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DESIGN COLABORATIVO - MESA REDONDA UNESP

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Heloisa Neves

on 5 April 2013

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Transcript of DESIGN COLABORATIVO - MESA REDONDA UNESP

DESIGN COLABORATIVO
o livro multicor A Fenomenologia trata de descrever, compreender e interpretar os fenômenos que se apresentam à percepção. Propõe a extinção da separação entre "sujeito" e "objeto", opondo-se ao pensamento positivista do século XIX. O método fenomenológico se define como uma volta às coisas mesmas, isto é, aos fenômenos, aquilo que aparece à consciência, que se dá como objeto intencional. A diferença sutil entre a fenomenologia e os estudos recentes de ciencias cognitivas, é a maneira como essa relação corpo-objeto é formada. Nos estudos das ciencias congitivas atuais busca-se chegar à relação incluindo também a organização corporal do processo. Já a fenomenologia acreditava que a busca dessa resposta estaria somente no cérebro ou nas organizações de uma suposta “alma”, tanto para os objetos quanto para as coisas. A subjetividade deve ser entendida enquanto um processo que ocorre
imultaneamente no corpo, mente e ambiente e que surge a partir de um ponto de vista que o organismo assume em sua relação com o objeto. Sendo assim, dualismos como: o que está dentro do corpo é subjetivo e o que está fora do corpo é objetivo também devem ser entendidos como um pensamento errôneo. Não há como localizar o subjetivo e o objetivo, porque as fronteiras entre dentro e fora também estão muito tênues. Processo pouco complexo dentro do plano da sobrevivência, responsável por respostas simples como aproximação ou retraimento de um organismo inteiro em relação a um objeto. As emoções são coleções de respostas reflexas cujo conjunto pode atingir níveis de elaboração e coordenação extraordinários. O final desse processo é reagir ao objeto a fim de que direta ou indiretamente o corpo possa entrar em circunstância de bem-estar.

As emoções são um meio natural de encontrar o ambiente. Muitas vezes se constitui como um encontro inconsciente, mas nunca desnecessário. A emoção é a parte do processo do encontro que pode ser trabalhada na coletividade. É visível e externa e por isso se encontra completamente exposta a muitas contaminações tanto da cidade quanto de outros corpos. Os estímulos do ambiente e as influências dos outros corpos são detectados facilmente pelos corpos, os quais respondem impensadamente com a emoção.
Quando as conseqüências da emoção são mapeadas no cérebro, o resultado é o sentimento ou a percepção. São eles que abrem a porta para o controle voluntário daquilo que até então era automático. O processo então passa a ser consciente e começa a criação dinâmica de mapas. Segundo Damásio, a percepção assim pode ser descrita: “um organismo está empenhado em relacionar-se com algum objeto, e o objeto nessa relação causa uma mudança no organismo.” (DAMÁSIO, 1999, p.38). Quando alguém ouve uma música ou é tocado por um objeto, o mapa formado é sempre em relação ao próprio corpo, pois ele é traçado com base nas modificações sofridas por seu organismo durante os eventos de ouvir ou tocar. A forma como o organismo percebe, ou seja, o mapa que o organismo faz durante o processo de percepção é essencial para a resposta que dará ao objeto. O sistema que, supostamente, transmite os sinais e faz com que todo esse processo descrito acima ocorra chama-se sistema sômato-sensitivo. Esse sistema designa a percepção sensitiva do soma, palavra que significa corpo. No entanto, geralmente se usa esse termo restritivamente, sendo evocado somente para se referir ao tato ou à sensação nos músculos e nas articulações. No entanto, esse sistema relaciona muitas outras coisas, na verdade relaciona uma combinação de vários sistemas responsáveis por transmitir ao cérebro sinais sobre vários aspectos do corpo. Enfim, esse sistema é responsável por mapear o corpo enquanto realiza a percepção e transmitir essa informação ao cérebro. Esse mapeamento é feito por diferentes mecanismos, alguns não usam nem ao menos os neurônios para fazer a transmissão, mas sim substâncias químicas que estão disponíveis na corrente sanguínea. Apesar das percepções corporais serem mapeadas por diferentes mecanismos, elas atuam em perfeita cooperação produzindo uma infinidade de mapas dos vários estados perceptivos do corpo, em qualquer momento. Ou seja, não existe percepção pura de um objeto porque, além da imagem já chegar ao até o corpo através da simultaneidade de sentidos (o olho enxerga junto com o tato que sente e com o nariz), ao entrar no organismo passa por ajustamentos corporais necessários para sua perfeita percepção. Isto se assemelha dizer que não existe objetividade pura, que o observador sempre está implicado no objeto observado. "Um corpo vivo é um corpo em ação no mundo, é dinâmico." Por isso, o corpo não é, o corpo está sendo corpo.

As informações tendem a operar dentro de um processo permanente de comunicação. As informações encostam-se, umas nas outras, e assim se modificam e também ao meio onde estão.

Vale destacar a singularidade desse processo, pois transforma todos os nele envolvidos, seja a própria informação, o corpo onde ela encostou e do qual passou a fazer parte, as outras informações que constituíam o corpo até o momento específico do contato com a nova informação, e também o ambiente onde esse corpo (agora transformado) continua a atuar. E, estando já transformado, tende a se relacionar com a nova coleção de informações que passou a o constituir. Então, também altera o seu relacionamento com o ambiente, transformando-o. Contágios simultâneos em todas as direções, agindo em tempo real. Caso a vida funcione, de fato, em uma estrutura como essa, com o passar do tempo, as trocas permanentes tenderiam, quase como uma conseqüência natural, a borrar os limites de todos os participantes do fluxo, produzindo, então, uma plasticidade não congelada de suas fronteiras. O fato dos territórios epistemológicos estarem muito mais móveis hoje, tanto na ciência quanto na arte, não passa, portanto, de um traço evolutivo. Não se trata da noção de corpo-máquina, onde adentra uma informação que estava fora (no ambiente), a máquina processa e, em seguida, a devolve ao ambiente, em uma seqüência fora-dentro-fora. Ou seja, é a rejeição do modelo tradicional de troca de informação. quebrando a noção de corpo máquina a experiência em lima bottom - up segundo David Casacuberta, pode-se chamar de criação colaborativa o ato da criação através de uma rede onde indivíduos possuem tendência a colaboração, compartilhando estratégias de produção de significados e, principalmente, negociando objetivos (ainda que provisórios) a fim de conseguir maiores ganhos individuais. o que é horizontalidade? o que anima pessoas a cooperar? qual a diferença entre coletivo
e colaborativo? open source “Então já não sou o homem vitruviano, encerrado num círculo único e perfeito, olhando o mundo desde as coordenadas de minha perspectiva pessoal, simultaneamente servindo de medida de todas as coisas. Tampouco sou, como propõe os fenomenológicos arquitetônicos, um sujeito autônomo, auto-suficiente, encarnado biologicamente, encontrando-se, objetificando e respondendo ao meu meio imediato. Construo e sou construído em um processo mutuamente recursivo que continuamente interage com meus limites fluidos permeáveis e minhas infinitas redes ramificadas.” (tradução nossa) a emoção a fenomenologia subjetividade e objetividade quando a emoção vira sentimento ou percepção a percepção criação colaborativa o modelo colaborativo wikipedia o modelo colaborativo da empresa google modelos paramétricos e a busca por uma cooperatrividade homkem- maquina recetas rubanas immaginoteca Esta descoberta muda todo o conceito de objetividade e subjetividade. Não existe mais um observador distante do observado, o que resulta dizer que estamos implicados em qualquer processo executado ou observado. A idéia de que podemos visualizar um projeto como se estivéssemos sobrevoando num pára-quedas cai por terra. reuniões do Team X, grupo que foi contra algumas forma de catalogação
dos CIAM's, e que se tornaram um grupo colaborativo de discussão sobre
ensino e projeto de arquitetura. ? creative commons e copy left Arquitetura Orientada ao Corpo Andrea Caste, Ana Cocho e Daode Li
AA Londres Santiago Cirugeda O que estou tentando expressar não o tenho muito claro, isto que escrevo são mais umas notas que, espero, vão provocar debate. Acredito que os paradigmas de horizontalidade, de livre circulação, de link, de web 2.0 se aplicam facilmente ao urbanismo, e hoje vemos blogs e investigações interessantes sobre web e cidade, redes sociais virtuais e locais, e muito mais. Para a arquitetura não pode ser o mesmo, a arquitetura não pode sere 2.0. Para que chegue a ser teria que mudar tão radicalmente que nem mais se chamaria arquitetura. A arquitetura está muito conectada com um sistema que tende a dividir o produtor do consumidor. O urbanismo também, mas a cidade é um meio tão complexo que o urbanista não pode dizer simplesmente "isto (a cidade) eu faço". O arquiteto é um egocêntrico por definição e cultura. Desde seus estudos o arquiteto está acostumado a pensar nele, em seus gestos arquitetônicos, nas suas formas preferidas, na sua propriedade intelectual. A arquitetura é o resultado de uma mescla explosiva de criatividade, dinheiro e poder, que produz em muitos casos estes efeitos conhecidos de "delírio de impotência". Minha intuição é que a idéia de ARQUITETO SUPER STAR, a noção de valor dos arquitetos como marcas (quero um Jean Nouvel, quero uma Zaha Hadid) tende a desaparecer. Creio que os grandes arquitetos do futuro serão "os grandes pensadores" da arquitetura, que aplicarão teorias no epsaço físico, e que o processo de construção será necessariamente mais horizontal e colaborativo.
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