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Agnes - Administração

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by

Agnes Lara Eringer Borges

on 16 October 2013

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Transcript of Agnes - Administração

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Ciências de Saúde
Faculdade de Medicina
Curso de Graduação em Terapia Ocupacional
PIRÂMIDE X REDE NA GESTÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE
Introdução
Neste trabalho é apresentada a forma como se dá a implantação de uma gestão em rede por níveis de atenção e sua distribuição geográfica e também os modelos tecno-assistenciais e suas características. Fazendo uma reflexão sobre a aplicação dos modelos através da comparação dos mesmos.

Apresentação do modelo de Pirâmide
Modelo técno-assistencial usado como metáfora dos ideários
da implantação plena do SUS
O que é rede?
Um conjunto de unidades de diferentes funções e perfis de atendimento, que operam de forma ordenada e articulada no território, de modo a atender às necessidades de saúde de uma população.

Como funciona na prática a Pirâmide?
A rede básica de serviços de saúde não tem conseguido se tornar a “porta de entrada”. A “porta de entrada” acaba sendo a forma mais rápida e fácil que o usuário encontra.
Os prontos-socorros não atendem geralmente a demanda certa, atende patologias simples que poderiam ser resolvidas no nível de unidades básicas de saúde. Ou seja, há uma “distorção” no atendimento tanto quantitativo, como qualitativo. Tal “distorção” também é detectada nos ambulatórios hospitalares e nos ambulatórios de clínicas especializadas.
O acesso aos serviços especializados é bastante difícil. Em geral, as esperas são tão demoradas, que resultam em desistência da consulta agendada. O número de consultas em especialidades é insuficiente perante as necessidades da população usuária do sistema.
É muito difícil conseguir acesso às cirurgias eletivas, tanto usando o centro de saúde como “porta” ou mesmo o atendimento através dos pronto-socorros.

Explicações para o Fracasso: Bloco 1
Recursos escassos são destinados ao setor de saúde no brasil.
A atuação do setor privado para complementação da demanda do setor publico, segundo previsto na constituição de 1988 e na Lei orgânica da saúde de 1990.
o próprio setor público opera uma rede ambulatorial e hospitalar, que é, paradoxal, muitas vezes ociosa.
Portanto, uma parcela importante de responsabilidade pelas dificuldades de constituição de uma rede pública de cuidados à saúde pode ser creditada ao modo como tem sido gerenciado o setor público.

Bloco 2 repensar o sistema: Círculo
Cecílio (1997) afirma que o fato de repensar o molde de pirâmide não quer dizer que vamos abandonar os ideários da reforma sanitária no que diz respeito ao compromisso inegociável de lutar por saúde publica de qualidade, atendimento universalizado com equidade, a disposição da população e atendimento integral; pelo contrário, é necessário entender as novas ideias como forma de reorganizar gastos em saúde, dotando-os de uma racionalidade mais próxima das necessidades dos usuários do sistema.
Pensar o sistema de saúde como circulo é, relativizar a concepção de hierarquização dos serviços, com fluxos verticais, em ambos os sentidos, nos moldes que a figura da pirâmide induz. O círculo se associa com a ideia de movimento, de múltiplas alternativas de entrada e saída, ele não hierarquiza, abre possibilidades.

Bibliografia
Kuschnir R, Lima LD, Baptista TWF, Machado CV. Configuração da rede regionalizada e hierarquizada de atenção à saúde no âmbito do SUS. In: Gondim R, Grabois V, Mendes Junior WV, organizadores. Qualificação dos Gestores do SUS. 2. ed. Rio de Janeiro: Fiocruz/ENSP/EAD; 2011. p.121-151

CECILIO, Luiz Carlos de Oliveira. Modelos tecno-assistenciais em saúde: da pirâmide ao círculo, uma possibilidade a ser explorada. Cad. Saúde Pública [online]. 1997, vol.13, n.3,pp.469-478.ISSN0102-311X.http://dx.doi.org/10.1590/S0102-11X1997000300022.

MISOCZKY, Maria Ceci. Redes e hierarquias: uma reflexão sobre arranjos de gestão na busca da equidade em saúde, Revista de Administração Pública, Vol. 37, no. 2 (2003)
Implantação de uma rede de atenção à saúde
Baseada nas necessidades em saúde é que se dá a construção de uma rede de saúde, levando em conta que essas necessidades não são uniformes na população e que irão envolver tecnologias de complexidades e custos diferentes

Implantação de uma rede de atenção à saúde
Alguns pontos que devem ser levados em consideração:
Definição clara da população
Definição clara do território
Acesso da população
Níveis de atenção (hierarquização)
Distribuição geográfica (regionalização)
Funcionamento de uma rede de atenção á saúde
O bom funcionamento de cada uma dessas redes é fundamental para o desempenho do sistema de saúde.

profissionais qualificados
manutenção dos equipamentos
medicamentos
condições físicas de trabalho
condições gerais de vida e subsistência na localidade
políticas de desenvolvimento para as diferentes localidades
uma alta capacidade de resposta da atenção básica
articulação entre as unidades
Níveis de atenção de uma rede de saúde
Primeiro nível de atenção
Valores: atenção, acolhimento, confiança, responsabilização;
Produção de ações e serviços de distintas naturezas: promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento

Atenção Secundária
Cuidado ambulatorial de especialidades
Serviços de diagnóstico e de terapia
Serviços de emergência e urgência

Atenção Terciária
Hospitais
Busca representar:
Racionalização do atendimento – mecanismo de referência e contra referência
Racionalização dos recursos
Hierarquização regionalização
Representa o ideário de justiça social específica para o setor de saúde
Característica do Modelo Pirâmide
Segmentada em 3 níveis de atenção:

Atenção primária- perspectiva de construir porta de entrada para os níveis de maior complexidade.
Atenção secundária- serviços de média complexidade. Ex. Ambulatoriais com especialidades clínicas e cirúrgicas, apoio diagnóstico e terapêutico.
Atenção terciária- serviços hospitalares mais complexos. Abrange hospitais terciários ou quaternários .
Cecilio, 1997
Cecilio,1997
Motivos de sucesso da Pirâmide
Porta de entrada para garantia de acesso universal
A rede básica seria o espaço apropriado pra teste do modelo contra-hegemônico
Hierarquização como estratégia de racionalização de recursos
Proximidade do serviço de saúde da residência do usuário
Orientador da priorização de investimentos

Cecílio,1997
Grupo:
Agnes Lara
Nara Melissa
Thaís Mello
Thayana Lemos
Silaine Carlos
Suelen Gemaque
Possibilidades Pensadas Para
o Círculo

Trabalhar com protocolos que estabeleçam quais são as patologias que necessitam ter acompanhamento que está sendo feito no pronto-socorro, responsabilizando a equipe com instrumentos adequados para melhor encaminhar esse usuário;
Criar “vínculos provisórios” com médicos ou equipes dos serviços de urgência, no sentido de tentar aproveitar o atendimento inicial que o paciente está recebendo para em determinados casos estabelecidos também em protocolos, avançar na exploração e elucidação do problema do mesmo, dentro dos limites tecnológicos e organizacionais do pronto-socorro;
Enfatizar construção de equipes horizontalizadas
O centro de saúde deve ter como missão principal o reconhecimento dos grupos mais vulneráveis na sua área de atuação e a responsabilidade de garantir atendimento adequado às pessoas sujeitas a maior risco de adoecimento e morte , para, a partir deste reconhecimento, organizá-los no sentido de garantir o acesso de cada pessoa ao tipo de atendimento mais adequado para o seu caso.

Rede em Círculo
Portanto, “repensar o sistema de saúde como círculo tira o hospital do “topo”, da posição de “estar cima”, como a pirâmide induz na nossa imaginação, e recoloca a relação entre os serviços de forma mais horizontal.”

Por esta concepção, o que importa mais é a garantia de acesso ao serviço adequado, à tecnologia adequada, no momento apropriado e como responsabilidade intransferível do sistema de saúde.

Trabalhando assim, o centro de nossas preocupações é o usuário e não a construção de modelos assistenciais apriorísticos, aparentemente capazes de introduzir uma racionalidade que se supõe ser a melhor para as pessoas.

Ter acesso aos serviços de um centro de saúde é, em muitas situações, mais importante do que ter acesso a qualquer serviço oferecido pelos hospitais hoje. Nestas situações, o centro de saúde é o “topo” para um número imenso de usuários.
Cecilio,1997
Cecilio,1997
Cecilio,1997
Cecilio, 1997
Cecilio, 1997
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