
Resistencia das instituições às mudanças:

1)
Predomínio de uma representação social negativa da doença mental e de seu portador:

atitudes preconceituosas, estereotipadas e excludentes da sociedade e instituições.


2)
Afastar o doente mental, segregá-lo, isola-lo de nossos olhares e convivência é o

mecanismo consequente que nos sossega e nos faz crer que não corremos o mesmo risco.


3)
A repetição contínua de práticas ao longo do tempo e a estrutura burocrática e administrativa cristalizada: rigidez das instituições assistenciais e consequentemente dos pacientes.



4) “Industria da loucura”:
retorno monetário seguro, rentável e permanente.


- Mudar modelo assistencial em saúde mental: mudança social, institucional e individual.



-
Nível social:
buscar novo lugar de representação social da doença e de seu portador.

- Nível institucional:

1) Nível instituído:
compreendendo os próprios alicerces dos hospitais e asilos.

2) Nível funcional:
dinâmica nas redes de decisão e de comunicação entre setores e serviços; prioriza a gestão participativa; ação do modelo assistencial adotado.

3) Nível relacional:
criação de equipes interdisciplinares e não apenas multidisciplinares; maior integração entre os profissionais.

-
Nível individual:
manifestam-se todas as transformações referidas no nível instituído, do funcional e do relacional.




“O ator social, ao ver redefinida sua inserção profissional-institucional, ao perceber diferentemente seu objeto de trabalho, seu papel e seu lugar de sujeito-ator no processo terapêutico, se re-situa, se re-avalia e se transforma” (p.123)




“A instituição, enquanto mediador entre o que é da ordem social e cultural e o que é da ordem do indivíduo, sujeito, ator, se revela como o centro dinamizador das transformações sociais” (P.124).




A autora
Jacyara C. Rochael Nasciutti

Dra. em Psicossociologia Clínica Instituto de Psicologia - Programa de Mestrado EICOS
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
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