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EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL MESIAL

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by

Renata Muller

on 11 September 2012

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Transcript of EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL MESIAL

CASO CLÍNICO 01


T.G.U.N, 34 anos, sexo masculino, caucasiano, solteiro. Está internado no hospital para acompanhamento pós-operatório de uma calosotomia total, realizada como tratamento de epilepsia. O paciente negou histórico familiar de epilepsia e crises epilépticas.

T.G.U.N nasceu de parto por via obstétrica, atermo. Não houve intercorrências durante a gestação e parto. Aos 3 anos de idade, apresentou 3 convulsões febris em um período de 1 hora. Quando completou 7 anos de idade, o paciente apresentou quadros de terror repentino seguidos de convulsão tônico-clônica, com duração de 1 minuto. Essas crises começaram com frequência mensal, mas houve diminuição progressiva da incidência, desaparecendo aos 12 anos de idade. O paciente permaneceu sem ataques ao longo da adolescência.

Aos 21 anos, manifestou quadros de perda de consciência, durante os quais realizava automatismos motores estereotipados da mão esquerda. Esses quadros eram precedidos por sensação de dor epigástrica ascendente e seguidos de convulsões tônico-clônicas. Esses ataques, que eram esporádicos, passaram a ser diários, apesar da instauração de tratamento antiepiléptico.

Começou o acompanhamento no nosso hospital aos 25 anos, quando foi prescrito fenobarbital, fenitoína, carbamazepina e ácido valpróico, em mono e politerapia, em doses intercalares progressivas até a máxima dose. No entanto, as crises continuaram com elevada frequência (de 20 a 30 ataques por dia). Desde então, tentou-se outros esquemas terapêuticos, mas o paciente não obteve melhora significativa. O EEG mostrou atividade irritativa temporal esquerda e a TC não apresentou alterações.

Figura 1: a) EEG intercrítico com pontas nas regiões anteriores e médias do lobo temporal esquerdo. b) EEG crítico com início por descarga de pontas rítmicas na zona anteromesial do lobo temporal esquerdo.

Há 3 dias, o paciente foi submetido a uma cirurgia de calosotomia total. Hoje, foi realizada uma avaliação neuro-psicológica do paciente. Este mostrou-se lúcido, sem alterações do comportamento. No entanto, apresentou alterações como apraxia unilateral esquerda, agrafia unilateral esquerda, anosmia verbal direita, hemianopsia dupla, anomia unilateral esquerda e mão alienígea. Laudo do Eletroencéfalograma:

EEG Intercrítico com pontas nas regiões anteriores e mediais do lobo temporal esquerdo.

EEG crítico com início por descarga de pontas rítmicas na zona antero mesial do lobo temporal esquerdo. HIPÓTESE DIAGNÓSTICA EPILEPSIA DO LOBO TEMPORAL MESIAL GENERALIZADA Lobo Temporal Hipocampo e Amígdala "...tentou-se outros esquemas terapêuticos, mas o paciente não obteve melhora significativa." Epilepsia refratária ao uso de medicamentos INTERVENÇÃO CIRÚRGICA CALOSOTOMIA TOTAL Secção do corpo caloso O QUE É? APRAXIA UNILATERAL ESQUERDA:

incapacidade de resposta a comando verbal utilizando a mão esquerda Alterações pós-cirúrgicas AGRAFIA UNILATERAL ESQUERDA:

incapacidade de escrita com a mão esquerda ANOSMIA VERBAL:

incapacidade de identificar odores expostos à narina direita ANOMIA UNILATERAL:

Incapacidade de identificar objetos palpados pela mão esquerda HEMIANOPSIA DUPLA:

Incapacidade de identificar estímulos visuais nos hemicampos direito ou esquerdo com a mão contalateral MÃO ALIENÍGENA:

Ausência de coordernação dos movimentos das mãos CRISE EPILÉTICA X EPILEPSIA DESCARGAS ANORMAIS, EXCESSIVAS E HIPERSINCRÔNICAS CRISES EPILÉTICAS RECORRENTES DERIVADAS DE UMA CONDIÇÃO CRÔNICA FATORES ENDÓGENOS
Ex: convulsões febris e herança genética

AFECÇÕES
Ex: traumatismo craniano

FATORES DESENCADEANTES
Ex: estresse psicológico ou físico CAUSAS PARA A EPILEPSIA CRISES EPILÉTICAS GENERALIZADAS:
afetam ambos os hemisférios cerebrais TIPOS DE CRISES EPILÉTICAS CRISE DE AUSÊNCIA (PEQUENO MAL) :
lapsos breves e súbitos de consciência CRISES DE AUSÊNCIA ATÍPICA:
sinais motores mais evidentes e possível retardo mental CRISES TÔNICO-CLÔNICAS GENERALIZADAS(GRANDE MAL):
crises mais dramáticas e comuns CRISES ATÔNICAS:
Perda súbita do tônus muscular e breve perda da consciência CRISES MIOCLÔNICAS:
contração muscular súbita. SIMPLES: Preservação da cosciência CRISES EPILÉTICAS PARCIAIS:
focal a uma área específica do cérebro COMPLEXA: Consciência comprometida, alucinações COM GENERALIZAÇÃO SECUNDÁRIA: Dissemina difusamente pelo córtex CRISES EPILÉTICAS NÃO CLASSIFICADAS: Crises neonatais e espasmos infantis DESPOLARIZAÇÃO PROLONGADA: desvio da condutância dos canais de cálcio, múltiplos potenciais de ação sódio-dependentes, despolarização paroxística. FISIOPATOLOGIA DA EPILEPSIA TÉRMINO: repolarização e hiperpolarização SENSAÇÃO DE DOR
EPIGÁSTRICA
ASCENDENTE CRISES PARCIAIS
COM GENERALIZAÇÃO
SECUNDÁRIA CONVULSÕES FEBRIS TERROR REPENTINO CONVULSÕES TÔNICO-CLÔNICAS AUTOMOTISMO MOTOR ESTEREOTIPADO DA MÃO ESQUERDA PERDA DA CONSCIÊNCIA Anamnese mais detalhada da história clínica

Acrescentar exame físico e sanguíneos

Exames complementares como: ressonância magnética, tomografia computadorizada de emissão de fótons químicos (SPECT), tomografia de emissão de pósitrons (PET) e vídeo-EEG PARA UM DIAGNÓSTICO MAIS COMPLETO EXAMES COMPLEMENTARES FEITOS PREVIAMENTE


AMIGDALOHIPOCAMPECTOMIA


LOBECTOMIA DO LOBO TEMPORAL ALTERNATIVA DE INTERVENÇÃO
CIRÚRGICA Bloqueio do início ou da propagação das crises epiléticas



Modificação da atividade dos canais iônicos ou dos neurotransmissores MECANISMOS FARMACOLÓGICOS DOS ANTI-EPILÉTICOS ESPECIALIZAÇÃO HEMISFÉRICA POSSÍVEIS SEQUELAS DA AMIGDOLOHIPOCAMPECTOMIA ? CALOSOTOMIA

x
LOBECTOMIA/AMIGDOLOHIPOCAMPECTOMIA Agnosias associativa: reconhece objetos, mas é incapaz de nomeá-los


Interferência da via auditiva ventral: incapacidade de reconhecer tons, timbres, palavras, melodias e ruídos complexos POSSÍVEIS SEQUELAS DA LOBECTOMIA DO LOBO TEMPORAL NEUROFISIOLOGIA BASEADA EM CASOS CLÍNICOS


CASO 01

GRUPO:

Ilana Campos da Rocha
Ingrid Adame Abrahão
Leonam Fernandes Lima
Renata Muller Couto
Thalyta Medeiros Xavier UFRJ MACAÉ
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