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A expansão cafeeira no Brasil

HISTÓRIA: 8° ANO - 4° Bimestre - Aula 4
by

Jean Pierre

on 3 December 2013

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Transcript of A expansão cafeeira no Brasil

Café, pintura de Cândido Portinari (1934-1935)
A expansão cafeeira no Brasil
Prof. Jean Pierre
Introdução
O café foi introduzido no Brasil em 1727, trazido da Guiana Francesa. Apenas no final do século XVIII, com a ampliação do consumo, a produção para o mercado começou a se expandir. No começo do governo de D. Pedro II, em 1840, o café já era o principal produto da economia brasileira, representando cerca de 40% das exportações do país e mais da metade da produção mundial. A rápida expansão do cultivo deveu-se a quatro fatores principais: abundância de terra, disponibilidade de mão-de-obra, condições climáticas favoráveis e aumento do consumo na Europa e nos Estados Unidos.
Do Vale do Paraíba ao Oeste Paulista
A primeira fase de produção para um amplo mercado teve como centro o Vale do Paraíba, ocupando parte do Rio de Janeiro e de São Paulo. Essa região reunia condições naturais excelentes para o cultivo:
terras virgens e férteis;
chuvas regulares e relevo acidentado, que protegia dos ventos fortes vindos do oceano.
Do ponto de vista comercial, a proximidade do porto do Rio de Janeiro garantia o escoamento do produto para o exterior.
Por volta de 1860, a cultura cafeeira do Vale do Paraíba dava sinais de decadência. Fatores como o desmatamento, o uso intensivo do solo e a ausência de técnicas para evitar a erosão causaram o enfraquecimento das plantas e da queda da produção. Com isso, a lavoura do café iniciou uma nova fase cujo centro era o Oeste Paulista. A expansão cafeeira em São Paulo permitiu que a província se transformasse na área mais rica e dinâmica do país.
A organização do cultivo
A primeira fase de expansão da lavoura do café, no Vale do Paraíba, caracterizou-se pelo baixo investimento em tecnologia e pelo aproveitamenteo de recursos que já existiam ou eram pouco utilizados. A mão-de-obra básica era a do escravo de origem africana. Uma parte foi aproveitada das áreas da mineração, onde havia escravos ociosos em razão do esgotamento das minas. A maioria deles, porém, foi importada da África.
Lavrador de Café - Candido Portinari
(1939)
Na segunda fase de expansão do cultivo, no Oeste Paulista, a mão-de-obra inicial foi também a do negro escravizado. No entanto, a partir da metade do século XIX, a dificuldade de obter mão-de-obra escrava, além do fato de que o trabalho livre
era mais vantajoso e produtivo,
levou os cafeeiros a contratar
trabalhadores imigrantes para
trabalhar nos cafezais.
O cultivo do café organizou-se no sistema de agricultura extensiva. Como havia muitas terras, não se cuidava da preservação do solo. Quando este se esgotava, gerando colheitas cada vez mais reduzidas, novas terras eram ocupadas, nas quais se repetia o mesmo processo.
Os instrumentos básicos de cultivo eram a foice e a enxada. Somente após 1870, a charrua e outros tipos de arado passaram a ser usados nas fazendas. Até essa data, o meio de transporte mais usado para escoar o produto até os portos era o das tropas de mulas.
O sistema e os instrumentos de cultivo
Mudanças favorecidas com o café
A riqueza produzida pelo café atraiu investidores externos, fazendeiros e comerciantes nacionais com mentalidade capitalistas e trouxe um notável progresso para o Sudeste. Surgia assim uma nova elite social, os barões do café.
Com os recursos obtidos com as vendas, os cafeicultores introduziam inovações técnicas nas fazendas, investiam em indústrias, bancos, ferrovias e melhorias urbanas, como iluminação e transporte públicos e calçamento de ruas.
A expansão da lavoura cafeeira não teria sido possível sem as estradas de ferro. A primeira do país foi a Estrada de Ferro D. Pedro II (futura Central do Brasil), inaugurada em 1859. A expansão ferroviária e o interesse dos cafeicultores nos negócios urbanos favoreceram o crescimento das cidades e das indústrias.
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