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Palestra no Label

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by

Sayonara Costa

on 24 June 2016

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Transcript of Palestra no Label

Sobre o objeto
"O que conta mesmo em pesquisa científica é a construção do objeto. Em geral, essa construção não é algo que aconteça de uma hora para outra ou sem grandes esforços, não é um plano que se desenhe antecipadamente, à maneira de um engenheiro: é um trabalho de grande fôlego, que se realiza pouco a pouco, por retoques sucessivos, por toda uma série de correções e emendas."
(Bourdieu, 2007, p. 27)
Qual a minha motivação ao discutir sobre OBJETO DE PESQUISA?
Pesquisa de pós-doutorado na UFMG
O que é um objeto de pesquisa?
Qual a diferença entre mostrar o objeto como algo dado e construí-lo discursivamente?
Como se constrói, no plano do discurso, um objeto de pesquisa?
Julgo relevante assinalar que...
• A proposta de construção de objeto de pesquisa que me interessa não deve ser confundida com o que prenunciam os famigerados manuais de metodologia do trabalho científico;
Tais manuais se apegam, ingenuamente, a uma abordagem engessada de metodologia científica na qual algumas pessoas se baseiam para trilharem com fidelidade canina os caminhos da pesquisa.
O que envolve a noção de “construção do objeto de pesquisa”?
Delimitar o fenômeno ou problema;
Elencar as possibilidades ou desvantagens de estudá-lo;
Selecionar requisitos conceituais que supram uma FT consistente;
Pensar na eleição de métodos e técnicas que viabilizem o projeto.
Sobre os requisitos conceituais
“Por mais parcial e parcelar que seja um objeto de pesquisa, ele só pode ser definido e construído em função de uma problemática teórica que permita submeter a uma interrogação sistemática os aspectos da realidade colocados em relação entre si pela questão que lhes é formulada” (BOURDIEU, 1999, p.48)
O que isto quer dizer?
O objeto de pesquisa incorpora uma perspectiva teórico-conceitual;
Há uma ‘teoria’ que é construída pelo proponente do projeto;
Esta teoria estará subjacente às questões e aos argumentos levantados no objetivo geral.
•É preciso, antes de qualquer coisa, verificar a plausibilidade de sua existência como fenômeno concreto;

•Do contrário, poderemos ter “desenvolvimento de projetos que de RS tenham apenas o título” (SÁ, 1998, p. 16)
O que queremos estudar quando desenvolvemos um projeto em Linguística?
Algum fenômeno de linguagem
O objeto de pesquisa em Linguística
Fenômeno
Método
Teoria
“Todo fenômeno particular está imerso no caos dos princípios primários da existência” (BAKHTIN, 2000, p. 402)
I. Fenômeno
Definir o fenômeno não garante a construção automática do objeto de pesquisa.
Aqui reside um dos maiores problemas!
•Fenômenos e objetos de pesquisa não são termos equivalentes;

•Os fenômenos estão espalhados por aí; são difusos, fugidios, multifacetados. Por isso, não podem ser captados pela pesquisa científica de um modo direto e completo.
•Os objetos de pesquisa que deles se derivam são tipicamente uma elaboração do universo reificado da ciência;

•Para realizarmos uma pesquisa, que produzirá um outro tipo de conhecimento, distinto daquele dos fenômenos, precisamos antes transformá-los em objetos manejáveis pela prática da pesquisa científica.
Simplificação


Fenômenos
são bem mais complexos do que os
objetos
que construímos a partir deles;

• Isto significa que há uma simplificação quando passamos do fenômeno ao objeto de pesquisa.
II. Teoria
•Qual a ordem da simplificação embutida na formação de um objeto de pesquisa?

•Ela funciona como uma teoria; Uma teoria não apenas simplifica os fenômenos, mas os organiza, tornando-os inteligíveis (sai do caos do qual nos fala Bakhtin)
Obrigado!
QUADRO NORTEADOR DA
PESQUISA (QNP)
Proponho como metodologia de construção do objeto uma técnica simples, mas vigorosa, que eu chamo de quadro norteador de pesquisa (QNP).
QNP
Ele não aparece no projeto de pesquisa, pois representa uma metáfora visual da construção do objeto de pesquisa pretendido pelo candidato.
Quando temos um QNP coerente e consistente é porque conseguimos construir um objeto de pesquisa.
Temos o caso da carta...
Por que chamamos essas práticas de carta?
Por que é necessário qualificar a carta?
Questão Norteadora
Como se caracteriza a constelação dos gêneros chats?
Categorias
Hipertexto
Chat
Transmutação
Propósito
Comunicativo
QNP Geral
Desdobramentos
O desdobramento do objetivo geral em objetivos específicos revela uma sequência importante para o texto a ser produzido, pois os objetivos específicos não são uma mera reunião de tópicos;

Cada um dos objetivos específicos representa um argumento que ajudará no sustentáculo da tese que está sendo construída;

Dito de outro modo, a sequência desses objetivos representa, antes de qualquer coisa, a tese que será defendida na dissertação/tese, já que essa sequência revela um raciocínio de trabalho que deve ser seguido na composição do texto final.
Objetivos Específicos
Analisar a natureza
hipertextual
dos chats por meio dos usos dos recursos multimodais de cada bate-papo;

Descrever o processo de
transmutação
dos chats com base nos gêneros que lhes preexistiram;

Analisar os
propósitos comunicativos
dos chats com base no reconhecimento feitos por seus usuários.
Como isso ficaria no QNP?
Importante considerar que...
A construção do objeto não se encerra no quadro, já que ele representa apenas um exercício intelectual de elaboração daquilo que pretendemos estudar;

Essa construção, no entanto, deve estar clara no texto de justificativa do projeto de pesquisa cujas urdiduras teórica e metodológica se permitirão flagráveis no texto em função da necessidade de fundamentar os objetivos a que o projeto se propõe alcançar.
Implicações do QNP para o texto do projeto de pesquisa
Cada um dos objetivos específicos deve ser fundamentado teórico-metodologicamente;

O projeto de pesquisa deve apresentar a fundamentação teórica para cada um dos objetivos específicos e um design metodológico por meio do qual o leitor perceba como o mestrando/doutorando planeja alcançar a cada um deles.
Fundamentação Teórica de quê?
A própria noção de CONSTELAÇÃO
1 objetivo
2 objetivo
3 objetivo
Hipertexto
Transmutação
Propósito Comunicativo
Como escrever sobre esses três temas sem parecer uma colcha de retalhos?

A escrita sobre esses três conceitos não deve ser uma mera resenha dos autores, mas deve refletir o raciocínio subjacente à sequência dos três objetivos específicos da pesquisa.

Ou seja, a tese deseja explicar a noção de constelação de gêneros por meio da discussão sobre as três categorias
(hipertexto; transmutação e propósito comunicativo)
A importância de ter clareza quanto ao raciocínio subjacente aos objetivos específicos
“Por mais parcial e parcelar que seja um objeto de pesquisa, ele só pode ser definido e construído em função de uma problemática teórica que permita submeter a uma interrogação sistemática os aspectos da realidade colocados em relação entre si pela questão que lhes é formulada”

(BOURDIEU, 1999, p.48).
Metodologia para quê?
Procedimentos para estudar...
1 objetivo
2 objetivo
3 objetivo
Hipertexto
Transmutação
Propósito Comunicativo
1 objetivo
2 objetivo
3 objetivo
Hipertexto
Transmutação
Propósito Comunicativo
Cronograma para quê?
Agendar as tarefas para...
A metáfora do funil
O que irá estudar?
Qual a relevância desse tema?
Qual a sua experiência?
Como essas lacunas te inspiraram a propor o seu objeto?
Que autores, antes de você, trabalharam com esse objeto?
Que lacunas você percebeu nesses trabalhos?
Que indagação essa construção suscita?
@araujo_jc
Twitter
Facebook
Araujo Jc
Delineando a proposta
Objetivo
Geral
Considerando a
natureza hipertextual
, o
processo de transmutação
que os formou e os
propósitos comunicativos
que eles atendem.
Caracterizar a constelação dos
gêneros chats

A CONSTRUÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO NA PESQUISA LINGUÍSTICA
Júlio Araújo
araujo@letras.ufc.br
www.julioaraujo.com

Qual o objeto de estudo na Linguística?

Talvez a resposta mais consensual fosse “a Linguística é o estudo científico da linguagem humana”.

Se olharmos para essa definição à luz da Epistemologia da Linguística, teremos que nos concentrar “sobretudo na discussão de questões “metodológicas”, ou seja, na elucidação do adjetivo “científico” presente da definição dita acima. Em função disso, devemos nos perguntar pelo(s) método(s) que garate(m) a “cientificidade” da Linguística.

Precisamos ter claro o que é o OBJETIVO e o OBJETO
A Linguística faz ciência com a linguagem
E o que faz a Filosofia? O Jornalismo? A Literatura?


Borges-Neto (2004) diz, com clareza, que “não sabemos qual o objeto da Linguística, mas cada um de nós sabe perfeitamente qual o objeto de sua especialização dentro da Linguística (Morfologia, Fonologia, Sintaxe, Semântica, Pragmática, Léxico, Texto, Discurso, etc)

Dadaísmo Epistemológico
– “Não haveria um objeto, mas sim um ‘feixe’ de fenômenos relacionados entre si, passíveis de ser estudados de pontos de vista diferentes e independentes uns dos outros”.


CONSTRUÇÃO DO OBJETO
“As ciências, assim como as outras espécies de saber, fazem reduções parciais da diversidade, isto é, recortam o campo da diversidade observacional de maneiras que lhes pareçam apropriadas para o tipo de entidades e de explicações que lhe são preferenciais” (Borges-Neto, 2004)


As delimitações dos objetos observacionais não são neutras, ou seja, não é a própria realidade que diz como quer ser seccionada. O ‘loteamento’ do observacional é resultado de um trabalho humano sobre a realidade e, em consequência, já é um primeiro momento de teorização” (Borges-Neto, 2004)
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