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Teoria Literária - Operadores da leitura do texto narrativo

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Deise Morais

on 13 August 2018

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Transcript of Teoria Literária - Operadores da leitura do texto narrativo

OPERADORES DE LEITURA
conceitos-chave para a análise e a interpretação do texto literário
A DICOTOMIA FORMA -CONTEÚDO
OPERADORES PARA LEITURA DA NARRATIVA
1. O enredo (fábula + trama)
2. As personagens e suas classificações
3. Autor X narrador. Foco narrativo
4. Tema, motivos e motivação
5. Nó, clímax, desfecho
6. Espaço, ambiente, ambientação
7. Tempo e recursos de subjetivação da personagem

Fábula
:
acontecimentos ou fatos comunicados pela narrativa. Exige do leitor certo poder de síntese.
Tempo e recursos de subjetivação da personagem
Tempo objetivo (cronológico):

sucessão temporal dos acontecimentos (dias, estações, narraões temporais objetivas).
O GÊNERO NARRATIVO
Gênero que apresenta três grandes blocos articulados em torno do conceito de
conflito dramático,
ou intriga, nos termos de Tomachevski (1976).

Cada bloco desses corresponde ao que poderíamos classificar como movimentos:
introdução, desenvolvimento e conclusão.
Profa. ma. deise morais
dndemorais@gmail.com.br
universidade de taubaté
2018

Os movimentos não são fixos, apresentam grande variabilidade
Conclusão antecipada à introdução e ao desenvolvimento; desenvolvimento sem introdução etc.
"A especificidade da narrativa parece ser o tratamento conferido ao conflito dramático, que lhe é intrínseco. Sem conflito dramático não há narrativa [...]. A identificação do conflito dramático é [...] fundamental para que se possa estabelecer um estudo detalhado da narrativa [...]" (FRANCO-JÚNIOR, 2009, p. 34).
ASSASSINATO NA RUA DA CONSTITUIÇÃO
O funcionário do Ministério da Fazenda, Misael, 63, matou a tiros a ex-prostituta Maria Elvira, com quem vivia há três anos. O crime ocorreu na rua da Constituição, Rio de Janeiro, motivado, ao que parece, por uma série de traições da mulher. Ao que tudo indica, os amantes mudavam-se de bairro toda vez que Misael, avesso a escândalos, descobria uma traição de Maria Elvira. A polícia encontrou a vítima em decúbito dorsal, com marcas de seis tiros no corpo.
Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade.
Conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura...
Dava tudo o que ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.
TRAGÉDIA BRASILEIRA

Manuel Bandeira
FORMA+CONTEÚDO
EFEITOS DE SENTIDO
1º texto:
minimização do conflito dramático, esforço de redução do grau de ambiguidade em favor da objetividade jornalística no registro dos fatos.
2º texto:
narrativa literária marcada pela exploração do conflito dramático, com maior grau de ambiguidade. Apresentação de detalhes dispensáveis na narrativa jornalística, mas essenciais para a dramaticidade do texto literário (estado em que Misael encontrou Maria Elvira, por exemplo).
A personagem e suas classificações
O QUE SÃO AS PERSONAGENS?
"[...] representações dos seres que movimentam a narrativa por meio de suas ações e/ou estados" (Idem, p.38).
AUTOR, NARRADOR, NARRATÁRIO E FOCALIZAÇÃO
Nó, clímax e desfecho
Espaço, ambiente e ambientação
teoria literária
Trama:
arquitetura do texto, materialidade construída pelo autor (Para Tomachevski (1976), a fábula é o que se passou; a trama é como o leitor toma conhecimento do que se passou).
**Intriga:
diz respeito à luta de interesses que caracteriza as ações dos personagens numa determinada narrativa. São os microconflitos que compõem a narrativa. Estão ligados (esses microconflitos) aos motivos de cada persongem.
CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DAS PERSONAGENS:
a) grau de importância para o desenvolvimento do conflito dramático e b) grau de densidade psicológica
Em relação à importância para o conflito dramático
Personagem principal:
ações fundamentais para a constituição e o desenvolvimento do conflito. Geralmente, heroi. Pode haver mais de uma personagem principal.
Personagem secundária:
ações NÃO fundamentais para a constituição e o desenvolvimento do conflito. Geralmente, função subalterna. Por vezes, mostra-se fundamental, depois de uma reviravolta no enredo.
Em relação ao grau de densidade psicológica
Plana
PLANA COM TENDÊNCIA A REDONDA
redonda (esférica)
PERSONAGEM PLANA
Baixo grau de densidade psicológica.
Linearidade em relação ao seu ser e ao seu fazer.
Subdivididas em personagens
tipo
e personagens
estereótipo
.
Tipo:
categorias sociais.
Estereótipo:
acumulação excessiva de signos que caracterizam determinada categoria social.
PLANA COM TENDÊNCIA A REDONDA
Grau mediano de densidade psicológica, não se reduzindo totalmente à previsibilidade (tal como as planas).
REDONDA (ESFÉRICA)
Alto grau de densidade psicológica.
Maior complexidade no que se refere às tensões e contradições que caracterizam a sua psicologia e as suas ações.
Não redutível aos limites de uma categoria social.
O ENREDO
Autor X narrador:
"[...] A primeira coisa que se deve saber sobre o narrador é que ele é uma categoria específica de personagem, e não deve, portanto, ser confundido com o autor do texto, por mais próximo que pareça estar deste. Autor, para ficarmos com uma simplificação extrema, é aquele que cria o texto e narrador é uma personagem que se caracteriza pela função de, num plano interno à própria narrativa, contar a história presente num texto narrativo" (Ibidem, p.40).
Classificações do narrador - em relação à presença na narrativa
Narrador participante/narrador presente :
participa da diegése. Narração feita em 1ª pessoa. Pode ser
autodiegético
(quando o narrador coincide com a personagem principal, geralmente num tom autobiográfico) ou
homodiegético
(quando o narrador coincide com alguma personagem secundária).

Narrador não participante/ narrador ausente/ observador:
não participa nem interfere na história. Narração feita em 3ª pessoa. É sempre heterodiegético.
Classificações do narrador - em relação ao grau de ciência dos fatos narrados
Narrador onisciente:
tem pelo domínio das ações narradas e conhece o íntimo das personagens. Pode, inclusive, conhecer intimamente apenas uma ou outra personagem, o que o configura como onisciente seletivo.

Narrador não onisciente:
coloca-se na mesma situação de espectador que o leitor do texo. Conhece as personagens "por fora".
NARRATÁRIO
FOCALIZAÇÃO
Destinatário dos fatos narrados.
Pode estar localizado dentro ou fora da narrativa.
É o tu intratextualmente construído e particularizado como entidade ficcional (Ibidem, p. 42).
Importante: pode se referir ou não a seres ficcionais.
Simplificando mais do que deveríamos: ideia de público-alvo
"A focalização, como o próprio nome sugere, à posição adotada pelo narrador para narrar a história, ao seu ponto de vista. O foco narrativo é um recurso utilizado pelo narrador para enquadrar a história de um determinado ângulo ou ponto de vista" (Ibidem, p. 42).
8 TIPOS DE FOCO NARRATIVO
1. Onisciente intruso
2. Onisciente neutro
3. Eu como testemunha
4. Narrador protagonista
5. onisciência seletiva múltipla
6. onisciência seletiva
7. modo dramático
8. câmera
TEMA, MOTIVOS E MOTIVAÇÃO
Tema:
assunto central abordado, quanto mais ambíguo, mais pode haver variação do tema pelo leitor (Ex.: revolução militar X golpe militar)
Motivo:
Subtemas ligados ao tema e vinculados ao conflito dramático.
Motivação:
Conjunto de motivos que constituem a obra.
Nó:

interrompe o fluxo da situação inicial, dá origem ao conflito dramático, interrompe o fluxo da "normalidade" esperada pela verossimilhança.
Clímax
:
auge do conflito dramático (momento do tudo ou nada). Suspende temporariamente as ações, apresentando tensão máxima em relação ao final da história narrada.
Desfecho:
resolução do conflito. Momento em que "uma das forças vence". Normalmente, liga-se à situação final da narrativa.
Espaço:

referência material, geográfica (3 D), lugar(es) onde as ações dos personagens são realizadas
.
Ambiente:

o clima, atmosfera em que a trama se desenvolve. Um mesmo espaço pode apresentar vários ambientes.
Ambientação:
modo como o ambiente é construído pelo narrador, as escolhas que ele faz para construir deste ou daquele modo os ambientes.
Tempo subjetivo (psicológico):

tempo vivencial, memórias, fantasias, construções ligadas ao tempo cronológico, mas calcadas no tempo vivencial de cada um.
Duração das ações
Cena:
diálogos - a narração coincide com os fatos narrados.
Sumário:
o narrador resumo os fatos.
Elipse: o narrador exclui acontecimentos
.
Pausa descritiva:
aumento do tempo da narrativa por conta de descrições.
Digressão:
para o discurso para relembrar fatos ou mesmo para desviar do assunto que vinha sendo tratado.

Para análise do tempo psicológico
Monólogo interior:

diferentemente do monólogo (solilóquio). Diálogo mental da pernsonagem com ele mesmo sobre as situações vividas.
Análise mental:

diálogo dele, com outro personagem ou não, sobre pensamentos e sentimentos ligados à situação narrada.
Fluxo de consciência:

sensação de que a personagem perdeu o controle de sua consciência. Reprodução da desordem mental nossa de cada dia.
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