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Aula 2 - Gênese do Lazer

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by

João Freitas

on 13 April 2016

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Transcript of Aula 2 - Gênese do Lazer

Aula 2
Gênese do Lazer: uma aproximação histórica e etimológica

Prof. João Freitas
Universidade Federal de Juiz de Fora
Instituto de Ciências Humanas
Departamento de Turismo

Fundamentos do Lazer
13 de abril de 2016
Leitura obrigatória para a aula:
GOMES, C. L. Verbete Lazer – Ocorrência histórica. In: GOMES, C. L. (Org.).
Dicionário Crítico do Lazer
. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2004. p.133-141

Objetivos da aula:
Dilatar a concepção que se tem acerca do Lazer
Analisar a ocorrência história do fenômeno moderno do Lazer;
Entender as principais linhas teóricas acerca do surgimento do fenômeno;
Perceber a importância do olhar histórico.

Estrutura da aula:
Arqueologia do Futebol;
Etimologia do Lazer e outros termos relacionados;
Apontamentos para a compreensão da Gênese do Lazer.

Arqueologia do Futebol
"Eu sei que, na manhã de Natal, um alemão olhou para a trincheira - nenhum tiro. Nossos homens fizeram o mesmo, e, em seguida, alguns dos nossos homens saíram e trouxeram 69 mortos e os sepultaram. A próxima coisa que vi foi uma bola de futebol ser chutada para fora de nossas trincheiras e alemães e ingleses jogaram futebol. "- Carta do Sargento Britânico Clement Baker, 1914
Tudo tem história.
o lazer sempre existiu, ou representa um fenômeno característico das modernas sociedades urbano-industriais?
Sebastian de Grazia (1966)
Skholé
"o “lazer” era um estado filosófico no qual cultivava-se a mente por meio da música e da contemplação. Este estado seria alcançado apenas por aqueles que conseguiam libertar-se da necessidade de estar ocupado (e de realizar o trabalho produtivo, que era visto como indigno). O ideal clássico de “lazer” indicava, portanto, distinção social, liberdade, qualidade ética, relação com as artes liberais e busca do conhecimento" (DE GRAZIA
apud
GOMES, 2004, p. 133)
Of time, work and leisure
Frederic Munné (2002)
O Lazer não serve para nada, o negócio é o trabalho.
licere
utilização do tempo livre no qual o indivíduo se permite realizar as suas vontades, estando menos coagido pelas obrigações profissionais, sociais, familiares e religiosas
"ser lícito"
"ser permitido"
servire
servus
servitium
escravo
serviço
O lazer não precisa "servir" a algo, deve ser encarado com uma atividade realmente livre.
Cronologia do Futebol
Tsu-chu
Epyskiros
Harpastum
Football
Calcio
Pok ta Pok
Soule
Kemari
tsu
"bola cheia"
chu
"feita de couro"
3.000 a.C. (China-Huang-Ti)
Yang-Tsé 2.197 A.C.
Cuju
embaixadinhas?
Sec. VII - Japão
ke
mari
"pontapear"
"bola"
caráter ritualístico
900 A.C. - Grécia
Homero
treinamento militar

campo retangular com 9 a 17 jogadores de cada lado
1200 A.C. - Mesoamérica
Caráter ritualístico
Sacrifício do "capitão" da equipe derrotada
150 A.C. Roma Antiga
Termo em latim que deriva do grego,
harpastos
significa "levado, transportado".
étymos
= verdadeiro
lógos
= ciência
20 a 200 jogadores

'contornos dramáticos'
1200 - França
Sec. XIV - Itália
Sec. XVII - Inglaterra
Tiempo, trabajo y ocio
Aristóteles
lazer = ócio?
nec,
advérbio de negação
otium
, sinônimo de descanso, recreação
tripalium
1) tempo psicobiológico, destinado a necessidades fisiológicas e psíquicas;
2) tempo socioeconômico, destinado ao trabalho;
3) tempo sociocultural, dedicado a vida em sociedade; e
4) tempo de ócio, destinado a atividades de desfrute pessoal.
"Um jogo bárbaro, que só estimula a cólera, a inimizade, o ódio e a malícia." Phillipe Stubbes
elitização do esporte e introdução de regras
Grécia Antiga
Roma Antiga
panis et circenses
'ócio' como diversão
Sempre existiu
Fenômeno moderno
pão e circo
Ethel Bauzer Medeiros (1975)
lazer "como uma das necessidades básicas do ser humano"
recreação: jogos, danças campestres, banquetes, músicas, pescarias, contos de poesia, folguedos populares, bailes e festas, feiras e romarias.
tempo residual do trabalho
Idade Média
Renascimento
Tempos naturais

Economia agrícola,

Sociedade dividida, basicamente, entre a nobreza e camponeses;

Pensamento fundamentado na lei religiosa e forte controle social exercido pelo clero;

Subverção da realidade: Carnavais (BAKHTIN, 1979)
dolce far niente
(V - XV)
(1100 a.C. - 146 a.C.)
(753 a.C - II)
Valorização do ócio;

Indignidade do trabalho;

Tempo para a contemplação.
(XIV - XVII)
Modernidade
(1453 - 1979?)
Valor ético e religioso do trabalho

Burguesia ascendente

"Ética cristã e o espírito do capitalismo"
Joffre Dumazedier (1979)
Trabalho e recreação entrelaçados
"O lazer não é a ociosidade, não suprime o trabalho; o pressupõe"
Nelson Marcellino (1983)

Victor Melo e Edmundo Alves Júnior (2003)
Isso é tudo, pessoal!
Próxima aula: 20/04
- Nascimento do Lazer: a Modernidade
- L
eitura obrigatória
:
MELO, V. A. de; ALVES JUNIOR, E. de D. A emergência do lazer [Capítulo 1] In: MELO, V. A. de; ALVES JUNIOR, E. de D.
Introdução ao Lazer
, São Paulo: Manole, 2003. p. 1-22.
[XEROX]


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