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Quadro da Arquitetura no Brasil - Nestor Goulart Reis Filho

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by

Leonardo Pauli

on 21 October 2014

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Transcript of Quadro da Arquitetura no Brasil - Nestor Goulart Reis Filho

A implantação da Arquitetura no século XIX
Quadro da Arquitetura no Brasil

Objetivos :
1800
1850
Destacar a interdependência entre os modelos de arquitetura urbana utilizados no Brasil e as estruturas das cidades em que estão inseridas.
1900
O lote urbano colonial
Construção dos edifícios sobre o alinhamento.
Uniformidade dos partidos arquitetônicos que muitas vezes eram fixados em Cartas Régias ou em Posturas Municipais.]

De um modo geral haviam duas tipologias: a casa térrea e os sobrados.

Instalação das pessoas mais abastadas em chácaras próximas aos centros urbanos.

" Vemos, portanto, que fundada no regime escravista, quer para a construção, quer para o uso, a habitação urbana tradicional correspondeu a um tipo de lote padronizado e este a um tipo de arquitetura bastante padronizada, tanto nas plantas quanto nas técnicas construtivas " (pág. 32)
Neoclássico:

Origem na Missão Francesa e na Academia Imperial
Correção formal e construtiva
Produção e uso importados da Europa
Somente construções oficiais e residências mais abastadas buscavam seguir o neoclássico.
Dois níveis distintos:
Neoclássico da Academia Imperial
Neoclássico nas províncias
Levada às províncias pelos proprietários rurais
Soluções neoclássicas empregadas superficialmente
diversos motivos impossibilitavam seguir o padrão da academia
''Elementos neoclássicos sobre paredes de terra''


Trabalhavam em casa;


A maioria trabalhava nas lavouras.
Os Negros no Brasil:


Período de instalação da arquitetura neoclássica no Brasil.

O padrão de implantação continua o mesmo, porém alguns elementos construtivos passam a serem incorporados (abertura dos portos).

Transição entre o velho sobrado e a casa térrea.

Multiplicavam-se as as ruas calçadas e passeios próximos às casas.
Por que voltaram?
Exportação de escravos suspeitos de promover insurreição;
Proibição de adquirir bens, alugar imóveis e até anulação de títulos existentes.
Leis discriminatórias começam a ser revogadas:
Imagem 1: Rua localizada em Ouro Preto onde se observa a conformação da rua dada pelas residências e seus alinhamentos
Nas cidades:
Havia, cada vez mais, facilidade de conquistar a alforria:

Imagem 2: Antigo palácio do Governo da Bahia.
Os negros de ganho geravam desconfiança e insuflavam rebeliões.
Acontecimento de revoltas que inspiravam os negros a se rebelarem.
Produto quase total de importação
Fez surgir uma arquitetura semelhante a européia
Alteração na forma de habitar
Reprodução da vida européia
Vida social intensa
Valorização decorativa
Diferenciação dos espaços sociais e privados

O neoclássico não chega a trazer um aperfeiçoamento técnico da construção no Brasil, esse só será introduzido na 2º metade do século XIX
Imagem 4: Sobrado do Porto, Ubatuba. 1847, estrutura em taipa com tratamento formal neoclássico.

Imagem 7: Teatro São Pedro, Porto Alegre
Imagem9: Museu Imperial,Petrópolis
Imagem10: Antiga Alfândega, Rio de Janeiro
Imagem8: Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro
Imagem11: Interior Museu Imperial, Petrópolis
Imagem13: Salão da Chácara Hera, Vassouras
Imagem12: Interior Museu Imperial, Petrópolis
Imagem14: Fazenda Boa Vista, Paraíba do Sul
Imagem 15: Fazenda do Secretário, Vassouras
Arquitetura na 2ª metade do século XIX
A rua existia sempre como um traço de união entre conjuntos de prédios e por eles era definida espacialmente. (pág. 24)
Está apoiada em duas correntes:
Positivismo
Ecletismo

tranformação socio-econômica
incentivo a avanços tecnologios
mudança centro econômico
cultura do café
trabalho assalariado
camadas sociais urbanas em ascenção
nova burguesia
casas rurais em decadência
bairros populares e com caráter residencial
Imagem 3: Sobrado Colonial em SP, sofreu diversas modificações durante o século XIX.
1850 - 1900 = Os jardins e as entradas laterais
Trabalho remunerado: aperfeiçoamento das técnicas construtivas.

Água e esgoto: equipamentos importados.

Implantação afastada dos vizinhos e com jardins laterais.

Desprestígio dos velhos modos de construir e habitar.

"Inspiração" no ecletismo.

Fim da escravidão e necessidade de realização das atividades antes realizadas pelos criados.
1800 - 1850 = A casa de porão alto
Imagem 5: Asilo São Cornélio, no Rio de Janeiro.

possibilitada pela instalação das ferrovias e navegação fluvial
edificios inteiros importados - estrutura e acabamentos
edificios de madeira - chalé suiço ganha importância
produção em escala de portas e janelas
novos revestimentos
“Em consequência, só no ano de 1835, emitem-se mais de 700 passaportes para africanos. Um ex-ministro das Relações Exteriores, Calmon du Pin almeida felicitava-se nesse ano que, ao mesmo tempo em que se extirpava do Brasil a ameaça de insurreições e se cedia lugar a uma “mão de obra útil”, se formasse assim, na África, “um núcleo de população, ou talvez um novo Estado que, participando de nossa civilização e de nossa língua contribuirá um dia para a extensão de nosso comércio e de nossa indústria nascente.”
Os negros brasileiros na África
Imagem19: Interior do Palácio do Governador, Florianópolis
Imagem20: Palácio do Governador, Florianópolis

Movimento de conciliação
Novas formas de produção e uso da arquitetura
Instalações sanitárias
Aplicava os avanços tecnológicos
Utilização máxima de artigos importados
Arquitetura expunha o poder aquisitivo do seu dono
Imagem21: Paço Municipal, Porto Alegre
Imagem 22: Paço Municipal, Curitiba
Positivismo
Evolução das técnicas construtivas:
Ecletismo
Imagem23: Palácio Monroe, Guanabara
Imagem24: Evolução das técnicas construtivas, desenhos esquemáticos
Imagem25: Evolução das técnicas construtivas, desenhos esquemáticos
Arquitetura Iorubá -
Imagem 16: As residências menores não dispunham de jardins na lateral; apresentavam, então, pequenas entradas descobertas com portões e escadas de ferro.
Imagem 17: "O contato da arquitetura com os jardins laterais, dificultado com a altura dos prédios, era resolvido pela presença de varandas apoiadas em colunas de ferro, com gradis, às quais se chegava por meio de caprichosas escadas com degraus de mármore. " Pág 46
Imagem 18: Desenho mostrando a evolução do modo de implantação e da relação da arquitetura com o lote.
o "compound"
pequenas unidades que se ligavam por varanda ou pátio.
Imagem 6: As mudanças ocorridas nas casas do período colonial e nas do início do século XIX.
FONTE DAS IMAGENS
Imagem 1: http://www.panoramio.com/photo/442946
Imagem 2: http://www.salvador-antiga.com/centro-historico/palacio.htm
Imagem 3: https://saopaulopassado.wordpress.com/category/exposicoes/
Imagem 4: http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.bb3205c597b9e36c3664eb10e2308ca0/?vgnextoid=91b6ffbae7ac1210VgnVCM1000002e03c80aRCRD&Id=a884ac9aa4acc010VgnVCM2000000301a8c0____
Imagem 5: jornalriocarioca.com/jornal/?p=4046
Imagem 6: REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 4ª ed. p. 41
Imagem 7: Acervo Pessoal
Imagem 8: http://www.panoramio.com/user/4121116?photo_page=4&comment_page=1
Imagem 9: http://lendasdecaissa.blogspot.com.br/2012/10/petropolis-e-seu-museu-senzalao-por-do.html
Imagem 10: http://naofoinogrito.blogspot.com.br/2012/09/nao-foi-no-grito-047.html
Imagem 11: http://passeios.tripod.com/petropolis.htm
Imagem 12: http://poetarenatodouglas.blogspot.com.br/2011/10/museu-imperial-de-petropolis.html
Imagem 13: httpwww.cultura.rj.gov.brespacosimglightboxmuseu_casa_herab_20_edit_1296837899.jpg
Imagem 14:www.institutocidadeviva.org.br
Imagem 15: www.flickr.com/photos/rosamar/3949556753
Imagem 16: REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 4ª ed. p. 47
Imagem 17: REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 4ª ed. p 45
Imagem 18: REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 4ª ed. p. 165
Imagem 19: httpswww.flickr.com/photos/dircinha/8473310883
Imagem 20: httpwww.meusroteirosdeviagem.com201112um-passeio-pe-pelo-centro-de.html#lightbox11
Imagem 21:httpwww.symnetics.com.brcases65prefeitura-de-porto-alegre-plano-de-governanca-e-implementacao-de-beneficios-a-sociedade
Imagem 22:httpswww.flickr.com/photos/flavioribeirosets/72157627390137774/detail
Imagem 23: httpcatharinawives.blogspot.com.br201203palacios-do-rj-o-magnifico-palacio.html
Imagem 24 : REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 4ª ed. p. 165
Imagem 25: REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1970. 4ª ed. p. 161

A arquitetura construída pelos brasileiros:
A casa brasileira na África:
Pontos comuns:
Contribuição dos brasileiros:
planta - simples e simétrica
materiais construtivos comuns
nível tecnológico baixo
estrutura social hieráquica
aprimoramento das técnicas
dimensões mais adequadas
ventilação e iluminação - janelas + varandas
Reflexo das condições sociais de burgueses - status.
Reflexo de uma organização patriarcal.
Eram alugados;

Escravos de ganho: trabalhavam e pagavam quantias a seus senhores.
Da Senzala ao Sobrado
A casa brasileira na África:
"É esta a época de um antiescravismo muito diferente do abolicionismo que lhe sucederá: nessa primeira parte do século XIX, uma corrente e opinião insurge-se no Brasil contra o tráfico africano, não por humanitarismo, mas por medo dos africanos."
Distribuiram-se entre o comércio e a agricultura, principalmente em Lagos.
Eram como estrangeiros em sua própria terra.
Diferenciavam-se pela religião.
Formaram uma burguesia.
Reconhecidos artesãos.
construção de sobrados
encerra-se uma época favorável economicamente aos negros
movimento de retorno à África cresce entre os libertos
Marianno Carneiro da Cunha
Casa tradicional portuguesa adaptada ao clima tropical
Pé direito alto, pátios internos, sótaos, venezianas e treliças eram mecanismos de ventilação.
Casa de planta simétrica.
Nestor Goulart Reis Filho
Influências do urbanismo medievo-renascentista português.
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