Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Untitled Prezi

No description
by

Laís Cunha

on 13 May 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Untitled Prezi

Vulvovaginites Vulvovaginites são a causa mais comum de corrimento vaginal patológico, constituem uma das causas mais frequentes de consultas ao ginecologista.
São afecções do epitélio estratificado da vulva e/ou vagina, diferenciando-se das cervicites, que acometem a mucosa glandular.
Os agentes etiológicos mais frequentes nas vulvovaginites são os fungos, as bactérias anaeróbicas, a tricomonas (protozoário) e até mesmo um aumento exacerbado da flora normal de lactobacilos. Introdução 3 Discente: Laís Lopes Docente: Priscila Ritt Candidíase Vulvovaginal (CVV) O agente causal é a Candida albicans em 80 a 92% dos casos, podendo o restante ser devido as espécies não albicans (glabrata, tropicalis, Krusei, parapsilosis e Saccharomyces cerevisae).
Durante a vida reprodutiva, 10 a 20% das mulheres podem ser colonizadas com candida sp, assintomáticas, não requerendo tratamento. A candidíase sintomática é causada por uma resposta imunológica agressiva e deve ser tratada. Entretanto as mulheres assintomáticas com candidose não apresentam resposta inata inflamatória à cândida.
Essas pacientes apresentam fatores de risco que alteram a resposta imunológica ao fungo, como:
estados hiperestrogênicos
diabetes mellitus
imunossupressão
gravidez
uso de tamoxifeno
uso de antibióticos
hábitos alimentares e de vestimentas propícios ao crescimento contínuo dos fungos Fungo presente na natureza, eucarionte, forma oval
Reprodução por brotamento
Dimórfico
- leveduras: assintomático, é a forma de transmissão
- pseudohifas ou pseudomicélios: causa a infecção
Humanos: orofaringe, trato gastrointestinal, vagina e pele Patogenia Contaminação vaginal pelo reservatório intestinal
Aderência colonização
- Candida albicans tem maior aderência: proteases ácidas
- forma tubos germinativos (pH ácido)
- virulência (produção de fosfolipases e toxinas, fenótipos com maior aderência) Sintomas clínicos clássicos de CVV

Prurido
Ardência
Corrimento geralmente grumoso, sem odor
Dispareunia de intróito vaginal
Disúria externa Os sinais característicos são eritema e fissuras vulvares, corrimento grumoso, com placas aderidas à parede vaginal, de cor branca, edema vulvar, escoriações e lesões satélites, por vezes, pustulosas, pelo ato de coçar. Achados laboratoriais

pH < 4,5
Teste das aminas negativo
Bacterioscopia:
- Técnica à fresco (SF 0,9% e KOH 84%)
- Coloração de Gram
Cultura
Papanicolau Classificação das candidíases

1. Simples ou não complicadas
mulheres saudáveis
episódios anuais
boa resposta ao tratamento
Candida albicans Orientações terapêuticas Higiene genital
Evitar substâncias irritantes
Aeração dos genitais
Evitar roupas justas ou sintéticas
Tratamento ou controle dos fatores predisponentes Tratamento 1. Não grávida A. Candidíase simples ou não complicada
Tópico
-Isoconazol 1% VV/7 noites ou 600mg ou óvulo VV DU
-Miconazol 2% VV/7 noites
-Clotrimazol 1% VV/7 noites ou óvulo VV 500mg DU
-Fenticonazol 2% VV/7 noites ou óvulo VV 600mg DU
-Butoconazol 2% VV/3 noites
Sistêmico
-Fluconazol 150mg VO DU
-Itraconazol 100mg VO 2cp VO 12/12h/4cp 2. Durante a gravidez Tópico
Nitrato isoconazol 1%VV/7 noites/600mg óvulo VV DU
Miconazol 2% VV/7 noites
Clotrimazol 1% VV/7 noites ou óvulo VV 500mg DU
Fenticonazol 2% VV/7 noites ou óvulo VV 600 mg DU
Butoconazol 2% VV/3 noites B. Candidíase complicada

Sistêmico
- fluconazol 150mg VO DU
itraconazol 100mg VO 2cp VO 12/12h/4cp

Associação com anti-inflamatórios e anti-histamínicos Candidíase vaginal recorrente 3 ou mais episódios de candidíase em um ano
Tratamento individualizado
Alterações emocionais
Luta entre o microrganismo e as defesas do hospedeiro Importância Queixa mais freqüente nas consultas ginecológicas
Sintomatologia muito desconfortável
Possibilidade de ascensão ao trato genital superior
Favorecimento à penetração do HIV
Geralmente associado a processo inflamatório da vulva, vagina e colo Fatores predisponentes Ectopia
Duchas vaginais
Uso de medicamentos
Diabetes/Obesidade
Vestuário inadequado
Parceiros múltiplos
Frequência da atividade sexual Corrimento vaginal é diferente de infecção vaginal Etiologia do corrimento vaginal Conteúdo vaginal fisiológico
Vulvovaginites infecciosas
-Vaginose bacteriana
-Candidíase
-Tricomoníase
Vulvovaginites não-infecciosas
-Irritativas
-Alérgicas
-Vaginoses citolítica
Cervicites Diagnóstico de vulvovaginite 1.Anamnese
2.Exame ginecológico (vulvar e especular)
3.Testes diagnósticos fáceis, baratos e rápidos Medida do pH vaginal
Teste das aminas (Whiff)
Bacterioscopia da secreção vaginal 2. Complicadas
sinais e sintomas exuberantes
recorrência maior que 3 episódios ao ano
resposta imune inadequada
tratamento: prolongado, sistêmico, antifúngicos, anti-inflamatórios e anti-instamínicos
Tratamento profilático de 6 meses Vaginose bacteriana Vulvovaginite mais frequente
Desequilíbrio do ecossistema vaginal
-Fatores hormonais
-Sexuais
Vários agentes etiológicos:
-Gardnerella vaginalis
-Bacteroides sp
-Mycoplasma hominis
-Mobiluncus sp
-Peptoestreptococos
-Prevotella sp Quadro clínico Assintomática/oligossintomática (50%)
Corrimento homogêneo, acinzentado com odor podre - piora após coito e menstruação
Ocasionalmente prurido, dispareunia e sintomas urinários Quadro laboratorial pH >4,5
Teste das aminas positivo
Bacterioscopia:
-coloração de Gram
Cultura
Esfregaço corado (Papanicolau) Critérios diagnósticos 1. Critérios de Amsel
Corrimento homogêneo, acinzentado, baixa viscosidade
pH > 4,5
Teste das aminas positivo
Técnica à fresco: Clue cells e BD 2. Escore de Nugent
após avaliação do esfregaço vaginal corado pelo Gram Complicações ginecológicas: Infecções pós-operatórias genitais
Endometrite e salpingite pós-procedimentos invasivos genitais menores (CTG, DIU, FIV) Complicações gravídicas: TPPT
RUPREMA
Prematuridade
Infecção intra-amniótica Complicações puerperais: Endometriose puerperal Tratamento 1. Não-grávida Metronidazol: 400mg VO 12/12h por 7 dias
250mg VO 8/8h por 7 dias
500mg VO 12/12h por 7 dias
2g VO DU
Tinidazol/secnidazol: 2g VO DU
Clindamicina: VO, creme ou óvulos
Ampicilina: mobilluncos
Metronidazol ou tinidazol: creme vaginal/7 noites 2. Tratamento na gravidez 1º trimestre: Clindamicina 300mg VO 8/8h por 7 dias Após 12ª semana:
- Metronidazol 400mg VO 12/12h por 7 dias
250mg VO 8/8h por 7 dias
500mg VO 12/12h por 7 dias
- Tinidazol, Secnidazol
- Ampicilina: mobilluncus
- Metronidazol ou tinidazol creme vaginal/ 7 noites Mobilluncus sp: queixa corriqueira de vaginose bacteriana não responde aos imidazólicos. É sensível a clindamicina, ampicilina. Orientar abstinência alcoólica durante o uso de derivados imidazólicos Tricomoníase Protozoário: Trichomona vaginalis Acomete a vagina, canal cervical, glândulas acessórias, uretra e bexiga Sintomatologia desconfortável Freqüente associação gonoco, clamídia, HPV e estreptococo grupo B Complicações: DIP e predisposição ao HIV É uma DST Quadro clínico Fluxo genital amarelo ou amarelo-esverdeado, bolhoso ou abundante
Ardor, odor e prurido
Exame ginecológico Diagnóstico pH > 4,5
Teste das aminas
Bacterioscopia: técnica a fresco
Cultura
Papanicolau São frequentes sinais inflamatórios na vagina, como: ardência, hiperemia e edema.
Algumas pacientes referem dispareunia superficial e prurido vulvar ocasional. O Trichomonas, de forma bem menos corriqueira, pode ainda acometer a uretra e a bexiga, e desencadear disúria, polaciúria e dor suprapúbica. Tratamento 1. Não-grávida
Metronidazol 400mg VO 12/12h por 7 dias
250mg VO 8/8h por 7 dias
500mg VO 12/12h por 7 dias
2g VO DU
Tinidazol/secnidazol: 2g VO DU 2. Grávida
1º trimestre
Metronidazol ou tinidazol creme vaginal por 7 noites
Após 12ª semana
Trata normalmente, como não-grávida Clamidíase Agente: Chlamídia trachomatis sorotipos D a K Condições clínicas Menacme: infecção ascendente, Skenite, Bartolinite, S. uretral aguda
Gravidez: RPM, TPPT, natimorto ou neomorto
Puerpério: endometrite pós-parto ou pós-aborto
Concepto: transmissão vertical (conjuntivite de oclusão e pneumonia) Quadro clínico A maioria dos casos é assintomática ou oligossintomática. Quadro laboratorial Citologia esfoliativa
Sorologia
Anticorpos monoclonais: muito sensível ou pouco específico
Cultura (ideal) Tratamento Tetraciclina
Doxiciclina
Sulfas
Eritromicina
Tianfenicol Parceiros Referências BEREK e NOVAK. Tratado de ginecologia. 14ª ed. Guanabara Koogan. 2008. Obrigada!
Full transcript