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Fernando Pessoa- Heterónimos

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by

Mónica Basílio

on 28 November 2013

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Transcript of Fernando Pessoa- Heterónimos

Fernando Pessoa- Heterónimos
FONTS
Análise formal
Linguagem e estilo

Composição poética:
Verso livre, ausência de rima e métrica irregular;
Linguagem:
Simples, predomínio do verbo "ser" e do presente do indicativo;
Estilo:
Discurso com uso de metáforas.

7 estrofes:
1ª e 7ª são irregulares;
2ª é uma quintilha;
3ª é uma nona;
4ª é um terceto;
5ª é uma oitava;
6ª é uma décima

Biografia
Data de nascimento : 16 de Abril 1889;
Ano de óbito: 1915;
Causa da morte: Tubercolose;
Naturalidade: Lisboa ;
Locais de vivência: Ribatejo e Lisboa ;
Obras Publicadas: “Guardador de Rebanhos”, “Pastor amoroso”, “Poemas inconjuntos”.

"O Guardador de Rebanhos"
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.


Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural -
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
8-3-1914
Alberto Caeiro
"O mestre"






No começo do poema ele declara-se pastor por metáfora. De pastor tinha o deambulismo, ou seja, o andar constantemente e sem destino.
Nos poemas de Alberto Caeiro os seus pensamentos não passam de sensações. Vive feliz como os rios e as plantas, integrado nas leis do Universo.
Este poema revela a personalidade do "eu poético," de alberto caeiro, ao exprimir da melhor forma a sua relação íntima com a natureza.
Características:

"Mestre" dos outros;
Paganista existencial;
Poeta da Natureza e da Simplicidade;
Interpreta o mundo através dos sentidos;


Estatura baixa;
Louro;
Pele muito branca;
Olhos azuis;
Características
Escolaridade: 4º Ano;
Heterónimo menos culto;
Alegre e Franco;
Vivia o presente não pensando no passado;
Não tem medo da morte;

Introdução ao poema "O guardador de rebanhos"
1.Ao longo do poema os elementos dominantes são as figuras da Natureza, onde se destaca a paisagem envolvente da sua imaginária localização;

2.Na parte inicial do poema o poeta assume-se como alguém solitário, num meio rural longe dos Seres humanos, onde os seus pensamentos se misturam com a paisagem;

3.Embora demonstre sentimentos contraditórios, Caeiro assume que este facto é uma opção de vida, por gostar de estar sozinho.

4.A simplicidade do seu pensamento leva-o constantemente a comparar as sensações vividas com a Natureza e assume que não compreende as suas próprias ideias.

5.Finalmente,saúda os leitores dos seus versos, desejando ser encarado com um elemento simples e natural que podem encontrar perto de si.
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