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Untitled Prezi

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by

Alexandre Martinês

on 23 August 2013

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HUMANISMO
A época do Humanismo principia quando Fernão Lopes é nomeado Guarda-Mor da Torre do Tombo por D. Duarte, em 1418. Fato relevante por si próprio, denuncia a mudança de mentalidade processada em Portugal desde a ascensão de D. João I ao trono em 1385, inaugurando a dinastia de Avis, que viria a prolongar-se até 1580.
Esta época se caracteriza fundamentalmente por um processo de humanização da cultura. Na verdade, o século XV português corresponde, em consonância com o resto da Europa, na medida em que inaugura um tipo de cultura preocupado com o homem, seja encarado como indivíduo, seja entrevisto como integrante da coletividade.

MASSAUD MOISÉS
CRÔNICAS
POESIAS PALACIANAS
TEATRO
FERNÃO LOPES

1380 - 1460
Fernão Lopes deve ter nascido entre 1380 e 1390, visto que em 1418 já ocupava funções públicas de responsabilidade. A partir de 1418 aparece a desempenhar as funções de guarda-mor na Torre do Tombo, ou seja, de chefe dos arquivos do Estado. Em 1434, torna-se cronista-mor, cuja função era escrever a histórias dos reis de Portugal.
Fernão Lopes é considerado o pai da História em Portugal. Despreza o relato oral em favor dos acontecimentos documentados. Procede à análise da fonte utilizada sempre com o máximo rigor, objetividade, honestidade e imparcialidade, no enlaço de reconstituir a verdade histórica e fazer justiça na interpretação dos acontecimentos e das personagens que neles se envolvem.

MASSAUD MOISÉS
CRÔNICAS
Crônica del-Rei
D. Pedro I

Crônica del-Rei
D. Fernando

Crônica del-Rei
D.JoãoI
Por que semelhante amor, qual elRei Dom Pedro ouve a Dona Enes, raramente he achado em alguuma pessoa, porem disserom os antiigos quc nenhuum he tam verdadeiramente achado, como aquel cuja morte nom tira da memoria o gramde espaço do tempo. E se alguum disser que muitos forom ja que tanto e mais que el amarom, assi como Adriana e Dido, e outras que nom nomeamos, segumdo se lee em suas epistolas, respomdesse que nom fallamos em amores compostos, os quaaes alguuns autores abastados de eloquemcia, e floreçentes em bem ditar, hordenarom segumdo lhes prougue, dizemdo em nome de taaes pessoas, razoões que numca nenhuuma dellas cuidou; mas fallamos daquelles amores que se contam e leem nas estorias, que seu fumdamento teem sobre verdade.
Este verdadeiro amor ouve elRei Dom Pedro a Dona Enes como se della namorou, seemdo casado e aimda Iffamte, de guisa que pero dela no começo perdesse vista e falla, seemdo alomgado, como ouvistes, que he o prinçipal aazo de se perder o amor, numca çessava de lhe emviar recados, como em seu logar teemdes ouvido. Quanto depois trabalhou polla aver, e o que fez por sua morte, e quaaes justiças naquelles que em ella forom culpados, himdo contra seu juramento, bem he testimunho do que nos dizemos. E seemdo nembrado de homrrar seus ossos, pois lhe ja mais fazer nom podia, mandou fazer huum muimento dalva pedra, todo mui sotillmente obrado, poemdo emlevada sobre a aimda Iffamte de çima a imagem della com coroa na cabeça, como se fora Rainha; e este muimento mandou poer no moesteiro Dalcobaça, nom aa emtrada hu jazem os Reis, mas demtro na egreja ha maão dereita, açerca da capella moor.
A Portugal foram trazidos Álvaro Gonçalves e Pero Coelho, e chegaram a Santarém onde el-Rei D. Pedro estava, e el-Rei, com prazer de sua vinda, porém muito magoado por que Diego Lopez fugira, os foi receber, e ódio cruel sem piedade lhes fez por sua mão torturar querendo que lhe confessassem quais foram da morte de D. Inês culpados, e o que era que seu pai tratava contra ele, quando andavam em desavença por ocasião da morte dela; e nenhum deles respondeu a tais perguntas, coisas que a el-Rei agradasse; e el-Rei, com queixume, dizem que deu uma chicotada no rosto de Pero Coelho, e ele saltou então contra el-Rei, em desonestas e feias palavras, chamando-lhe traidor e perjuro, algoz, carniceiro dos homens, e el-Rei, dizendo que lhe trouxessem cebola e vinagre para o coelho, enfadou-se deles e mandou-os matar.
A maneira de sua morte, sendo contada em detalhes, seria mui estranha e crua de contar, cá mandou tirar o coração pelos peitos a Pero Coelho e a Álvaro Gonçalves pelas espáduas; e quais palavras ouve, e aquele que lhe tirava que tal ofício havia pouco em costume seria bem dolorida coisa de ouvir, enfim mandou-os queimar, e tudo feito ante o palácio real onde ele pousava, de modo que comendo olhava o que mandava fazer. Muito perdeu el-Rei de sua boa fama por tal escambo como este, o qual foi tido em Portugal e em Castela por mui grande mal, dizendo todos os bons que o ouviram que os reis erravam muito indo contra a suas verdades, pois que estes cavaleiros estavam sobre segurança abrigados em seus reinos.
POESIA

PALACIANA
A produção poética quatrocentista foi recolhida por Garcia de Resende no seu Cancioneiro Geral (1516).
A poesia nele contida caracteriza-se, antes do mais, pelo divórcio operado entre a "letra" e a música.
O ponto alto do Cancioneiro Geral é representado pela poesia lírica. O amor sofrimento, súplica mortal, continuando igual tendência do lirismo trovadoresco. Algo novo: a mulher perde seu halo ideal, desce à terra, carnaliza-se, adquirindo graças físicas e sensoriais.

MASSAUD MOISÉS
ESTÉTICA
esparsa
trova
vilancete
cantiga
OUTRA ESPARSA SUA

D'esperança em esperança
pouco a pouco me levou
grand'engano ou confiança
que me tão longe leixou
Se m'isto tomara outrora
cuidara de ver-lhe fim
mas qu'hei de cuidar j'agora
sem esperanças e sem mim?
ESPARSA
Fala D. Inês

Qual será o coraçam
tam cru e sem piadade,
que lhe nam cause paixam
úa tam gram crueldade
e morte tam sem rezam?
Triste de mim, inocente,
que, por ter muito fervente
lealdade, fé, amor
ó príncepe, meu senhor,
me mataram cruamente!

A minha desaventura
nam contente d'acabar-me,
por me dar maior tristura
me foi pôr em tant'altura,
para d'alto derribar-me;
que, se me matara alguém,
antes de ter tanto bem,
em tais chamas nam ardera,
pai, filhos nam conhecera,
nem me chorara ninguém.
TROVA
Vilancete

Entre mim mesmo e mim
não sei que se alevantou,
que tão meu imigo sou.

Uns tempos, com grande engano,
vivi eu mesmo comigo,
agora no mor perigo
se me descobre o mor dano.
Caro custa um desengano
e pois me este não matou
quão caro que me custou.

De mim me sou feito alheio,
entre o cuidado e cuidado
está um mal derramado
que por mal grande me veio.
Nova dor, novo receio
foi este que me tomou:
assim me tem, assim estou.
VILANCETE
mote
glosa
Perdigão Perdeu a Pena
Não há mal que lhe não venha.

Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.

Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.
VILANCETE
MOTE
VOLTAS
VOLTAS
Cantiga

Senhora, partem tam tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,
tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.

Partem tam tristes os tristes
tam fora d’esperar bem,
que nuca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.
CANTIGA
MOTE
GLOSA
GLOSA
Cantiga

Acho que me deu Deus tudo
para mais meu padecer:
os olhos - para vos ver,
coração - para sofrer,
e língua para ser mudo

Olhos com que vos olhasse,
coração que consentisse,
língua que me condenasse:
mas não já que me salvasse
de quantos males sentisse.

Assim que Deus me deu tudo
para mais meu padecer:
os olhos para vos ver,
coração para sofrer,
e língua para ser mudo.
CANTIGA
MOTE
GLOSA
1465-1537
GIL VICENTE
começa seu teatro a 7 de junho de 1502, por ocasião do nascimento do futuro D. João III, filho de D. Manuel. Penetrando na câmara real a fim de saudar o excelso evento. Declama o MONÓLOGO DO VAQUEIRO (AUTO DA VISITAÇÃO). Causa boa impressão, assim lhe pedem para encenar nas festas de Natal. Encena outra peça: AUTO PASTORIL CASTELHANO
Gil Vicente nunca deixou de impor-se como teatrólogo e impor o seu gosto pessoal. E se por vezes parece haver obedecido às injunções do ambiente em que vivia e em que levava o seu teatro, jamais se rebaixou a ponto de se desmerecer, ainda que, para defender sua autonomia moral, tivesse de camuflá-la com o emprego de disfarces, símbolos, alegorias e mesmo o cômigo mais desopilante.
AUTO
DA BARCA DO INFERNO
estética
mais de 100 versos
distribuídos em 8 versos por estrofe
redondilha maior
cenas justapostas
esquema de rima:
a
b
b
a
a
c
c
a
JUAN DEL ENCINA - influencia Gil Vicente na temática religiosa e pastoril.
TORRES DE NAHARRO - exerceu forte influência sobre as farsas e crítica social
FARSA:
s.f. Peça teatral de poucos atores apresentada através de um simples diálogo, ação trivial ou burlesca, gracejos, situações cômicas, ridículas etc.
Ato ridículo, coisa burlesca.
Fingimento.
AUTO:
s.m. Peça teatral em forma poética, de origem medieval, que focaliza temas religiosos e profanos. Criação essencialmente popular, apresenta uma linguagem que integra vocabulário e expressões consagradas pelo povo. Divide-se em partes declamadas, bailados e cantos, geralmente acompanhados por pequenos conjuntos musicais.
PERSONAGENS
FIDALGO
FIDALGO DOM ANRIQUE
personagem tipo: representa a nobreza
insígias: pajem que lhe leva a cauda comprida; cadeira de espaldas
significado: presunção, soberba e tirania
alegação: a quem ore por ele na Terra
ironia: Anjo - tirania; deprezo pelo povo queixoso
ONZENEIRO
AGIOTA - 11% DE JUROS
personagem tipo: representa grupos de agiotas
insígias: bolsa vazia
significado: cobiça
alegação: o bolsão já está vazio
ironia: Anjo - Não no coração
PARVO
JOANE
personagem tipo: representa o povo
insígias: não tem
significado: tolo, ignorante: não traz pecados
alegação: talvez alguém
ironia: Anjo reconhece sua inocência, mas não o deixa entrar na barca
SAPATEIRO
ÇAPATEIRO - COMERCIANTE
personagem tipo: representa os comerciantes
insígias: formas com que faz os sapatos
significado: cobiça; exploração do povo
alegação: não tem - é excomungado
ironia: Diabo - roubar o povo por 30 anos
FRADE
FREI BABRIEL
personagem tipo: representa o clero
insígias: escudo, espada e capacete; sua mulher (Frorença)
significado: devassidão e abusos da Igreja
alegação: poder da batina e número de salmos rezados
ironia: Joane - Frade se sente superior. Não tem contato com o Anjo
ALCOVITEIRA
BRÍSIDA VAZ
personagem tipo: representa as cafetinas
insígias: 600 virgos postiços; 3 arcas de bruxaria
significado: promiscuidade. Preparação das meninas para Santa Sé.
alegação: julga ter o merecimento dos apóstolos, dos anjos e dos mártires.
ironia: Diabo - ridicularizando a imagem de santa de Brígida - Brígida se denuncia pela linguagem utilizada ao Anjo
JUDEU
SEMIRAFÁ
personagem tipo: representa o avarento e o negocista - perfil popular do judeu.
insígias: tostões (dinheiro); bode
significado: negocista; ao bode, em confissão, era passado todos os pecados, levado ao deserto, tudo era esquecido - Azazel
alegação: Não é merecedor nem da Barca do Inferno
ironia: Diabo - fica descontente ao ver a Judeu se aproximando; Joane - trata com insultos.
CORREGEDOR
PROCURADOR
personagem: tipo - representa os magistrados e administradores - representantes da justiça.
insígnia: livros em que estão registrados os processos
significado: propinas que recebem - filhos da ciência - corrupção, omissão e roubo
alegação: Serem representantes das leis dos homens
ironia: Diabo e Joane - Usam do latim
ENFORCADO
personagem: tipo - representada as pessoas manipuladas. Representa também o poder de manipulação da burocracia corrupta.
insígnia: dos pecados: não tem; a CORDA é símbolo da tentativa de se redimir dos seus pecados.
significado: Resolver os problemas; Livrando-se do infeliz.
alegação: Foi orientado por Garcia Moniz.
ironia: Diabo - condenado pelos roubos em vida
CAVALEIROS
personagem: tipo - Absolvidos pela fé
insígnia: Cruz de Cristo
significado: Em nome da santa fé católica
alegação: Morreram lutando contra os mouros
ironia: não tem. Vão direta à barca da Glória
ANJO
personagem - alegórica - BEM
significado - protetor da barca; impedir a entrada de pecadores na barca.
julgamentos severos
veredito - definitivo
discurso - frio, impessoal, previsível
postura - sóbrio, comedido, sem emoção, impaciente e ironia refinada
DIABO
personagem - alegórica - MAL
significado - justiceiro de Deus. Sabe que o grosso da natureza humana lhe pertence.
julgamentos - testa a virtude dos seres humanos
veredito - Sucumbidos ao pecado, danação eterna
discurso - vigoroso, sarcástico, inteligente, imperativo. Versalidade linguística.
postura - da euforia à colera; fingida ternura ao sarcasmo áspero; persuasivo e tirano. Pragueja e dança.
Arte Menipeia
Também chamada de Lucianismo. Tradição menipeia, aquela criada por Luciano de Samósata, escritor do século II. No livro Diálogo com os mortos, há a conversa do barqueiro Caronte com seus passageiros - Menipo.
Aplicado à literatura Fantástico-Maravilhosa em que as personagens mortas agem no contexto.
ARTE GÓTICA
Tema religiosidade. A falta de continuação nas cenas. Inúmeras figurações de almas penando no inferno são a máxima expressão da arte gótica.
A presença da dor e do sofrimento diante do julgamento final.
CARNAVALIZAÇÃO
O carnaval é a manifestação de um mundo às avessas na qual as distâncias entre os homens, criada pelas leis que determinam um sistema de uma vida normal, são suspensas.
Os ritos e os espetáculos carnavalescos ofereciam uma visão de mundo, do homem e das relações humanas totalmente diferente, deliberadamente não oficial, exterior à Igreja e ao Estado; pareciam ter se constituído, ao lado do mundo oficial, um segundo mundo e uma segunda vida ... . Essa segunda vida da cultura popular constrói-se como paródia da vida ordinária, como um mundo ao revés (Bakhtin, 1987:5).
“Ao contrário da festa oficial, o carnaval era o triunfo de uma espécie de libertação temporária da verdade dominante e do regime vigente, da abolição provisória de todas as relações hierárquicas, privilégios, regras, tabus (Bakhtin, 1987: 8).
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