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A Consciência Mítica X A Experiência Filosófica

2ª Série A: João Pedro Magnani, Luca Beraldo e Pedro Luz.
by

Luca Basílio

on 8 August 2015

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Transcript of A Consciência Mítica X A Experiência Filosófica

A Consciência Mítica
É uma maneira de explicar o mundo por meio de
mitos
.
Mito
é uma
narrativa
por meio da qual uma cultura busca explicar os fenômenos que a cercam, especialmente no que se refere à
origem
do mundo e da realidade.
O mito é extremamente
simbólico
: traz símbolos que explicam como o mundo é ou deve ser.
Nota-se que há, sim, uma
racionalidade no mito
. Porém, essa razão difere da razão filosófica, o que não significa que o mito é intrinsecamente algo errôneo.
É típica do mito a
personificação dos fenômenos naturais
. As forças ou seres que regem o mundo têm atributos humanos, como a ira e a tristeza. Explica-se o mundo, portanto, a partir do que conhecemos sobre nós mesmos.
O mito grego de Hélio, por exemplo, era usado para
explicar a vinda da noite
. Hélio era o deus do Sol, e acreditava-se que ele circulava a terra em sua carruagem, atravessando os céus e chegando, à noite, no mar, onde seus cavalos se banhavam.
Assim, explica-se,
por meio de símbolos
, por que o Sol move-se ao longo do dia, parecendo, à noite, sumir no mar ao horizonte.
http://migre.me/p5Jlp
Mesmo que ambas sejam consciências cosmogônicas, ou seja, expliquem o todo por meio simbologia das forças naturais, a religião costuma ter como objetivo a
redenção do homem e de sua alma
, por meio da veneração do ser ou seres que regem o mundo. Já a mitologia costuma apenas explicar o mundo que cerca os seres humanos.
X
A Experiência Filosófica
Para muitas sociedades, o mito foi, por muito tempo, a melhor forma encontrada para explicar a realidade.
Até que surge...
2ª Série A:
João Pedro Magnani, nº 16;
Luca Beraldo, nº 20;
Pedro Luz, nº 30.
O que é "consciência"?
É a capacidade (supostamente) humana de
pensar a realidade
por meio da reflexão.
Refletir
é repensar o próprio pensamento, analisá-lo repetidas vezes para melhor compreendê-lo. O
ser consciente
é capaz de:
Pensar e entender conceitos abstratos e simbólicos.
Entender o conceito de
passado e futuro
.
Reconhecer a
inevitabilidade de sua própria morte
.
Refletir sobre o futuro e
planejá-lo
.
Tomar
decisões
com base em pensamentos prévios.
Produzir conhecimento e cultura
.
Associar símbolos a ideias
, mediando seus pensamentos por meio de representações do mundo externo, baseadas no contexto em que vivemos.
"
Várias 'vozes' falam em nossa mente. São vozes remetentes ao
contexto espaço-temporal
que molda tudo o que pensamos. Por meio delas, criamos nossas
premissas
, que norteiam nossas opiniões e decisões.
" – Luz, Pedro.
Existem várias
formas de consciência
para analisar o mundo. Uma sociedade "escolhe" aquela que mais lhe parece fazer sentido para entender o que a cerca.
Uma das primeiras formas de consciência foi...
O mito
http://migre.me/p6uI8
Do grego,
kósmos
(ordem, universo) +
gonos
(origem).
Genericamente, é cosmogônica qualquer consciência que vise
explicar a origem
do homem, do mundo, da realidade em si.
A mitologia é tipicamente uma consciência cosmogônica.
A cosmogonia costuma procurar essas explicações fora do mundo natural. Tudo se origina a partir da relação de
forças sobrenaturais
("acima do natural").
Essas forças muitas vezes são personificadas. A
teogonia
, por exemplo, é uma forma de cosmogonia, na medida em que explica a origem das divindades que regem o mundo e os homens.

A Cosmogonia
Boa parte das mitologias se desenvolveu no período de formação das sociedades que as adotam.
Geralmente, o mito surge quando o homem percebe sua impotência para controlar o mundo a seu redor. Conclui ele, portanto, que algo ou alguém acima dele próprio controla tudo que existe.
Um bom exemplo é o
advento da agricultura
. Os primeiros agricultores são incapazes de controlar e prever com exatidão os padrões climáticos de que dependem suas plantações. Assim, desenvolve-se uma mitologia para explicar o que ou quem realmente controla o clima.
As origens
Mitologia X Religião
Um mito busca explicar as origens do mundo e por que ele é como é. Já uma lenda, que também é uma narrativa, tem outro objetivo:
orientar nossas ações no cotidiano
.
A história de Hércules, por exemplo, é uma lenda, pois nos dá parâmetros sobre as virtudes que um herói deve ter.
Mito X Lenda
Um exemplo de mito
É uma forma de consciência que busca explicar o mundo natural a partir dele mesmo, por meio de métodos e da reflexão.
A Filosofia
Tudo o que produzimos é mediado por
representações
pessoais do mundo num certo contexto. Baseamos nelas nossas interpretações e opiniões do que nos cerca. A experiência filosófica depende da criação,
questionamento
(
reflexão
) e reformulação de representações.
A consciência filosófica se baseia no uso de
métodos
para alcançar a
verdade
, isto é, a explicação do que vemos (e do que não vemos).
Esses métodos costumam envolver um contexto espaço-temporal, no qual formamos
premissas
(pontos de partida), que nos permitem desenvolver um caminho (
metodologia
) para chegar a uma
conclusão
.
A metodologia
Como afirma o filósofo Dermeval Saviani, a filosofia deve ser:
Radical
(do latim
radix
, "raiz"): ela faz um estudo e
questionamento profundo
, desde a superfície até as raízes dos conceitos, em todos os campos do pensar e do agir.
Rigorosa
: o pensamento filosófico deve ser consistente, coerente,
justificado por argumentos
e métodos, evitando ambiguidades.
De conjunto
: a filosofia tem caráter
transdisciplinar
; nada escapa do interesse do filósofo. Examinam-se os problemas a partir de várias visões, relacionando os diversos aspectos entre si.
Os critérios
A Cosmologia
Em contraponto com a cosmogonia, a cosmologia "abandona" as explicações por meio de forças sobrenaturais. Busca-se se
explicar o mundo natural (
physis
) por meio dele mesmo
, isto é, explica-se a realidade do que nos cerca a partir do que é observável, tangível e mensurável.
A natureza como um todo é estudada e interpretada a partir de suas partes constituintes (
partículas
).
As cosmologias pré-socráticas procuraram, especificamente, o princípio (
arkhé
) de todas as coisas, aquilo que explica e
constitui tudo o que existe na
physis
.
As origens
Segundo a historiografia ocidental, a filosofia surge na Grécia Antiga, entre os séculos VIII e VI a.C. Alguns fatores permitiram o nascimento dessa consciência naquele local:
Democracia
:
O governo da
pólis
era
público
; todos os cidadãos (homens ricos e adultos) podiam participar dele.
Discussão pública
: na
ágora
, as decisões eram tomadas após ouvirem-se as opiniões de todos.
Isonomia
: todos têm os mesmo direitos perante a lei.
Isegoria
: todos o mesmo direito à palavra na assembleia. A
opinião
(
doxa
) nos iguala: qualquer opinião é válida.
Como consequência desses fatores, há, na ágora, a estimulação do discurso argumentativo e do questionamento das ideias.
Mitologia = Filosofia
Por outro lado, nem sempre as duas formas de consciência são antagônicas, especialmente na filosofia grega clássica. A estrutura dos dois pensamentos muitas vezes se assemelha. Por exemplo:
Na
Teogonia,
de Hesíodo, Gaia (Terra) gera sozinha, por
segregação
, o Céu (Urano) e o Mar (Oceano). Depois, da
união
de Gaia e Urano nascem os deuses.
Da mesma forma, os pré-socráticos afirmam que, a partir de um estado inicial, são
separados
os pares opostos (quente e frio, seco e úmido). Da
união
desses opostos são gerados os seres naturais.
Mitologia ≠ Filosofia
Como vimos, mito e filosofia têm importantes diferenças. Abaixo, uma lista das mais importantes.
Um mito é uma narrativa inquestionável. Tudo é explicado por um mito; a verdade já é dada.
Questionabilidade
X
Na filosofia, nada está determinado. Problematizando a realidade, ela convida à discussão, não fornecendo respostas absolutas.
Um mito lança mão de forças sobrenaturais que, simbolicamente, explicam toda a realidade.
Natureza e Sobrenatureza
X
A filosofia rejeita o sobrenatural e a interferência divina. A
physis
deve ser explicada a partir dela mesma.
Um mito é uma narrativa. Seus "personagens" são símbolos que explicam a origem do mundo.
Narração
X
A filosofia até pode se utilizar de alegorias para suas explicações. Porém, deixa-se bem claro que elas são uma forma metafórica, não literal, de representar o que o filósofo quer dizer.
Num mito, é comum que os seres que regem o mundo tenham atributos e emoções humanas, explicando os fatos com base no que conhecemos de nós mesmos.
Personificação
X
Na maioria das vezes, a filosofia trabalha com explicações do mundo que envolvem forças ou seres naturais, que não costumam ter aspectos humanos.
A maioria dos mitos é uma narrativa desenvolvida oralmente por uma sociedade em formação. Assim, não se exige muito rigor na explicação argumentativa dos fatos narrados.
Rigorosidade
X
O pensamento filosófico deve sempre ser bem estruturado. Para evitar ambiguidades, devem-se utilizar métodos e argumentos definidos pela comunidade filosófica.
Bibliografia e Webgrafia
TRAFANI, Felipe =D
.
Aulas expositivas
. São Paulo: 2015.

CARVALHO, José Sérgio.
Aula-relâmpago: Qual é a diferença
entre opinião e argumento?
. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=lWausFs3BdI&t=108

(Ver
MOODLE
: Aba 1º Trimestre - Leituras)

MARTINS, Maria H. P.; ARANHA, Maria L. A.
Filosofando: A
Experiência Filosófica; A Consciência Mítica; Nascimento da
Filosofia.
In:
Filosofia 2ª Série EM - Colégio Dante Alighieri
.
São Paulo: Moderna, 2014.
http://migre.me/p6HQS
Hércules e a Hydra
, de Antonio Pollaiuolo (1475).
http://migre.me/p6HXQ
http://migre.me/p6I5H
http://migre.me/p6Iml
http://migre.me/p6InR
http://migre.me/p6Ipc
http://migre.me/p6IqN
Na ordem:
Yggdrasil
, árvore do centro do mundo na mitologia nórdica;
deuses gregos
do Monte Olimpo;
Jaci
, a deusa tupi da Lua.
Na ordem:
Platão
, filósofo grego;
Escola de Atenas
, de Rafaello Sanzio (1509-1510);
Auguste Comte
, filósofo fundador do Positivismo.
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