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Dimensionamento de condutores de circuitos terminais

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Rodrigo Caun

on 13 February 2014

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Dimensionamento de condutores de circuitos terminais
Ao efetuar o dimensionamento dos condutores, será necessário aplicar fatores de correção, de forma a adequar cada caso específico às condições para as quais foram elaboradas as tabelas de capacidade de condução de corrente. São, basicamente, duas as correções a fazer, correspondendo a cada uma delas um fator de correção:
Fatores de Correção
Introdução
O critério da capacidade de condução de corrente visa garantir uma vida satisfatória a condutores e isolações submetidos aos efeitos térmicos produzidos pela circulação de correntes equivalentes às suas capacidades de condução durante períodos prolongados em serviço normal.
Para a determinação da seção do condutor por este critério, deve-se seguir os seguintes passos principais:

Número de Condutores Carregados
É a corrente nominal do circuito, levando-se em consideração as características nominais do mesmo.Será calculada considerando o tipo do circuito:
Cálculo da corrente de projeto
Tipo de Isolação
Corrente corrigida
Para linhas elétricas contendo um total de condutores superior às quantidades indicadas nas tabelas de capacidade de condução de corrente, fatores de correção devem ser aplicados.
Fator de correção de agrupamento(k2)
Utilizado para temperaturas ambientes diferentes de 30ºC para linhas não subterrâneas e de 20ºC (temperatura do solo) para linhas subterrâneas.
Fator de correção para temperatura (k1)
A maneira segundo a qual os condutores serão instalados (em eletrodutos embutidos ou aparentes, em canaletas ou bandejas, subterrâneos, diretamente enterrados ou ao ar livre, em cabos unipolares e multipolares, etc) influênciará na capacidade de troca térmica entre os condutores e o ambiente e, em consequência, na capacidade de condução de corrente elétrica dos mesmos.
Maneira de Instalar
Contextualização
O dimensionamento técnico de um circuito corresponde à aplicação dos diversos itens da NBR 5410:2004 relativos à escolha da seção de um condutor e do seu respectivo dispositivo de proteção. Os seis critérios da norma são:

Capacidade de condução de corrente, conforme 6.2.5;
Queda de Tensão, conforme 6.2.7;
Seção mínima, conforme 6.2.6.1.1;
Sobrecarga, conforme 5.3.4 e 6.3.4.2;
Curto-circuito, conforme 5.3.5 e 6.3.4.3;
Choques elétricos, conforme 5.1.2.2.4.
 
Para considerarmos um circuito completo e corretamente dimensionado, é necessário aplicar os seis critérios, cada um resultando em uma seção e considerar como seção final a maior dentre todas as obtidas, e escolhe-se o condutor padronizado comercialmente, cuja seção seja igual ou superior à seção calculada.

Capacidade de condução de corrente
Barramentos
Conforme 6.2.6.2.6, apenas nos circuitos trifásicos é admitida a redução do condutor neutro. Tal procedimento deve atender, simultaneamente, as três condições seguintes:
O circuito for presumivelmente equilibrado, em serviço normal;
A corrente das fases
não contiver uma taxa de 3ª harmônica e seus
múltiplos superior a 15%; e
O condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes, conforme 5.3.2.2;
Nestes casos, os seguintes valores mínimos podem ser adotados para a seção do condutor neutro.
A queda de tensão provocada pela passagem de corrente elétrica nos condutores dos circuitos de uma instalação deve estar dentro de determinados limites máximos a fim de não prejudicar o funcionamento dos equipamentos ligados aos circuitos terminais. A queda de tensão entre a origem da instalação e qualquer ponto de utilização não deve ser superior aos valores indicados na seqüência.
Critério do limite de queda de tensão
O condutor neutro deve possuir a mesma seção que os condutores fase nos seguintes casos:
Circuitos monofásicos;
Circuitos bifásicos com neutro (2 fases + neutro), quando a taxa de 3ª harmônica e seus múltiplos não for superior a 33%;
Circuitos trifásicos com neutro, quando a taxa de 3ª harmônica e seus múltiplos não for superior a 33%.
Seções mínimas: Neutro
Seções mínimas: Fase
A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo cabo ou do mesmo invólucro que ois condutores vivos, deve ser, em qualquer caso, não inferior: 1. 2,5 mm2, se possuir proteção mecânica; 2. 4 mm2, se não possuir proteção mecânica.
A seção do condutor de proteção pode ser determinada através da seguinte tabela:
Seções mínimas: Proteção
Fundamento do método
ou

Este método pode ser aplicado a circuitos terminais de instalações de casas e apartamentos, nos quais tem-se diversas cargas distribuídas ao longo dos mesmos.

Obs: Para condutores com diâmetros relativamente pequenos, a reatância indutiva e o efeito pelicular têm influência limitada e e este método produz uma aproximação aceitável.
Método do Watt.Metro
As recomendações para a instalação de Caixas de Derivação, cuja finalidade é interligar trechos de eletrodutos:
Não haja trechos contínuos (sem interposição de caixas ou equipamentos) retilíneos de tubulação maiores de 15,00 m, sendo que, nos trechos com curvas, essa distância deve ser reduzida em 3,00m para cada curva de 90º;
Em cada trecho de tubulação, entre duas caixas, entre extremidades, ou entre extremidade e caixa, podem ser previstas, no máximo, três curvas de 90º ou seu equivalente até, no máximo, 270º. Não utilizar curvas com deflexão maior que 90º;
Devem ser empregadas caixas de derivação: 1. em todos os pontos de entrada ou de saída da tubulação (exceto pontos de transição); 2. em todos os pontos de emenda ou derivação de condutores; 3. para dividir a tubulação em trechos não maiores do que especificados anteriormente;
As caixas devem ser instaladas em lugares facilmente acessíveis e ser providas de tampas.
Instalação de caixas de derivação
A utilização de condutos fechados (eletrodutos) devem observar as seguintes exigências:
Os circuitos devem pertencer à mesma instalação (mesmo Quadro);
Os condutores devem ser semelhantes (intervalo de 3 seções normalizadas);
Todos os condutores devem possuir a mesma temperatura máxima;
Todos os condutores devem ser isolados para a maior tensão nominal;
É vedado a utilização de eletrodutos que não sejam expressamente apresentados e comercializados como tal;
A NBR 5410 somente permite a utilização de eletrodutos não-propagantes de chama e, quando embutidos, suportem os esforços de deformação característicos da técnica construtiva utilizada;
Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares e multipolares.
Conceituação
Na eventualidade de não ser possível a utilização de caixa de passagem dentro dos limites especificados, utiliza-se eletroduto de diâmetro nominal imediatamente superior para cada 6,00m, ou fração, de aumento dessa distância:



Para instalações simples, nas quais o comprimento do trecho de eletrodutos esteja dentro dos li-mites e para a instalação de condutores de seções diferentes, pode-se utilizar um método sim-
plificado: 1. Contar o número de condutores contidos no trecho; 2. Adotar a maior seção
desses condutores; 3. Consultar Tabela, para se obter o diâmetro nominal do eletro-
duto adequado a este trecho.
Dimensionamento de Eletrodutos
Tradicionalmente, no Brasil, os eletrodutos eram designados por seu diâmetro interno em polegadas. Com o advento das novas normas, a designação passou a ser feita pelo tamanho nominal, um simples número sem dimensão.
Unidades de medidas padronizadas
A área útil do eletroduto e respectivos acessórios de ligação deve possibilitar a instalação e retirada com facilidade dos condutores (fios ou cabos), bem como deixar uma área livre para permitir a dissipação de calor.
Taxa máxima de ocupação
Para o dimensionamento de eletrodutos, procede-se da seguinte forma:
Para condutores de seções diferentes, determina-se a seção total ocupada pelos condutores, conforme tabelas a seguir e utilizando a equação:


Determina-se o Diâmetro Externo do Eletroduto, com o valor obtido anteriormente da seção total ocupada pelos condutores e consultando as tabelas a seguir;
Caso os condutores instalados em um mesmo eletroduto sejam do mesmo tipo e mesma seção nominal, pode-se determinar o diâmetro externo do eletroduto através de tabelas específicas de ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de mesma seção;
Para se determinar o comprimento máximo dos eletrodutos para interligação de caixa de passagem, utiliza-se:
Roteiro de dimensionamento de eletrodutos
Tabela:
Aparelhos de uso residencial
Por esta curva de carga podemos observar que o pico de consumo se dá a noite, onde os moradores estão usando a iluminação, tomando banho, vendo TV, etc. O pico é denominado
Demanda Máxima Presumida
e a partir deste valor serão dimensionados a entrada de energia, os condutores e proteções.
Define-se como Demanda Máxima Presumida a soma das potências das cargas que funcionam simultaneamente nomomento de maior exigência da instalação.
Para a fase de projeto é muito difícil mensurar como a instalação se comportará quando em uso, mas como o que interessa para o projetista é basicamente o valor da demanda máxima presumida este valor pode ser mensurado utilizando-se os
Fatores de Demanda
.
Fator de Demanda é definido como a relação entre a carga demanda em um intervalo de tempo especificado e a instalada, ou seja:

FD =CD/CI

onde,
FD = Fator de demanda
CD = Carga Demandada (kW ou kVA)
CI = Carga Instalada (kW ou kVA)
Na fase anterior do projeto foram previstas todas as cargas possíveis de serem instaladas, aí inclusas todas as cargas de iluminação, de tomadas de uso geral e de tomadas de uso específico, já devidamente distribuídas através de seus respectivos circuitos no projeto.
Se somarmos todas estas cargas previstas obteremos a
Carga Instalada, assim
:

CI =(Iluminação) + (TUG' s) + (TUE' s)

onde CI é a carga instalada em
kW ou kVA
Métodos Disponíveis: Comerciais
1. Método CEMIG
A demanda deverá ser calculada levando-se em conta os diversos tipos de cargas existentes em uma instalação comercial, para cada tipo local e para cada carga deverá ser multiplicada a potência (em W ou VA dependendo da utilização) pelo respectivo fator de demanda.
3. Método NEC

I. Carga Instalada: CI = S (VA)
II. Demanda:


tabela escalonada mais de 4 unidades

D = (Iluminação + TUG’s) x FD + Aparelhos x 0,75 + Forno Elétrico + Secadora + Aquecedor + Ar condicionado

III.Fatores de Demanda:

A potência instalada de Iluminação e TUG’s deve ser aplicado o seguinte fator de demanda:

primeiros 3.000 W.............................100%
de 3.001 a 120.000 W.......................35%
acima de 120.000 W..........................25%

(b) Aos aparelhos de maior potência excetuando-se fornos e fogões elétricos, secadoras de roupa, aquecedores de ambiente e condicionadores de ar, quando em número superior a 4, pode aplicar (ao conjunto) um fator de demanda igual a 0,75.
2. Método IEC

I. Carga Instalada: CI = S (VA)
II. Demanda:

D = (Iluminação) x FD1 + TUG x FD2 + (Aquecimen to) x FD3 + (Cozinha) x FD4 + (Aparelhos eletrodomésticos) x FD5 + (Ar condicionado) x FD6

III. Fatores de Demanda:
1. Método COBEI

I. Carga Instalada: CI = S (VA)
II. Demanda:

D = (Iluminação + TUG) x FD1 + CHUV x FD2 + (MLL + TE) x FD3 + MO x FD4 + MLR x FD5 + MSR x FD6 + AC x FD7 + HM x FD8 + (OUTRAS TUE’s) x 1,00

Tabela:
Iluminação e Tomadas
Métodos Disponíveis: Residenciais
Se todos os componentes (fiações, eletrodutos, proteções, etc) fossem dimensionados pela simples soma das cargas previstas para uma instalação, com certeza, haveria um sobredimensionamento e um gasto desnecessário.
Uma das aplicações mais importantes para a carga demandada da instalação é a determinação do padrão da entrada de energia a ser utilizada para alimentar a instalação.
Uma demanda mal determinada pode acarretar em uma entrada de energia que custe muito caro e nunca seja utilizada na sua plenitude, ou ainda pior, uma entrada subdimensionada pode ocasionar desligamentos por sobrecarga freqüentes.
Calculo de Demanda
D = (Iluminação + TUG’s) x FD + TUE
Os fatores de demanda para diversos tipos de unidades consumidoras estão na tabela a seguir, mas é claro que em instalações comerciais recomenda-se um estudo cuidadoso e não apenas a aplicação de fatores de demanda.
2. Método IEC

I. Carga Instalada: CI = S (VA)
II. Demanda:

D = (Iluminação) x FD1 + TUG x FD2 + (Aquecimento) x FD3 + (Aparelhos de Cozinha) x FD4 + (eletrodomésticos) x FD5 + (Elevadores) x FD6 + (Ar condicionado) x FD7 + (Refrigeradores) x FD8

III.Fatores de Demanda:
Métodos Disponíveis: Condomínio
1. Método COPEL

I. Demanda:

D = Iluminação x FD1 + TUG x FD2 + OUTROS x FD3

II.Fatores de Demanda:

Tomadas..................................... 0,20
Iluminação...................................(1,0) 100% para os primeiros 10kW (0,25) 25% para o restante
Outros equipamentos..................1,0
2. Método CEMIG

I. Demanda:

D = (Iluminação + TUG) x FD1+ Outros x FD2

II.Fatores de Demanda:

Iluminação e tomadas.................(1,0) 100% para os primeiros 10kVA (0,25) 25% para o restante
Outros equipamentos..................1,0
Métodos Disponíveis: Edifício
Apesar de eventualmente o senso comum imaginar que a demanda do prédio é a mera soma das demandas individuais isto não é verdade. Afinal, apesar de termos vários apartamentos iguais os moradores são diferentes, cada família e cada pessoa possuem um ritmo de vida cada família e cada pessoa possuem um ritmo de vida diferente o que faz com que a curva de carga de cada unidade seja diferente.
Portanto, para determinar-se a demanda do edifício é necessário fazer a diversificação das demandas, ou seja, determina-se a demanda das demandas.
1. Método Prático

I. Demanda:

DEdifício = DAps + DCom + DCond

sendo que:
DEdifício = Demanda do Edifício
DAps = Demanda Diversificada dos Apartamentos
DCom = Demanda Diversificada das Lojas e Escritórios
DCond = Demanda do Condomínio

(a) - D(AP’S) será obtido por:
DND(AP) = D(AP) x N(AP)

DND AP= número de apartamentos;
DAP = demanda de um apartamento;
NAP= demanda não diversificada dos apartamentos.

e sobre o D NDAP , deve-se aplicar a tabela abaixo:

• 100% para os primeiros 10kVA;
• 35% para os próximos 110kVA;
• 25% para o que exceder 120kVA.


(b) Demanda diversificada das Unidades Comercias (DCOM), lojas e escritórios

DNDc = DESC + NESC + DLOJAS x NLOJAS

sendo que:

DNDc = Demanda Comercial não diversificada
DESC = Demanda de um Escritório
NESC = Número de Escritórios
DLOJAS = Demanda de uma Loja
NLOJAS = Número de Lojas

Sobre o valor encontrado para a demanda não diversificada comercial (DNDc) deve-se aplicar a tabela abaixo:

• 100% para os primeiros 20KA
• 70% para a carga restante
1. Método COPEL

Este método descrito na seqüência nos dá o valor mínimo da demanda a ser considerada e é utilizado pela COPEL para análise do projeto. A demanda pode ser obtida por:

DEDIF= 1,2 x (DAP’S+ DCOND+ DCOM)

sendo que:
DEDIF= Demanda do edifício
DAP’S= Demanda dos apartamentos
DCOND=Demanda do condomínio
DCOM= Demanda Comercial

(a) Neste caso a demanda do condomínio (DCOND) será dada por:

DCOND = Iluminação x FD1 + TUG x FD2 + Outras Cargas

Para esta demanda do condomínio deverão ser considerados os seguintes fatores de demanda constantes da tabela abaixo:

• Iluminação: 100% para os primeiros 10KA
25% para a carga restante acima de 10kVA
• Tomadas: 20%


Outras cargas
(exceto cargas motrizes) deverão ter o fator de demanda escolhido caso a caso, em função de criteriosa análise por parte do projetista das características de funcionamento destes aparelhos. Na dúvida poderá ser utilizado fator de demanda de 100% para as TUE’s existentes.
Para as cargas motrizes, aí incluindo os motores dos elevadores, das bombas d’água do edifício e dos portões automáticos a carga deverá ser retirada diretamente das tabelas apresentadas a seguir.
Para isto basta entrar com a quantidade de motores para a mesma potência e obter como resultado a demanda total em kVA do conjunto de motores analisado.
O cálculo da
demanda individualizada por apartamento (DAP´s)
pode ser calculada pela fórmula:

CD [kVA] = Y = 0,034939 . X^(0,895075)

sendo:
CD é á demanda em kVA.
S é a área útil do apartamento em metros.

Nas próximas 2 tabelas são apresentas:

1ª tabela:
o desenvolvimento da referida fórmula para apartamentos com área útil de até 400 m² , sendo que este critério permite o cálculo da demanda do apartamento para unidades com área útil a partir de 20m². Obs.: apartamentos de pequeno porte, com área útil entre 20 e 40m² ,deverá ser adotado o valor de 1,0 kVA por apartamento. (Obs.: para edifícios com mais de um tamanho de apartamento, deve-se calcular a
área útil média
, através da média ponderada entre as áreas úteis dos apar-
tamentos).
2ª tabela:
temos o cálculo da diver-
sidade em função da quantidade de a-
partamentos do edifício, aplicável a edifícios com até 300 apartamentos.
A
demanda dos apartamentos
será então dada pela multiplicação dos dados retirados destas duas tabelas, ou seja:

DAP’S = DAP x NAP

sendo que:
DAP’S = Demanda diversificada dos apartamentos.
DAP = Demanda considerada de UM apartamento.
NAP = Fator de diversidade.
Demandas em Centros de Medição e Quadros Parciais
• Assim como a demanda total do edifício não é a simples soma das demandas parciais de cada unidade independente, a demanda nos centros de medição não é dada pela simples soma das demandas dos consumidores a ele conectados.
• Isto se deve ao fator de diversidade existente entre os diversos quadros, ou seja, as cargas instaladas em cada um QD’s podem funcionar simultaneamente, mas, com certeza entre os diversos QD’s haverá uma diferença no ciclo de funcionamento.
• Para calcular a demanda em um Centro de Medição, ou em um quadro geral pode-se utilizar os métodos anteriormente expostos para realizar o cálculo de demanda em um edifício, de tal forma que o CM seja considerado como um edifício independente.
Classificação dos Consumidores
pela Concessionária
Com a determinação das demandas para as unidades, para os CM’s e para o edifício como um todo, se faz necessário classificar estes consumidores em função das categorias de atendimento disponibilizadas pela Concessionária local.
No quadro a seguir é apresentada a “Tabela de Limitações de fornecimento” da COPEL. Por esta tabela é possível classificar os consumidores individuais ou coletivos com até 76kVA de demanda máxima prevista, através dos seguintes fatores: carga instaladamáxima, demanda máxima prevista e potência máxima permitida para motores, aparelhos de raio X e aparelhos de solda.
Determinadas as categorias de atendimento as próprias concessionárias fornecem sugestões de dimensionamento para os ramais alimentadores destas medições.
No quadro a seguir é apresentada a “
Tabela de Dimensionamentos
” da COPEL, onde é possível encontrar a bitola de condutores, eletrodutos, proteções e inclusive o tipo de caixas a serem utilizadas no caso de entradas individuais.
Obs.:

quando o projetista utiliza os dimensionamentos sugeridos o critério de dimensionamento estará atendido, mas ainda assim é necessário verificar a queda de tensão e a capacidade de curtocircuito, podendo em alguns casos ser necessário utilizar bitolas superiores as indicadas.
Edifício - BT
OBSERVAÇÕES:
1. (a) Maneira de instalar B1: condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular embutido em alvenaria; (b) Maneira de Instalar D: cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo isolados para 1kV.
2. Os dimensionamentos estabelecidos na tabela são mínimos. Outros dimensionamentos podem ser aceitos, desde que devidamente justificados.
3. Caso haja opção por maneira de instalar diferente da B1 ou D, consultar a NBR 5410.
4. A categoria de 38 admite em substituição o disjuntor de corrente nominal de 70A.
5. O ramal de ligação aéreo multiplexado de cobre tem a finalidade de aplicação no litoral.
6. Os dimensionamentos estabelecidos na tabela são mínimos.
OBSERVAÇÕES:
1. As categorias para as unidades consumidoras são apresentadas em tabela.
2. A categoria de 80A admite em substituição o disjuntor de corrente nominal de 70 A.
3. Cada eletroduto no poste deverá possuir um ou mais circuitos mpletos (3 fases e 1 neutro). Quando houver três circuitos para dois eletrodutos, instalar um circuito em um eletroduto e dois circuitos no outro.
4. No ramal de ligação subterrâneo recomenda-se que os eletrodutos sejam do tipo corrugado flexível, conforme NTCs 813685 a 813690, com instalação sob a forma de banco de dutos.
5. No ramal de ligação subterrâneo em baixa tensão os condutores fase neutro deverão possuir a mesma bitola.
6. Os dimensionamentos estabelecidos na tabela são mínimos.
Cabos de Alumínio (isolação XLPE) sem capa, isolados para 0,6/1kV;
Cabos de Cobre (isolação XLPE) para 0,6/1kV.
7. Para a região litorânea, o ramal de ligação subterrâneo deverá ser de cobre.
Estrutura da Instalação
Após determinar as categorias de atendimento, é necessário estruturar a distribuição de energia no prédio, onde deve ser definido o padrão da entrada de energia, a quantidade e o local dos centros de medição, a necessidade de caixas de passagem e assim por diante.
Para tanto, deve-se elaborar a Prumada Elétrica e o DiagramaUnifilar Geral onde devem constar todas as especificações necessárias, não importando que estas se repitam em diversos locais. Devemos especificar: fiações, eletrodutos, proteções, barramentos, cargas instaladas e demandadas nos quadros, além de todas as outras as especificações para os equipamentos projetados.
Recomendações
a. Caso sejam previstos mais de um Centro de Medição para o prédio será necessário prever o Quadro Geral de Distribuição (QGD) a partir do qual estes Centros de Medição serão atendidos;
b. Poderá ser dispensada a instalação de proteção geral no Centro de Medição, quando esta função já estiver contemplada pelos disjuntores de derivação previstos no QGD. Ressalte-se que dependendo da facilidade de acesso e da distância do alimentador pode ser justificada a existência de disjuntores nos dois locais;
c. Deverão ser mostrados os diagramas dos quadros terminais (QD, QF, QL) que apresentam informações diferenciadas, quando tivermos apartamentos Tipo, lojas Tipo, ou escritórios Tipo, devesse mostrar apenas o diagrama Tipo não sendo necessário repetilo para cada unidade;
d. No condomínio deve-se procurar setorizar as cargas, em função dos centros de carga existentes no prédio, para tal devem ser criados diversos quadros parciais com funções específicas;
e. Para o elevador deve-se prever apenas a tubulações e fiações que alimentarão o QF-ELEV, existente na casa de máquinas dos elevadores, sendo que o comando será de responsabilidade da empresa instaladora do elevador;
f. Para o QF-Bombas não se deve esquecer as tubulações e fiações necessárias para as chaves-bóia que servirão ao circuito de comando das bombas;
g. Para motores acima de 5CV deve-se tomar o cuidado de escolher corretamente o método de partida dentre os seguintes tipos: partida estrela-triângulo, com chave compensadora ou com partida suave (soft-starter). Partida direta só poderá ser utilizada para motores de até 5CV;
h. Os centros de medição devem estar em locais de fácil acesso e com boa iluminação, além de nunca estar em: escadarias, rampas, dependênciassanitárias, casas de máquinas, casas de bombas, tanques, reservatórios ou locais sujeitos a gases corrosivos, inundações, poeira, trepidação ou abalroamento de veículos;
i. Para prédios com mais de 4 pavimentos, os CM`s podem estar em qualquer andar, desde que o prédio possua elevador, já em prédios sem elevador os CM’s devem estar localizados no térreo, 1º subsolo ou 1º pavimento;
j. Cada unidade consumidora e o condomínio devem ter medições independentes e não ser interligados de forma alguma;
k. Sempre que os trechos de tubulação de tubulação forem muito longos
(acima do limite estabelecidos em norma) devem ser utilizadas caixas de passagem intermediárias na parede ou piso;
l. Tomar o cuidado de deixar para a abertura das caixas de passagem se localizar em ambientes de uso comum.
Prumada Elétrica
Diagrama unifilar
Caixas de medição e proteção
Caixas de medição
Seccionadora
Seccionadora
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