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Classificação Decimal de Dewey

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Edilson Melo Filho

on 27 November 2015

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Transcript of Classificação Decimal de Dewey

Tipos de Classificação
Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC)
Os esquemas de representação do conhecimento são encontrados na literatura das áreas de Ciência da Informação, Biblioteconomia e Documentação para designar instrumentos que fazem a tradução dos conteúdos dos documentos originais e completos, para um esquema estruturado sistematicamente, que representa esse conteúdo, com a finalidade principal de organizar a informação e o conhecimento para facilitar a recuperação das informações contidas nos documentos.
Classificação Decimal de Dewey (CDD)
Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem
Classificação Decimal
de
Dewey

É um sistema de classificação bibliográfico utilizado nacional e internacionalmente por bibliotecas de todo o mundo, que tem por objetivo organizar hierarquicamente a totalidade do conhecimento em classes decimais.

Esse sistema foi desenvolvido por Mevil Dewey em 1876, e desde então enormemente modificado e expandido.
Lembrar...
As classificações são linguagens documentárias nas quais os descritores que permitem representar todos os conceitos e objetos de um campo determinado do conhecimento são ordenados de forma sistemática em função de um ou vários critérios materiais ou intelectuais.

São linguagens pré-coordenadas.

Fundamentam-se nas relações hierárquicas entre termos, no seu conjunto ou ao nível das diversas classes e subclasses.
Classificar é tão antigo quanto o surgimento da humanidade (DAHLBERG, 1979),

O ato de classificar aplica-se ao processo de agrupar ou separar objetos ou ideias individuais, em grupos, de acordo com seus graus de semelhanças e diferenças, combinando esses grupos em grupos mais amplos.
É um processo mental que está incorporado ao nosso cotidiano.
Piedade (1977)
“Entendida como processo mental de agrupamento de elementos portadores de características comuns capazes de ser reconhecidos como uma entidade ou conceito, constitui uma das fases fundamentais do pensar humano.”
É a formação metódica e sistemática de grupos onde se estabelecem critérios para a divisão.
É usada como instrumento de representação do conhecimento com a finalidade de ordenar para recuperar informações.
Araújo (2006, p. 122)
As classificações podem ser definidas a nível:
SOCIAL
É aquela intrínseca ao ser humano, fazendo parte de sua natureza. É algo que constitui a personalidade de uma pessoa, atuando diariamente para a organização mental dela. Por isso, elas podem classificar apenas o que lhe interessam.
FILOSÓFICO
É uma classificação mais elaborada e sofisticada, voltada para a definição e hierarquização do conhecimento humano.
BIBLIOGRÁFICO
Se preocupa com a organização e a disposição física de documentos, visando com isso, a sua recuperação. Busca ordenar, para arquivar e ter acesso ao documento em estantes ou nos arquivos. “Todas as teorias da classificação bibliográfica buscam promover uma classificação sistemática, lógica que reflita crítica e sistematicamente sobre os elementos de ligação que servem para a reunião de conceitos”
Conteúdo Programático
1. Conceitos Fundamentais
2. Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC)
3. Tipos de Classificação
4. Breve histórico da Classificação
5. Classificação Bibliográfica
6. Classificação Decimal de Dewey
6.1 Histórico e edições da CDD
6.2 Objetivos
6.3 Características
6.4 Estrutura
6.5 CDD na internet
6.6 Exemplos
Abrangência
Especializadas:
quando estão voltadas para um assunto determinado;

Gerais:
quando abrangem o universo do conhecimento.
(SOUZA, 2012).
É a formação metódica e sistemática de grupos onde se estabelecem critérios para a divisão.
É usada como instrumento de representação do conhecimento com a finalidade de ordenar para recuperar informações.
Finalidade
Científicas:
quando sistematizam os fenômenos do mundo natural;

Documentárias/Biliográficas:
quando servem para organizar documentos visando a recuperação da informação.
(SOUZA, 2012).
É a formação metódica e sistemática de grupos onde se estabelecem critérios para a divisão.
É usada como instrumento de representação do conhecimento com a finalidade de ordenar para recuperar informações.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Classificação Bibliográfica
É uma classificação de assuntos que constitui-se numa organização estrutural do conhecimento e do pensamento que atende a objetivos funcionais de organização do conhecimento (BLISS, 1952).
Breve Histórico da Classificação
CLASSIFICAÇÃO ESCOLÁSTICA

Classificação Aristotélica (382 -322 a.C.);

Classificação Baconiana (1603 -1623);

Classificação de Locke (1688), de John Locke (1632-1704);

Classificação de Comte (1822-1851), de Auguste Comte (1798-1857);
CLASSIFICAÇÃO PARA A CIÊNCIA

Classificação Botânica de Lineus, de Carl Linné (1735-1778);

Classificação Botânica de Jussieu (1789), de Antoine Jussieu;

Classificação de Hooker e Bentham (1862-1883);

Classificação de Engler (1900) (1892-1897);
ESQUEMAS SEM NOTAÇÃO

Classificação de Aldus (1505), de Aldo Manuzzi (1415-1515);
Classificação de Gesner (1548), de Conrad Gesner (1516-1605);
Classificação de Naudé (1627), de Gabriel Naudé;
Classificação de Brunet, de J. C. Brunet (1718-1867);
Classificação de Merlin (1842), de R. Merlin;
Classificação de Quinn-Brown (1894), de John H. Quinn e James Duff Brown.
ESQUEMAS COM NOTAÇÃO

Classificação de Schwartz (1871-1879), de Jacob Schwartz;
Classificação Decimal de Dewey (1876), de Melvil Dewey (1851-1902);
Classificação Expansiva de Cutter (1891-1903), de Charles Ami Cutter;
Classificação da Library of Congress (1902), da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos;
Classificação Decimal Universal (1905), de Paul Otlet e Henry La Fontaine).
É na lógica aristotélica (LANGRIDGE, 1977, p. 24) que são encontradas as primeiras contribuições para a formulação de uma teoria da classificação. A primeira contribuição de Aristóteles diz respeito à divisão dicotômica dos objetos em gênero e espécie. Trata-se de uma hierarquização conceitual que divide um tema geral em espécies a partir da aplicação de uma característica classificatória
.
De outro, as classificações bibliográficas, também preocupadas com essa questão, mas centradas no objetivo de “dar aos livros um lugar determinado nas estantes” (BARBOSA, 1969, p. 47), buscando uma ordenação e arranjo úteis para o arquivamento e o acesso a documentos – o caráter de funcionalidade é o definidor desse tipo de classificação.
Entre essas classificações mais elaboradas, que buscam explicitar e refletir sobre os critérios de classificação utilizados, estão diferentes tradições de reflexão. Svenonius separa aquelas oriundas de filósofos, enciclopedistas, epistemólogos e outros, voltados para uma classificação filosófica do conhecimento, daqueles preocupados com a organização de documentos, sua disposição física e sua recuperação. A estes últimos, a autora denomina “classificação bibliográfica” (SVENONIUS, 1985).
Barbosa, por exemplo, identifica, de um lado, as classificações filosóficas, voltadas para uma classificação mais elaborada, sofisticada, dos conhecimentos humanos, mas sendo “profundamente teóricas, constituindo agrupamentos dos conhecimentos humanos segundo o ponto-de-vista de seus idealizadores” (BARBOSA, 1969, p. 43).
Burke reconhece a existência de várias maneiras de classificar o conhecimento, ao longo da história da humanidade, sendo as distinções mais comuns: conhecimento teórico x prático; conhecimento público x privado; conhecimento legítimo x proibido; conhecimento alto x baixo; conhecimento liberal x útil; conhecimento especializado x geral; conhecimento dos livros x “das coisas”; conhecimento quantitativo x qualitativo. Nas palavras do autor, “no início da Europa moderna, o conhecimento era classificado por grupos diferentes de maneiras também diferentes” (BURKE, 2003, p. 79).
Utilizando a CDD e tendo como base o exemplo e os passos e procedimentos para classificar:

• definir o assunto
• escolher a descrição mais específica
• verificar no índice relativo o termo mais específico - quando não for possível localizar e optar pelo termo correlato e relacionado (Atenção: jamais classificar diretamente do índice. Sempre verifique o número nas classes.)
• observar as indicações nas classes das tabelas
• escolher a classe a qual pertence
• conferir número nas classes
Respondam ao seguinte exercício:
As classificações bibliográficas, em virtude das características próprias aos documentos, além das divisões do conhecimento, exigem:

Uma classe;
Subdivisões de forma;
Uma notação;
Um índice.
A palavra classificar vem do latim
classis
, que designava os grupos em que se dividia o povo romano. Foi cunhada por Zedler, em 1733, no
Universal Lexicon
, combinando as palavras latinas
classis
e
facere
, para apresentar uma divisão de apelações do Direito Civil e, só no fim do século XVIII, passou a ser empregada para a ordenação das ciências. (PIEDADE, 1983, p. 16).
“Processo mental pelo qual as coisas são reunidas de acordo com suas semelhanças ou separadas conforme suas diferenças.”
Cunha; Cavalcanti (2008)
Histórico e Edições
Influenciado pelo trabalho de Bacon e T. Harris;

Em 1876 foi lançada a 1ª edição;

Serviu de base para a criação da CDU pelo instituto Internacional de Bibliografia, atualmente Federação Internacional de Documentação (FID), representados pelos belgas Paul Otlet e Henry La Fontaine.
Em 1953 deu-se início aos trabalhos para elaboração da 16ª edição da CDD.

Em 1958 houve uma fusão de dois órgãos (DC Section da LC e o Editorial Office da Fundação) que resultou na atual Classificação Decimal Editorial e na elaboração das 17ª e 18ª edições.

Em 1979 foi lançada a 19ª ed. Apresentada em três volumes: V. 1 – Tabelas Auxiliares, Tabelas Principais e Índice Relativo.
A segunda edição da CDD surge em 1885 com 314 páginas, trazendo o nome do autor e o título
Decimal Classification and Relative Index

Atualmente se encontra em sua 23ª edição, sendo composta por 4 volumes:

Volume I → Tabelas Auxiliares
Volumes II → Tabela de Áreas ou Assuntos
(000 – 599)
Volumes III → Tabela de Áreas ou Assuntos
(600 – 999)
Volume IV → Índice
Objetivos
Utilizar mecanismos de uma classificação facetada combinando elementos de diferentes partes da estrutura para construir um número representando o assunto do conteúdo;

Ordenar as fontes de informação nas unidades de informação por assunto, através de código decimal.

Possibilitar o livre acesso nas bibliotecas.
Características
A CDD trabalha no mínimo com três dígitos, que podem ser seguidos por um ponto e subclasses. A leitura faz-se decimalmente, ou seja, 869 Literatura Portuguesa lê-se oito seis nove e nunca oitocentos e sessenta e nove.
A CDD é Hierárquica, ou seja, a forma como os assuntos e números estão arranjados representando a estrutura de áreas específicas, e subordinadas e relacionadas. A hierarquia é composta de classes principais, divisões destas classes e subdivisões (seções).
É um sistema de classificação primordialmente Bibliográfica (não filosófica, nem científica, essencialmente), destinado a servir de base à organização de documentos e de seus sucedâneos (fichas, listas bibliográficas, catálogos).
É um sistema de classificação decimal, isto é, adota como princípio fundamental a divisibilidade do todo, que é o conhecimento, em dez partes, baseando-se numa divisão inicial desse mesmo conhecimento em disciplinas e subdisciplinas.
As
disciplinas
são encaradas como grandes ramos do conhecimento, que englobam conceitos ou ideias menores, vistos como subdivisão ou derivação daquelas. Assim, a Filosofia, a Religião, as Ciências Sociais, as Ciências Puras, as Aplicadas, a História, são consideradas disciplinas, enquanto a Economia, a Sociologia, a Música, a Zoologia, a Botânica, são
subdisciplinas
em relação às grandes áreas em que se inserem.
É um sistema de classificação estruturado, abrangendo as seguintes partes:

Conjunto de dez classes principais, reunindo obras sobre todos os assuntos;
Conjunto de sete classes menores reunindo ideias adjetivas daquelas;
Notação, que permite ordenar com lógica os assuntos e os documentos;
Índice alfabético, para facilitar o acesso aos assuntos representados pelos números do Sistema nas diversas classes.
É um sistema de classificação enumerativo: relaciona todos os assuntos e todas as combinações/associações/relações possíveis entre os mesmos.
Estrutura
Dividiu o conhecimento na CDD em 9 classes, tendo acrescentado a elas uma décima classe, por julgar importante ter uma classe na qual pudessem ser inseridas as obras que tratam de todos os assuntos, como enciclopédias, dicionários, etc.
As classes de Dewey são constituídas de números decimais, suprimindo-se o zero e as vírgulas, compostas sempre por no mínimo 3 dígitos.

As classes utilizam apenas um sinal gráfico, o ponto, sempre após o terceiro algarismo da notação.
Subdivisões
Cada uma das dez classes principais da CDD é subdivisível em 9 classes menores, resultando em 100 divisões.

300 Ciências Sociais
310 Estatística
320 Ciência Política
330 Economia
340 Direito
350 Administração
360 Patologia e Serviços Sociais
370 Educação
380 Comércio. Comunicações. Transportes
390 Costumes e Folclore
Seções
Por sua vez cada uma das divisões é subdivisível em 9 seções, em um total aproximado de 1000 seções.

380 Comércio. Comunicações. Transportes
381 Comércio Interno
382 Comércio Internacional
.
.
.
389 Metrologia e Padronização
As seções por sua vez também se subdividem em 9 divisões menores, e assim sucessivamente.

300
Ciências Sociais
380
Comércio
382
Comércio Internacional
382.4
Serviços e Mercadorias Específicas
382.41
Produtos Agrícolas
Divisões Menores
Tabelas Auxiliares
A CDD possui basicamente 6 tabelas auxiliares:

Tabela 1 (T1) → Subdivisões padrões
Tabela 2 (T2) → Geografia, Períodos Históricos, Biografia
Tabela 3 (T3) → Subdivisões Para Literaturas Individuais e Artes
Tabela 4 (T4) → Subdivisões Para Línguas Individuais e Famílias de Línguas
Tabela 5 (T5) → Grupos Raciais, Étnicos, Nacionais
Tabela 6 (T6) → Línguas
As tabelas auxiliares tem como principal função detalhar, especificar ou caracterizar um determinado aspecto ou elemento de um assunto obtido através das tabelas principais.

Podem compreender aspectos relacionados à forma física do documento, à forma intrínseca e extrínseca, à divisão política, física, socioeconômica de um assunto, etc.
Desde a sua primeira publicação, a CDD já passou por 23 edições integrais, mais 15 edições abreviadas, e, ainda, múltiplas versões em sua versão para a Web. Atualmente, a sua revisão e atualização, assim como seus direitos e sua distribuição, estão sob a responsabilidade da empresa norte-americana
Online Computer Library Center
(OCLC). Segundo os dados da 23ª edição da CDD, o SOC já foi traduzido para 30 idiomas e é utilizado por bibliotecas de mais de 138 países.
Atualização
O OCLC além de publicar a classificação mantém o WorldCat, uma base de dados de 54 milhões de registros com dados da CDD. Esses dados estão disponíveis em formato eletrônico, desde 1993. Os produtos eletrônicos, incluindo a versão em CD,
Dewey for Windows
, agora sendo substituído pela
WebDewey
, o equivalente online, têm sido desenvolvidos para explorar todo o potencial dos novos formatos
A partir da década de 80 as proposições para classificação decimal de dewey via web se deram em escala mais larga.

Uma contribuição da CDD na web seria auxiliar no processo do Sistema de Recuperação da Informação – SRI, já que sendo uma classificação facetada poderia distribuir a variedade do conteúdo existente na web.

Outra contribuição seria na habilidade para identificar itens de informação específicos e definidos de forma precisa (sistemas de indexação de assuntos) e na habilidade de demonstrar as áreas de assunto disponíveis (estruturas  classificatórias /instrumentos de classificação).
CDD na Internet
Por exemplo:
Enciclopédia de folclore
é construído ao adicionar
–03 (Dicionários, enciclopédias) da Tabela 1
ao número da classe principal
398 (Folclore),
resultando
398.03.
Índice e Edições Abreviadas
O índice da CDD é do tipo relativo, indicando sob cada assunto todos os pontos do sistema em que se encontram seus vários aspectos, incluindo também entradas relativas para os termos das tabelas auxiliares.
A partir de 1894 a CDD passou a publicar edições abreviadas, compostas por um único volume no qual as classes e tabelas são apresentadas de forma menos detalhada.
Exemplos
Gabarito
OBS: O material didático utilizado na aula e outros textos, também se encontram disponíveis no SIGAA.
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