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A imagem feminina na obra Os Maias de Eça de Querioz

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by

Francisca Castro

on 2 March 2015

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Transcript of A imagem feminina na obra Os Maias de Eça de Querioz

O papel da mulher na sociedade do século XIX
Tinha um "Molde" pré-definido
Era acompanhante do homem
A sociedade não lhe devotava respeito nem seriedade
Era fundamentalmente Dona de casa
Não tinha capacidades de sobreviver sozinha
Feminismo
Movimento social, filosófico e político que tem como objetivo:
direitos equalitários
uma sociedade com mais poder das mulheres
libertação de padrões opressores patriarcais
Reação da parte do sexo masculino:
Ridicularizam a palavra
Reação da parte do sexo feminino:
Vergonha ao mencionar a palavra
A mulher ocupava um papel secundário na família
Dependente do homem
Responsável pelos filhos
Maria Eduarda Runa
Esposa de Afonso
Carácter fraco e saúde débil, mas morena e bela
De religiosidade exacerbada
Vítima da sociedade e da educação
Submissa à figura masculina
Mesmo meio social que o marido
Maria Monforte
Filha de Manuel Monforte, que fizera fortuna enquanto comandante esclavagista
->Conhecida em Lisboa como a "negreira"
->Também referida como uma "criatura"
Beleza avassaladora
"pareceu a Pedro nesse instante alguma coisa de imortal e superior à Terra" (p.23)
"e a sua face, grave e pura como um mármore grego, parecia realmente adorável" (p.29)
Maria Eduarda
Surge pela primeria vez no jantar do Hotel Central
"com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos oiro, e um aroma no ar" (p.136)
Alta, elegante, bela
Aparência divina, deixando Carlos extasiado
Ânimo forte, leal, extremamente sensível
amante de tudo o que é fraco -> Afonso
Carácter por vezes sublime
Penetra na sociedade lisboeta onde viria a descobrir as suas origens
A imagem feminina na obra
Os Maias

O motor de arranque do enredo amoroso e trágico presente na obra
Poucas personagens femininas -> papel quase que irrelevante da mulher na sociedade
Todos os males que se abatem sobre a família Maia devem-se à ligação do homem e da mulher
Homem deixa-se enredar pela mulher
Imagem negativa
A mulher na obra
Os Maias
de Eça de Querioz

A mulher no século XIX
O poder estava concentrado no homem
A mulher devia-lhe obediência
Subalterna
Ana de Castro Osório
"A mulher, em geral, é, quando esposa, a companheira só para a vida banal e mesquinha que nem por sombras deve abordar os graves pensamentos que preocupam o marido!"
(Osório, 1905: 11-13)
A educação na sociedade romana
Até aos sete anos, a criança ficava entregue à(s) ama(s) e à mãe -> brincadeiras
meninas -> bonecas de pano, osso etc.
Aos sete anos intruduziam-se as letras, raros os casos em que havia mais do que um ensino elementar
Menina entregue aos cuidados da mãe
Ensinada a governar a casa e a fiar
A educação na sociedade romana
A mulher deveria :
Saber cuidar do lar
Saber cuidar dos filhos
Aprender a arte da sedução

Educada para o casamento, para a maternidade e para o cuidado da aparência
A mulher casada, segundo o código civil
Casada -> deixa de ser uma criatura livre
Código Civil de 1876
Artigo 1185-> a mulher tem que oferecer a sua obediência ao marido
Artigo 1189 -> "a administração pertence ao marido"
Impedida de adquirir bens ou de contrair dívidas
A educação feminina
"Do homem a praça, da mulher a casa"
(Martins, 1924: 154)
Perspetiva biológica -> mulher encarada como o "sexo fraco"
Resignada a uma insignificância incompreensível
-> Figura paternal ("senhor da casa")
-> Marido
Figura masculina no poder
A literatura
Tornava-a mais influenciável e menorizada
Vontade de mimetizar na sua vida o conteúdo dos textos
Útil -> formação da mulher
Inofensiva -> respeito e submissão
A escolaridade
Discordância na educação do filho
Religiosidade sobrepõe-se devido ao fanatismo da mulher
Maria Eduarda Runa
Influência exercida pela educação maternal sobre o indivíduo
Educação dos primeiros anos exercida pela mãe
-> Influenciável e dominante
Maria Eduarda Runa e Pedro da Maia
"verdadeira lisboeta, pequenina e trigueira" p.(19)
"todos os dias mais pálida" (p.21)
"exaltava-se numa agonia terrível de devota" (p. 22)
"a melancolia" (p.19)
"a tristeza nas suas palavras" (p.18)
"Ficara pequeno e nervoso" (p.21)
"mudo, murcho, amarelo" (p. 20)
"Nesses períodos tornava-se devoto"
(p. 22)
"crise de melancolia negra" (p.20)
Veio a unir-se a Pedro da Maia através do casamento, contra a vontade de Afonso
Desejou mudar-se para Itália e mais tarde para Paris
seguindo o "lindo inverno de amor"
tendo medo de Itália, onde as conspirações eram constantes
sentindo desgosto da vida monótona neste país
Paris pareceu-lhe agitada e decidiu voltar a Lisboa
Antes porém "ela apareceu grávida" (p.39)
Maria Monforte da Maia
Instabilidade mental e incapacidade de tomar decisões com as quais fique satisfeita
Maria Monforte da Maia
Força Pedro a escrever a Afonso, de modo a ser bem recebida pela sociedade lisboeta
Mesmo assim sentia ódio para com o sogro
Depois do nascimento da filha, sentira forte amor pela mesma e uma grande ofensa pelo facto de Afonso não a visitar
"Ninguém nos ama! Ninguém nos ama!" (p.35)
Maria Monforte da Maia
É protagonista de soirées e tertúlias literárias que ela própria organiza
Presença maioritariamente masculina (amigos de Pedro)
Aceites na sociadade sem Afonso
Nascimento do segundo filho, Carlos
Conspiração para benção do casamento e de Carlos da parte de Afonso
Italiano hospedado em casa do casal
->Desagradou a Maria
Acaba por se sentir atraída pelo italiano
"A Deusa idealizada em Madona" (p.42)
Foge com o mesmo e com a filha -> pagã
Índices de alfabetização feminina extremamente reduzidos
Baixo número de escolas primárias e liceus
Educação processava-se em casa, sob a tutela dos pais
Não se deveria instruir a mulher para desempenho de cargos ou responsabilidades públicas
Alencar encontra-a em Paris onde ela mesma relata os seus últimos anos
3 anos em Viena
Mónaco - onde sofreu a morte do italiano num duelo
No mesmo ano morrera o pai
Após gastar o dinheiro da fortuna do pai -> na miséria
Muda-se para Londres e mais tarde para Paris
Não menciona a filha -> assume-se a morte da mesma
Mais tarde confirma-se o mesmo
Maria Monforte da Maia
Maria Eduarda relata mais tarde a vida da mãe:
Costumava andar decotada pela noite e em companhia de um homem
A filha vai para um internato, sente-se devastada por esta separação
Em Paris abre uma luxuosa casa de jogo
Conhece Mr. Trevernnes, um homem perigoso
Começou a receber visitas de homens desconhecidos e suspeitos, poucos eram bem educados (Mac Gren)
=> Ia perdendo todo o senso devido às más influências e para satisfazer o Mr. Trevernnes
Foge para Baden, abandonando a sua filha, Maria Eduarda
Ao voltar e depois de reencontrar a filha, vai viver com a mesma e com Mac Gren, até morrer em Paris na miséria devido à morte de Mac Gren na guerra
Maria Monforte da Maia
Maria Eduarda
Julgava-se nascida em Viena de pai austríaco que nunca conhecera
Até aos 16 viveu num colégio perto de Tours
Juntou-se à mãe em Paris
Levava uma vida desregrada e miserável
Mâe apresentou-a ao irlândes Mac Gren, que lhe prometeu segurança e com quem vem a viver 4 anos
Rosa nasce deste casal
Mac Gren morreu na guerra e não chegaram assim a casar
Após a morte de Mac Gren -> miséria
Maria Eduarda
Devido à guerra parte para Londres com a mãe e a filha, onde passam momentos difíceis, devido aos hábitos luxuosos da sua mãe
Rosa definhava
Foi aconselhada pela mãe:
"facilidades de se ter em Londres dinheiro, conforto e luxo, quando se é nova e bonita" (p.431)
Voltou a Paris com a ajuda de um amigo irlândes de Mac Green
Em Paris também vivia na miséria, mas com a companhia de velhos amigos a situação tornava-se mais agradável
Rosa definhava cada vez mais
Maria Eduarda
Conheceu Castro Gomes, com quem viveu três anos e com quem foi viver para Lisboa
Em Lisboa conhece Carlos por quem se apaixona loucamente
"o meu coração conservou-se adormecido... dormiu sempre, sempre, sem sentir nada, sem desejar nada, até que te vi"
"O meu corpo permaneceu sempre frio, frio como um mármore " (p. 432)
Também é referida por Ega como deusa
Não lhe agradavam as características de diletante e de dandi de Carlos e de Ega
Maria Eduarda
Organizava os seus jantares com delicadeza
Considerados pelos amigos de Carlos como o "dia da civilização"
Após a revelação da sua prática de incesto sentiu-se abandonada
Características dos Maias são lhe associadas após esta descoberta
É descrita como a "rainha do romance" (p. 575)
"e foi assim que ele [Ega], pela derradeira vez na vida, viu Maria Eduarda, grande, muda, toda negra na claridade, à portinhola daquele vagão que para sempre a levava" (p.575)
Anos mais tarde casa-se
"união de dois seres desiludidos da vida, maltratados por ela, cansados e
assustados do seu isolamento"
Maria Eduarda
mulher anjo, perspectiva divina e idealizada
digna, sensata e equilibrada
moralmente e socialmente consciente
modelo realista/ naturalista
produto do meio e da educação
pagã
vulgar e fútil devido à educação dada pela mãe
dimensão moral e cultural construída no convento
Amor-perfeito quase divino mas igualmente fatal
Críticas femininas da obra
Característica sentimentalista das mulheres, fruto da educação
Apelo à regeneração do país -> crítica à decadência
As características "artificiais" das personagens e do país
A característica igual a Pandora da mitologia grega, figura feminina de beleza sem igual responsável pela origem dos males do universo
Pecado da luxúria e da perdição
Incesto -> sinopse da obra
As três figuras centrais
Terceira figura demonstra-se mais relevante
vista como a conjugação de três momentos temporais
transformação no mundo masculino
Estabelecer relação com os três lírios brancos que Carlos vê na Rua de S. Francisco e as três figuras femininas que destroem a família, pois estas flores acabam por murchar
A alvura neste caso e na cultura oriental representam a morte
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