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Untitled Prezi

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monique cabral

on 10 March 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Representação Contemporânea da Arquitetura Bibliografia Conclusão Grupo: Monique Cabral e Rildo Santos A metodologia de Frank Gehry A prototipagem rápida No início dos anos 1960, quando tinha acabado de abrir seu escritório, Gehry começou a suspeitar da capacidade de seus desenhos de distrair sua atenção da construção. A lógica do desenho substituiu a lógica da construção, resultando em construções que aspiram a ser parecidas com desenhos...
Durante a construção, a liberdade do desenho geralmente gera construções que são muito difíceis de serem construídas, então a lógica da construção está em direta contradição com a lógica do desenho que a inspira.
(WILLIS, apud LINDSEY, 2001)
Um dos modos que Gehry desenvolve para focar na construção é substituir o desenho por modelos físicos (chega ao ponto de fazer vários modelos, em diferentes escalas, para também não se fixar neles e nunca esquecer da construção).
O comportamento dos materiais da maquete, mesmo não sendo os mesmos da verdadeira construção, ajuda na percepção da resistência dos materiais.
Outro motivo para o uso dos modelos se deve à necessidade de Gehry trabalhar para o cliente, que não foi treinado para ler desenhos técnicos. Os modelos são muito mais fáceis de serem entendidos. O uso do modelo permite ao cliente participar do diálogo no processo. No entanto, esse processo de criação encontrou grande dificuldade devido à complexidade formal da arquitetura desenvolvida por Gehry. A comunicação do projeto com as esferas legais (com a construção e outros atores) se faz pelo desenho bidimensional. O grande problema era como transformar aqueles modelos com formas extremamente complexas em uma representação bidimensional. A maneira encontrada pela equipe de Gehry foi o seguinte processo:

Desenvolvimento dos modelos
Digitalização destes modelos por meio de um scanner 3D. A forma digitalizada é gerada no computador. Essa forma então pode ser desenvolvida por meio de algum 3D. No caso de Gehry, os softwares mais utilizados são o Rhinoceros e o Catia.
Para algumas verificações o modelo pode ser prototipado. A partir dos modelos digitais é então realizada a representação descritiva. Mas o escritório sempre envia para os colaboradores e fabricantes dos componentes os modelos digitalizados. A prototipagem rápida consiste em uma tecnologia para construir modelos e protótipos tridimensionais físicos, utilizando sistemas de desenho auxiliados por computador (CAD e CAM) através da superposição de camadas milimétricas de matérias primas diversas.
Uma das dificuldades atuais do uso da prototipagem é o custo. A maioria das empresas que utiliza tal recurso prefere terceirizar o uso do que adquirir uma máquina. Uma pequena maquete pode ser feita por cerca de R$400,00. Outra dificuldade são as dimensões máximas, que giram em torno de um cubo de aproximadamente 30cm x 30 cm. Uma solução é a utilização da prototipagem para componentes mais complexos de uma grande maquete, produzindo-se assim maquetes híbridas. Ou produzir uma maquete grande por meio da soma de partes menores prototipadas.
De maneira geral, são verificados dois tipos de método: aditivo e subtrativo. No aditivo, os modelos são construídos por meio da sobreposição de camadas muito finas. Isso pode ser feito pela pulverização de cera derretida (FMD), pulverização de cola sobre pó (impressora a jato de pó) ou pela produção de uma reação química que endurece um líquido (estereolitografia). Os processos mais utilizados são a estereolitogra-fia e a impressora a jato de pó (MILLS, p. 241). As tecnologias de projeto digital progrediram rapidamente nos últimos anos. Uma variedade de aplicações do CAD, na prática de projeto, aumentou muito além da antiga forma de percepção do CAD como uma mera ferramenta de produção, com apoio apenas à representação, como formula mais precisamente Zellner, citado por Piazzalunga:
A arquitetura já não precisa ser gerada por convenções estáticas de plano, seção e elevação. Em vez disso, as construções podem ser agora totalmente idealizadas por modelagem tridimensional, perfilação, prototipagem e implementação de softwares, interfaces e hardwares, anulando assim as etapas entre conceituação e fabricação, produção e construção, cálculos e experiência espacial. (ZELLNER apudPIAZZALUNGA, 2005, p. 46)
Esse processo já vem ocorrendo nas engenharias mecânica, de produto e na área do design industrial. Na arquitetura o processo vem sendo experimentado por alguns arquitetos, como Frank Gehry e Norman Foster, dentre outros. Vários centros de pesquisa também vêm tratando do tema, como o Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT), Austrália; Architecture and Civil Engineering Department – University of Bath; School of Architecture of Sheffield, dentre outros. A influência de conceitos da engenharia mecânica não ficou apenas no processo de criação em si, mas em toda a cadeia da indústria de construção civil no Reino Unido. O conceito é denominado KBE – Knowledge Based Engineering– que possibilita a todos os atores da indústria verificar novas ideias através do CAD ou realidade virtual. Todos os aspectos do design, da manufatura, estão juntos nesse sistema. Szalapaj entende ser mais adequado o termo “simulação”, ao contrário de realidade virtual. Aliás, a simulação vem diminuindo os conflitos entre o engenheiro e o arquiteto. Para alguns experts da indústria, o KBE (engenharia baseada no conhecimento) é a tecnologia do século 21. A modelagem não vem sendo só uma iniciativa do arquiteto. Clientes mais experientes e indústrias de componentes da indústria da construção civil já preferem receber os modelos e obterem eles mesmos as vistas e seções de que necessitarem.
Segundo Szalapaj, a tecnologia segue a demanda projetual, mais que o projeto se ajustar a uma demanda tecnológica. Um bom exemplo é a parceria de Frank Gehry e o Dassault Systemes (uma companhia francesa de softwaresem associação com a IBM), que, segundo Gehry, vem desenvolvendo o Catia conforme as suas necessidades. O Catia é um software muito utilizado na engenharia mecânica, mais precisamente na indústria de automóvel e aeroespacial. Outro exemplo: as atuais configurações do Auto CAD, diferentes das primeiras (Auto CAD 12), que eram ferramentas de prancheta eletrônica, as atuais (Auto CAD 2007, 2008 e 2009) já possibilitam iniciar o projeto pela modelagem, inclusive obter-se as vistas e as seções a partir do modelo (lembra um pouco o Sketch up). Figuras 3 e 4 - exemplos de modelos feitos no Catia Segundo Lindsey (2001), um dos primeiros arquitetos a usarem o processo da prototipagem rápida, assim como do projeto a partir da modelagem tanto digital quanto através da digitalização de maquetes foi Frank Gehry. Gehry utiliza o mesmo processo da indústria automotiva, inclusive os mesmos softwares, como o Catia e o Rhinoceros. O arquiteto utiliza os modelos para o projeto da estrutura e, atualmente, para a perfilação, a produção dos componentes da construção diretamente do modelo digital, ou seja, a manufatura com auxílio do computador CAM. Conforme Szalapaj (2005), na engenharia mecânica a integração CAD CAM é vista como ganho de produtividade. O mesmo pode-se dizer na fabricação de componentes de construção. Mesma experiência vem sendo desenvolvida pelo grupo de pesquisa do Royal Melbourne Institute of Tecnology (RMIT), Austrália, no Spatial Information Architecture Laboratory (SIAL). A pesquisa iniciou-se com a digitalização de um modelo real, uma maquete, através do auxílio de um scanner 3D. A partir daí, o modelo digital pode ser manipulado, modificado num sistema de curvas Nurbes. Um dos programas utilizados na área de design industrial de modelagem e criação e que é baseado no sistema de curvas Nurbes é o Rhinoceros. Tanto a prototipagem rápida quanto o uso do Scanner 3D estiveram restritos às áreas da engenharia mecânica e da produção de protótipos para a indústria como um todo, sobretudo devido aos altos custos desses processos (mas pagos na produção seriada a partir do protótipo). Mas, como acontece na informática como um todo, os preços dos equipamentos vêm caindo de forma acelerada. Assim, dentro em breve esses equipamentos farão parte da maioria dos escritórios, como ferramentas de projeto e simulação (isso já vem acontecendo em alguns escri-tórios nos USA). Figuras 1 e 2 - modelos de Norman Foster e Frank Gehry, respectivamente Figuras 7 e 8 - Modelos de Frank Gehry feitos à mão e prototipagem rápida As novas representações Figura 5 - Frank Gehry em meio a seus modelos físicos Figura 6 - Maquete feita à mão de Frank Gehry Imagens disponíveis em:
Figura 1
http://2.bp.blogspot.com/-7F4ozxU8z_Y/TdibNUEsWdI/AAAAAAAABK0/TQcZJ8E_Zsw/s1600/crystal-island-moscu-norman-foster.jpg
Figura 2
http://newsroom.uts.edu.au/sites/all/files/images/pub_image/1_to_100_upn_oblique_01_0.jpg
Figura 3
http://www.microlinsbtu.com.br/images/catia.jpg
Figura 4
http://4.bp.blogspot.com/- X47HBY393M/TW8AQxqf0lI/AAAAAAAAFf4/pY9K5MJW35A/s1600/img%2Bcatia%2Bv5%2B10.jpg
Figura 5
http://f.i.uol.com.br/folha/turismo/images/12277528.jpeg
Figura 6
http://www.ww2aircraft.net/forum/attachments/off-topic misc/73362d1223923357-fugly-buildings-arques_de_riscal_frank_gehry_3-1-.jpg
Figura 7
http://adrianalima.arq.br/blog/wp-content/uploads/2012/09/MAQUETE-FRANK-GEHRY-Faculdade-Tecnologia-Sidney.jpg
Figura 8
http://saoromaomoveis.files.wordpress.com/2011/11/opus-tower-1.jpg
Figura 9
http://www.fec.unicamp.br/~lapac/images/galeria/oliva.jpg
Figura 10
http://4.bp.blogspot.com/_xSHxtLp7mNI/TJuhFTjdO7I/AAAAAAAAAWk/P-GhWy3cFa4/s1600/DSCF0089.JPG Almeida, Àlvaro José de Paiva, REPRESENTAÇÃO CONTEMPORÂNEA DA ARQUITETURA - Cadernos de Arquitetura e Urbanismo, v.15, n.16, 1º sem. 2008 Figura 9 - Modelo em prototipagem rápida Figuras 10 e 11 - Jóias produzidas com prototipagem rápida A promulgação ao final de 1994 das Diretrizes Curriculares, da Portaria 1770/94, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino da informática aplicada à arquitetura no Brasil, foi um componente importante de transformação do ensino e consequentemente dos procedimentos adotados no mercado. Esse fato evidencia que a escola pode ter, de certa forma, alguma influência sobre o mercado. Cabem às escolas a reflexão, a crítica e o desenvolvimento de processos que venham contribuir para novas metodologias de projeto. Ou seja, a inserção da tecnologia da informação nos escritórios já está ocorrendo. Cabe agora às instituições de ensino e pesquisa (que são as universidades) desempenharem seu papel de forma mais contundente.
A pouca inserção do profissional de arquitetura de Belo Horizonte em outras regiões do Estado de Minas Gerais e do
Brasil poderia ser minorada com o desenvolvimento de pesquisa e cursos (de graduação e pós-graduação) que procurem desenvolver e/ou aplicar processos metodológicos com base em tecnologia virtual. A prática do “escritório virtual”, por exemplo, já é conhecida, mas pouco difundida.
É preocupante a pouca utilização de ferramentas tradicionais como a maquete na fase de criação. Apenas 18% dos arquitetos entrevistados utilizam a maquete para esse fim. O estudo da forma é de grande importância para a qualidade da arquitetura, e a maquete é ainda uma importante ferramenta. Nesse sentido, se as escolas investissem em técnicas como a digitalização 3D e a prototipagem rápida, poderiam colaborar no incremento do uso da maquete na criação.Embora o uso da informática no processo de projeto seja amplo, tal fato não alterou a sequência tradicional de projeto (criação, desenvolvimento e apresentação). Nem mesmo algum escritório que empreguem novos processos de criação, como modelagem digital e prototipagem. Enfim, de maneira geral, a informática entra nos escritórios mais como meio de representação e bem menos como meio de criação e projeto. A seguir será apresentado uma pesquisa de 2006, feita em 122 escritórios de arquitetura em Belo Horizonte, para entender como esse processo de inserção da tecnologia em meio a produção projetual está ocorrendo. Nesta pesquisa, dois aspectos foram analisados de maneira geral: Painel da representação em Belo Horizonte como os arquitetos utilizam as diferentes técnicas ou meios de representação em sua prática; qual a proporção ou a extensão do impacto das novas tecnologias da informação sobre o precesso de trabalho dos arquitetos em Belo Horizonte. A primeira questão analisada, é como se desenvolveu a prática da arquitetura na cidade, mostrando o surgimento de novos cursos dentre as faculdades, e o crescimento dos números de arquitetos formando e atuantes no mercado. Esse crescimento é dividido em três fases:

1. Anterior a década de 80, quando ainda só existia a Escola de Arquitetura da UFMG.
2. Na década de 80, com a criação do curso de Arquitetura da Faculdade Metodista Isabela Hendrix.
3. E da década de 90 a diante, com o advento do curso de Arquitetura da PUC Minas. Foi visto que dos escritórios entrevistados, 94% fazem uso da internet, mas a grande maioria a utilizasa para pesquisa de preços, materiais, etc. Além disso, não se mostra significativo o número de arquitetos que trabalham em rede, por exemplo, uma organização através de escritórios virtuais. Isso fica evidente a partir do gráfico abaixom onde a maior concentração de arquitetos fica na parte central de Minas Gerais, logo, a falta de exploração de potencial da internet como processo na prática projetual, diminui o raio de ação desses arquitetos, e há muito espaço para esses profissionais desenvolverem novos sistemas de operação nos processos de projeto.

"As novas tecnologias da informação não são simplesmente ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem desenvolvidos. Usuários e criadores passam a ser a mesma coisa." (CASTELLS, p.69)

O acesso a essa nova tecnologia informacional é grande entre os escritórios, independente da escola de formação destes arquitetos, mas a utilização de diferentes programas e equipamentos para o auxílio de proesso projetual ainda é reduzido, visto na tabela ao lado. O programa mais utilizado é o AutoCad, e ao serem questionado o porquê, disseram que é pela ampla utilização, inclusive por copiadoras, deste modo, facilitando o processo de produção, no entanto, os donos de copiadoras disseram que só utilizam o AutoCad devido as exigências dos arquitetos.
Um aspecto a destacar é a utilização da informática na prática da arquitetura nas faculdades de Belo Horizonte, só a partir de 1994 que foi colocado como obrigatório o ensino nas escolas de arquitetura. Em 1996, algumas faculdades inseriram na estrutura curricular a matéria (informática aplicada à arquitetura", ampliando o uso de novas tecnologiais no mercado de trabalho.
O maior problema é como se deu o uso da informática pelos escritórios, isto é, a utilização dessa se dá apenas por meio de representação, e não como ferramenta ou processo de criação. Podemos observar a partir do gráfico abaixo, as etapas de projeto e os desenhos ou ferramentas utilizadas, com o predomínio de croqui na etapa de criação e de discussão de idéias, mas menor emprego da modelagem digital, desenho arquitetônico digital e mesmo maquetes, sendo estes geralmente utilizados só na etapa de apresentação. Já nos últimos anos, com o aprendizado de novos softwares, os arquitetos começam a incorporar o meio digital em todas as etapas. Podemos ver no estudo feito abaixo, através da categorização de tipologias de modos de atuação dos arquitetos, a diferença gigantesta dos arquitetos que utilizam formas digitais na criação, desenvolvimento e apresentação.
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