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Cartografia cultural de São Mateus

Mapeamento dos grupos e coletivos culturais atuantes na região que corresponde a sub-prefeitura de São Mateus, formada por três distritos (São Mateus, São Rafael e Iguatemi). Fruto de uma parceria entre o São Mateus em Movimento e a Casa de Cultura.
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Aluizio Marino

on 9 August 2017

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Cartografia cultural de São Mateus
Apresentação:
Mapeamento dos grupos e coletivos culturais atuantes na região que corresponde a sub-prefeitura de São Mateus, formada por três distritos (São Mateus, São Rafael e Iguatemi). Fruto de uma parceria entre o São Mateus em Movimento, o Fórum de Cultura e a Casa de Cultura de São Mateus.
A principal referência foi o livro "Memórias de um São: Mapeamento e memória cultural da região de São Mateus". Organizado por Amanda Freire e Priscila Machado, através de um projeto encabeçado pelo Fórum de Cultura de São Mateus, com apoio do Programa VAI (modalidade VAI 2). O livro trás um panorama histórico dos movimentos culturais da região, bem como releases dos coletivos, instituições e artistas locais. Além dele, a plataforma SP Cultura e indicações de articuladores locais também serviram como fontes de dados para o mapeamento.

Processo:
O processo de construção contou com duas oficinas práticas sobre mapeamento colaborativo, realizadas nos dias 02 e 09 de setembro. No primeiro encontro, que aconteceu na Casa de Cultura de São Mateus, os participantes conheceram a história e os significados da cartografia, compreendendo que os mapas, para além de representações de espaços geográficos, constituem instrumentos de poder, e por isso, são ferramentas importantes para coletivos culturais, movimentos sociais e organizações comunitárias.
O segundo encontro ocorreu no espaço São Mateus em Movimento. Com uma abordagem "mão na massa', os participantes experimentaram ferramentas introdutórias de mapeamento digital e vivenciaram um mapeamento colaborativo, onde se iniciou a construção do resultado final aqui exposto. No total, participaram dos encontros 15 pessoas, um grupo inter-geracional formado por representantes de coletivos culturais - tais como o grupo de teatro "Rosas Periféricas" e o coletivo feminista "Clã Destino" - artistas, produtores culturais, estudantes secundaristas e pesquisadores.
Após as oficinas, o mapa contou com intervenções dos artistas visuais Quinho Fonseca e Talita Queenzel, ambos com atuação na região, principalmente o artista Quinho, reconhecido por seus graffitis que retratam o cotidiano e os personagens das quebradas. Mais informações sobre o trabalho do artista no link: https://www.flickr.com/photos/quinhofonseca/

Considerações:
As periferias da cidade de São Paulo são marcadas por uma efervescência de movimentos, redes e coletivos culturais. Em São Mateus, especificamente, tal efervescência é também sinônimo de tradição e resistência. Desde a década de 1960, onde os quintais eram um dos poucos locais possíveis para reunir pessoas em torno das rodas de samba e reuniões comunitárias. Passando para a década de 1980 e 1990 com os grupos e posses de HIP HOP, em que jovens ocupavam os poucos espaços públicos existentes Mesma época em que surgem bandas independentes de punk e rock, também com letras de música politizadas. Até os dias atuais com diversos coletivos culturais, que mesclam a tradição com as ferramentas digitais, e mantém viva a memória de luta e resistência através do fazer artístico.
Constatamos a permanência dessa memória a partir do perfil dos coletivos atuantes no território. No total foram identificados 47 grupos, 14 deles inseridos em algum elemento da cultura HIP HOP, 12 bandas independentes, 8 coletivos de audiovisual e/ou cultura digital e 5 grupos de cultura tradicional. Os grupos de cultura tradicional estão representados por grupos, como o "Berço do Samba de São Mateus" e as comunidade "Maria Cursi", "Toca da Onça" e " Vera Cruz". Além dos citados há também a presença do Maracatu Agô Anama.
Dentro aqueles inseridos na cultura HIP HOP, a maioria são grupos de RAP, 10 no total, verificamos ainda a presença de 3 crews de graffiti e 1 posse. As Posses de HIP HOP denotam domínios, articulações territoriais. Tratam-se de grandes coletivos que agregam diferentes grupos e artistas, representantes dos diferentes elementos da cultura HIP HOP (MCs, DJs, Bboys e Graffiteiros). Um fato interessante é que a "DRR Posse" (sigla para Defensores do Ritmo Rua), que surge em São Mateus no final da década de 1980 é considerada uma das primeiras Posses de HIP HOP do Brasil.
A quantidade de bandas independentes evidencia, ao mesmo tempo, a continuidade da trajetória iniciada no início da década de 1990 e o enorme potencial da economia da cultura existente na região. Em São Mateus, além das bandas, existem uma série de eventos musicais, tais com os Ensaios Gerais, os eventos beneficentes promovidos na sede do Canarinho F.C, o BAK Cultural e os shows realizados na Casa de Cultura. Tratam-se de eventos que mobilizam os artistas e o público da região, bem
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como movimentam e economia local. Estimular a conexão entre esses eventos e a criação de uma agenda cultural local são possibilidades concretas para aproveitar o potencial criativo existente na cena musical local.
Destaca-se a presença considerável de coletivos que trabalham com audiovisual e/ou no campo da cultura digital. Fato que reforça o potencial da economia da cultura local, já que a música e o audiovisual são as linguagens com maior impacto no setor. A presença destes coletivos nos mostra também a capacidade dos atores locais em organizar suas próprias narrativas e registrar suas memórias. Apoiar os produtores audiovisuais e os coletivos de mídia livre atuantes em São Mateus, e em outras regiões periféricas da cidade, são alternativas para a geração de emprego, renda e para a emancipação dos sujeitos.
Existe também a presença de saraus de literatura periférica ou marginal, dois no total. Um coletivo que trabalha com produção musical, com ênfase no funk. E um coletivo que, através de ações culturais, atua na conscientização e formação voltada a geração de renda para mulheres, na perspectiva da igualdade de gênero.
Durante o processo de construção da cartografia foi possível (re)conhecer o território em que estamos inseridos, compartilhar saberes e técnicas de cartografia e fortalecer parcerias importantes. O restulado final não representa a totalidade da dinâmica cultural local, o que seria impossível por conta de sua dinâmica.
Após a experiência, os próximos passos envolvem a organização das diferentes narrativas existentes no território em formato audiovisual, para assim aprofundar a compreensão acerca das conexões históricas e das memórias que constituem a região de São Mateus.
Ficha técnica
Facilitação: Aluízio Marino
Texto: Aluízio Marino
Fotos: Diego Farisan
Intervenção gráfica: Quinho Fonseca e Talita Queenzel

Parceiros:
Fórum de Cultura São Mateus
Casa de Cultura São Mateus
Priscila Machado
Participantes:
Diego Monteiro
Everton Antônio Santos
Gabriela Aparecido
Gabriela Cerqueira
Gabrielle Santos
Guilherme Ferreira Souza
Letícia Santos
Michele Araújo
Odara Menezes
Paulo Reis
Rafaela Maiara
Vinicius Borges
Vinicius D'Assunção
Vivi Santana
Wellerson Thomaz
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