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[FILOSOFIA] Verdade e Argumentação

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by

Carlos Moiteiro

on 23 August 2016

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Transcript of [FILOSOFIA] Verdade e Argumentação



Filosofia - Aula 03 - Prof. Carlos Moiteiro - PUCPR

As concepções de Verdade
Critérios e concepções modernas de Verdade
Concepções Clássicas de Verdade
Aletheia
(grego):
memória, não esquecimento.
Ligada à concepção de que o conhecimento verdadeiro é aquele transmitido de geração a geração dentro de uma sociedade.
Veritas
(latim):
fato, evidência.
Remete à ideia de testemunho ocular, de que a verdade é aquilo que é visto e testemunhado por alguém (“vi e dou testemunho”).
Emunah
(hebraico):
confiança
.
A verdade é dada pela relação de confiança que se estabelece entre pessoas distintas (Deus e seu povo, as pessoas entre si).

Verdade e argumentação lógica
ARGUMENTAÇÃO:
encadeamento de
proposições
fundadas em
dados
racionais, seguindo uma ordem própria,
que permite alcançar uma verdade até então desconhecida completa ou parcialmente
, ou, quando conhecida, convencer alguém daquilo que é proposto como argumento.

ARGUMENTO:

produto final
da argumentação.

PROPOSIÇÃO:
são as
enunciações

orais
ou
gráficas
de um
juízo
.

JUÍZO:
ordenação dos
conceitos
na forma de
frases significativas
; devem conter
sujeito
,
cópula
(verbo) e
predicado
.

RACIOCÍNIO:
argumentação que permite alcançar uma
verdade completa ou parcialmente desconhecida até então
, por meio de
inferências
.

INFERÊNCIA:
processo de
inferir

conclusões
, ou seja,
produzir conclusões a partir de dados anteriormente apresentados
(
premissas
).

INDUÇÃO
As premissas apresentam dados particulares, e a inferência realizada a partir das mesmas propõe uma conclusão que se apresenta como lei geral.

Exemplo 1:
Maria é um ser humano mortal.
Flávia é um ser humano mortal.
Denise é um ser humano mortal.
Maria, Flávia e Denise são mulheres.
(Logo) Toda mulher é um ser humano mortal.

Exemplo 2:
A rosa vermelha tem espinhos.
A rosa branca tem espinhos.
A rosa amarela tem espinhos.
A rosa lilás tem espinhos.
Toda rosa tem espinhos.
Espécies de indução:
Semelhança ou analogia.
Ex.:
Li dois livros de Saramago e os considero muito bons; logo, o novo livro que acaba de ser lançado no Brasil também será muito bom.

Enumeração completa suficiente.
Ex.:
Todas as horas do dia possuem 60 minutos; logo, uma hora possui 60 minutos.
Obs.: Este tipo de indução também é chamada de
tautologia
, pois não apresenta nenhum dado novo a ser inferido.

Enumeração incompleta insuficiente.
Ex: Anderson e Allan são gêmeos e são inteligentes; Flávio e Gustavo são gêmeos e são igualmente inteligentes; Cléia e Alessandra também são gêmeas e inteligentes; logo, todos os gêmeos são inteligentes.

Enumeração incompleta, mas suficiente
: os casos apresentados na argumentação são representativos do todo analisado
Ex: Controle de qualidade; dados estatísticos, etc.

DEDUÇÃO
A premissa MAIOR apresenta uma LEI GERAL UNIVERSAL; a premissa MENOR apresenta um
dado particular
, a ser confrontado com a
lei geral
. Neste caso, a CONCLUSÃO é a verificação da
lei geral
apresentada.

Exemplo 1:
Todo homem é mortal.
Sócrates é homem.
Sócrates é mortal.

Exemplo 2:
Dois corpos se atraem com aceleração proporcional às suas massas e na proporção inversa de suas distâncias.
Os corpos A e B possuem a mesma massa, que corresponde à metade da massa de um corpo C.
Se a distância entre os corpos A e C for o dobro da distância entre os corpos B e C, B colidirá com C antes que A.
Referências:
CHAUÍ, Marilena de Sousa.
As concepções de verdade.
In: ______.
Convite à filosofia.
São Paulo: Brasiliense, 1981, 1986, 2001. (Coleção primeiros passos; 13)

KELLER, Vicente; BASTOS, Cleverson Leite.
Aprendendo lógica.
19. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
FALÁCIAS
Conclusão irrelevante:
A argumentação conduz a uma conclusão que não é garantida pelas premissas anteriores.
Ex.:

Vivemos em uma escalada da violência porque nossas cidades estão cada vez mais pichadas e os jovens possuem maior liberdade na sociedade aual.
Também chamados de
sofismas
, são argumentos incorretos ou ilegítimos, utilizado para convencer alguém, por meio de raciocínios linguisticamente incoerentes ou pela transferência da argumentação racional para o plano psicológico ou emocional.
Petição de princípio:
Quando se pressupõe como certo algo que, justamente, deveria ser demonstrado pela argumentação.
Ex.:

- Mãe, o Papai Noel existe?
- É claro que existe, minha filha. E se você ficar duvidando que ele existe, ele não te trará nenhum presente no final do ano, entendeu?
Círculo vicioso:
Tanto o ponto de partida quanto a conclusão do argumento carecem de demonstração; neste caso, um é demonstrado pelo outro, na forma de um círculo.
Ex.:

O mundo está mal. Para melhorar o mundo, é preciso melhorar a escola. Mas, para melhorar a escola, devo melhorar os professores. Bom, para melhorar os professores, é necessário formar melhores alunos. Mas é impossível formar melhores alunos, já que o mundo anda tão mal...
Falsa causa:
Argumento que atribui a qualquer fenômeno uma causa que não possui relação com o fenômeno em si, mas apenas o antecede.
Ex.:

Depois das manifestações de julho de 2013, a economia brasileira não deu sinais de melhora, pois os investidores temem novos protestos.
Causa comum:
Dois acontecimentos estão relacionados entre si e são tomados um como causa do outro, embora sejam, na verdade, causados por um terceiro fator.
Ex.:
A moral está decadente porque as pessoas passaram a não acreditar mais em Deus ou em valores religiosos.
Generalização apressada:
Trata-se de uma
enumeração incompleta insuficiente
: atribui-se ao todo o que é próprio de uma parte. Está na origem dos estereótipos sociais.
Ex.:

Todo homem é safado...
Todo político é corrupto...
Toda mulher é ruim no volante...
Toda criança é inocente...
Contra o homem (Ad hominem):
Estratégia ilegítim, cujo argumento consiste em fazer desacreditar o oponente atacando-o diretamente, em especial trazendo à tona elementos de sua vida pessoal.
Ex.:

"O candidato X é casado? Tem filhos? Então ele não é um bom candidato para assumir a prefeitura da nossa cidade..."
Recurso à força (Ad baculum):
Quando se recorre à ameaça do uso da força, de forma sutil ou explícita, para convencer alguém.
Ex.:
- Você não está contente com o seu salário? É uma pena, porque existem milhões de pessoas desempregadas que dariam tudo para ganhar o que você ganha!
Apelo à piedade (Ad misericordiam):
É induzir alguém emocionalmente, apelando a seus sentimentos, para forçá-la a aceitar seu ponto de vista. Trata-se da famosa
chantagem emocional
.
Ex.:

- Meretíssimo! Meu cliente não é o culpado desse crime! Veja: ele é um pai de família, e tem dois filhos pequenos para criar! Quem cuidará de seus filhos caso seja preso?
Apelo à ignorância (Ad ignorantiam):
Trata-se de supor que uma tese é verdadeira pelo simples motivo de não se ter demonstração suficiente da tese contrária.
Ex.:
Como até o presente momento não foi possível comprovar com clareza como é possível que a ação humana esteja, de fato, contribuindo com o aquecimento do planeta, deve-se supor que seu aquecimento trata-se de um fenômeno puramente natural.
Apelo à autoridade (Ad verecundiam):
Quando se lança mão de um testemunho de certa autoridade em determinado campo do saber para favorecer um argumento fora da área de especialização desta autoridade.
Ex.:
Diz-se que Einstein, ao ser interrogado sobre a seleção natural na teoria da evolução das espécies, teria dito a seguinte afirmação: "Deus não joga dados com o universo". Por isso, não acredito na evolução.
Pergunta complexa:
Confunde-se o interlocutor ao combinar duas perguntas ou mais perguntas em uma só. Se este não perceber a intenção maliciosa do ato, poderá responder desprevenidamente "sim" ou "não", para uma pergunta que exige resposta elaborada.
Ex.:
- Você está arrependido de ter matado sua esposa? - Não! - Então você confessa que cometeu o assassinato!
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