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Viagens na minha terra

Resumo criativo
by

Andrezza Ferreira

on 26 May 2012

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Transcript of Viagens na minha terra

Viagens na minha terra
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Joaninha é, juntamente com Carlos, a personagem principal que representa a virtude da vida campestre, que pode ser vista em seus olhos verdes. Essa ideia está, portanto, longe da concepção de impureza urbana, que acaba se tornando impoluta a mente ingênua da menina. Em suma, esta personagem traz a idealização da mulher-anjo, que além de ser extremamente gentil, é também exímia nos seus comportamentos e atitudes. Seus olhos tem ainda uma simbologia muito ampla ao espelhar a riqueza, o destino agrícola e marítimo de Portugal em seu momento áureo. Tanto que Almeida Garret compara seus olhos as esmeraldas “do mais súbito quilate”. Aliás, o ideal moral positivo é retratado nesta personagem, que ao longo da narrativa se mostra ser a essência do bem ligada à sociedade tradicional portuguesa. Mais que isso, a historia da personagem destaca-se como uma metáfora da historia de Portugal, ou seja, da degradação da nação lusitana seguida da sua eterna memoria, já que joaninha fara aí um elo entre o passado célebre e o presente catastrófico, tornando-se logo a lembrança de um passado longínquo.
Ligada ao contexto literário Joaninha faz o papel da protagonista que sofre pois quando perde seu grande amor, Carlos, sua vida passa a não ter sentido; por isso no final da narrativa ela enlouquece e morre.
Carlos tem um papel muito importante na obra, pois além de ser um personagem primário, ele representa o espiritualismo na pessoa de, D. Quixote, e o materialismo, na pessoa de Sancho Pança, em fases diferentes de sua vida. No começo ele, com o espirito renovador e liberal, luta pelos ideais do liberalismo, representando Portugal novo e liberal. Após a descoberta da identidade de seu verdadeiro pai, frei Dinis, Carlos foge e vê-se confuso na crise em que vive com seus valores. O personagem em um conflito interno, entre o Espiritualismo e o Materialismo, deixa ser seduzido pelo segundo- tornado se barão- que o desvia de seus princípios primitivos (Espiritualismo), traindo a si mesmo, aos seus valores e mostrando sua correlação a Portugal na época em que rejeitou a estagnação e os princípios cristãos. Seu fracasso de vida, tanto amoroso ou do próprio errático é assimilado ao enfraquecimento de Portugal de onde tinha acabado de sair uma guerra entre miguelistas e liberais. Porem o fato de ele ter se inserido na vida politica ao se tornar barão, simboliza o início de uma nova história da nação portuguesa, o Portugal contemporâneo.
Com o rompimento entre Joaninha e Carlos - insígnia da vitória do liberalismo-, este se mostra logo uma pessoa instável e oscilante incapaz de amar de verdade nenhuma das mulheres que estão em sua vida – Georgina e Joaninha- o que nos revela a impotência sentimental (comum no romantismo) da personagem.
Georgina, uma das cinco personagens principais da trama, possui, junto de Joaninha, a representação do ideal moral da sociedade e da essência da bondade dentro de um meio, no qual não há um espaço para ambas, perdendo seu valor no mundo material.
Também se pode notar que Georgina é uma personagem abnegada, característica típica do Romantismo, na qual ela entrega seu amor por Carlos à Joaninha em nome da felicidade de seu amado, já que este era incapaz de escolher entre ficar com Joaninha ou Georgina ou qualquer mulher em sua vida.
Dona Francisca representa a sociedade de Portugal e sua tradição, que possui uma visão de mundo limitada pela própria tradição. Logo, a cegueira da senhora representaria a sociedade portuguesa cercada pela cultura e tradição.
Outra representação da cegueira de Dona Francisca seria que essa falta de visão é a manifestação da imprudência com a qual o Liberalismo foi assumido em Portugal. Evidenciando a falta de percepção e o despreparo dos liberalistas, já que estes não foram capazes de colocar tal doutrina em prática.
Frei Dinis foi um personagem importante para a estória da “menina dos rouxinóis”, sendo o pai de Carlos, o “assassino” da mãe de Carlos, e considerado o “sobrevivente”.
Antes, ele era conhecido como Dinis de Ataíde, sendo materialista, egoísta, representava Sancho Pança. Depois de arrepender-se por seus atos torna-se frade, começa a representar a igreja por ser rígido, e altamente inflexível sobre alguns assuntos, transformou-se em espiritualista, representando a partir dessa mudança D. Quixote. Sendo chamado a partir dessa transformação de Frei Dinis, vivia rigorosamente sobre as leis da Igreja, começa a adotar uma postura infeliz. Sua transformação deve-se ao seu arrependimento e sua esperança de purificação, esperando essa purificação, que estaria completa apenas após sua morte.
Autoridade bastante influente, Frei Dinis controlava Joaninha e D. Francisca, não conseguindo exercer domínio apenas sobre Carlos. Não havia uma possível conciliação entre pai e filho — o materializado com o espiritualizado, Quixote e Sancho, Igreja e Estado. Tal relação evidencia o enfraquecimento das Igrejas nas decisões ligadas ao Estado.
Frei Dinis Representa o contrário da passagem de seu filho (Carlos), enquanto um transforma-se de materialista para espiritualista, o outro se transforma de espiritualista para materialista.
Almeida Garret foi um escritor e dramaturgo romântico, ministro e secretário de estado Português, que ficou reconhecido por seus livros e por seus poemas.
Crescendo em um período de guerra, teve de fugir na sua adolescência para escapar das tropas francesas de Napoleão, indo para “Angra do Heroísmo” morar com seu tio, bispo de Angra.
Ele estudou Direito na universidade de Coimbra e em 1821 publicou seu primeiro livro, “O Retrato de Vênus”, que acabou levando várias críticas ruins.
Participou da Revolução Liberal de 1820, que consistia em tirar os ingleses de Portugal, apesar de estes terem ajudado Portugal a lutar contra o exército francês de Napoleão, e acabou se exilando na Inglaterra, onde conhecera os livros românticos famosos da época, sendo influenciado por autores como Shakespeare e Walter Scott.
Depois foi à França, onde escrevera o poema “Camões” que é considerado o marco do Romantismo português.
Em 1826 voltou à pátria com os últimos emigrados. Dedicando-se ao jornalismo, fundou e dirigiu o jornal diário “O Português” e o semanário “O Cronista”.
Teve de deixar Portugal novamente em 1828, devido a uma guerra civil, já que era contra o absolutismo, foge com o retorno do Rei absolutista D. Miguel.
Novamente na Inglaterra, publica “Adozinda” e “Catão” no ano 1828. Volta para Portugal com a vitória dos liberalistas sobre a guerra civil, e tornou-se Visconde de Almeida Garret por decreto do rei Pedro V de Portugal.
Falece em 1854, vítima de câncer, em Lisboa, quando trabalhava no romance “Helena”. Hoje é considerado um dos maiores artistas literários românticos de Portugal, escreveu várias histórias de grande importância, porém, temos o foco em apenas uma de suas obras, esta denominada de Viagens na Minha Terra.
No Romantismo há a noção de “amor = vida” logo, em todas as histórias em que o protagonista perde seu grande amor, este perde o sentido da vida e geralmente morre ou enlouquece. Há uma grande valorização também do passado, que funciona como um escapismo. Outro recurso utilizado é a valorização do indivíduo e das emoções, deixando o lado racional de lado. E também a idealização dos protagonistas e dos antagonistas, tendo geralmente o protagonista representando o lado “puro” e o antagonista o lado “corrompido”.
O livro foi escrito quando o Romantismo era o principal movimento literário da Europa, iniciado no final do século XVIII. Valorizando as emoções e o subjetivismo, consiste em histórias em que sempre há um herói, destinado a sofrer pelo amor, sendo este o “maior” valor acima de todos os outros, com exceção apenas da honra.
Viagens na minha terra faz uso de recursos românticos, especialmente na estória da “menina dos rouxinóis”, sendo que essa estória tem como protagonistas Joaninha e Carlos, contendo várias simbologias nessas e noutras personagens, com várias críticas a Portugal quanto à decadência, atraso e abandono do país.
A estória se passa durante a Guerra Civil Portuguesa, em que há a disputa pelo poder entre D. Pedro I (liberalistas) e D. Miguel (absolutistas), uma guerra que influenciou tanto a personagem Carlos quanto Almeida Garret. Devido à presença do Rei D. Miguel, Almeida Garret teve de fugir para a Inglaterra, já que era contra o absolutismo imposto pelo rei. Enquanto Carlos luta a favor dos liberalistas na estória.
SIMBOLOGIA DAS PERSONAGENS
SIMBOLOGIA DAS PERSONAGENS
SIMBOLOGIA DAS PERSONAGENS
Contexto Histórico e Bibliográfico
Contexto Literário
“O país, impotente, assiste a sua destruição.”
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