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A SEMÂNTICA FORMAL DAS LÍNGUAS NATURAIS: HISTÓRIAS E DESAFIOS

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by

Rivanildo Silva

on 22 April 2014

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Transcript of A SEMÂNTICA FORMAL DAS LÍNGUAS NATURAIS: HISTÓRIAS E DESAFIOS

A SEMÂNTICA FORMAL DAS LÍNGUAS NATURAIS:
Semântica Formal
Níveis de Análise Linguística
Fonologia-Fonética
Morfologia
Sintaxe
Semântica
Pragmática
Da Semântica Lógica
à Semântica Formal das Línguas Naturais
As "guerras
linguísticas" e o nascimento da Semântica Formal
HISTÓRIAS E DESAFIOS
1. INTRODUÇÃO
Diferentes concepções de “significado” levam a
diferentes formas de estudá-lo:
Semântica Lexical: valor atribuído a um morfema ou palavra;
Semântica Cognitiva: representações mentais;
Semântica da Enunciação: resultado do uso da língua em contextos enunciativos;
Semântica Formal: relação entre a língua e o mundo.
"A semântica formal das línguas naturais é um empreendimento científico, um projeto coletivo que visa entender o fato de que nós, humanos, temos a capacidade de interpretar qualquer sentença da nossa língua, que adota uma metalinguagem lógico-matemática."
O objetivo dos estudos, portanto, é explicitar a capacidade que os falantes de uma língua têm, independentemente de eles irem ou não à escola, de atribuir significados ao que eles dizem e ao que lhes é dito.
Questões iniciais acerca da investigação semântica:
Como descrever essa capacidade?
Que propriedades ela possui?
É possível criar um modelo dessa capacidade para estudá-la a contento?
CONHECIMENTO SEMÂNTICO
(2) #Algum o menino comeu o bolo
(1) Algum menino comeu o bolo
2. SURGIMENTO DA SEMÂNTICA FORMAL
Silogismos aristotélicos
GRÉCIA CLÁSSICA
(3) a) Todo homem é mortal
b) João é homem
c) João é mortal
"Para os lógicos, as línguas naturais eram (e ainda são para alguns deles) consideradas muito assistemáticas, vagas e ambíguas para que fossem passíveis de serem descritas a partir do uso de linguagens lógicas."
Mais recentemente, na Filosofia Analítica, nomes como Frege, Russel, Wittgenstein, Davidson e Montague tinham o objetivo de “livrar a ciência e a matemática das armadilhas presentes na ambiguidade e na vagueza das línguas naturais”;
As linguagens artificiais (modelos formais) criadas pelos filósofos possibilitaram o surgimento da Semântica Formal das Línguas Naturais.

Como a interpretação semântica de uma sentença deveria ser tratada pela teoria gramatical?
Semântica Gerativa
X
Semântica Interpretativa
Centralidade e independência da sintaxe
Sintaxe derivada da semântica
Montague e a Gramática Lógica: sintaxe e semântica caminham paralelamente.
Proposta para o Tratamento da Quantificação (PTQ):
(4) a. João saiu e morreu
b. João saiu e João morreu
(5) a. Algum menino saiu e morreu
b. Algum menino saiu e algum menino morreu
A partir dos trabalhos de Irene Heim, a interpretação de uma sentença passa a ser feita, composicionalmente, a partir da Forma Lógica gerada pela sintaxe. O que torna a Semântica Formal aceita como parte do modelo gerativista, embora como teoria semântica autônoma.
3. A SEMÂNTICA FORMAL HOJE
Agenda
de Estudos da Semântica Formal
a) Estudo da relação entre expressões linguísticas e aquilo ao que elas se referem;
c) Centralidade metodológica do Princípio da Composicionalidade: o significado de uma sentença é a combinação do significado de suas partes; operações sintáticas e construção de significados acontecem simultaneamente.
b) A investigação do significado das sentenças se dá por meio do emparelhamento com as situações (reais ou virtuais) que elas descrevem (condições de verdade);
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DA SEMÂNTICA FORMAL
Tendências
A descrição das línguas naturais levou e continua levando os semanticistas à criação de modelos formais cada vez mais sofisticados.
Semântica de Ordenação
(Gradação da modalidade - Kratzner):
(6) É certo que vai chover
(7) Com certeza vai chover
(8) É possível que chova
(9) É bem possível que chova
Distanciamento de teorias de modelo para a interpretação direta das condições de verdade: “busca de restrições semânticas mais gerais que expliquem as variações entre as línguas na existência ou não de certas denotações e de certos operadores”
Parâmetro Nominal (Chierchia)
Quanto ao uso de nomes sem determinantes, as línguas naturais podem ser:
[+arg, -pred]
Ex.: Chinês
[-arg, +pred]
Ex.: Francês
[+arg, +pred]
Ex.: Inglês
“A capacidade semântica é certamente universal (biológica?), todos temos essa capacidade independentemente do saber escolar, mas como seria esse sistema em cada língua em particular? Há universais semânticos? Como eles seriam?”
“Cresce a necessidade de verificação de hipóteses de pesquisa, o que leva, por um lado, a um crescente interesse na investigação de línguas relativamente menos estudadas, como o russo, o português brasileiro, as línguas indígenas ou as línguas de sinais, e, por outro, a experimentos, em particular, experimentos psicolinguísticos, e às pesquisas em
corpora
.”
Investigação de línguas relativamente menos estudadas
O karitiana:
(10) a.
Yn naka’yt myhint pikom
b.‘Eu comi um macaco.’

(11) a.
Yn naka’yt sypomp pikom
b. ‘Eu comi dois macacos.’

(12) a.
Yn naka’yt pikom
b. ‘Eu comi
o macaco
.’
c. ‘Eu comi
os macacos
.’
d. ‘Eu comi
um macaco
.’
e. ‘Eu comi
alguns macacos
.’
Pesquisas em corpora:
(13) Eu saí de casa sem
documento
(14) o carro do moleque num tinha
documen::to
[...]
[...]
documento
tava na chá::cara.
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